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O Porquê

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O Porquê
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  • O Porquê

    O que a classe C quer da eleição

    18/09/2026 | 37min
    Entrevistada: Clara Ribeiro Castellano, Diretora de Pesquisa Qualitativa do Instituto Locomotiva.
    A classe representa cerca de 95 milhões de brasileiros e tem se afastado da esquerda a cada pleito que passa. Segundo levantamentos do Instituto Locomotiva, o meio da pirâmide de fato é mais conservador, porém mais empático com as dores e os dilemas do próximo.

    Cada vez mais próxima de ideais de empreendedorismo, ao mesmo tempo que é precarizado pela plataformização e pela pejotização. Dados de renda mostram que a maioria dos MEIs integram a classe C,
    A classe média não entrou efetivamente no discurso da eleição até agora, mas alguns acenos mostram que essa fatia da sociedade está no radar com medidas como o fim da escala 6x1 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

    Para entender como a classe C vota, que acenos podem ser feitos para essa parcela da população e como o movimento pode se refletir na política e economia do país, conversamos com Clara Ribeiro Castellano, Diretora de Pesquisa Qualitativa do Instituto Locomotiva.
  • O Porquê

    Os debates ainda têm importância?

    15/09/2026 | 26min
    Entrevistado: Gustavo Amaral Loureiro, cientista político

    A baixa presença de candidatos no debate da Band em agosto e o cancelamento seguido dos debates da CNN Brasil com um pool de veículos e da MathiasTV, reacendem a discussão sobre a relevância dos encontros entre presidenciáveis.

    O impacto mais sentido são as ausências dos líderes nas pesquisas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se sentem confortáveis em não prestar contas ao eleitor, ao mesmo tempo que candidatos menores são prejudicados com os cancelamentos por não poderem apresentar ideias e propostas.

    A ausência em debates não é novidade no contexto brasileiro. Fernando Collor, líder nas pesquisas, não foi a nenhum debate do primeiro turno nas eleições de 1989 e mesmo assim se tornou presidente. 

    A única eleição sem debate presidencial desde a redemocratização foi a de 1998. Fernando Henrique Cardoso, então presidente e favorito à reeleição, recusou-se a participar, alegando estar concentrado na crise econômica internacional que atingia o país e foi reeleito em primeiro turno.

    O próprio Lula faltou ao último debate do primeiro turno em 2006, quando concorria à reeleição 
    O episódio de hoje trata das presenças e ausências nos debates presidenciais, porque os candidatos não parecem mais ligar tanto para esse tipo de encontro e qual a importância esse formato ainda conserva. A gente conversa com Gustavo Amaral Loureiro, doutor em Ciência Política pela UFMG e foi pesquisador pós-doutoral na King's College London. Atualmente é pesquisador do NEAAPE/UERJ e CIAPSoc/UFMG.
  • O Porquê

    Como a eleição afeta nosso emocional

    14/09/2026 | 33min
    Entrevistados: André Sueiro, psicólogo e professor universitário e Christiano Jardim, psicólogo

    O Brasil vem deixando a gente ansioso há pelo menos 10 anos. 

    Com sucessivas crises e eventos históricos é difícil não se deixar impactar por como a política brasileira na última década mexeu com nosso humor, nossa ansiedade, nossas relações interpessoais. 
    Faz anos que a gente vê o país dividido e muita gente decidindo em quem votar com base na rejeição que tem do outro candidato, com base no medo do que pode acontecer no país se o adversário se eleger, sem falar no temor de que aqueles casos de violência que ouve no noticiário cheguem até nós. A bipolaridade se instaurou, e o que antes gerava uma revolta, uma competição, agora parece gerar cansaço.

    E isso está perceptível nas eleições atuais. Não é uma sensação de normalidade, mas de apatia, torpor, exaustão causada por tantos acontecimentos e pela divisão que a política nos trouxe e diante desse cenário e das opções de candidatos disponíveis para voto o eleitor parece cansado. 

    O Porquê de hoje fala do sofrimento mental causado pela política. A gente conversa com o psicólogo e professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), André Sueiro e com o psicólogo Christiano Jardim, que explicaram como isso se manifesta e o que pode ser feito para lidar com a exaustão e ansiedade, também cuidar das relações diante desse cenário
  • O Porquê

    Encanto, memes e a estratégia digital da eleição

    11/09/2026 | 33min
    Entrevistado: Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação da USP
    Ideias negacionistas como as expostas pelo senador e candidato à Presidência da República Flavio Bolsonaro (PL), durante sabatina no Jornal Nacional, que afirmou existirem eventos climáticos extremos, mas que não são causados só pelo homem fazem parte de uma retórica que impera na lógica da extrema direita.

    Tentar enfrentar a desinformação, narrativas conspiratórias usando só dados objetivos e argumentos racionais não são o suficiente. Estratégias como a checagem de fatos são importantes, mas podem dar ainda mais visibilidade as informações falsas ou deixar transparecer uma atitude arrogante de quem as desmente, uma mensagem como “se você acreditou nisso você deve ser burro”, ou outras frases de impacto que chamem a sua curiosidade ou senso de justiça.

    Além de oferecer soluções simples para problemas cada vez mais assustadores como a catástrofe climática, permite que as pessoas encontrem propósito e se sintam parte de uma comunidade. Além de trazer conforto em meio às angústias que catástrofes geram. Como uma forma de fuga.

    Se quiser construir maiorias a esquerda precisa apostar na esperança, disputar o encanto e usar o entusiasmo para engajar o eleitor. É tentando entender as estratégias de encanto e captura da atenção do eleitor, que a gente conversa com Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação pela USP e diretor da Associação Brasileira de Comunicação Pública de Minas Gerais.
  • O Porquê

    Entrevista com Fernanda Garcia (PSOL)

    10/09/2026 | 1h 3min
    No terceiro episódio da nossa série de entrevistas com candidatos a deputados estaduais e federais, recebemos a vereadora e candidata a deputada estadual Fernanda Garcia, pelo PSOL.

    Professora, vereadora no terceiro mandato, Fernanda tem no movimento feminista as origens na militância política. Com atuação focada na cultura, educação e defesa dos direitos das mulheres, ela busca ampliar essas bandeiras na Alesp.
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Sobre O Porquê
O podcast diário O Porquê conta o que você precisa saber sobre a corrida eleitoral de 2026 em Sorocaba e região, de forma leve e simples. De segunda a sexta o programa explica, com ajuda de entrevistados especialistas e repórteres do Porque, o fundamental da eleição.
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