Nesta segunda parte do nosso podcast, avançamos para o momento em que a química finalmente se desprende de suas raízes místicas para se tornar uma ciência de precisão, culminando na organização definitiva da matéria. Conforme detalhado nos capítulos 8 a 14 das fontes, mergulharemos em um período de descobertas frenéticas e revoluções teóricas que mudaram nossa visão do mundo.Começaremos com o fim da era da alquimia, marcado pela descoberta acidental do fósforo por Hennig Brand em 1669, o primeiro elemento isolado que não existia livre na natureza. Discutiremos o longo domínio e a eventual queda da teoria do flogístico, proposta por Becher (1667) e Stahl (1703), que tentava explicar o fogo como uma substância liberada durante a combustão. Veremos como o excêntrico Henry Cavendish isolou o hidrogênio em 1766, embora acreditasse ter encontrado o próprio flogístico.O ponto central deste episódio é a Revolução Química de Antoine Lavoisier. Exploraremos como ele utilizou a balança para provar a lei da conservação da matéria e como, ao nomear o oxigênio e o hidrogênio, desvendou o mistério da combustão e da composição da água, antes de seu trágico fim na guilhotina em 1794. Na sequência, abordaremos a teoria atômica de John Dalton (1803), que trouxe pesos relativos aos átomos, e o sistema de símbolos químicos de Berzelius, que deu à química sua linguagem universal.Analisaremos a busca obsessiva por uma estrutura oculta entre os elementos, passando pelas Tríades de Döbereiner (1829), o parafuso telúrico de de Chancourtois (1862) e a lei das oitavas de Newlands (1864). Por fim, o podcast atinge seu clímax com a figura de Dmitri Mendeleiev. Reviveremos o intenso fim de semana de fevereiro de 1869 em que, através de um jogo de "paciência química" e de um sonho revelador, ele formulou a Tabela Periódica. Discutiremos sua genialidade ao prever elementos inexistentes, como o gálio (descoberto em 1875) e o germânio (1886), provando que a matéria segue um plano mestre.