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Coluna Atílio Bari

Atilio Bari
Coluna Atílio Bari
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  • Coluna Atílio Bari

    O lado oculto da Lua e as sombras persistentes do Brasil

    15/04/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari explora o lado oculto da Lua, que sempre despertou a curiosidade humana, inspirando cientistas, escritores e até correntes esotéricas ao longo do tempo. Em 1973, a banda Pink Floyd transformou esse fascínio em música ao lançar “The dark side of the moon”, um dos álbuns mais icônicos da história. Com a famosa capa do prisma que decompõe a luz em cores, o disco aborda temas universais como tempo, morte, loucura e dinheiro.
    O colunista também menciona missões espaciais recentes que voltaram a explorar o satélite natural da Terra, como a Artemis II, reunindo cientistas de diversos países para observar justamente esse “lado de lá”. Lamentando a ausência do Brasil na iniciativa, Atílio faz um paralelo com os “lados ocultos” nacionais, afirmando que, por aqui, o conhecimento parece maior quando o assunto reflete as sombras da política e das instituições. Em sua análise, práticas como ocultação de recursos e irregularidades administrativas continuam sendo recorrentes.
    Para ele, exemplos recentes reforçam essa percepção: figuras políticas envolvidas em escândalos passados retornam a cargos de destaque após processos prescritos, enquanto denúncias de favorecimento e irregularidades continuam surgindo em diferentes esferas do poder. Ao mesmo tempo, cidadãos comuns, como aposentados, enfrentam prejuízos causados por fraudes e descontos indevidos, muitas vezes sem resposta. Entre metáforas e realidade, o “lado escuro” brasileiro expõe desigualdades e problemas estruturais, já retratados há décadas em obras artísticas como a peça Caixa 2 — em nova temporada no Teatro das Artes, em São Paulo, a partir de 17 de abril — que denuncia justamente os bastidores ocultos das finanças e da política no país.
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    Sylvia Thereza interpreta Beethoven no Theatro Municipal

    13/04/2026 | 22min
    “Beethoven é quase que sacerdotal para a música. Ele me traz sanidade emocional e espiritual, e me reconecta com aquele amor primário que eu senti pela música na infância, sem qualquer ilusão externa”. A declaração é de Sylvia Thereza, solista no concerto da Orquestra Municipal de São Paulo nesta sexta (10) e sábado (11), com regência de Roberto Minczuk. Ela interpreta o Concerto para piano n.º 4, Op. 58, obra central do repertório pianístico e que muito define a relação da pianista com a música de Beethoven.
    Radicada na Bélgica há 14 anos, a carioca Sylvia Thereza é uma das mais destacadas musicistas de sua geração, e vem construindo uma sólida carreira internacional. Atua como professora na Universidade Luca School of Arts, na Bélgica, e tem formação ligada diretamente a dois dos maiores nomes do piano contemporâneo: Maria João Pires e Nelson Freire. Também é fundadora da Uaná – Associação para as Artes da Bélgica, voltada a projetos sociais por meio da música.
    O concerto da Orquestra Sinfônica Municipal com Sylvia Thereza começa às 20h no dia 10 e às 17h no dia 11 de abril, no Teatro Municipal de São Paulo.
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    De Medéia a Joana: a tragédia social em “Gota d’água”

    08/04/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari revisita o mito de Medéia, a mulher traída que assassina os próprios filhos. No Brasil, em 1975, durante a ditadura militar e sob a censura imposta pelo AI-5, Chico Buarque e Paulo Pontes trouxeram uma releitura contundente com “Gota d’água”, transpondo o mito para a realidade de um subúrbio carioca marcado por repressão, desigualdade e medo. Como eco desse contexto, a obra incorpora versos emblemáticos: “Quero lançar um grito desumano/ Que é uma maneira de ser escutado”.
    Na adaptação brasileira, Medéia se transforma em Joana, mulher que dedicou a vida a Jasão, um sambista a quem ajudou a formar como homem e artista. Em ascensão graças à música “Gota d’água”, ele abandona Joana para se casar com a filha de seu produtor, também proprietário do conjunto habitacional onde vivem. Joana, por sua vez, é empurrada à exclusão e à perda, o que a conduz a uma vingança levada às últimas consequências.
    Décadas depois, a obra retorna aos palcos em “Gota d’água - no tempo”, dirigida e protagonizada por Georgette Fadel, que revisita sua premiada interpretação de Joana. A nova montagem, em cartaz até 3 de maio, no Sesc Consolação, reafirma a atualidade dos temas abordados: desigualdade social, individualismo crescente e a corrosão dos valores sob a lógica do capital. Com elenco ampliado, banda ao vivo e a presença de Cristiano Tomiossi retomando o papel de Jasão, o espetáculo permanece como um retrato incisivo de uma sociedade em que ascensão e sobrevivência frequentemente exigem rupturas morais profundas.
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    A estrela Dalva de Oliveira revive em memória e no palco

    01/04/2026 | 5min
    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari revisita a trajetória de Dalva de Oliveira, uma das maiores vozes do rádio nas décadas de 1940 e 1950. A “Rainha da voz” arrastava multidões e emocionava ouvintes com canções de amores intensos e sofridos. “Os corações mais sensíveis se emocionavam às lágrimas com as suas interpretações”, enquanto fãs se acotovelavam na porta da Rádio Nacional para ver de perto sua majestade.  
    Entre esses admiradores estava Renato Borghi, que se encantou ainda criança com a voz de Dalva ao ouvi-la em um disco infantil. “Foi o início de um amor descomunal”, que atravessou décadas e se transformou em devoção artística. O ator acompanhou intensamente os episódios da vida da cantora. Anos depois, já consagrado no teatro ao lado de Zé Celso Martinez Corrêa, Borghi tentou levar Dalva aos palcos, sonho interrompido pela morte da artista. Em 1987, transformou essa paixão no espetáculo “A Estrela Dalva”, protagonizado por Marília Pêra.
    Quase quatro décadas depois, esse vínculo ganhou uma nova forma no espetáculo “Minha estrela Dalva”, em cartaz até julho no Teatro do Sesi, na Avenida Paulista. Em cena, Borghi revisita sua própria memória e imagina encontros com a cantora. A montagem conta com Soraya Ravenle no papel da estrela, além de Elcio Nogueira Seixas interpretando o Borghi jovem, sob direção de Elias Andreato. Aos 91 anos, Borghi segue emocionado e fiel àquela voz que o encantou na infância, provando que algumas paixões atravessam o tempo e se eternizam no palco.
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    Juca de Oliveira deixa legado marcante na dramaturgia brasileira

    25/03/2026 | 4min
    Na coluna desta quarta-feira (25), Atílio Bari lamenta a morte de Juca de Oliveira, anunciada no último sábado. Ao longo de décadas, o ator construiu uma trajetória marcante na televisão, no cinema e, sobretudo, no teatro. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o filme “O caso dos irmãos Naves”, dirigido por Luiz Sérgio Person, e a potente adaptação de “Rei Lear”, apresentada em forma de monólogo. Sua presença em cena, sempre intensa, consolidou uma carreira admirada por público e crítica.
    Ainda jovem, Juca destacou-se em montagens como Frei Luís de Sousa, ao lado de Aracy Balabanian, e logo iniciou sua carreira profissional, passando pelo Teatro Brasileiro de Comédia e pelo Teatro de Arena. Durante a ditadura militar, enfrentou a repressão e chegou a se exilar na Bolívia com Gianfrancesco Guarnieri. De volta ao Brasil, integrou o elenco de novelas importantes, como “Saramandaia” e “Nino, o italianinho”.
    Com o fim da censura, retornou ao teatro também como dramaturgo, escrevendo peças de grande repercussão, como “Caixa dois” e “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”.Seu trabalho abordava temas como corrupção, desigualdade e as contradições da sociedade brasileira. Conhecido pelo humor e pela personalidade afetuosa, costumava brincar que gostava de “se reunir com amigos para tomar vinho e falar mal de quem não estivesse presente”. Juca de Oliveira deixa um legado duradouro na cultura nacional, com personagens, reflexões e uma dedicação profunda ao teatro que seguem vivos na memória do público.

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