Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari reflete sobre o fascínio persistente da monarquia britânica, uma instituição que atravessa os séculos sustentada por rituais, símbolos e personagens que alimentam o imaginário popular. Em meio a coroações, casamentos reais, carruagens douradas e palácios suntuosos, a realeza inglesa preserva tradições que parecem imunes ao tempo e às transformações do mundo contemporâneo.
Entre todas as personalidades da realeza, nenhuma despertou tanta identificação popular quanto Diana Spencer. Conhecida como “A Princesa do Povo”, Diana rompeu a imagem distante da aristocracia ao se mostrar acessível, espontânea e profundamente envolvida em causas humanitárias. Sua trajetória, marcada pela exposição midiática, pelas tensões com a família real e pelo casamento conturbado com o então príncipe Charles, transformou-a em um ícone mundial. Atílio Bari aproxima sua figura da imperatriz Sissi, da Áustria, outra mulher que desafiou as convenções rígidas da corte e cuja vida também atravessou gerações entre romantização, tragédia e fascínio popular.
Esse legado agora ganha nova leitura nos palcos brasileiros com o musical “Diana – A Princesa do Povo”, em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, até 5 de julho. A montagem, dirigida por Tadeu Aguiar e produzida por Eduardo Bakr, recria os principais momentos da trajetória da princesa, incluindo os embates com a rainha Elizabeth II e as traições de Charles. Com Sara Sarres no papel principal, Claudio Lins como Charles e orquestra ao vivo sob direção de Thalyson Rodrigues, o espetáculo aposta em cenários grandiosos, figurinos luxuosos e forte carga emocional para revisitar uma personagem que segue mobilizando o imaginário coletivo décadas após sua morte.