Mundaréu

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  • Mundaréu

    O Retículo Endoplasmático

    04/03/2026 | 36min
    Seja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saúde das mulheres. 

    Por isso, estamos perseguindo essa pequena cópia do material genético, o RNA. Ele carrega parte das informações para fora do Núcleo. As orientações que vêm do material genético serão traduzidas em proteínas. São elas, as proteínas, que comandam a estrutura e funcionamento da célula. Vamos ver o que é produzido a partir da utilização de uma célula atribuída como feminina.

    Será que o sexo do modelo determina de quem é o corpo que está sendo considerado na pesquisa biomédica? Faz diferença isso para outros corpos, de outros sexos, outras raças? Escolher uma célula marcada como feminina pode direcionar a pesquisa a favor dos interesses das mulheres?

    Vem comigo se perder e se encontrar pelo Retículo Endoplasmático?



    Mais Informações

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Bruno Paranhos

    Currículo Aryella Maryah Couto Correa



    Materiais Extras

    MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022. 

    MANICA, Daniela Tonelli. PEREIRA, Brunno Souza Toledo. Células-tronco adultas, potências condicionadas e biotecnologias de transformação. In: Rohden, Fabíola. Pusseti, Chiara. Roca, Alejandra (org.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. Brasília, DF: Aba Publicações, 2021. 

    MANICA Daniela Tonelli. Menstrual blood in stem cell research: “gender trouble” and governance. In:18th IUAES World, 2018, Florianópolis. Congress Conference Proceedings 18th IUAES World Congress, 2018, p. 1394 -1400. 

    MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018.

    GARCIA-SIFUENTES, Yesenia; MANEY, Donna L. Reporting and misreporting of sex differences in the biological sciences. eLife, v. 10, p. e70817, 2021. 

    PLEVKOVA, J.; BROZMANOVA, M.; HARSANYIOVA, J.; et al. Various aspects of sex and gender bias in biomedical research. Physiological Research, v. 69, n. Suppl 3, p. S367–S378, 2020.

    KARP, Natasha A; REAVEY, Neil. Sex bias in preclinical research and an exploration of how to change the status quo. British Journal of Pharmacology, v. 176, n. 21, p. 4107–4118, 2019.

    BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013. 

    SCHIEBINGER, Londa L. Has feminism changed science? Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1999.

    NIEMANN, Tarek; GREINER, Johannes F.W.; KALTSCHMIDT, Christian; et al. EPO regulates neuronal differentiation of adult human neural-crest derived stem cells in a sex-specific manner. BMC Neuroscience, v. 24, n. 1, p. 19, 2023.

    RANDOLPH, Lauren N.; BAO, Xiaoping; ODDO, Michael; et al. Sex-dependent VEGF expression underlies variations in human pluripotent stem cell to endothelial progenitor differentiation. Scientific Reports, v. 9, n. 1, p. 16696, 2019.

    LI, Yanhui; WEN, Yan; GREEN, Morgaine; et al. Cell sex affects extracellular matrix protein expression and proliferation of smooth muscle progenitor cells derived from human pluripotent stem cells. Stem Cell Research & Therapy, v. 8, n. 1, p. 156, 2017

    MEYFOUR, Anna; ANSARI, Hassan; PAHLAVAN, Sara; et al. Y Chromosome Missing Protein, TBL1Y, May Play an Important Role in Cardiac Differentiation. Journal of Proteome Research, v. 16, n. 12, p. 4391–4402, 2017.

    LEE, Won-Jae; LEE, Seung-Chan; LEE, Jeong-Hyun; et al. Differential regulation of senescence and in vitro differentiation by 17³-estradiol between mesenchymal stem cells derived from male and female mini-pigs. Journal of Veterinary Science, v. 17, n. 2, p. 159, 2016.

    PUNDOLE, Xerxes N.; BARBO, Andrea G.; LIN, Heather; et al. Increased Incidence of Fractures in Recipients of Hematopoietic Stem-Cell Transplantation. Journal of Clinical Oncology, v. 33, n. 12, p. 1364–1370, 2015

    NGUYEN, Thong Ba; LAC, Quan; ABDI, Lovina; et al. Harshening stem cell research and precision medicine: The states of human pluripotent cells stem cell repository 155 diversity, and racial and sex differences in transcriptomes. Frontiers in Cell and Developmental Biology, v. 10, p. 1071243, 2023.

    KEZER, Camille A.; SIMONETTO, Douglas A.; SHAH, Vijay H. Sex Differences in Alcohol Consumption and Alcohol-Associated Liver Disease. Mayo Clinic Proceedings, v. 96, n. 4, p. 1006–1016, 2021.

    SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. 1 ed. Nova Iorque: Companhia das Letras, 2011.

    CASTRO, Rosana. Economias políticas da doença e da saúde: uma etnografia da experimentação farmacêutica. São Paulo: Hucitec Editora, 2020. 



    Expediente de Produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana

    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica

    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica

    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)

    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)

    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo

    Projeto de pesquisa relacionado a este episódio: E-28/2021 – Programa de apoio a projetos temáticos no estado do Rio de Janeiro 2021

    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)

    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 

    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica

    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 

    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 

    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana

    Identidade visual da série: Bianca Bursi 

    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 

    Sonoplastia: Fernanda Mariath 

    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 

    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 

    Divulgação: Fernanda Mariah 

    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp

    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

    Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]
  • Mundaréu

    O Núcleo

    25/02/2026 | 45min
    Você sabe qual é o sexo das suas células? E qual é o sexo das células utilizadas na pesquisa biomédica? Será que masculino ou feminino são as únicas opções para essa resposta? Ou existem células femininas, masculinas, não-binárias, intersexo? Existem células queer? Que embaralham, disputam e desafiam o que é entendido como masculino e feminino? Nas nossas células, cabe a diversidade dos nossos corpos?

    O Núcleo armazena todo o material genético da célula, é como uma central de comando. Só que as orientações para estrutura e funcionamento da célula, em vez de estarem salvas em computadores, estão armazenadas em códigos bioquímicos nas fitas e mais fitas de DNA, que se enroscam e se entrelaçam, formando cordões em formato de X, os cromossomos. Como os cromossomos sexuais, que no discurso tradicional da biologia, definem o sexo das nossas células. 

    Na pesquisa com as células do sangue menstrual, a antropóloga Daniela Manica mostrou que o fato dessas células serem entendidas como “femininas” representa uma barreira para seu uso em pesquisas com células-tronco. Elas são explicitamente descartadas como um bom modelo, possível de ser amplamente adotado. Essa marcação se dá por causa da sua fonte. E a gente se perguntou no episódio passado: será que sexo e gênero são sempre levados em conta como fatores na escolha de modelos experimentais com células-troncos? Toda célula usada em pesquisas científicas é obtida a partir de partes dos nossos corpos. Corpos que têm sexo, gênero, raça ou etnia. Será que todas as nossas células são associadas a um sexo específico? Como essa atribuição é feita? E será que feminino ou masculino são as únicas opções realmente existentes? No Núcleo das nossas células, não caberia também a diversidade dos nossos corpos? Justamente por causa dessas perguntas, a gente veio parar aqui. A nossa primeira parada nessa viagem pela célula.

    Vem comigo nadar pelo núcleo à procura dos cromossomos sexuais?



    Mais Informações

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Daniela Tonelli Manica

    Currículo Sarah Richardson

    Site GenderSci Lab

    Currículo Julia Helena Barros

    Currículo Bruno Paranhos

    Currículo Amiel Vieira

    Instagram do Núcleo de Consciência Trans (NCT) da Unicamp



    Materiais Extras

    Política “Sexo como variável biológica” do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos 

    Diretrizes SAGER (Sex and Gender Equity in Research) em periódicos 

    Aprovação Cotas Trans na Unicamp

    SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). 2017. 

    VELOCCI, Beans. The history of sex research: Is “sex” a useful category? Cell, v. 187, n. 6, p. 1343–1346, 2024.

    VIEIRA, Amiel. COSTA, Anacely Guimarães. PIRES, Barbara Gomes. CORTEZ, Marina. Intersexualidade: desafios de gênero. Periódicus. 2021, n.16, v.1, p.01-20.

    FAUSTO-STERLING, Anne. Sexing the body: gender politics and the construction of sexuality. 1 ed. New York, NY: Basic Books, 2000.

    PAPE, Madeleine; MIYAGI, Miriam; RITZ, Stacey A.; et al. Sex contextualism in laboratory research: Enhancing rigor and precision in the study of sex-related variables. Cell, v. 187, n. 6, p. 1316–1326, 2024. 

    GRABEK, Anaëlle; DOLFI, Bastien; KLEIN, Bryan; et al. The Adult Adrenal Cortex Undergoes Rapid Tissue Renewal in a Sex-Specific Manner. Cell Stem Cell, v. 25, n. 2, p. 290-296.e2, 2019.

    HARAWAY, Donna Jeanne. O manifesto ciborgue. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica. 2000.

    BARAD, Karen. Performatividade queer da natureza. Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 3(11), 300-346. 2021



    Expediente de Produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana

    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica

    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica

    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)

    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)

    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo

    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)

    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 

    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica

    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 

    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 

    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana

    Identidade visual da série: Bianca Bursi 

    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 

    Sonoplastia: Fernanda Mariath 

    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 

    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 

    Divulgação: Fernanda Mariah 

    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp

    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

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  • Mundaréu

    A Célula

    18/02/2026 | 37min
    Você lembra o que são células? Das aulas de biologia da escola? As células são essas pequenas estruturas arredondadas que formam os nossos corpos e de todos os seres vivos. Tem a aparência de um ovo frito. A gente consegue ver as células através dos microscópios. 

    As nossas células, e de outros animais, são uma ferramenta importante na pesquisa biomédica. Elas servem para fazer de conta que é um corpo humano que está ali, e mostram como o corpo funcionaria em determinadas condições. Na pesquisa científica, a gente as chama isso de modelos in vitro. São   células cultivadas em placas de vidro, as placas de Petri. Pesquisar com células permite que diversas perguntas científicas sejam feitas com mais controle e precisão. Realizando experimentos com esses modelos in vitro, a gente aprende um pouco mais sobre o funcionamento dos nossos corpos ou de alguma doença. E isso direciona a produção de novas tecnologias em saúde, como medicamentos, vacinas, equipamentos de diagnóstico… Mas de quem é esse corpo que tem suas especificidades e interesses representados nesses modelos? De quem são as características e necessidades consideradas na escolha dessas células?  Quem se beneficia com as tecnologias em saúde que são produzidas? 

    Quando eu era estudante na Farmácia, a sala de cultura, esse espaço dedicado ao cultivo de células, parecia permanecer isolada dos meus problemas feministas, asséptica a todas essas inquietações. Será que não é possível fazer uma pesquisa feminista com células? Com modelos in vitro? Será que, em uma placa de Petri, as práticas feministas não cabem? Eu realmente ia ter que escolher entre ser cientista ou feminista? 

    Vamos juntas contaminar a sala de cultura? Uma contaminação feminista!



    Mais Informações 

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Daniela Tonelli Manica

    Currículo Regina Coeli dos Santos Goldenberg

    Currículo Karina Dutra Asensi



    Materiais Extras

    Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”

    Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular

    Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais

    Artigo Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros

    Tese de doutorado Alta resistência ao estresse oxidativo: possível vantagem terapêutica das células estromais mesenquimais derivadas do sangue menstrual no infarto do miocárdio da Karina Dutra Asensi

    Dissertação de mestrado Sangue menstrual como fonte de células tronco resistentes ao estresse oxidativo da Karina Dutra Asensi

    Artigo In Vitro Anthropos: New Conception Models for a Recursive Anthropology?

    Livro People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier

    Capítulo de livro A forma farmacêutica em perspectiva: cartas- diários como modos de fazer ciência feminista

    Artigo Políticas científicas e economias éticas no desenvolvimento de vacinas contra Zika

    Livro Ficar com o problema: Fazer parentes no Chthluceno

    Livro O feminismo mudou a ciência?



    Expediente de produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana

    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica

    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica

    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)

    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)

    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo

    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)

    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 

    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica

    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 

    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 

    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana

    Identidade visual da série: Bianca Bursi 

    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 

    Sonoplastia: Fernanda Mariath 

    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 

    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 

    Divulgação: Fernanda Mariah 

    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp

    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

    Dedicatória: À minha avó, Silvia Mariath, que teria adorado gravar o som da gargalhada como efeito sonoro.



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  • Mundaréu

    O Teaser

    11/02/2026 | 4min
    Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco. 

    E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas! 

    Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível.  Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença? 

    Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath,  vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.

    Vem comigo por uma viagem pela célula?



    Materiais Extras

    Transcrição completa do episódio

    Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”

    Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular

    Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais



    Expediente de produção:

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana

    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica

    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica

    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)

    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)

    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo

    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)

    Projeto relacionado: Regina

    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 

    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica

    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 

    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 

    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana

    Identidade visual da série: Bianca Bursi 

    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 

    Sonoplastia: Fernanda Mariath 

    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 

    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 

    Divulgação: Fernanda Mariah 

    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp

    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e à minha família!

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  • Mundaréu

    Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

    05/02/2026 | 1h 47min
    Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp,  Campinas, em meados de outubro de 2024.

    Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da ciência e tecnologia na América Latina, organizamos uma mesa redonda na ANPOCS que nomeamos com uma pergunta que fizemos para nós mesmas o tempo todo nessa pesquisa: “É possível fazer uma ciência feminista no Brasil do século XXI?”.  A proposta original da mesa foi esta:

    Se há algo evidente nas crises que enfrentamos nesses últimos anos, é de que muitos problemas estão estruturados em torno de questões ligadas às ciências. Há mudanças e alterações significativas nos regimes de legitimidade. Em especial, cientistas que escolhem uma posição marcada por determinantes de gênero, raça, orientação sexual, geração têm sofrido com processos de exposição e perseguição. A rapidez desses processos tornou ainda mais urgente construir projetos de ensino, pesquisa e extensão com estratégias e potencialidades transdisciplinares, simétricos e regionais. Esta Mesa Redonda tem por objetivo discutir os desafios enfrentados por três pesquisadoras das áreas de Antropologia, Física e Saúde Coletiva que se posicionam abertamente a partir de uma “ciência feminista”. Centralmente, serão discutidos seus temas de pesquisa, financiamento, comunicação com o público e hierarquias científicas. Em diálogo com os estudos sociais da ciência, a categoria “ciência” será discutida, mas não será tratada pelo seu caráter eminentemente técnico, e sim identificada como uma prática humana, com pressupostos, presenças, histórias e expectativas coletivas e políticas diversas.

    Nesta Mesa Redonda, reunimos pesquisadoras de três áreas: Antropologia, Física e Saúde Coletiva. A mesa foi organizada pela professora Soraya Fleischer, que é antropóloga, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e que foi coordenadora do Mundaréu junto com Daniela Manica até 2024. Participaram da mesa Elaine Reis Brandão, professora titular do Institutos de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ; Indianara Silva, professora  no Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana; e Daniela Tonelli Manica,  antropóloga e pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). Também contamos com a professora Carolina Cantarino Rodrigues como debatedora. Ela é cientista social e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.

    Soraya Fleischer

    Currículo Lattes

    DA SILVA, Anita; MANICA, Daniela; FLEISCHER, Soraya. Sonoridades, escutas e aprendizados de antropologia com o uso de podcasts em sala de aula. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 64, 2023.

    FLEISCHER, Soraya. Fé na ciência? Como as famílias de micro viram a ciência do vírus Zika acontecer em suas crianças no Recife/PE. Anuário Antropológico, [S. l.], v. 47, n. 1, p. 170–188, 2023

    Elaine Reis Brandão

    Currículo Lattes

    BRANDÃO, E. R.. Gênero, ciência e Saúde Coletiva: desconstruindo paradigmas na formação interdisciplinar universitária. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 26, p. e210334, 2022. 

    BRANDÃO, E. R.; CABRAL, C. DA S.. Justiça reprodutiva e gênero: desafios teórico-políticos acirrados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, p. e200762, 2021. 

    Indianara Silva

    Currículo Lattes

    SANTANA, C.; PEREIRA, L.; SILVA, I.. Contribuições para escrita de biografias de mulheres nas ciências a partir das experiências de Keller, Ferry e Goldsmith. Cadernos Pagu, n. 65, p. e226524, 2022.

    SEPULVEDA, Claudia; SILVA, Indianara. Narrativas dissidentes: contribuições da história das mulheres para uma educação anti-opressão. In: GALIETA, Tatiana. Temáticas sociocientíficas na formação de professores . São Paulo, Editora Livraria da Física, 202, pp.93-112.

    Daniela Tonelli Manica

    Currículo Lattes

    MANICA, Daniela Tonelli; PERES, Milena; FLEISCHER, Soraya (Orgs.). No ar: Antropologia, histórias em podcast. Campinas/Brasília: Pontes Editorial e ABA Publicações, 2022.

    FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Ativando a escuta em tempos pandêmicos“. In: Miriam Pillar Grossi; Rodrigo Toniol. (Orgs.). Cientistas sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Tribo da Ilha, 2020, pp. 47-51.

    MANICA, Daniela Tonelli; SILVA, Ana Cláudia Rodrigues da; ROCA, Alejandra; ROHDEN, Fabíola; FLEISCHER, Soraya. “Mundaréu: Antropologia feminista da ciência e da tecnologia na América Latina“. AntHropologicas Visual 9(2), 2023.

    FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Antropologia no som: A extensão de um mundaréu de histórias“. Revista Internacional de Extensão da UNICAMP, v. 5 (2024) .

    Carolina Cantarino Rodrigues

    Currículo Lattes

    RODRIGUES, Carolina Cantarino. Devolver o mistério ao humano – ressonâncias cosmopoéticas e alteridades radicais. ClimaCom – Políticas Vegetais [Online], Campinas, ano 9,  n. 23,  mai. 2022.



    Mais informações

    Dossiê do CLAM

    Transcrição do roteiro

    Expediente

    Apresentação: Daniela Manica

    Participantes: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva, Daniela Tonelli Manica, Carolina Cantarino Rodrigues

    Transcrições da mesa redonda:  Daniela Manica e Maxie Viana

    Roteiro: Clarissa Reche e Daniela Manica

    Revisão do roteiro: Daniela Manica

    Narração: Daniela Manica

    Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal

    Revisão da transcrição do roteiro: Igor Pereira

    Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)

    Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).

    Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica

    Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0

    Música: “Já foi” de Janine Mathias

    Imagem do header: Muro do IMECC/Unicamp. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024.

    Conteúdo do sítio eletrônico: Clarissa Reche e Daniela Manica

    Divulgação: Fernanda Mariath

    Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica

    Agradecimentos: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva e Carolina Cantarino Rodrigues

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