Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou negativamente para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu para 53,5%. Na comparação com fevereiro, o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação, indicando avanço do desgaste ao longo do período. A avaliação do governo Lula também piorou. O percentual de eleitores que considera a gestão ótima ou boa caiu de 42,7% no mês passado para 40,6%. Já a parcela que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 48,4% para 49,8%, enquanto a avaliação regular passou de 8,9% para 9,6%.
Em relação às eleições, o levantamento mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o presidente Lula aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. Como a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois estão empatados. Outros 5,8% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos. Em outro recorte, Lula é rejeitado por 52% dos eleitores, enquanto 46,1% dizem que não votariam em Flávio Bolsonarode jeito nenhum. A Atlas/Bloomberg ouviu 5.028 brasileiros através de recrutamento digital aleatório entre os dias 18 e 23 de março. O índice de confiabilidade é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor do livro "A cabeça do brasileiro 20 anos depois: o que mudou?", disse que, na largada, Lula está em posição melhor do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, mas precisaria melhorar a aprovação do governo para vencer a eleição. “A avaliação de Lula não é suficiente para torná-lo favorito”, afirmou.
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