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Mulheres Reais

Rádio Eldorado
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178 episódios

  • Mulheres Reais

    #178: E quando o golpista te chama de querida no telefone?

    01/12/2025 | 11min
    Receber ligações indesejadas de criminosos virou rotina, mas bandido se fingir de empático já é demais. Como evitar cair em golpes de criminosos é o assunto do Mulheres Reais desta semana, com Luciana Garbin e Carolina Ercolin.
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    #177: Cuidado com quem vende bem-estar: não é creminho que resolve saúde mental

    27/11/2025 | 10min
    O falso bem-estar é a nova fronteira da desinformação. O que deveria ser um conceito para melhorar a vida das pessoas virou isca de marketing para ganhar dinheiro.
    E não tem área que não escape do bombardeio de marcas, influencers e coaches prometendo soluções rápidas para eliminar o estresse e a ansiedade, levar sua autoestima para a Lua e dar um “up” na sua qualidade de vida. Geralmente com frases motivacionais, mas às vezes também com discursos indignados de autoajuda como o que escutei outro dia no Instagram: “Amiga, eu não acho que está te faltando motivação, disciplina, a melhor dieta, o melhor treino. Está te faltando ser OBCECADA, maluca, doente pelo seu autodesenvolvimento.”
    Então tá. Nada como uma obsessãozinha para transformar de vez a saúde mental em produto...
    Porque o problema é que, além das lorotas e mais lorotas, tem sempre alguém tentando te vender algo. Chazinho para imunidade baixa, pozinho contra desequilíbrio hormonal, solução mágica para todo tipo de problema. E, claro, sem qualquer comprovação científica.
    O Mulheres Reais é apresentado por Carolina Ercolin e Luciana Garbin e está disponível semanalmente em todas as plataformas de áudio.
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    #176: “Nós ligamos para os pais no meio da madrugada”: O 1º ano da Delegacia que evita automutilações e violência sexual em SP

    27/11/2025 | 19min
    O Núcleo de Operações e Articulações Digitais (NOAD) da Polícia Civil de São Paulo, criado para monitorar e combater crimes no ambiente digital, completou um ano com 319 crianças e adolescentes salvos de situações de aliciamento, extorsão sexual e automutilação em ambientes on-line. A informação foi detalhada pela delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, chefe do núcleo, em entrevista ao podcast Mulheres Reais.
    Criado após ataques a escolas em 2023 terem sido combinados e transmitidos ao vivo no Discord, o núcleo monitora plataformas e jogos que permitem interação entre usuários, como Roblox, Minecraft e Free Fire. Segundo a delegada, as vítimas — em sua maioria meninas — são induzidas a confiar nos agressores, que iniciam um “namoro virtual” e passam a chantageá-las após o envio da primeira imagem íntima. A atuação ocorre principalmente durante a madrugada. Ao identificar risco iminente, a equipe localiza a vítima e liga diretamente para familiares, evitando automutilações ou atos extremos. A delegada cita casos de crianças de apenas 7 anos, forçadas a se cortar ou a realizar atos violentos diante de transmissões ao vivo.
    O balanço inclui mais de 100 adolescentes apreendidos e mais de 40 adultos presos. Calabuono afirma que a violência dos casos tem aumentado e reforça a necessidade de maior colaboração das plataformas na entrega de dados cadastrais para investigações. Denúncias e dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail: [email protected].
    O Mulheres Reais é apresentado por Carolina Ercolin e Luciana Garbin e está disponível semanalmente em todas as plataformas de áudio.
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    #175: Mulheres à frente da ciência revelam marcas da colonização no DNA brasileiro

    17/11/2025 | 20min
    Liderar um dos maiores estudos genéticos já realizados no país não é tarefa simples — ainda mais sendo mulher em um campo historicamente dominado por homens. A professora Lygia da Veiga Pereira, titular de Genética Humana da USP e coordenadora do projeto DNA do Brasil, falou sobre o desafio de comandar a pesquisa que decifrou parte da formação biológica do povo brasileiro, e as marcas deixadas no genoma pela desigualdade racial e de gênero desde o período colonial.
    O estudo, que já sequenciou o genoma de quase 3 mil brasileiros, revelou que 75% dos cromossomos Y (herança paterna) são de origem europeia, enquanto o DNA mitocondrial (herança materna) está dividido quase igualmente entre ancestralidades africana, indígena e europeia. “O que o DNA mostra é que mais homens europeus tiveram oportunidades de ‘cruzamento’ com mulheres das outras ancestralidades”, explicou Lígia. “Isso reflete a dominação colonial e as violências sofridas por mulheres africanas e indígenas.” Para a pesquisadora, esses dados transformam o DNA em testemunha histórica. “As marcas da colonização estão escritas no nosso corpo. São cicatrizes biológicas que revelam o quanto a formação do Brasil foi assimétrica e violenta”, afirmou. Além de reconstituir o passado, o projeto tem impacto direto na medicina do futuro. O banco genético brasileiro permitirá desenvolver estratégias de saúde pública mais precisas, especialmente para doenças com forte componente hereditário, como o câncer de mama.
    Ao longo da conversa com as jornalistas Luciana Garbin e Carolina Ercolin, Lígia também falou sobre o papel das mulheres na ciência. “Temos cada vez mais mulheres pesquisadoras, mas ainda poucas em cargos de liderança. O desafio maior é conciliar carreira e maternidade — a sociedade precisa ser mais tolerante com esse período, porque ele é essencial para todos nós.”
    O podcast Mulheres Reais está disponível semanalmente em todas as plataformas de áudio.
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    #174: Entre o cansaço e o silêncio: a crise de saúde mental que atinge as periferias brasileiras

    11/11/2025 | 14min
    Neste episódio do podcast Mulheres Reais, a conversa foi sobre um tema urgente: a crise de saúde mental que atravessa o Brasil e o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma em cada oito pessoas convive com algum transtorno mental — e, segundo a convidada do episódio, Tide Setúbal, psicóloga, psicanalista e coordenadora do programa Saúde Mental e Territórios Periféricos, essa realidade é ainda mais dura quando se olha para quem vive nas periferias urbanas. “A saúde mental não é solta no espaço. Ela está ligada ao modo como vivemos — à renda, ao tempo de deslocamento, à moradia, às relações familiares, à cor da pele, ao gênero, à solidão e à falta de lazer”, afirma. Para Tide, os fatores estruturais da vida cotidiana são determinantes no adoecimento psíquico. Mulheres sobrecarregadas, mães solo, pessoas negras e moradores de regiões periféricas enfrentam pressões múltiplas e, muitas vezes, não encontram acolhimento adequado na rede pública.
    Segundo a especialista, há um cenário alarmante: os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) estão lotados, especialmente nas regiões mais vulneráveis. “Há CAPS que deveriam atender 300 pessoas por mês e hoje cuidam de mil”, relata. Nas UBSs, o quadro é semelhante — e em muitos casos, o atendimento é feito por uma “meia psicóloga”, profissional que se divide entre duas unidades. Para tentar suprir essa carência, Tide Setubal coordena o projeto Territórios Clínicos, que apoia iniciativas locais e clínicas comunitárias nas periferias de São Paulo. O grupo também mapeou serviços públicos e sociais que oferecem atendimento psicológico gratuito ou de baixo custo, disponíveis no site do instituto que leva o nome de sua avó, a Fundação Tide Setúbal.

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Sobre Mulheres Reais

As jornalistas Luciana Garbin e Carolina Ercolin trazem foco para as questões femininas na sociedade atual.
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