O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros. De acordo com o Vaticano, ele fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover a dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do papa. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e atua como pesquisador do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU (IPCC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em entrevista à Rádio Eldorado durante a coluna Planeta Eldorado, de Márcio Astrini, ele disse que ainda não há uma agenda marcada no Vaticano, mas contou o que pretende dizer ao papa. “O que eu espero poder comunicar nesse comitê é que nós vivemos realmente uma emergência climática, nós precisamos combater tudo o que está acontecendo, temos uma enorme responsabilidade em reduzir o risco, tanto presente, quanto e principalmente futuro. Espero que o papa, logicamente um líder religioso importantíssimo, possa também levar essas questões para o planeta - não vou dizer só para os católicos, mas para a preparação para combater a emergência climática”, afirmou.
Nobre também apontou as guerras como danosas e geradoras de poluição ao meio ambiente. “Os sistemas militares representam a quarta maior emissão depois da China, da Índia e dos Estados Unidos”, ponderou. Nesse sentido, também criticou as ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros políticos contra o clima. “Não devemos votar em políticos negacionistas”, ressaltou.
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