Será coincidência que a censura tenha avançado em vários países, com ferramentas e meios de perseguição muito semelhantes? Vemos o Vietnã usar o Artigo 117 e tratar deepfakes como arma legal para perseguir um jornalista no exílio, enquanto uma empresa tenta esgotá-lo em tribunais na Europa. Ao mesmo tempo, no Brasil, decisões sobre plataformas criam um complexo de censura que atravessa contas e monetização, atingindo vozes no exterior.
Por outro lado, no Irã, a queda do rial e a crise bancária alimentam protestos; o regime impõe um apagão de internet, promete ouvir críticas e reprime a depredação. Além disso, a lealdade das forças de segurança define se haverá mudança de regime. Por fim, lembramos 2011 no Egito: quando o Exército declarou que não usaria violência, o regime perdeu seu último pilar e caiu. Não basta uma tempestade econômica; são as armas que sustentam o poder.
Com Arthur Machado.