68 episódios
- Entrevistado: Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação da USP
Ideias negacionistas como as expostas pelo senador e candidato à Presidência da República Flavio Bolsonaro (PL), durante sabatina no Jornal Nacional, que afirmou existirem eventos climáticos extremos, mas que não são causados só pelo homem fazem parte de uma retórica que impera na lógica da extrema direita.
Tentar enfrentar a desinformação, narrativas conspiratórias usando só dados objetivos e argumentos racionais não são o suficiente. Estratégias como a checagem de fatos são importantes, mas podem dar ainda mais visibilidade as informações falsas ou deixar transparecer uma atitude arrogante de quem as desmente, uma mensagem como “se você acreditou nisso você deve ser burro”, ou outras frases de impacto que chamem a sua curiosidade ou senso de justiça.
Além de oferecer soluções simples para problemas cada vez mais assustadores como a catástrofe climática, permite que as pessoas encontrem propósito e se sintam parte de uma comunidade. Além de trazer conforto em meio às angústias que catástrofes geram. Como uma forma de fuga.
Se quiser construir maiorias a esquerda precisa apostar na esperança, disputar o encanto e usar o entusiasmo para engajar o eleitor. É tentando entender as estratégias de encanto e captura da atenção do eleitor, que a gente conversa com Agnaldo Montesso, doutorando em ciências da comunicação pela USP e diretor da Associação Brasileira de Comunicação Pública de Minas Gerais. - No terceiro episódio da nossa série de entrevistas com candidatos a deputados estaduais e federais, recebemos a vereadora e candidata a deputada estadual Fernanda Garcia, pelo PSOL.
Professora, vereadora no terceiro mandato, Fernanda tem no movimento feminista as origens na militância política. Com atuação focada na cultura, educação e defesa dos direitos das mulheres, ela busca ampliar essas bandeiras na Alesp. - Entrevistada: Tatiana Vargas-Maia, professora de Relações Internacionais da UFRGS
O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, disse há dois meses que mulheres votam mal. A declaração foi uma bomba na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, que repudiou as declarações do aliado.
Mas Paulo não está sozinho nesse movimento. A ideia de restringir o direito universal ao voto, especialmente o de mulheres, surge no contexto dos Estados Unidos e vem aos poucos sendo importado para o Brasil.
Além de Figueiredo, Orlando Lima, uma das lideranças do partido Missão, que tem Renan Santos como candidato ao Planalto, destaca no fascículo 6 do Livro Amarelo, cartilha ideológica do grupo, que quem recebe benefícios sociais deveria ter o direito de votar restringido.
Os ataques da extrema direita querem impor o chamado "voto familiar", que seria um único apoio dado por todos os integrantes de uma família.
Para discutir os ataques ao voto feminino, conversamos com Tatiana Vargas-Maia, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que fala das violências de gênero que rondam as eleitoras, os impactos de medidas como o voto familiar e analisa caminhos para dialogar sobre a importância do voto e da representação de mulheres. - No segundo episódio da nossa série de entrevistas com os candidatos a deputados estaduais e federais, recebemos o presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Leandro Sorares, que tenta uma cadeira n Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), pelo PT.
Sindicalista, presidente do SMetal desde 2017,iniciou sua trajetória sindical na CIPA da ZF do Brasil. No SMetal, liderou negociações que garantiram cláusulas de proteção contra a reforma trabalhista e ajudou a expandir a base de 32 mil para 49 mil trabalhadores. Em 2022, concorreu a deputado estadual, obtendo cerca de 35 mil votos. - Entrevistada: Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em Administração Pública pela FGV.
A crise inédita deflagrada pela revelação de novas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, é um novo capítulo do sacode que a república brasileira levou nos últimos dias.
Numa semana intensa, em que também foram implicados nas mensagens o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o ministro André Mendonça, o caso expõe o tribunal e fragilizam umas das principais instituições do país.
Mendonça chegou a pedir que o caso de Moraes fosse analisado pelo plenário da corte, Moraes, retrucando, incluiu o colega no inquérito das fake news. Diante de toda essa crise, senadores de oposição já se moveram para pedir novamente o impeachment de Moraes.
O presidente do STF, Edson Fachin, tirou Mendonça do inquérito das fake news e deu cinco dias úteis para que os envolvidos se manifeste. O presidente Lula (PT), por sua vez, criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e disse que a corte precisa de reformas.
Outros presidenciáveis como Flavio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), fizeram pressão e convocaram manifestações para esta segunda-feira (7).
Tentando entender a crise inédita pela qual passa o STF, como a situação chegou no nível que chegou e quais devem ser os impactos das revelações na eleição que a gente conversa com Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas.
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