1031 episódios
- Salve,salve , pirilampos dos desportos!
Estamos de volta ao momento mais pimpão do universo esportivo: um episódio novinho em folha do retumbante programa Trocando as Bolas!
Hoje, no umbral do fim do mundo da república, nossa trinca de intrépidos analistas, Daniel Engana, Luigi Bacana e Carlos Banana, discorrem bobagens sobre o futebol feminino do Corinthians, que finalmente consegue a igualdade de condições com o futebol masculino. Agora elas também estão com os salários atrasados. A coisa anda tão parecida que o masculino também está jogando feito o feminino. Deu 18 chutes a gol e só acertou dois.
Mais: Selvagens tentaram intimidar uma família porque uma criança cometeu o terrível crime de ganhar uma camiseta do Neymar.
E, atendendo aos cento e trinta e um mil reais de pedidos, os tês vagabundos voltarão a comentar os comentários.
Curte, compartilhe, furunfe no like, rebole nos comentários e faça pipoca à meia noite.
Com Carlos "Banana" de Freitas, Daniel "Engana" Galli e Luigi "Bacana" Marnoto. - No Pop Corner de hoje, a história começa com um texto de 1990 que transformou o Coiote em autor de uma ação judicial contra a ACME e termina com um filme que a Warner tentou enterrar por cálculo fiscal. Coyote vs. Acme foi produzido, testou bem com o público, mas acabou engavetado porque, na planilha, valia mais morto do que lançado. Só que fãs, artistas e a comunidade da animação não largaram o osso.
A briga pelo Coiote vira símbolo de um problema maior: Hollywood ficou grande, cara e refém demais dos próprios riscos. Enquanto corporações cancelam filmes prontos, games viram licença sem posse e blockbusters se ajoelham para militância e planilha, produções menores mostram que talvez o futuro da cultura esteja menos nos monstros corporativos e mais no público votando com o bolso.
Com Lucas Honorato. - No Mesa para Dois, Joel Gracioso e Carlos de Freitas discutem a epidemia do desenvolvimento pessoal, dos coaches e da performance como substituto da maturidade. A conversa separa o verdadeiro amadurecimento humano (psicológico, afetivo, intelectual e espiritual) da obsessão moderna por sucesso, fama, imagem social, rotina performática e aplauso nas redes.
O episódio também passa pelo futebol doente, pela lógica de que só o primeiro lugar presta, pela infantilização brasileira e pela entrada dos coaches na política. Quando candidatos trocam projeto de país por dancinha, marketing e pose motivacional, a pergunta fica evidente: estamos formando estadistas ou adolescentes complexados disputando atenção? - O modelo de privatizações vendido por décadas como sinônimo de eficiência começa a mostrar suas rachaduras. No Reino Unido, monopólios de infraestrutura caminham para situações de grave fragilidade financeira depois de anos em que a distribuição de dividendos e a engenharia financeira avançaram mais rápido do que os investimentos necessários para sustentar serviços estratégicos. O resultado expõe um problema maior: quando a lógica rentista domina setores essenciais, a promessa de eficiência pode dar lugar à deterioração da capacidade produtiva e à perda de resiliência nacional.
Enquanto isso, a Ásia avança em outra direção. A criação da Danantara, na Indonésia, e a experiência consolidada da Temasek, em Singapura, apontam para o fortalecimento de um novo paradigma: o “Estado Acionista”, no qual o poder público atua como investidor estratégico de longo prazo, buscando combinar eficiência empresarial, soberania e desenvolvimento nacional. Ao mesmo tempo, o Ocidente vive um duro realinhamento político. Pressionado pelo crescimento de forças soberanistas, parte do establishment liberal aproxima-se de setores da esquerda radical, enquanto tribunais, regulações e agendas climáticas ganham peso crescente como instrumentos de disputa econômica e institucional. O que está em jogo não é apenas a divisão entre Estado e mercado, mas quem controla o capital, a infraestrutura e as decisões estratégicas que definirão as próximas décadas.
Com Arthur Machado. - A França está diante de uma possível virada política, econômica e cultural.
Nesta entrevista especial, o eurodeputado francês Philippe Lottiaux conversa com Arthur Machado sobre o avanço do Rassemblement National, as eleições presidenciais de 2027 e as chances da direita conservadora. O debate passa também pela crise econômica francesa, impostos, gastos públicos, reindustrialização, energia nuclear e os efeitos das políticas da União Europeia.
Além disso, também são abordados temas que estão no centro do futuro da Europa: o acordo Mercosul–União Europeia, a concorrência com a China, soberania nacional, defesa, OTAN, Rússia, imigração, islamismo e wokismo.
No campo econômico, Philippe comenta sobre a financeirização da economia, o papel dos bancos e a necessidade de recuperar o investimento na economia produtiva.
É uma conversa sobre os desafios da França, mas são questões que também dizem muito ao Brasil.
Com Arthur Machado e Phillipe Lottiaux
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