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O PRIMEIRO ISOLAMENTO DE CAMPYLOBACTER HEPATICUS NO BRASIL - Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca | Ep. 197
08/09/2026 | 32minToda vez que a mortalidade sobe e a postura cai, o sanitarista corre para o mesmo diagnóstico diferencial e é justamente aí que a síndrome do fígado manchado passa despercebida. Neste episódio, a PhD. Belchiolina Beatriz Fonseca relata o primeiro isolamento de Campylobacter hepaticus em galinhas poedeiras no Brasil: pontos necróticos de 1 a 2 mm no fígado, hiperemia ovariana, esplenomegalia e negativo repetido para Salmonella Gallinarum em vários laboratórios. Mortalidade semanal entre 0,36% e 0,75% e queda de postura de 3% a 4%. Bactéria fastidiosa, biofilme, forma viável não cultivável e reincidência após antibioticoterapia.
“Eu já conhecia a doença, eu já estava procurando ela em frango há algum tempo.”
— Dra. Belchiolina Beatriz FonsecaMédica Veterinária, mestre em Ciências Veterinárias e doutora em Imunologia e Parasitologia Aplicadas pela UFU, com pós-doutorado em Genética e Bioquímica na área de Biotecnologia em Saúde Humana e Animal. Formou-se em diagnóstico de campilobacteriose na Universidad Austral de Chile e aperfeiçoou-se em probióticos de próxima geração no INRAE, na França. Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq nível B, com 96 artigos publicados e sete patentes. É professora de Avicultura e Ornitopatologia na UFU. Referência em campilobacteriose e patógenos emergentes na avicultura.
Episódio: O PRIMEIRO ISOLAMENTO DE CAMPYLOBACTER HEPATICUS NO BRASIL - Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca
O Aviário Podcast: instagram.com/oaviariopodcast
Apresentador: Dr. Marcos Café
Convidada: Dra. Belchiolina Beatriz Fonseca
(00:00) Abertura e apresentação da convidada
(02:10) Como a avicultura entrou na trajetória da pesquisadora
(05:30) O caso que originou o primeiro isolamento no Brasil
(09:28) Histórico da doença: de 1954 à descrição de Campylobacter bilis
(12:59) Mortalidade semanal e queda de postura registradas em campo
(13:44) Lesões macroscópicas e diagnóstico diferencial com Gallinarum
(15:08) Panorama internacional e risco de disseminação para matrizes
(16:57) O que muda — e o que não muda — em saúde pública
(18:44) Tratamento, escolha do antimicrobiano e o problema da reincidência
(21:08) Fatores de risco, biofilme, forma viável não cultivável e vacinas
(25:43) Bastidores do diagnóstico: isolar é difícil, manter é pior
(29:52) Considerações finais da convidada
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Siga O Aviário Podcast nas redes sociais: linktr.ee/oaviarioINFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL: A VISÃO OFICIAL DO MAPA - Dra. Denise Russi Rodrigues | Ep. 196
01/09/2026 | 34minA influenza aviária deixou de ser exótica e virou variável permanente do planejamento sanitário da avicultura brasileira. Neste episódio, a PhD. Denise Russi Rodrigues, Auditora Fiscal Federal Agropecuária da Coordenação de Sanidade Avícola do MAPA, abre os dados oficiais do PNSA: 190 focos desde 2023, apenas um em aves comerciais, e a inversão do perfil: de 90% dos focos em aves aquáticas para 50% em aves terrestres em 2026. A genômica indicou múltiplas introduções por rotas distintas e amostras sem genótipo identificado desde 2025. Depois de 250 mil análises, a conclusão é operacional: preparação, vigilância e biosseguridade.
"A principal medida de prevenção continua sendo a biosseguridade."
— Dra. Denise Russi RodriguesPhD. Denise Russi Rodrigues é Médica Veterinária, com especialização em Produção de Aves e Suínos, mestrado em Produção Animal e doutorado em Ciência Animal pela UFG. Fez pós-doutorado na Ohio State University e no National Animal Disease Center (NADC/USDA). Atuou nove anos como Fiscal Estadual Agropecuária em Goiás e hoje é Auditora Fiscal Federal Agropecuária no MAPA, na Coordenação de Sanidade Avícola do Departamento de Saúde Animal, onde contribui para estratégias nacionais de vigilância, prevenção, controle e resposta a doenças avícolas.
Episódio: INFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL: A VISÃO OFICIAL DO MAPA - Dra. Denise Russi Rodrigues
O Aviário Podcast
instagram.com/oaviariopodcast
Apresentador: Dr. Marcos Café
linkedin.com/in/marcos-café
Convidada: Dra. Denise Russi Rodrigues
linkedin.com/in/denise-russi-rodrigues
(00:00) Abertura do episódio e apresentação da convidada
(02:17) Da Agrodefesa ao USDA: a trajetória até o MAPA
(05:12) Como epidemiologia e genômica se integram na vigilância
(10:08) Cenário atual: 190 focos e a curva epidemiológica
(12:57) O que a genômica revelou sobre a origem do vírus
(15:52) A inversão do perfil: de aves aquáticas para terrestres
(20:14) Por que a vigilância baseada em risco muda o jogo
(21:32) Biosseguridade e manejo da vida silvestre no entorno da granja
(25:59) As lições da emergência e as 250 mil análises
(31:24) Considerações finais da convidada
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Siga O Aviário Podcast nas redes sociais: linktr.ee/oaviario- No Dia do Avicultor, o Podcast O Aviário inverte a lógica da visita técnica e ouve quem recebe o extensionista. Valdecir e Leoni Molinetti saíram de 600 m² em 1995 para 14.400 m² de área construída, migraram do frango pesado de 45 a 50 dias para o griller abatido entre 25 e 28 dias, entraram na produção de peru com alojamento aos 28-30 dias e abate de 16 a 19 kg, e atravessaram a transição da campânula a lenha e cortina manual para pressão negativa, aquecimento peletizado e controlador programado. No episódio: conversão alimentar, custo de aquecimento no inverno, rotatividade de mão de obra, biosseguridade e o que separa o extensionista que gera resultado daquele que só valida o lote.
“Hoje é mais a cabeça. Se tu não for um cara bom de cabeça, tu trabalha dentro do aviário, mas não dá resultado.”
— Valdecir Molinetti
Valdecir e Leoni Molinetti são avicultores integrados em Ampére, no Sudoeste do Paraná. Começaram em 1995 com um aviário de 600 m², migraram do frango pesado para o griller e, em 2012, aceitaram o convite da integradora para construir um núcleo de quatro galpões, decisão tomada com R$ 500 mil de capital diante de R$ 2 milhões de dívida. Hoje conduzem a Granja Molinetti, com 14.400 m² de área construída, frango griller e produção de peru.
Episódio: ESPECIAL DIA DO AVICULTOR - Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti
Podcast: O Aviário Podcast
Apresentadores: Me. Wellinton Molinetti e Me. Gabriela Bittencourt
Convidados: Valdecir Molinetti e Leoni Molinetti
(00:00) Abertura do especial de Dia do Avicultor e apresentação dos convidados
(02:15) 1995: o primeiro aviário de 600 m² e a decisão de trocar a lavoura pelo frango
(06:58) Do griller ao frango pesado de 45-50 dias — e a volta para o griller de 25-28 dias
(10:17) A entrada na produção de peru: alojamento aos 28-30 dias e abate de 16 a 19 kg
(14:18) A decisão do núcleo em 2012: R$ 500 mil de capital para R$ 2 milhões de dívida
(16:21) O que o avicultor espera do extensionista na visita técnica
(19:33) A extensionista que mudou a propriedade — e o papo do frango como indicador
(22:37) Tecnologia não substitui pessoas: o galpão mais moderno nem sempre entrega o melhor índice
(28:48) Manejo em pressão negativa: por que hoje é mais difícil do que há 30 anos
(40:39) O tornado de 2019, a perda total do aviário 1 e a reconstrução
(43:21) Mensagem final: o que dizer para quem quer começar na avicultura
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Siga O Aviário Podcast nas redes sociais. - A Ambiência deixou de ser detalhe de manejo e virou o principal fator de rentabilidade da avicultura de corte e ainda é gerida por percepção. Neste episódio, Luís Pedro Santos Jung, engenheiro químico e Coordenador de Vendas Técnicas da AKSO, destrincha porque amônia, CO2, umidade relativa, temperatura e velocidade do vento precisam ser mensurados na rotina do produtor, e não apenas na visita quinzenal do extensionista: um lote soma cerca de mil horas de alojamento, enquanto a assistência técnica presencial raramente ultrapassa dez. Ele explica por que o CO2 é reversível e a amônia não, lesão celular irreversível em cílios, mucosa ocular, saco aéreo e pulmão, por que não existe sonda fixa de amônia viável no aviário, e como uma sonda descalibrada aciona exaustão desnecessária, derruba a temperatura e queima gás e biomassa sem motivo. Quem não mede não sabe por que o lote foi bom.
“Quem não tem um medidor não sabe por que o lote foi bom nem por que foi ruim.”
— Luís Pedro Santos JungLuís Pedro Santos Jung é Engenheiro Químico, formado com atuação inicial em laboratório e nacionalização de produtos, hoje Coordenador de Vendas Técnicas na AKSO. Filho de produtor integrado desde 1997, migrou da química para a instrumentação aplicada à avicultura e, nos últimos dois anos, dedica-se à difusão da medição de ambiência em campo, capacitando técnicos e produtores no uso correto de medidores de amônia, CO2, umidade, temperatura e velocidade do ar em integradoras e cooperativas.
Episódio: AMBIÊNCIA: PARE DE ACHAR E COMECE A MEDIR - Luís Pedro Santos Jung
O Aviário Podcast: instagram.com/oaviariopodcast
Apresentador: Me. Wellinton Molinetti — LinkedIn
Convidado: Luís Pedro Santos Jung — LinkedIn
(00:00) Abertura — por que ambiência tomou conta da avicultura
(01:20) De engenheiro químico à ambiência avícola
(03:21) Quais indicadores medir dentro do galpão
(06:44) Por que o produtor perde a sensibilidade ao ambiente
(10:07) CO2: o gás silencioso que gera sonolência nas aves
(14:52) Amônia x CO2 — a lesão que não tem volta
(17:37) Por que não existe sonda fixa de amônia no aviário
(21:43) Cama: o produtor de aves é um manejador de cama
(27:09) IA na ambiência e o gargalo dos dados errados
(34:04) O fim do amadorismo: quem não mede, fica para trás
(44:58) Mensagem final e indicações de leitura
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Siga O Aviário Podcast nas redes sociais: linktr.ee/oaviario - A avicultura brasileira chegou aos maiores índices zootécnicos da sua história pela via da tecnificação, ambiência controlada, automação de galpão, painéis e dados. Mas nenhum painel opera sozinho. Neste episódio do Podcast O Aviário, a Me. Eva Hunka desmonta o gargalo que protocolo sanitário nenhum resolve: pessoas. Ela disseca o choque intergeracional entre Baby Boomers e Geração Z dentro da mesma equipe, os quatro estágios da comunicação efetiva: pensar, verbalizar, falar e ser compreendido, o uso de ferramentas de andragogia na assistência técnica ao produtor, a formação de equipes com perfis comportamentais complementares e por que o agro comunica bem com quem é do agro, mas ainda perde a disputa narrativa para quem não é.
“O Brasil é um país de vários países. E a nossa avicultura é uma avicultura de várias aviculturas.”
— Me. Eva HunkaMe. Eva Hunka é médica veterinária pela UFRPE, com aperfeiçoamento em pesquisa pelo CNPq e mestrado em Medicina Preventiva pela Unesp Botucatu. Tem MBA em Avicultura Industrial (Didatus), Green Belt Six Sigma e especializações em Comunicação e Marketing (FMU) e em Marketing do Agronegócio (Biomarketing). Com mais de 20 anos de avicultura, é Head de Marketing Corporativo na ilender, Diretora de Marketing da FACTA, integra o COESA-SP e a APA, é mentora do programa global Women for Food and Agriculture e criadora do canal Curiosidades Galináceas.
Episódio: LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E MÃO DE OBRA NO GALPÃO - Me. Eva Hunka
O Aviário Podcast
instagram.com/oaviariopodcast
Apresentadora: Me. Gabriela Bittencourt
linkedin.com/in/gabrielatkbittencourt
Convidada: Me. Eva Hunka
linkedin.com/in/eva-hunka-2b8a5422
(00:02) Abertura e apresentação da convidada
(01:07) Nasci dentro da avicultura: a trajetória de Eva Hunka
(04:24) Líder ou liderado: onde está a maior dificuldade hoje
(05:03) Geração Z e Baby Boomer na mesma equipe: o choque intergeracional
(07:19) De quem é o papel de construir a conexão entre gerações
(09:59) Os quatro estágios da comunicação e o curso de escutatória
(12:52) Andragogia: adulto ensinando adulto e os gatilhos emocionais
(16:44) A avicultura de várias aviculturas e o gargalo da mão de obra
(21:50) A volta dos jovens ao campo e o bem-estar humano no agro
(25:30) Propósito e valores: o candidato é quem entrevista a empresa
(28:24) Processo seletivo e equipes de perfis complementares
(35:43) O agro comunica bem com quem é do agro — e mal com o resto
(40:23) Liderança como maternidade: elogiar em público, penalizar no privado
(45:06) Encerramento e mensagem final da convidada
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