No fim de maio, uma iniciativa itinerante do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) passou por cidades do arquipélago do Marajó para oferecer orientações sobre direitos e regularização rural, entre outros pontos.
Regularizar terras é uma das questões mais sensíveis no Marajó, conforme apurou o UOL in loco, em uma série de reportagens realizada com apoio do Pulitzer Center Rainforest Reporting Grant.
No novo episódio do podcast UOL Prime, José Roberto de Toledo conversa com a repórter Juliana Sayuri sobre as disputas no maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo durante o programa Abrace o Marajó. O projeto, idealizado e liderado pela então ministra de Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, Damares Alves, foi revogado pelo governo Lula, sob suspeita de irregularidades.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), Damares usou fake news para justificar o programa: afirmou, sem provas, que no Marajó as meninas seriam sexualmente exploradas porque não usam calcinhas, seriam sequestradas e teriam os dentes arrancados.
Senadora atualmente, ela é alvo de ação sobre o assunto.