Bruno Maimone é Managing Director e Head of Brazil da Warburg Pincus, a gestora de private equity mais antiga do mundo, com 60 anos de história e quase US$ 100 bilhões sob gestão globalmente. À frente do escritório brasileiro desde 2017, Bruno construiu um portfólio de onze empresas no país, oito delas no setor de tecnologia, incluindo Blip, Sólides, Contabilizei, Jusbrasil, Vero e Scanntech.Na conversa com Daniel Chalfon, Bruno conta como saiu do banco de investimentos para o buy side por razões que ele mesmo admite que estavam erradas, e o que essa decisão ensinou sobre a centralidade de pessoas num negócio que ele imaginava ser majoritariamente técnico. Fala sobre a diferença entre o território da Warburg e o de um fundo de VC tradicional, por que o portfólio brasileiro é mais concentrado em SMB do que o restante da firma, e o que significa liderança de mercado quando a concorrência real ainda é o Excel ou o caderno.O papo vai fundo em como Bruno avalia uma oportunidade nas primeiras horas, o que um founder precisa demonstrar nessa fase de crescimento acelerado, e por que a capacidade de reconhecer os próprios gaps, e montar time para preenchê-los, é o sinal mais claro de um bom operador. Há também uma discussão honesta sobre como construir uma alocação em ativos ilíquidos, o erro que muitos LPs brasileiros cometeram em 2021, e o que os investidores internacionais enxergam no Brasil que ainda surpreende quem olha de dentro.