O avanço do cigarro eletrônico entre adolescentes brasileiros acende um alerta importante para a saúde pública. Em poucos anos, os vapes deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte do cotidiano de muitos jovens, muitas vezes associados a uma ideia equivocada de menor risco. No entanto, especialistas já apontam que esses dispositivos podem causar dependência precoce de nicotina, além de impactos no desenvolvimento cerebral, no sistema respiratório e na saúde mental. Mesmo proibidos no Brasil, circulam com facilidade, impulsionados por sabores atrativos e por uma presença forte no ambiente digital. Quais são, de fato, os riscos do cigarro eletrônico? O que já se sabe sobre seus efeitos no organismo dos adolescentes? Como enfrentar a desinformação e proteger essa população?No #Opinião, vamos discutir por que o vape se tornou um desafio urgente para a saúde e quais caminhos existem para frear esse avanço. Para falar sobre o assunto, receberemos a pneumologista Maria Enedina Scuarcialupi, coordenadora da comissão de tabagismo da SBPT - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a psicóloga Rosângela Vicente, coordenadora do ambulatório de Cessação de Tabagismo PrevFumo.