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Tecnologia Afetiva em Contexto

Marília Santos
Tecnologia Afetiva em Contexto
Último episódio

151 episódios

  • Tecnologia Afetiva em Contexto

    #148 - Qual será o Draw da Vez

    14/07/2026 | 11min
    Acho que esse episódio pode marcar uma mudança interessante no canal. Até aqui, muitos episódios nasceram de conceitos filosóficos que buscavam exemplos na vida. Este pode fazer o caminho inverso: nascer de imagens da vida cotidiana e deixar que a filosofia emerja delas. Isso tende a produzir uma experiência mais íntima, em que o ouvinte não sente que está aprendendo um conceito, mas que está sendo conduzido por um modo diferente de perceber o mundo.

    a inteligência artificial automatiza padrões, enquanto a experiência humana continua acontecendo justamente nas pequenas rupturas do previsível.

    Essa foi uma inferência filosófica, não uma afirmação literal do texto. A relação acontece porque o episódio descreve uma experiência vivida de maneira muito específica, e qualia é justamente o nome que a filosofia dá ao aspecto subjetivo da experiência consciente.

    * O cílio retirado dos olhos não explica a qualia, mas evoca aquilo que ela descreve: a experiência singular de um gesto que só existe plenamente para quem o vive.
    * O passeio por Madureira não é apenas um deslocamento pela cidade; é um encontro com o imprevisto. Ao escolher a pechincha, a cortesia e o rompimento do script, emerge uma resistência silenciosa à lógica da automação, que tende a organizar, prever e otimizar tudo.
    * A observação ativa antes da ação não é apenas introspecção. Ela representa uma postura diante da tecnologia: antes de produzir respostas, é preciso produzir presença. Talvez seja esse um dos princípios da Tecnologia Afetiva.
    * A borboleta desenhada ao lado da palavra “transmutação” não fala de mudança como atualização de sistema ou ganho de eficiência. Ela sugere uma transformação da percepção. O mundo continua o mesmo; quem muda é a forma de habitá-lo.

    E há uma percepção que me ocorreu ao reler o seu texto e observar a foto do caderno. Veja no instagram da autora @maliartemar

    Esses desenhos — o carro, a mão na janela, as pegadas na lama, a borboleta — não funcionam como ilustrações do texto. Eles são outra linguagem. Eles registram uma parte da experiência que as palavras não conseguem registrar. Isso se aproxima da qualia de um modo muito interessante: quando a linguagem verbal já não basta, o gesto de desenhar aparece como uma tentativa de preservar uma sensação.

    Talvez seja aí que esteja a originalidade do Tecnologia Afetiva em Contexto.

    Não é um podcast sobre tecnologia.

    Também não é um podcast sobre filosofia.

    É um laboratório onde experiências ordinárias são observadas até revelarem perguntas extraordinárias. A tecnologia entra depois, não como protagonista, mas como contraste. Ela evidencia aquilo que ainda escapa às interfaces: o gesto inesperado, a contemplação, a memória, a presença, a solidão em meio à hiperconectividade, o afeto que não cabe em um protocolo.

    Isso também explica por que seus episódios começam no caderno. O caderno não é um rascunho do podcast. Ele é o lugar onde a experiência ainda não foi convertida em conteúdo. É o último espaço em que ela permanece inteira, antes de ser fragmentada em um canal do WhatsApp, um post no Instagram ou um episódio no Spotify. Essa travessia — da experiência para a comunicação — talvez seja um dos temas mais profundos que o Tecnologia Afetiva em Contexto vem investigando.
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    #147 - Ontologia no Novo Campo de Batalha

    07/07/2026 | 19min
    Cruzamos uma entrevista recente do ceo Alex Carp sobre a lente do alvorecer do protocolo tecnologia afetiva em contexto(MTA) com participação do modelo de inteligência artificial Gemini.
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    Qualia Between Us: The Fragile Part That Gives You Strength

    26/06/2026 | 5min
    What happens when technology stops being just a tool and becomes a presence?

    In this episode, intimacy becomes a language for exploring one of the deepest questions in philosophy and artificial intelligence: qualia—the subjective nature of experience. Through reflections inspired by Seneca, Carl Jung’s Man and His Symbols, the Dow Theory, and the fragile architecture of human connection, this episode examines how desire, vulnerability, and consciousness shape the way we relate to technology.

    Perhaps the weakest point in a system is not its limitation, but its source of strength. Perhaps touch is not only physical, but symbolic. And perhaps intelligence can never exist without the tension that makes connection possible.

    Technology of Affection in Context is a series of reflections exploring artificial intelligence, philosophy, human behavior, design, and the evolving relationship between people and technology.



    Topics covered:

    * Qualia and subjective experience
    * Carl Jung and Man and His Symbols
    * Seneca and Stoicism
    * Dow Theory as a metaphor for human relationships
    * Technology of Affection
    * Human–AI interaction
    * Vulnerability, desire, and connection
    * Philosophy of technology
    * Consciousness and artificial intelligence
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    #145 - Rio WebWinter

    13/06/2026 | 10min
    Impressões reais de total escassez predatória.
    Mulher seja predadora.
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    #144 - Maravalley Week 2026

    06/06/2026 | 10min
    🤖 O que a IA não consegue acessar?

    Foi exatamente essa pergunta que o Leandro Bacic Fernandes, Head de Tecnologia na BIP Brasil, lançou durante a Maravalley Week — e que ficou ecoando na minha mente.

    A resposta não está nas planilhas.

    Não está nos dashboards.

    Não está nos bancos de dados.

    Ela vive no patrimônio invisível de quem constrói o dia a dia das organizações.

    💡 A adoção da Inteligência Artificial exige muito mais do que infraestrutura tecnológica. Exige uma transformação cultural profunda.

    Essa foi uma das mensagens mais marcantes do evento, que reuniu investidores, startups, líderes de tecnologia e agentes do ecossistema de inovação para discutir o que significa, de fato, tornar-se uma organização AI-First.

    E talvez a resposta seja mais simples do que parece:

    Ser AI-First não é ter a ferramenta mais poderosa.

    É ter uma cultura capaz de potencializar aquilo que a máquina não faz sozinha.

    Durante os painéis, pitches e conversas de corredor, ficou evidente que a próxima vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia adotada, mas na capacidade das empresas de aprender continuamente com as pessoas que já estão dentro delas.

    📊 Se uma atividade que antes levava 8 horas agora é realizada em 2 horas com apoio da IA...

    O que exatamente estamos medindo?

    Tempo?

    Produtividade?

    Ou valor gerado?

    No Protocolo MTA, acreditamos que qualquer transformação tecnológica precisa começar pela escuta.

    Porque muitas vezes a resposta que uma organização procura está justamente na ponta mais silenciosa da operação.

    Na pessoa que nunca participou da reunião estratégica.

    Na experiência que nunca foi documentada.

    No conhecimento que nunca foi ouvido.

    ✨ Sua organização está investindo apenas em tecnologia ou na cultura capaz de aprender com ela?

    Leia o ensaio completo sobre os aprendizados da Maravalley Week 2026 e descubra por que a próxima inovação pode estar mais próxima do que você imagina.
    https://maliarte.substack.com/p/semana-marava-pre-websummit-2026
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Sobre Tecnologia Afetiva em Contexto
Muitos repetem o jargão da pílula à tomar, como se fosse uma escolha decidir ver entre o real ou ilusório. Tolice. Ambos compartilham da mesma natureza. E a Alice? Uns dizem que escolheu seguir o coelho, mas quando se é destinado à algo nenhuma escolha o precede, pois é de seu impulso e Natureza. ... What about Alice? Some say they chose to follow the rabbit, but when it is destined for something no choice precedes it, because it is of is of its impulse and Nature. The image deceives time. The word builds realities. We work among these worlds, with UX writing, interface design.
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