PodcastsArteColuna Atílio Bari

Coluna Atílio Bari

Atilio Bari
Coluna Atílio Bari
Último episódio

103 episódios

  • Coluna Atílio Bari

    Justiça, violência e o motociclista no globo da morte

    11/2/2026 | 5min
    Até que ponto uma violência descabida pode nos levar a cometer atitudes impensadas?
    É a pergunta que Atílio Bari lança aos ouvintes na coluna desta quarta-feira (11). No episódio, o colunista fala sobre o espetáculo “O motociclista no globo da morte”, em cartaz no Teatro Vivo até 29 de março. A história de Antônio, vivido por Eduardo Moscovis, coloca um homem tranquilo, pacato e sensato diante de uma situação de injustiça e violência.
    A trama apresenta uma situação semelhante a um caso de brutalidade que comoveu o país: o caso do cão Orelha. No espetáculo, um homem agressivo, ressentido pela rejeição de uma garçonete, decide descontar a fúria em um cachorro de rua que costuma andar pela região. O que ele faz com o animal causa uma revolta no protagonista que, até então, era apenas espectador da barbárie, armado de um princípio que o isenta de responsabilidade, definido pelo colunista como: “não é comigo, não tenho nada com isso”.
    Com texto de Leonardo Netto e direção de Rodrigo Portella, a obra não utiliza artifícios cênicos para contar a história, narrada cruamente por Moscovis, aumentando a perplexidade do espectador. Por fim, Atílio levanta outro questionamento: “aonde pode nos levar essa normalização da agressividade que está afetando os nossos sentimentos e os nossos julgamentos? A violência gera violência? Como diz a peça, somos todos motociclistas num imenso globo da morte, se esquivando dos semelhantes para evitar um desastre”.

    Atílio Bari é idealizador e apresentador do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do Estação Cultura, todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
    __________ 

    Estação Cultura
    De segunda a sexta, das 10h às 12h, na Cultura FM
    Produção e reportagem: Cirley Ribeiro
    Apresentação: Teca Lima
    Rádio Cultura FM
    103,3 MHz
    https://cultura.uol.com.br/radio/
    APP – CULTURA PLAY
  • Coluna Atílio Bari

    A crítica atemporal presente na “Ópera do malandro”

    04/2/2026 | 4min
    Em 1978, tempos de ditadura militar no Brasil, a “Ópera do malandro” chegou ao palco do Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. Uma criação de Chico Buarque, com direção de Luís Antônio Martinez Corrêa, irmão de Zé Celso. Na versão brasileira da “Ópera dos três vinténs”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht — que, por sua vez, foi inspirada na “Ópera dos mendigos”, de John Gay —, a história se passa na Lapa, famoso bairro boêmio do Rio que, nos anos 1940, entra em processo de decadência. A trama acompanha malandros, prostitutas, contrabandistas, policiais desonestos e empresários inescrupulosos, propondo-se a retratar a sociedade brasileira e denunciar costumes enraizados desde a política até a classe mais baixa.
    Na coluna desta quarta-feira (04), Atílio Bari comenta uma nova versão do espetáculo, cuja crítica que carrega se prova atemporal. A montagem, em cartaz até março no Teatro Renault, apresenta, segundo o diretor Jorge Farjalla, uma nova visão do clássico. “Ressaltou as personagens femininas, ampliou o papel de algumas delas, trouxe a travesti Geni para o centro da trama, trouxe a umbanda, misturou tudo com melodrama, tiroteios, e incorporou canções que não faziam parte da montagem original”.
    Para o colunista, Farjalla “criou um espetáculo grandioso, em que ressalta, mais do que em algumas das montagens anteriores, a face mais hipócrita dos valores da família brasileira. E dos nossos políticos. E das nossas policias. Enfim, do nosso país, corrupto, venal, injusto e violento”. No elenco, Ernani Moraes, Totia Meireles e José Loreto dão vida aos personagens centrais do enredo concebido por Buarque que, claro, está presente na trilha sonora com clássicos como “Geni e o zepelim”, “Folhetim” e “Homenagem ao malandro.

    Atílio Bari é idealizador e apresentador do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do Estação Cultura, todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
  • Coluna Atílio Bari

    Os perigos do habitat nosso de cada dia

    28/1/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari fala sobre o espetáculo “Habitat”, em cartaz no Teatro Estúdio. Escrito e estrelado por Rafael Primot, com direção de Lavinia Pannunzio e Eric Lenate, o texto acompanha o drama de Adailton, segurança de um supermercado a quem o patrão dá a ordem de resolver o problema de um cão vira-lata que vai todos os dias ao estabelecimento, causando reclamações por parte da clientela.
    Com medo de perder o emprego, sua única fonte de sustento, Adailton recorre à violência depois de tentar afugentar o cachorro de outras maneiras. Assim como na história real na qual a obra foi inspirada, a cena foi gravada e chegou a uma jornalista que mantém uma ONG de proteção a animais, interpretada por Fernanda de Freitas. O vídeo viraliza e, “a partir daí, desenrola-se um jogo de interesses, hipocrisias e estratégias maquiavélicas. O habitual julgamento das redes sociais é, como quase sempre acontece, implacável, e Adailton passa a ser o monstro do momento”.
    “Habitat” é um retrato doimediatismo com o qual as opiniões são formadas, impulsionado pelas redes sociais. Nas palavras de Atílio: “A violência é o pano de fundo da peça. Não só a violência física praticada pelo segurança em um momento de desespero, mas também a violência de quem detém poderes contra aqueles que são desprovidos de qualquer tipo de defesa”.

    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
  • Coluna Atílio Bari

    O ano começa com teatro na cidade de São Paulo!

    21/1/2026 | 5min
    Na primeira coluna do ano, Atílio Bari destaca alguns dos espetáculos teatrais que entraram em cartaz na capital paulista no primeiro mês de 2026. Palcos dos mais de 120 teatros espalhados pela cidade que nunca dorme já vibram com a movimentação do público, que lota casas e reafirma o interesse pela arte milenar.
    A primeira produção citada é “Domingo no Parque”, em cartaz no Teatro Claro Mais SP. A obra de Alexandre Heinecke é baseada na música homônima de Gilberto Gil, que relata o triângulo amoroso entre José, o rei da brincadeira, João, o rei da confusão, e Juliana, pivô da tragédia narrada ao som da capoeira. Já “Felicidade”, também inspirada em uma canção — “Vai (Amanhã de Manhã)”, de Tom Zé —, fica até fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso. O texto do cartunista Caco Galhardo, com participação e direção musical de Zeca Baleiro, acompanha uma mulher que acorda completamente feliz, sem qualquer motivo.
    Até fevereiro também é possível prestigiar “Mulher em Fuga”, no Sesc 14 Bis, e “A Palma”, no Instituto Capobianco. A primeira, estrelada por Malu Galli, adapta dois livros do francês Édouard Louis sobre a própria mãe; já na segunda, uma atriz é tomada pela amargura porque não conseguiu alcançar o sucesso tão sonhado.
    Por fim, a peça “Dois Patrões” reimagina os eventos de “Arlequim, Servidor de Dois Patrões”, clássico texto da commedia dell’arte escrito por Carlo Goldoni no século XVIII. “Pantaleone surge como um chefão do jogo de bicho, e o criado Arlequim agora se chama Tico Sorriso, um sub empregado sempre faminto, embora tenha dois empregos”. A comédia dirigida por Neyde Veneziano e Giovani Tozi está em cartaz até o dia primeiro de março, no Teatro Itália.

    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
  • Coluna Atílio Bari

    Por mais teatro em nossas vidas em 2026

    17/12/2025 | 3min
    Na última coluna de 2025, Atílio Bari reflete sobre o fim de ano como um tempo de pausa e retrospectiva. É o momento de revisitar desafios superados, conquistas, encontros e despedidas, além de repensar escolhas, acertos e tropeços ao longo do caminho. A vida, feita de percursos imprevisíveis, convida a esse olhar atento para o que foi vivido e para aquilo que ainda pode vir a ser.
    O colunista destaca a atmosfera singular desse período, em que as luzes que enfeitam ruas e janelas parecem iluminar também as memórias e o interior das pessoas. Gestos simples ganham novos significados, renovam-se esperanças e fortalece-se a crença nas relações humanas e na possibilidade de um país melhor. O fim de ano surge, assim, como um convite à gratidão pelas oportunidades e pelas lições aprendidas, além da promessa simbólica de recomeço.
    Por fim, Atílio ressalta o papel fundamental da arte na construção da sensibilidade e da humanidade, com destaque especial para o teatro. Arte milenar, capaz de reunir todas as outras, o teatro cria mundos imaginários que refletem a realidade, preservam memórias e ampliam horizontes. É por meio dele que nos reconhecemos, nos transformamos e exercitamos a humanidade em seu sentido mais profundo, reafirmando a importância de mantê-lo sempre vivo. Evoé!

    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.

Mais podcasts de Arte

Sobre Coluna Atílio Bari

Coluna Atílio Bari
Site de podcast

Ouça Coluna Atílio Bari, Service95 Book Club With Dua Lipa e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções

Coluna Atílio Bari: Podcast do grupo

Informação legal
Aplicações
Social
v8.5.0 | © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 2/11/2026 - 9:22:12 PM