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Coluna Atílio Bari

Atilio Bari
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  • Coluna Atílio Bari

    A estrela Dalva de Oliveira revive em memória e no palco

    01/04/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari revisita a trajetória de Dalva de Oliveira, uma das maiores vozes do rádio nas décadas de 1940 e 1950. A “Rainha da voz” arrastava multidões e emocionava ouvintes com canções de amores intensos e sofridos. “Os corações mais sensíveis se emocionavam às lágrimas com as suas interpretações”, enquanto fãs se acotovelavam na porta da Rádio Nacional para ver de perto sua majestade.  
    Entre esses admiradores estava Renato Borghi, que se encantou ainda criança com a voz de Dalva ao ouvi-la em um disco infantil. “Foi o início de um amor descomunal”, que atravessou décadas e se transformou em devoção artística. O ator acompanhou intensamente os episódios da vida da cantora. Anos depois, já consagrado no teatro ao lado de Zé Celso Martinez Corrêa, Borghi tentou levar Dalva aos palcos, sonho interrompido pela morte da artista. Em 1987, transformou essa paixão no espetáculo “A Estrela Dalva”, protagonizado por Marília Pêra.
    Quase quatro décadas depois, esse vínculo ganhou uma nova forma no espetáculo “Minha estrela Dalva”, em cartaz até julho no Teatro do Sesi, na Avenida Paulista. Em cena, Borghi revisita sua própria memória e imagina encontros com a cantora. A montagem conta com Soraya Ravenle no papel da estrela, além de Elcio Nogueira Seixas interpretando o Borghi jovem, sob direção de Elias Andreato. Aos 91 anos, Borghi segue emocionado e fiel àquela voz que o encantou na infância, provando que algumas paixões atravessam o tempo e se eternizam no palco.
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    Juca de Oliveira deixa legado marcante na dramaturgia brasileira

    25/03/2026 | 4min
    Na coluna desta quarta-feira (25), Atílio Bari lamenta a morte de Juca de Oliveira, anunciada no último sábado. Ao longo de décadas, o ator construiu uma trajetória marcante na televisão, no cinema e, sobretudo, no teatro. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o filme “O caso dos irmãos Naves”, dirigido por Luiz Sérgio Person, e a potente adaptação de “Rei Lear”, apresentada em forma de monólogo. Sua presença em cena, sempre intensa, consolidou uma carreira admirada por público e crítica.
    Ainda jovem, Juca destacou-se em montagens como Frei Luís de Sousa, ao lado de Aracy Balabanian, e logo iniciou sua carreira profissional, passando pelo Teatro Brasileiro de Comédia e pelo Teatro de Arena. Durante a ditadura militar, enfrentou a repressão e chegou a se exilar na Bolívia com Gianfrancesco Guarnieri. De volta ao Brasil, integrou o elenco de novelas importantes, como “Saramandaia” e “Nino, o italianinho”.
    Com o fim da censura, retornou ao teatro também como dramaturgo, escrevendo peças de grande repercussão, como “Caixa dois” e “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”.Seu trabalho abordava temas como corrupção, desigualdade e as contradições da sociedade brasileira. Conhecido pelo humor e pela personalidade afetuosa, costumava brincar que gostava de “se reunir com amigos para tomar vinho e falar mal de quem não estivesse presente”. Juca de Oliveira deixa um legado duradouro na cultura nacional, com personagens, reflexões e uma dedicação profunda ao teatro que seguem vivos na memória do público.
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    Agro e poder viram alvo crítico na Agropeça teatral

    18/03/2026 | 4min
    Na coluna de hoje, o agronegócio é apresentado como uma força dominante não apenas na economia brasileira, mas também na cultura e no imaginário popular, impulsionado por campanhas que repetem o lema “o agro é pop”. Esse poder econômico e simbólico ultrapassa o campo e se espalha pela música, pela moda e pelo comportamento, consolidando o chamado “agronejo” e suas variações.
    O grupo Teatro da Vertigem propõe uma reflexão crítica com o espetáculo “Agropeça”, ambientado em uma arena de rodeio e inspirado no universo do “Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, ressignificado sob uma perspectiva maisdura. A montagem reconstrói os personagens: Pedrinho surge como um homem conservador e machista, Narizinho questiona a exploração de Tia Anastácia, o Visconde representa o capital estrangeiro e Emília, além de objeto de desejo, assume o papel de denúncia social.
    Encenado em um espaço ligado ao MST, o espetáculo adota um tom crítico que, por vezes, pode soar unilateral, mas ganha força ao incorporar elementos de festa de rodeio, com música, religiosidade e figuras políticas. Com direção de Antonio Araújo e destaque para Tenca Silva no papel de Emília, Agropeça se apresenta como “uma experiência e tanto”, ao tensionar o universo agro em suas múltiplas dimensões.
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    Mostra internacional de teatro movimenta São Paulo

    11/03/2026 | 4min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca a 11ª edição da “Mostra internacional de teatro de São Paulo”, em cartaz até 15 de março. A iniciativa retoma o espírito dos históricos festivais organizados entre as décadas de 1970 e 1990 pela produtora e atriz Ruth Escobar, que trouxe ao Brasil encenadores e companhias de várias partes do mundo. A MIT SP foi criada em 2014 pelo diretor Antonio Araújo e pelo produtor cultural Guilherme Marques, com colaboração de Raphael Steinhauser e uma ampla equipe, resgatando essa tradição de intercâmbio artístico internacional.
    Mais do que trazer espetáculos estrangeiros, o evento também promove processos criativos, performances, debates e ações pedagógicas, reunindo produções internacionais e trabalhos de várias regiões do Brasil. A abertura da Mostra apresentou “História da violência”, adaptação da obra do escritor francês Édouard Louis, em uma encenação vinda da Alemanha que aborda temas como racismo, homofobia e relações familiares. A trama acompanha um jovem que leva para casa um homem de origem argelina e vê a relação afetiva inicial se transformar em um episódio de extrema violência.
    Outro destaque da programação é “Quem matou meu pai”, também baseado na obra de Édouard Louis, em cartaz até sexta-feira no Teatro Paulo Autran. No espetáculo, o próprio autor revisita sua relação conturbada com o pai alcoólatra e violento, enquanto discute temas como desigualdade social e preconceito na França contemporânea. Com uma programação extensa — confira em mitsp.org —, que inclui espetáculos, debates, performances e atividades gratuitas espalhadas por diversos espaços da cidade, a MIT-SP segue consolidando seu papel como um dos eventos mais importantes do teatro em São Paulo.
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    Medea de Sêneca: paixão, ódio e a ambiguidade humana

    04/03/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca “Medea”, de Sêneca, em cartaz no Sesc Consolação até 15 de março, com direção de Gabriel Villela. A montagem parte da versão escrita nos primeiros anos do cristianismo e mergulha na face mais cruel do mito eternizado por Eurípides. Aqui, a história da mulher que trai a própria família por amor a Jasão e, depois, tomada pelo ódio, executa uma vingança devastadora, ganha contornos ainda mais duros.
    O espetáculo apresenta uma Medéia fragmentada em três vozes: Rosana Stavis surge como a narradora que antecipa a explosão final; Mariana Muniz encarna a face mística da personagem; e Walderez de Barros relata friamente os atos sangrentos que culminam na morte de Creusa, do rei Creonte e dos próprios filhos.
    Concebida por Villela, a encenação está centrada na palavra, “mastigada e pronunciada pelo elenco impecável em tons trágicos”, em contraste com os diálogos coloquiais. A cenografia de J. C. Serroni cria um ambiente de ruínas gregas envelhecidas e grandes cortinas que envolvem o espaço cênico, enquanto figurinos e máscaras suntuosos, com toques de dourado, reforçam o peso dramático da tragédia. “Cruel, como cruéis são os dias que vivemos, de falsidades, vinganças, loucuras e ódios. Mas acima de tudo, um espetáculo fascinante”, conclui o colunista.

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