A temporada de gripe no Brasil começou mais cedo neste ano. Segundo o Instituto Todos pela Saúde, com base em dados de diversos laboratórios, os casos de síndrome respiratória aguda grave pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março em relação ao mesmo período de 2025: foram 3.584 ante 1.838 no ano anterior. No mesmo período, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no País, de acordo com o Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, o Brasil registrou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave até meados de março. Por isso, a campanha nacional de vacinação contra a gripe foi antecipada e já começou no fim de março. As doses estarão disponíveis até 30 de maio nas unidades públicas de saúde para um público prioritário: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos de 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, da segurança pública, professores, caminhoneiros, povos indígenas e quilombolas, além de caminhoneiros e pacientes com comorbidades e pessoas em situação de rua. Em entrevista à Rádio Eldorado, o médico infectologista Ralcyon Teixeira, do Hospital Emilio Ribas, em São Paulo, apontou a desinformação e o negacionismo como fatores que prejudicam a saúde pública e as campanhas de vacinação. Ele também fez um alerta para as pessoas que dizem que ficaram doentes após a vacina e explicou que gripe é diferente de resfriado. “A vacina não causa doença, ela só protege. É importante que o grupo prioritário se vacine antes da circulação mais acentuada do vírus porque a vacina demora de duas a três semanas para proteger”, afirmou. Na entrevista, o especialista também deu orientações sobre a vacina contra a febre amarela em razão dos recentes registros de três casos, com uma morte, no Estado de São Paulo.
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