1039 episódios
- Olá, audiência cativa do Youtube e arrabaldes!
Está no ar mais um viçoso Trocando as Bolas, o caviar Beluga dos programas esportivos.
O episódio de hoje vem carregado de conceitos sólidos como o Luigi afirmando que o vôlei é um estágio acima da queimada.
Como diria Aristóteles, o mundo não gira, capota! E nessa toada São Paulo e Santos reviraram a tabela com duas vitórias seguidas enquanto Palmeiras e Corinthians descem a ladeira Porto Geral de carrinho de Rolimã.
E mais: uma paca tentará imitar o Walmor Chagas e, sob a ótica da microfísica do poder, veremos se cangurus são ou não são bons quarterbacks. Isso tudo analisado superficialmente pela trinca mais inexperta do mundo esportivo: Carlos Banana, Daniel Sacana e Luigi Bacana.
Senta o dedo no play, curte, compartilha e tira esse dedo daí, malcriado!
Com Carlos "Banana" de Freitas, Daniel "Desencana" Galli e Luigi "Bacana" Marnoto. - No Pop Corner de hoje, a Rockstar troca a pose de rebelde pela planilha: depois de vender GTA como transgressão, sátira e iconoclastia por décadas, a empresa publicou uma versão censurada do trailer de GTA 6 no Bilibili, apagando cigarro, dança sugestiva, roupa íntima e sangue, e ainda teria derrubado republicações da versão sem cortes. A pergunta é simples: se era arte inegociável, por que virou borrão quando o mercado chinês entrou na conta?
A conversa passa pela censura chinesa, pela “poluição espiritual”, pelos limites a jogos online para menores, por Ananta, loot boxes, jogos como serviço, Arábia Saudita comprando estúdios ocidentais e uma indústria cultural que parece não ter princípio nenhum; só preço, assinatura, caixa vazia e licença digital. No fim, entre o Estado que censura por convicção errada e a corporação que censura porque compensa, sobra ao público a pergunta: quem te respeita menos?
Com Mafinha Summers. - No Mesa Pra Dois especial de Independência, a pergunta é simples: o Brasil é independente de quê? Carlos de Freitas e Joel Gracioso discutem por que soberania não se resume a votar, desfilar no 7 de Setembro ou repetir discurso patriótico. Um país dependente de infraestrutura precária, indústria fraca, tecnologia externa, crime organizado, assistencialismo permanente e educação mutilada pode até ter hino, bandeira e eleição, mas ainda está longe de ser livre.
A conversa passa por saneamento, estradas, defesa, indústria, globalização, China, impostos, dependência estatal, corrupção e autonomia intelectual. No fim, independência verdadeira começa no povo: na capacidade de trabalhar, pensar, produzir, prosperar e participar das riquezas do próprio país. Sem projeto de nação, soberania vira só palavra bonita em palanque de feriado. - No Programa 5º Elemento de hoje, nossa trupe passa pela fala de Lula sobre os garis, pela reação de Marcelinho Carioca e pela diferença que muita gente finge não entender: pobreza não é indignidade; indigno é roubar, humilhar quem trabalha e transformar profissão honesta em vergonha. A conversa entra no desprezo da elite brasileira pelo trabalho real, na destruição do poder de compra, no consignado, nas bets, no saneamento abandonado e num país onde quem carrega a cidade nas costas é tratado como invisível.
O episódio também mergulha no caso Master, nas supostas mensagens envolvendo banqueiros, escritórios, ministros, STF, PGR e Polícia Federal, além da máquina de influência que parece fazer empresas, processos e decisões girarem em torno de quem conhece alguém que conhece alguém. E ainda sobra para o MBL, para a imprensa atrasada, para a UFRJ e para uma elite cultural jeca que passa décadas chamando decadência de sofisticação.
Com Lucas Honorato, Carlos de Freitas, Filipe Trielli e Luigi Marnoto. - A crise da Raízen não é só mais uma história de dívida, credores e reestruturação. Com recuperação extrajudicial envolvendo dezenas de bilhões, venda de ativos, divisão entre energia e combustíveis e conversão de dívida em participação acionária, o caso expõe algo maior: uma das principais estruturas de bioenergia, logística e distribuição do Brasil está sendo redesenhada enquanto o debate público olha apenas para o preço da ação.
O Estúdio 5º Elemento mostra por que tratar a Raízen como simples ticker da Faria Lima é um erro de país. Cana, etanol, bioenergia, postos Shell, distribuição de combustíveis, tecnologia industrial e capacidade produtiva não aparecem do nada nem se reconstroem em uma terça-feira. Enquanto Estados Unidos, China, Índia e Europa discutem ativos estratégicos, o Brasil precisa decidir se sua economia serve à produção nacional — ou apenas à planilha de quem compra barato no desespero.
Com Filipe Trielli.
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