QUEM É VILÃ AQUI? No oitavo episódio do Tá Calor, a gente sobe os andares do elevador pra falar do retorno mais aguardado de 2026: O Diabo Veste Prada 2, com Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt voltando pro universo da Runway depois de vinte anos.
Gravado no nosso tradicional elevador, o episódio recebe uma convidada especial e icônica: Maíra Blasi, carioca de Campo Grande, especialista em futuro do trabalho, capricorniana confessa e a única mulher que consegue mandar no Igor depois da mãe dele. A Maíra trouxe uma camada que faltava na conversa: a leitura do filme como retrato fiel do mundo corporativo de 2026, onde herdeiro de colete puffer contrata consultoria chique pra fazer layoff em massa e acha que resolve tudo digitalizando com IA.
A partir da pergunta "o que é ser vilã?", a conversa escala pra análise da Miranda como uma trabalhadora (não dona da empresa), a vilania feminina como reação a um sistema que exige dureza das mulheres em posição de liderança, o paralelo com a Anitta cancelada no documentário, e o eterno debate sobre por que homem hétero medíocre sempre acaba estragando filme bom. Ah, e a Meryl Streep dobrou o cachê dela porque sabia que o filme ia ser icônico. Sim, é isso mesmo.
O filme acompanha a Andy vinte anos depois, agora jornalista premiada, sendo demitida no meio da entrega de um prêmio de jornalismo investigativo junto com todo o departamento dela. Em paralelo, a Runway entra em crise sob o herdeiro Faria Lima que decide modernizar tudo na marra, e a Miranda chama a Andy de volta pra tentar salvar a revista. Entre franjas icônicas, cabelos Chanel e cameos de Lady Gaga, a gente debate se Borgli — quer dizer, se David Frankel entrega uma continuação que justifica os vinte anos de espera ou se ele só quis surfar na nostalgia.
Neste episódio você vai ouvir:
A fofoca de que a Lauren Weisberger, autora do livro, foi assistente real da Anna Wintour e virou a Andy do filme
Por que em outros países da América Latina o filme se chama El Diablo Veste Moda (e a teoria decolonial da Maíra sobre isso)
Como a Anna Wintour remodelou a sala dela depois que espionaram pra copiar no primeiro filme
A defesa da vilania feminina e o paralelo com a Anitta cancelada no documentário pelo Will.i.am
A crítica social da Runway como retrato fiel do mundo corporativo: layoff, fusão, cultura woke e consultoria externa
Por que o pé da Emily Blunt virou meme depois de Um Lugar Silencioso
O affair forçado da Andy com o cara banana e o debate "mamaria, porém"
A injustiça do 3.5 no Letterboxd e a teoria de que héteros estão sabotando a nota
O comentário icônico: "ninguém vira a Miranda agradando todo mundo"
Se você quer entender por que O Diabo Veste Prada 2 merece muito mais que 3.5 no Letterboxd, escutar uma especialista em futuro do trabalho destrinchar a Runway como caso de estudo corporativo, descobrir por que jaquetinha puffer não pode (a não ser que você seja trader) e acompanhar três pessoas debatendo moda, poder e vilania feminina até a Miranda dar suas derrapadas de vulnerabilidade, aperta o play e vem passar calor com a gente.
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