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Gineceu, uma História da Arte

Manuela Hargreaves
Gineceu, uma História da Arte
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  • Gineceu, uma História da Arte

    Exposição: Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza Morta na coleção do MNSR

    23/04/2026 | 42min
    O podcast “Gineceu, uma História da Arte” em pausa desde Dezembro passado, reabre agora com um episódio especial, em que iremos falar com a artista Rita Magalhães sobre a exposição “Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza Morta na coleção do MNSR”, patente no Museu Soares dos Reis até ao próximo dia 18 de Maio.
    Este episódio tem início com uma breve introdução e depois uma conversa; destina-se a todos(as) que quiserem visitar esta exposição com o acompanhamento de uma visita
    guiada por nós.
    O processo que conduziu a esta exposição e teve a minha curadoria, começou a esboçar-se acerca de dois anos ou talvez mais, e teve início com a ideia da “Natureza Morta”, tema intemporal, várias vezes relegado para segundo plano em detrimento da pintura histórica e mitológica, épica, das conquistas, e da virilidade masculina.
    Foi no entanto resgatada em diferentes planos temporais e espaciais, tendo tido o seu apogeu no século XVII e XVIII nos Países Baixos, por vezes associado à figura da “Vanitas”, elemento alegórico da brevidade da existência humana, face aquilo que se consideram as suas vaidades, sejam elas a aparência física e os seus ornamentos, a cobiça, a luxuria, ou a vontade de poder.
    As pintoras flamengas e holandesas que se dedicaram a este tipo de pintura, tema que lhes era permitido, acarinhado e incentivado, nele encontraram um mercado seguro que lhes permitiu viver deste mister: Clara Peeters, Michaelina Waultier, Maria Von Oosterwijck, Rachel Ruysch, Maria Sybilla Merian, mas também as italianas Fede Galizia e Giovanna Garzoni, a portuguesa Josefa d’Óbidos, são apenas algumas das que se conhecem e que encontraram um motivo maior na sua representação.
    Frequentemente vista apenas como um exercício, a natureza-morta ocupou durante séculos, um lugar secundário na tradição pictórica ocidental — à margem da pintura de história, da mitologia e do retrato.
    No século XIX caiu em esquecimento, e foi muitas vezes associada à prática artística feminina, refletindo uma persistente falta de reconhecimento crítico das suas criadoras. Entre flores, frutos e objetos do quotidiano, sobreviveu nas margens das academias, nas oficinas de porcelana e cerâmica, e nas fábricas têxteis, onde o gesto paciente das mãos femininas continuou a renovar o motivo.
    Essa ambiguidade — entre o exercício e a afirmação — travessa as carreiras de muitas artistas. O que por vezes se considerava simples treino técnico tornou-se um território de experimentação silenciosa, onde deixaram marcas subtis mas duradouras, antes de se voltarem para outras formas de expressão que julgavam mais adequadas ao seu tempo.
    Mas não foi só pela mão das mulheres que a natureza-morta prevaleceu. Diversos artistas a praticaram, de Fantin Latour a Chardin, Zurbaran, Baltazar Figueira, bem como a sua filha Josefa d’Óbidos, Van Gogh, Manet, ou Cézanne, já numa antevisão do cubismo, movimento que se apropriou do tema para as suas representações formais atribuindo-lhe uma importância histórica, assim como Morandi, e pontualmente Amadeo, e Eduardo Vianna, nas suas composições cubistas.
    Hoje é retomada pelo olhar criativo de inúmeros artistas contemporâneos de David Hockney a Damien Hirst, e também por Rita Magalhães nesta exposição.
  • Gineceu, uma História da Arte

    Exposição “Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza Morta na coleção do MNSR”

    19/04/2026 | 42min
    O podcast “Gineceu, uma História da Arte” em pausa desde Dezembro passado, reabre agora com um episódio especial, em que iremos falar com a artista Rita Magalhães sobre a exposição “Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza Morta na coleção do MNSR”, patente no Museu Soares dos Reis até ao próximo dia 18 de Maio.
    Este episódio tem início com uma breve introdução e depois uma conversa; destina-se a todos(as) que quiserem visitar esta exposição com o acompanhamento de uma visita guiada por nós. O processo que conduziu a esta exposição e teve a minha curadoria, começou a esboçar-se acerca de dois anos ou talvez mais, e teve início com a ideia da “Natureza Morta”, tema intemporal, várias vezes relegado para segundo plano em detrimento da pintura histórica e mitológica, épica, das conquistas, e da virilidade masculina.
    Foi no entanto resgatada em diferentes planos temporais e espaciais, tendo tido o seu apogeu no século XVII e XVIII nos Países Baixos, por vezes associado à figura da “Vanitas”, elemento alegórico da brevidade da existência humana, face aquilo que se consideram as suas vaidades, sejam elas a aparência física e os seus ornamentos, a cobiça, a luxuria, ou a vontade de poder.
    As pintoras flamengas e holandesas que se dedicaram a este tipo de pintura, tema que lhes era permitido, acarinhado e incentivado, nele encontraram um mercado seguro que lhes permitiu viver deste mister: Clara Peeters, Michaelina Waultier, Maria Von Oosterwijck, Rachel Ruysch, Maria Sybilla Merian, mas também as italianas Fede Galizia e Giovanna Garzoni, a portuguesa Josefa d’Óbidos, são apenas algumas das que se conhecem e que encontraram um motivo maior na sua representação.
    Frequentemente vista apenas como um exercício, a natureza-morta ocupou durante séculos, um lugar secundário na tradição pictórica ocidental — à margem da pintura de história, da mitologia e do retrato.
    No século XIX caiu em esquecimento, e foi muitas vezes associada à prática artística feminina, refletindo uma persistente falta de reconhecimento crítico das suas criadoras. Entre flores, frutos e objetos do quotidiano, sobreviveu nas margens das academias, nas oficinas de porcelana e cerâmica, e nas fábricas têxteis, onde o gesto paciente das mãos femininas continuou a renovar o motivo.
    Essa ambiguidade, entre o exercício e a afirmação, atravessa as carreiras de muitas artistas. O que por vezes se considerava simples treino técnico tornou-se um território de experimentação silenciosa, onde deixaram marcas subtis mas duradouras, antes de se voltarem para outras formas de expressão que julgavam mais adequadas ao seu tempo.
    Mas não foi só pela mão das mulheres que a natureza-morta prevaleceu. Diversos artistas a praticaram, de Fantin Latour a Chardin, Zurbaran, Baltazar Figueira, bem como a sua filha Josefa d’Óbidos, Van Gogh, Manet, ou Cézanne, já numa antevisão do cubismo, movimento que se apropriou do tema para as suas representações formais atribuindo-lhe uma importância histórica, assim como Morandi, e pontualmente Amadeo, e Eduardo Vianna, nas suas composições cubistas.
    Hoje é retomada pelo olhar criativo de inúmeros artistas contemporâneos de David Hockney a Damien Hirst, e também por Rita Magalhães nesta exposição.

    Créditos musicais:
    "Vibing Over Venus" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution4.0 License⁠⁠: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠
  • Gineceu, uma História da Arte

    Mariana Gomes

    20/11/2025 | 37min
    Neste episódio do podcast “Gineceu uma História da Arte” temos o prazer de entrevistar a artista Mariana Gomes. Este episódio oito da temporada II, dá continuidade a uma serie de entrevistas em que celebramos mulheres artistas contemporâneas, ou da história da arte, seja por meio da sua própria voz, ou de curadores, colecionadores, ou de uma forma geral amantes de arte.
    Mariana Gomes, (Faro, 1983), formou-se em Pintura na FBAUL, vive e trabalha em Lisboa.
    Destacam-se algumas das suas exposições individuais, como “Time Smoking a Picture”, (2025) na galeria Pedro Oliveira; “Neo-Pós-Neo” (2023) e “Solilóquio” (2020) na Galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa; “Bollocks” (2016) na Appleton Square, Lisboa; “Stop making sense!” (2013), no Cinzeiro 8, Fundação EDP, Lisboa.
    Participou em diversas exposições colectivas, incluindo "Sempre e nunca mais” (2024), MACE, Elvas; "Elevador da Glória” (2024), Centro de Arte Oliva, São João da Madeira; "Pinturas habitadas” (2024), Cordoaria Nacional, Lisboa; “Fresh Breeze” (2023), Kunstraum Botschaft, Berlim; “FPM #5 - Paisagem: vista e panorama” (2023), Fundação PLMJ, Lisboa; “Profanações” (2023), Fidelidade Chiado, Lisboa; "Profanações Território #3” (2023), Culturgest Porto; “Feast. Fury. Femina.” (2022), Arquipélago - Centro de Artes, São Miguel/Açores.
    Teve uma menção Honrosa no Prémio Fidelidade Jovens Pintores 2011
    Foi uma das cinco finalistas do premio FLAD 2025.
    Créditos Musicais:
    "Vibing Over Venus" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons:
    By Attribution4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
  • Gineceu, uma História da Arte

    Graça Sarsfield

    13/07/2025 | 31min
    Neste episódio do podcast “Gineceu uma História da Arte” temos o prazer de entrevistar a fotógrafa Graça Sarsfield. Este episódio sete da temporada II, dá continuidade a uma serie de entrevistas em que celebramos mulheres artistas contemporâneas, ou da história da arte, seja por meio da sua própria voz, ou de curadores, colecionadores, ou de uma forma geral amantes de arte.
    G.S. possui o Curso Superior de Fotografia da Cooperativa de Ensino Superior Árvore.
    Foi bolseira entre os anos 80 e 2000 de várias instituições o que lhe permitiu estagiar e desenvolver um trabalho em diversos centros artísticos fora do país:
    - da Secretaria de Estado da Cultura, na Polytechnical of Central London (PCL), tendo iniciado nesse ano de 1986 a sua actividade expositiva.
    - da Fundação Calouste Gulbenkian, no Centro Americano de Paris (Photography Studies in France).
    - da Fundação Oriente, na India, tendo exposto em Goa em 2007, o resultado desse trabalho.
    Em 2020 A ÁRVORE QUE EU SOU foi mostrada no Arquivo Fotográfico de Lisboa.
    Em 2023 o Livro de Artista intitulado Isto Sou Eu, foi mostrado na Galeria Nuno Centeno.
    É co-autora no livro Vozes e Olhares no Feminino, das Edições Afrontamento, editado em 2001 inserido no Programa do Porto - Capital Europeia da Cultura. O seu trabalho foi publicado na imprensa portuguesa e estrangeira.
    A sua obra encontra-se representada nas coleções: Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; AFCA, Museu da Imagem de Braga; Colecção Serpa - Auto-Retratos de Artistas Contemporâneos; PLMJ, Câmara Municipal de Lisboa , Câmara Municipal do Porto e em inúmeras coleções particulares..
    Tem exposto individualmente com regularidade, e também participado em inúmeras exposições coletivas.
    Vai ter uma exposição individual em Julho no museu de História Natural de Lisboa, e em Novembro na Casa Comum da Reitoria Da Universidade do Porto.

    Créditos musicais:
    "Vibing Over Venus" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution4.0 License⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
  • Gineceu, uma História da Arte

    Bernardo Pinto de Almeida

    17/05/2025 | 58min
    Neste episódio do podcast “Gineceu, uma História da Arte”, temos como convidado uma das pessoas mais interventivas e conhecedoras do mundo artístico em Portugal. Pretendemos estabelecer interdisciplinariedades que permitam criar novas perspetivas, e tecer panorâmicas enriquecedoras para os nossos ouvintes, sobre este grande tema: a História da Arte Feminista.
    BPA nasceu em 1954 no Peso da Régua, fez o Curso Superior de Cinema do Conservatório Nacional de Lisboa, e depois o de História na FLUP (1975-1979).
    Foi Assistente-estagiário na Universidade do Minho, Braga, onde realizou provas de Doutoramento em História da Arte e da Cultura.
    Mais tarde realizou provas para Professor Associado (1998) e Agregação (2004) na FBAUP sendo desde 2004, Professor Catedrático em História e Teoria da Arte.
    Desenvolveu atividade como crítico, historiador e curador desde em 1984, e organizou, como curador independente, cerca de uma centena de exposições.
    Integrou a Comissão de Compras da Fundação de Serralves (1988-1995), e o patronato do MEIAC (Museo Extremeño Ibero-Americano de Arte Contemporáneo, Badajoz, Espanha), cuja Colecção de Arte Portuguesa organizou.
    Entre 1995-2001 foi Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda (V. N. de Famalicão) onde criou o Centro de Estudos do Surrealismo (hoje Centro Português do Surrealismo), e organizou a colecção Surrealista.
    De 2006 a 2010, integrou a Administração da Fundação Museu Berardo, em representação do Estado português.
    Proferiu várias centenas de conferências em Portugal, Espanha e França, e prefaciou mais de duas centenas de catálogos de exposições em galerias e museus, em Portugal e no estrangeiro.
    Para além de estudos sobre História da Arte Portuguesa no século XX, organizados num livro central de que fez sucessivas versões, publicou várias monografias sobre artistas portugueses, bem como reflexões sobre vários artistas internacionais.
    A maioria da sua obra, com carácter simultaneamente histórico, crítico e estético, foca os elementos constitutivos do que se designa por Modernidade: o espaço e o lugar do espectador — “O Plano de Imagem” (1996) e “A Vontade de Representação” (2006); a passagem do conceito de corpo para o de carne — “Quatro Movimentos da Pele” (2004); ou, mais recentemente, as questões do tempo e a passagem da representação à imagem — “Imagem da Fotografia” (1996) e “Arte e Infinitude - O Contemporâneo entre a Arkhé e o Tecnológico” ( 2018).
    Publicou poesia e ensaio, estando parte da obra ensaística traduzida em Itália, Espanha e França.
    Do conjunto da obra ensaística pode retirar-se um sentido condutor que permite encará-la como a tentativa de esboçar uma arqueologia da Modernidade.
    Integra a secção portuguesa da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte).
    Dirige, desde 2017, a Galeria Júlio/Saul Dias da C.M. de Vila do Conde.

    Créditos musicais:
    "Vibing Over Venus" Kevin MacLeod (incompetech.com)
    Licensed under Creative Commons: By Attribution4.0 License
    http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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Sobre Gineceu, uma História da Arte
O podcast Gineceu uma História da Arte é um ponto de encontro com as mulheres artistas, o seu trabalho, o mundo à sua volta, a sua luta e conquistas. Marcamos presença com elas, vamos redescobrir o trabalho escondido das mulheres artistas também pelas suas vozes. Gineceu uma história da arte, é um podcast produzido por Manuela Hargreaves nos conteúdos temáticos, Cacilda Pereira na realização técnica e edição de som, e Rita Câncio no design gráfico.
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Generated: 6/29/2026 - 10:21:09 AM