117 episódios
- Rogério Gimenes de Campos (UNILA) narra sua trajetória interdisciplinar nos campos da História, Filosofia e Letras Clássicas. Comenta suas pesquisas e interesses em autores não canônicos;na medicina antiga. Conversa sobre épodo curativo; a recepção dos estudos clássicos no contexto latino-americano e o platonismo andino. Depois, apresenta a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, localizada em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira. Explica ser um ambiente diverso, multicultural e plurilíngue. Na segunda parte deste episódio, apresenta-nos Heródico de Selímbria, diferencia as leituras de Diels e de Daniella Manetti, explica as menções a respeito de Heródico em Platão (Fedro e República) e em pseudo-Hipócrates (Epidemias).
- Alexandre Hasegawa (USP) conta para os ouvintes o seu percurso até as Letras Clássicas e ao Latim. Descreve as atividades e proximidades dos grupos de pesquisa em que atua: VerVe (Verbum Vertere) e LATTIM. Em seguida, comenta sobre os projetos, traduções e coleções da Editora Mnema. Na segunda parte deste episódio, Alexandre Hasegawa apresenta a personagem Virgílio, o poeta latino do século I a.C., que escreveu durante o principado de Augusto. Hasegawa explica o percurso poético direcionado de Virgílio nos gêneros: humilde (Bucólicas); médio (Geórgicas) e elevado (Eneida). Destaca ser Virgílio o modelo para os poetas tanto contemporâneos quanto posteriores. Analisa a recepção, influência e fontes de Virgílio, poeta incontornável.
- Mariana Figueiredo Virgolino (MAE/USP) relembra sua trajetória pessoal e acadêmica, explica como foi transitar em duas áreas no mesmo período ao cursar História e Direito, possibilitando uma visão multidisciplinar. Na segunda parte, Mariana Figueiredo apresenta a personagem Asclépio, um príncipe humano, heroicizado e posteriormente divinizado. Os principais centros de culto eram Epidauro, o centro difusor do culto; Trica; Tessália; Cós, de onde veio a família de Hipócrates; Pérgamo; Cios e Atenas. Mariana Figueiredo explica os rituais performados nos santuários, os tratamentos recomendados e as oferendas votivas. Descreve como o culto se espalhou pelo Mediterrâneo e chegou a Roma no séc. III A.E.C. Por fim, explica que a medicina racional hipocrática e a medicina religiosa não eram ramos separados, mas campos que se alimentavam mutuamente, com médicos frequentemente atuando como sacerdotes. Finaliza ressaltando o olhar holístico sobre a saúde
- Adriene Baron Tacla (UFF) relembra sua trajetória, temas de interesse e formação em História e nos Estudos Clássicos. Comenta sobre suas pesquisas no campo da História Digital. Analisa as Humanidades Digitais e o ensino de História; a importância do letramento digital e o uso de ferramentas em sala de aula; diferencia o digital, o nascido digital e o que foi digitalizado. Sobre inteligência artificial, destaca possibilidades do uso como ferramenta para análise epigráfica e linguística histórica; ressalta o papel crucial do historiador e alerta para os riscos de imprecisões do ponto de vista histórico e arqueológico, além da questão da autoria. Na segunda parte, Adriene Baron Tacla apresenta a personagem Togirix, rei que porta um machado. Descreve o anverso e reverso nas cunhagens da Idade do Ferro, em moedas celtas que circulavam não apenas para pagamento, mas como elemento votivo. Analisa também a personagem Vercingetorix. Explica como a documentação numismática ajuda a entender a formação de várias alianças que vão adotar uma imagem monetária para ajudar a construir uma imagem de unidade, que não existia na Idade de Ferro.
- Orlando Luiz de Araújo (UFC) conta para nós sua trajetória nas Letras que começou com interesse pela Literatura Brasileira. Relembra como as aulas do professor Eleazar Magalhães Teixeira, o criador do Núcleo de Cultura Clássica no Ceará, fisgaram-no para os Estudos Clássicos. A partir do seu interesse pelo teatro e das suas pesquisas sobre tragédia grega, especialmente obra de Sófocles, Orlando Araújo explica como o diálogo entre os gêneros o conduziu para a epistolografia. Em seguida, nos apresenta a personagem Alcífron, autor das cartas de pescadores, camponeses, parasitas e hetairas. Explica a estimativa destas 122 cartas que variam de V a.C a III d.C. Destaca os principais temas: as dificuldades cotidianas, a sobrevivência no mar e no campo, a relação entre o campo e a cidade, a busca por banquetes e a exclusão social. Explica a influência da comédia nova de Menandro; traços de retórica, elegia, épica e sentenças. Destaca a relevância da obra, o estilo e a possibilidade de ser voz para um grupo. Por fim, comenta sobre seu projeto de tradução e estudos das Cartas das Cortesãs, de Alcífron, e das Cartas de Amor, de Aristêneto para contribuir com pesquisas sobre questões de sexualidade e gênero.
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