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Dito e Feito

Teatro do Bairro Alto
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  • Dito e Feito

    #79 Novelo Vago conversam com Beatriz Nunes

    27/1/2026 | 37min
    Neste episódio do Dito e Feito, a cantora, compositora e investigadora Beatriz Nunes conversa com o trio português Novelo Vago — Vera Morais, Inês Lopes e Teresa Costa — a propósito do seu concerto no sábado, dia 31 de janeiro. A partir desse ponto de encontro, a conversa aborda como a poesia, o humor, a liberdade e até o protesto contaminam as práticas e experiências de criação do trio. Um episódio gravado à distância, unindo Amesterdão, Porto e Barreiro.

    Bios
    Vera Morais
    Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é cocuradora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz.
    Está atualmente sediada entre o Porto e Amesterdão (Países Baixos).

    Teresa Costa
    É uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã.

    Inês Lopes
    É uma pianista portuguesa residente nos Países Baixos que tem procurado nos últimos anos expandir a sua prática através da colaboração com compositores e/ou artistas de outras áreas, de projetos envolvendo instrumentos como toy piano e outros instrumentos de brincar, e mais recentemente, através da improvisação. Colaborou com formações como o Remix Ensemble da Casa da Música e o Ensemble DME e é desde 2020 membro do grupo Sketch351, atualmente ensemble em residência no festival Dag in de Branding (Países Baixos). Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), onde estudou com a pianista Ellen Corver e tirou uma especialização em Ensemble Contemporâneo.

    Beatriz Nunes
    Nascida em 1988 no Barreiro, é vocalista, compositora e investigadora. Licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, possui um mestrado em Educação Musical pela mesma instituição e atualmente está a realizar um doutoramento em Etnomusicologia pela Universidade NOVA de Lisboa. A sua investigação centra-se em jazz, género e performance, contribuindo para o debate académico nas áreas de estudos de género e música. Paralelamente à sua carreira académica, Beatriz mantém-se ativa na cena musical portuguesa, atuando internacionalmente e colaborando em diversos projetos artísticos. Passou em 2023 pelo TBA integrando o ensemble LEIDA.

    Conversa com Beatriz Nunes, Inês Lopes, Teresa Costa e Vera Morais
    Pós-produção áudio Dito e Feito: Joana Linda
    Música: Raw Forest
    Produção: Teatro do Bairro Alto
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    #78 Elena Rivoltini - nothing deeper – for a vocal archaeology

    06/1/2026 | 12min
    nothing deeper – for a vocal archaeology explora o que surge antes da voz: um território visceral de pressões e cavidades que se escapa à cartografia anatómica e às lógicas disciplinares. Tirando a pele, tirando a voz, os sons do diafragma, dos pulmões, das entranhas – gravados com dois estetoscópios transformados em microfones – mergulham-nos num espaço sonoro inaudito e liminar.
    Se o conhecimento científico e iluminista operou através da fragmentação dos corpos e da circunscrição das suas partes, esta peça sonora alivia essa perspetiva, revelando ressonâncias íntimas e situadas. A arqueologia vocal é uma arqueologia impossível: escava por baixo da pele num passado intrassomático, onde gorgolejos, fricções e pressões do ar dissolvem mapas, codificações e taxonomias.
    A acompanhar a peça sonora, uma balada silenciosa: uma balada romântica anatómica para ser cantada com a nossa voz interior. É um convite para nos mudarmos para outro sítio – em direção a uma corporalidade transbordante e excessiva que resiste à codificação. Um espaço onde nada é mais profundo do que aquilo que incessantemente vibra.

    uma criação de e com
    Elena Rivoltini
    desenho de som
    Claudio Tortorici
    pesquisa e apoio curatorial
    Elena D’Arsiè
    pós-produção Dito e Feito
    Joana Linda
    Música Dito e Feito
    Raw Forest
    Produção
    Teatro do Bairro Alto
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    #77 Zona Lê Dramaturgia: Patrícia Portela e Zia Soares

    30/12/2025 | 1h 39min
    Para a última sessão do ano de Zona Lê Dramaturgia, Zia Soares e Patrícia Portela trouxeram para o centro da conversa a escrita de quem encena. Ambas criam, também e não só, a partir do corpo em cena, da arquitetura do espetáculo e da urgência de dizer. A dramaturgia, aqui, é inseparável do gesto, da direção, da escuta de um tempo que se quer partilhado. A palavra nasce do palco e para o palco — e o pensamento encena possibilidades de mundo.

    Zia Soares é encenadora e atriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa.

    Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Lovaina. Estudou cinema e dança contemporânea. Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia (durante quase duas décadas), Viseu e Lisboa.

    Maria Giulia Pinheiro é dramaturga, encenadora e performer. Escreve para teatro desde 2012 e venceu a 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina com a obra Isso não é relevante. Criou e coordena desde 2017 o Núcleo de Dramaturgia Feminista. A sua produção cruza literatura e performance em projetos apresentados no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Espanha.

    Conversa com Maria Giulia Pinheiro, Patrícia Portela e Zia Soares
    Edição Podcast Dito e Feito
    Joana Linda
    Produção
    Teatro do Bairro Alto
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    #76 Mariana Sampaio: As Mulheres que se Muravam - A quinta narrativa

    16/12/2025 | 46min
    “Ela comprou uma tenda para viver na rua — para sair de casa”.
    Uma tenda no Intendente: seria essa a liberdade possível?

    "Mulheres que se Muravam – A quinta narrativa" é uma peça sonora que conecta histórias contadas na primeira pessoa, revelando perspetivas sobre o “muramento”, um conceito que emergiu durante o processo criativo desta criação. Esse conceito surge da interseção de sentimentos e visões de mulheres marginalizadas que enfrentam múltiplas formas de violência, enquanto lutam pela sobrevivência quotidiana. O “muramento” é, aqui, explorado como uma ideia paradoxal que contrapõe o “autoemparedamento” das mulheres na Idade Média (que escolhiam viver em clausura para o resto da vida como alternativa às convenções sociais opressivas) às estratégias contemporâneas de isolamento como forma de proteção e refúgio. A peça revela expressões de marginalização social e formas não convencionais de resistência e busca por liberdade, que emergem em diferentes contextos de rutura com cenários de violência.

    As narrativas apresentadas derivam do projeto artístico Mulheres que se Muravam, um projeto artístico na área da redução de danos, junto de mulheres acompanhadas pelo GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, no bairro do Intendente, em Lisboa. Esta obra dá continuidade à metodologia iniciada por Mariana Sampaio no desenvolvimento da performance "Ela amou para caralho", propondo-se a investigar, a partir de uma abordagem performativa, a prática da escuta ativa na sua relação com a improvisação e o storytelling, reivindicando, assim, o lugar criativo para pessoas socialmente divergentes.

    * Recomenda-se o uso de auscultadores para uma melhor experiência sonora.


    Criação e Direção artística
    Mariana Sampaio
    Narrativas e voz
    Anabela de Nascimento, Anastácia Roda, Cristina Tomaz, Fátima Matos, Grace, Helena Carvalho, Isabel Engrácio, Joana Duarte, Manas, Mariana Sampaio, Rita Pyrrait, Rosario Costa, Solange, Tania Canelas, Zaya
    Consultoria
    Márcio Laranjeira
    Apoio técnico
    Frederico Vieira
    Apoio à produção
    Sirigaita, Monstro Colectivo, Manas
    Imagem
    Edna Vidigal
    Apoio: GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, República Portuguesa/Direção-Geral das Artes
    Colaboração criativa e agradecimentos
    Aiden, David Baltazar, Equipa do GAT In-Mouraia, Frederico Vieira, Júlio Esteves, Laetitia, Largo Residências, Maria Luisa Salazar, Miguel Ferro, MTS, Nuno Ribeiro, Panteras Rosa, Sara Silva, Silvia Biaia, Teresa Casto, Vera Soares, Gabriel Fervenza, Lena Silva, Tiago Rochinha
    Edição sonora Dito e Feito
    Joana Linda
    Produção Dito e Feito
    Teatro do Bairro Alto
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    #75 Zona Lê Dramaturgia: Gisela Casimiro e Teresa Coutinho

    11/11/2025 | 1h 43min
    #75 Zona Lê Dramaturgia: Gisela Casimiro e Teresa Coutinho by Teatro do Bairro Alto

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Sobre Dito e Feito

Dito e Feito é um podcast do Teatro Bairro Alto em que falar é uma forma de fazer, e vice-versa. A sua periodicidade vai ser irregular. O formato também. Acompanhem-nos nas redes sociais e em teatrodobairroalto.pt ///// Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt
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Generated: 2/10/2026 - 12:32:15 AM