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Planeta química podcast

Emiliano Chemello
Planeta química podcast
Último episódio

38 episódios

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    [debate] Energia nuclear: problema ou solução?

    23/03/2026 | 14min
    Em um mundo que enfrenta a necessidade urgente de descarbonização e o aumento explosivo da demanda por eletricidade — impulsionado pela Inteligência Artificial e centros de dados — a energia nuclear ressurge como um componente estratégico e polêmico. Este episódio mergulha no "renascimento nuclear" previsto para 2025, ano em que a geração global deve atingir recordes históricos.O que discutiremos:
    • A promessa da solução: Analisamos como a nuclear oferece uma carga de base firme e confiável, operando com fatores de capacidade de 93%, algo que fontes intermitentes como solar e eólica ainda não conseguem igualar sem armazenamento massivo. Discutimos o compromisso de mais de 20 nações na COP 28 para triplicar a capacidade nuclear até 2050 como rota para o Net Zero.
    • Os problemas persistentes: Enfrentamos os temas difíceis, como o gerenciamento de rejeitos radioativos que duram milênios, os altos custos iniciais de construção e os prazos que podem exceder 15 anos.• Inovação tecnológica: Conheça os Pequenos Reatores Modulares (SMRs), que prometem ser fabricados em série para reduzir riscos financeiros e aumentar a segurança passiva.
    • O Dilema Brasileiro: Um olhar profundo sobre a usina de Angra 3. Estudos mostram que concluir a obra (paralisada em 66%) pode ser mais barato para o Brasil do que abandoná-la, evitando o desperdício de bilhões já investidos.A energia nuclear é o mal necessário para salvar o planeta ou um risco caro demais para assumirmos?.
    Ouça agora e tire suas próprias conclusões sobre o futuro da nossa matriz energética..
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    [debate] Sal do Himalaia traz benefícios à saúde?

    16/03/2026 | 14min
    Neste episódio do podcast Planeta Química, mergulhamos na ciência por trás do sal rosa do Himalaia para descobrir se ele é realmente um "superalimento" ou apenas um triunfo do marketing nutricional. Investigamos a gênese geológica deste mineral, que se formou há centenas de milhões de anos a partir da evaporação do antigo Mar de Tétis e é extraído principalmente na mina de Khewra, no Paquistão.Embora seja comercializado como uma alternativa superior por conter 84 minerais traço, como cálcio, potássio e magnésio, analisamos quimicamente por que essas quantidades são consideradas insignificantes para a nutrição humana. Explicamos que, para obter benefícios clínicos desses minerais, um indivíduo teria que consumir doses letais de sódio, já que o sal rosa é composto por 96% a 98% de cloreto de sódio, nível quase idêntico ao do sal de mesa refinado.O episódio também aborda os riscos à saúde pública, como a deficiência de iodo, uma vez que o sal rosa natural não é fortificado como o sal comum, podendo levar a distúrbios da tireoide e bócio. Além disso, discutimos a presença alarmante de contaminantes detectados em algumas amostras, incluindo metais pesados como chumbo e cádmio, bem como microplásticos introduzidos durante o processamento e embalagem.Por fim, diferenciamos o uso culinário das evidências clínicas da haloterapia para o trato respiratório e questionamos: vale a pena pagar mais caro por esse condimento gourmet?. Prepare-se para separar os fatos geológicos dos mitos do bem-estar em mais uma jornada pelo mundo da química
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    [análise] Microplástico

    09/03/2026 | 13min
    Neste episódio do podcast Planeta Química, mergulhamos em uma análise profunda sobre os microplásticos (MPs), partículas poliméricas sólidas menores que 5 mm que se tornaram onipresentes no meio ambiente. Discutimos a distinção entre os microplásticos primários, fabricados intencionalmente em tamanhos reduzidos (como microesferas em cosméticos), e os secundários, resultantes da fragmentação de detritos maiores por processos de intemperismo químico e físico. Exploramos a arquitetura molecular de polímeros comuns como o polietileno (PE), polipropileno (PP) e cloreto de polivinila (PVC), analisando como sua estabilidade química e hidrofobicidade garantem uma persistência ambiental que pode durar séculos.Um dos destaques centrais é o papel dos microplásticos como vetores de poluentes, funcionando através do chamado "Efeito Cavalo de Troia". Devido à sua alta área superficial e natureza química, essas partículas adsorvem e concentram metais pesados (como chumbo e cádmio) e poluentes orgânicos persistentes (POPs), transportando essas toxinas através da cadeia alimentar até o consumo humano. No cenário brasileiro, a gravidade é acentuada: o país descarta potencialmente 3,44 milhões de toneladas de resíduos plásticos no meio ambiente anualmente, com hotspots de contaminação identificados desde solos agrícolas em Minas Gerais até Áreas de Proteção Integral na costa.Analisamos também os avanços alarmantes na toxicologia humana, com microplásticos já detectados em sangue, pulmões, placenta, leite materno e até no cérebro. Discutimos as evidências emergentes que ligam a exposição crônica a riscos de doenças cardiovasculares, distúrbios neurodegenerativos como a demência e riscos ao desenvolvimento pediátrico. Por fim, abordamos as fronteiras da ciência em busca de soluções, desde o uso de IA para detecção avançada até a biorremediação enzimática com enzimas como a PETase, capazes de hidrolisar ligações poliméricas e oferecer um caminho para uma economia circular real.
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    [análise] PFAS: químicos eternos

    02/03/2026 | 17min
    Neste podcast, exploramos a fundo o universo das substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS), uma classe de milhares de compostos sintéticos que definiram a modernidade material, mas que hoje representam um desafio existencial. Conhecidos coloquialmente como "químicos eternos", os PFAS possuem uma estabilidade termodinâmica baseada na ligação Carbono-Flúor (C-F), uma das forças mais potentes da química orgânica, superando a capacidade de degradação da maioria dos processos naturais biológicos ou térmicos.Viaje conosco pela história, desde a descoberta acidental do Teflon em 1938 e o uso estratégico dessas substâncias no Projeto Manhattan, até sua onipresença atual em utensílios antiaderentes, embalagens de alimentos e espumas de combate a incêndio. Discutimos como essas propriedades revolucionárias resultaram em uma contaminação global, com níveis detectáveis de PFAS encontrados no sangue de cerca de 97% da população americana e em virtualmente todos os ecossistemas do planeta.O episódio aborda as graves implicações para a saúde humana, incluindo o aumento do risco de cânceres de rim e testículo, supressão do sistema imunológico, distúrbios hormonais e impactos permanentes no desenvolvimento neurocognitivo infantil. Analisamos também a controvérsia sobre o silêncio corporativo de décadas e a transição atual para uma era de remediação agressiva e regulamentações rigorosas que estabelecem limites de concentração em partes por trilhão.Por fim, mergulhamos na fronteira tecnológica das soluções de destruição permanente, como a Oxidação em Água Supercrítica (SCWO) e o Tratamento Hidrotérmico Alcalino (HALT), que buscam quebrar as ligações C-F e mineralizar os químicos eternos, transformando o paradigma da simples "separação" para a eliminação total. Descubra como a ciência de 2025 está redefinindo a ética da inovação química para proteger as futuras gerações.
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    [análise] A química do cigarro eletrônico (vape)

    23/02/2026 | 10min
    Bem-vindo ao podcast "A química do cigarro eletrônico", o programa que mergulha nas complexas interações moleculares e nos processos térmicos escondidos por trás das nuvens de vapor. Em cada episódio, exploramos a ciência dos e-líquidos, analisando como a base de propilenoglicol (PG) e glicerina vegetal (VG) atua como veículo para flavorizantes e nicotina, e de que forma a proporção desses solventes influencia a citotoxicidade nas células humanas.Vamos desvendar os mistérios da degradação térmica, revelando como o aquecimento da bobina transforma substâncias aparentemente seguras em subprodutos perigosos, como formaldeído, acetaldeído e acroleína, mesmo em condições de uso normal e temperaturas baixas. Investigamos também a presença alarmante de metais tóxicos — como níquel, chumbo e cromo — que se desprendem dos componentes internos do dispositivo e são inalados pelo usuário.O podcast aborda a evolução da farmacocinética da nicotina, comparando a base livre aos modernos sais de nicotina, que utilizam ácidos para reduzir o pH da solução, permitindo picos plasmáticos rápidos que mimetizam o cigarro convencional e aumentam o potencial de dependência. Além disso, discutimos as consequências clínicas fundamentadas em evidências, desde a crise de lesão pulmonar aguda conhecida como EVALI até os efeitos do estresse oxidativo e da inflamação no sistema cardiovascular e respiratório.Junte-se a nós nesta investigação profunda para entender se os sistemas eletrônicos de entrega de nicotina são uma ferramenta de redução de danos ou um "gigantesco experimento global" com riscos que a ciência está apenas começando a mapear.

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Sobre Planeta química podcast

Vários assuntos relacionados à química e ciência, tudo gerado a partir de IA sob supervisão do prof. Emiliano Chemello, professor de química e autor de livros didáticos, Licenciado em Química e Mestre em Engenharia e Ciências de Materiais pela UCS.
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