Donald Trump volta a tensionar o tabuleiro internacional — agora com ameaças explícitas à Groenlândia, território do Reino da Dinamarca, e com sinais de escalada contra o Irã em meio a protestos e repressão. Neste episódio, Felipe Recondo conversa com Vladimir Aras (UnB e Ministério Público Federal) para destrinchar, com o rigor do Direito Internacional e o realismo da política externa, o que existe de bravata, o que pode virar fato consumado e quais seriam as consequências para a ordem global.
A conversa passa pela história e pelo status jurídico da Groenlândia, pelo papel da OTAN e pela hipótese-limite de um conflito entre membros da própria aliança. Aras explica quais formas de aquisição territorial são legítimas, por que invasões configuram crime de agressão e como isso se relaciona com precedentes recentes — da Crimeia à guerra na Ucrânia.
Na segunda parte, o foco é o Irã: as causas econômicas e políticas dos protestos, o quadro de violações de direitos humanos, o debate sobre respostas multilaterais e a doutrina da “Responsabilidade de Proteger” (R2P). O episódio também revisita episódios sul-americanos ligados ao tema — do atentado à AMIA às suspeitas sobre redes como o Hezbollah — e discute por que, com o enfraquecimento de mecanismos internacionais, soluções unilaterais voltam a ganhar força.
📌 Tópicos do episódio
Groenlândia: contexto histórico, interesse estratégico e disputa de soberania
OTAN e integridade territorial: o que acontece se um membro ameaça outro
Direito Internacional: compra, anexação, invasão e crime de agressão
Autodeterminação e direitos dos povos indígenas (Inuit)
Irã: protestos, repressão e riscos de escalada militar
Violações de direitos humanos e o impasse da resposta internacional
R2P (Responsabilidade de Proteger) e os limites do multilateralismo hoje
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