No 3 em 1 desta quarta-feira (28), o destaque foram os registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que indicam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Apesar das entradas, o nome do empresário não aparece nas agendas oficiais das autoridades do Executivo, segundo apuração de Janaína Camelo.
Ainda sobre o caso Banco Master, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que há indícios de crime organizado e que estuda incluir o tema no escopo da comissão. Segundo ele, há relatos de relações suspeitas do grupo controlador do banco com figuras dos três Poderes, o que pode levar a pedidos de quebra de sigilo fiscal, bancário e telemático dos envolvidos.
No Congresso, governo e oposição articulam a criação de uma CPI ou CPMI para investigar o caso Banco Master. De acordo com Bruno Pinheiro, há consenso sobre a necessidade de apuração, embora persistam divergências quanto a requerimentos e convocações, em meio à troca de acusações entre aliados do governo e a oposição.
No campo político, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD após conversas com lideranças do campo bolsonarista, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Misael Mainetti, Caiado defende a pulverização das candidaturas presidenciais como estratégia para impedir um quarto mandato do presidente Lula.
A mudança de partido gerou reação do presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, que afirmou que Caiado abriu mão da candidatura presidencial ao se filiar ao PSD e declarou que o governador “caiu no conto de Gilberto Kassab”. A troca de legenda surpreendeu aliados e repercutiu nos bastidores políticos.
No cenário internacional, o governo dos Estados Unidos elevou o tom contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que ela pode ter o mesmo destino de Nicolás Maduro, que está sob custódia americana, aumentando a tensão entre Washington e Caracas.
Na agenda institucional, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em busca de alinhamento sobre a pauta da segurança pública. Entre os temas discutidos estão a PEC da Segurança e o projeto de lei antifacção, que tratam do endurecimento contra organizações criminosas.
Durante discurso no Fórum Econômico da América Latina e do Caribe, no Panamá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu maior integração entre os países da região e afirmou que a divisão torna o continente mais frágil no cenário internacional. Sem citar diretamente os Estados Unidos, Lula criticou operações militares e disse que o uso da força não resolve os problemas dos povos.
No Legislativo, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode ser votado antes do Carnaval. A declaração foi feita após reunião de líderes com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que também definiu a votação de medidas provisórias e a organização da pauta econômica e social das próximas semanas.
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar retirando as despesas do Ministério Público da União (MPU) do teto de gastos. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que alegou a necessidade de paridade de tratamento entre o Judiciário e o Ministério Público em relação às receitas próprias dos órgãos.
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