233 episódios
- Enquanto o Congresso garante a própria folga, famílias da Favela do Moinho convivem com demolições, escuridão e medo.
No Tipo Jornal #2, trabalho de mulheres negras, fé, futebol e direito à cidade revelam quem continua pagando a conta dos absurdos nacionais.
Aymê Brito abre o episódio a partir da morte de Berenice Ramos de Aguiar para perguntar: quanto valem a vida e o trabalho de uma mulher negra no Brasil?
No resumão da quinzena, passamos pela Copa do Mundo, pela bolha de calor em pleno inverno, pelo vazamento de vapores tóxicos em Manaus, pelo mascote milionário de São Paulo, pelo recesso do Congresso e por outras contradições de um país que sempre encontra tempo e dinheiro — só não para todo mundo.
No Saia Rodada, Iyalorisa Omilade e Andressa Oliveira, do Comitê de Evangélicas da Marcha das Mulheres Negras, colocam diferentes experiências religiosas em diálogo. A conversa atravessa racismo religioso, liberdade de fé, responsabilidade histórica das igrejas cristãs e a disputa política pelo eleitorado religioso.
No Vira Casaca, Mariane Barbosa mostra por que talvez o Brasil já seja o país do futebol feminino, embora ainda não trate suas jogadoras como se soubesse disso.
Na Favela do Moinho, Pedro Borges acompanha o que restou do território e ouve Dona Maria de Fátima e Alexsandra Aparecida. Elas relatam falta de luz, demolições constantes, riscos provocados pelos escombros, insegurança e a luta por uma moradia digna no centro de São Paulo.
Mateus Fernandes (@omateuso) também participa do episódio com uma reflexão sobre a pausa do Congresso e a habilidade dos parlamentares de garantir a própria folga enquanto quem trabalha seis dias para descansar um continua esperando.
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O Tipo Jornal é a revista quinzenal da Alma Preta que tenta organizar os absurdos do Brasil antes que apareçam mais três. A cada 15 dias, Aymê Brito mistura notícias, dados, investigação, cultura e esporte sob uma perspectiva negra e periférica, com análise crítica, humor e o deboche necessário.
Site: http://almapreta.com.br/
Instagram e Facebook: @almapretajornalismo
X/Twitter: @alma_preta
Ficha técnica
Apresentação: Aymê Brito
Vira Casaca: Mariane Barbosa
Roteiro: Lucas Veloso
Investigação e edição-chefe: Pedro Borges
Direção geral e direção de conteúdo: Carol Moreno
Gestão multimídia: Vinicius Martins
Direção de fotografia e edição: Patrick Silva e Guilherme Franco
Montagem e finalização: Glauber Cruz
Design: Daniel Pereira
Gestão: Victor Oliveira e Amanda Oliveira
Coordenação administrativa: Bianca Arcanjo, Carla Pacheco e Regina Silva
Cuidado do espaço: Joanita Xavier
Diretoria: Elaine Silva, Pedro Borges, Solon Neto e Vinicius Martins - No Brasil, cerca de 74% das mulheres presas são mães — a maioria negra, jovem e responsável pelo sustento dos filhos. Quando uma mulher é encarcerada, o impacto não fica só atrás das grades: alcança crianças que ficam do lado de fora, muitas vezes afastadas da principal referência de afeto e cuidado nos primeiros anos de vida — período decisivo para o desenvolvimento infantil.
Neste episódio de Papo Preto, conversamos com Marina Fragata Chicaro (Fundação Maria Cecília Souto Vidigal) sobre encarceramento materno, racismo estrutural e os desafios para que o Marco Legal da Primeira Infância — que prevê prisão domiciliar para mães de crianças de até 12 anos — saia do papel.
🎧 Podcast Alma Pretinha, produzido por Alma Preta Jornalismo em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.
#PrimeiraInfância #MarcoLegalDaPrimeiraInfância #MaternidadeEncarcerada #RacismoEstrutural #AlmaPretinha #PapoPreto #AlmaPretaJornalismo #DireitosDaCriança #SistemaPrisional #PolíticasPúblicas - Uma em cada nove mulheres não resiste a um infarto. O risco é ainda maior para mulheres negras, cujos sintomas são frequentemente invisibilizados por estereótipos racistas dentro dos consultórios. Neste episódio, denunciamos como o mito da "mulher forte" está custando vidas e por que a dor no peito não é o único sinal de alerta.
Quem participa:
Janaina Magalhães: 42 anos, atua na área de atendimento hospitalar e é sobrevivente de infarto.
Cristina Maria Campos: 61 anos, professora alfabetizadora aposentada (28 anos de atuação na Prefeitura de Campinas) e sobrevivente de insuficiência cardíaca.
Dayse Fortes: 52 anos, cabeleireira visagista e sobrevivente de miocardite.
Dra. Glaucia Moraes: Professora titular de Cardiologia da UFRJ e presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC.
Dra. Raíssa Okoro: Médica residente em Medicina de Família e Comunidade.
Carol Moreno: Apresentadora e narradora.
Este é o episódio exclusivo em áudio que integra a cobertura multimídia da Alma Preta Jornalismo sobre a Marcha das Mulheres Negras de 2025. Ecoando o tema "Reparação e Bem Viver", este especial traz debates fundamentais que continuam urgentes para a garantia da vida e do futuro das mulheres negras. - No episódio final da temporada da Alma Pretinha em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Jessi Alves discute como a falta de acesso à alimentação nutritiva impacta diretamente a saúde física e cognitiva das crianças negras. Com dados recentes e a participação da pesquisadora Daniela Tafner, o episódio mostra como a insegurança alimentar e racismo estrutural andam juntos e refletem nas condições de vida da infância negra no Brasil. Entenda por que a falta de acesso a uma alimentação adequada é também uma violação de direitos humanos e o que precisa mudar para garantir um futuro digno para essas crianças.
- Neste episódio do Alma Pretinha, Jessi Alves conduz uma reflexão urgente: o que significa nascer indígena no Brasil de hoje? Com participação da professora Márcia Machado, da Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará, discutimos as consequências das desigualdades em saúde para as crianças indígenas. Os dados são alarmantes: a mortalidade infantil entre essas crianças é mais que o dobro da registrada entre crianças não indígenas. Entenda por que o acesso à saúde, a proteção dos territórios e a valorização cultural são temas centrais para garantir um futuro digno às novas gerações dos povos originários.
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