O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no dia 14 de abril o novo Plano Nacional de Educação (PNE). A lei estabelece o planejamento estratégico para a educação brasileira nos próximos dez anos para todos os níveis e etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação. Uma das medidas é a ampliação dos investimentos públicos em educação em até 10% do Produto Interno Bruto no final do decênio, em 2036. O PNE aprovado em 2014 já previa um investimento de 10% do PIB no setor, mas atualmente o percentual está em cerca de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de uma década. Em entrevista à Rádio Eldorado, Priscila Cruz, presidente da organização da sociedade civil Todos pela Educação, considerou essa meta difícil de ser cumprida e defendeu a diferenciação entre bons e maus gestores e o combate às desigualdades regionais. “Uma falha ou ausência importante é o investimento na formação de professores. O plano é ausente nessa área em que vale a gente colocar recursos” afirmou. Na entrevista, Priscila Cruz também apontou preocupações com a discussão em andamento no Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a regulamentação do uso da Inteligência Artificial (IA) no ensino brasileiro. Os pilares do texto em debate reforçam que a tecnologia não deve ser a “titular” do aprendizado. A resolução reafirma a centralidade de professoras e professores, indicando a IA como suporte ao trabalho do docente, a quem cabe a mediação do aprendizado. “Como tudo na vida, isso pode ter um bom uso, mas no geral é uma ferramenta muito perigosa enquanto a gente ainda não desenvolver formas pedagogicamente úteis”, ponderou. Para ela, se mal usada, a IA pode ser “um sequestro cognitivo” dos alunos.
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