17 episódios
- O Dr. Elder Sarmento entrevista o Dr. Alcântara, presidente do Congresso Brasileiro de Cefaleia 2024.
Na conversa, destacam o sucesso do evento realizado em Foz do Iguaçu, abordando os desafios e os bastidores do processo de organização e execução. Uma troca inspiradora sobre o trabalho e a dedicação que tornaram este congresso um marco na cefaliatria brasileira!
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information. DOR FACIAL IDIOPÁTICA PERSISTENTE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO EM INTERFACE COM A NEUROPATIA E NEURALGIA DO TRIGÊMEO
22/01/2025 | 5minA dor facial idiopática persistente e sua interface com a neuropatia trigeminal dolorosa e a neuralgia do trigêmeo foram temas discutidos pelos Drs. Leandro Calia e Elder Sarmento.
A dor facial idiopática persistente foi descrita pela primeira vez há 100 anos. Essa dor não respeita a área de inervação do nervo trigêmeo, tem um comportamento diferente da neuralgia do trigêmeo, persiste por mais de 2 horas e por mais de 3 meses, localizando-se predominantemente na região maxilar. O principal diagnóstico diferencial é com a neuropatia trigeminal dolorosa, que envolve uma lesão conhecida do nervo trigêmeo. Mais remotamente, também é importante diferenciá-la da neuralgia do trigêmeo.
O diagnóstico de dor facial idiopática persistente é estabelecido a partir da exclusão de causas estruturais, como lesões de origem dentária. Portanto, o exame complementar é obrigatório. O tratamento de escolha é o tricíclico, podendo-se também utilizar antidepressivos duais.
A dor facial idiopática persistente exige um diagnóstico cuidadoso para diferenciá-la da neuropatia trigeminal dolorosa e da neuralgia do trigêmeo. Seu tratamento envolve, principalmente, antidepressivos, sendo essencial a exclusão de causas estruturais.
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.- A cefaleia atribuída ao transtorno temporomandibular e sua comorbidade com enxaqueca foram tema da conversa entre a Dra. Simone Prada e o Dr. Eduardo Grossmann no Congresso Brasileiro de Cefaleia 2024.
A disfunção temporomandibular (DTM) pode ocorrer na musculatura mastigatória e/ou na articulação temporomandibular. Existem múltiplas causas que desencadeiam a doença em cada paciente, como apertamento, trauma, muito tempo de boca aberta, gargalhada, bocejo, procedimento cirúrgico, entre outras. A partir do diagnóstico, é possível escolher o melhor tratamento.
O tratamento mais empregado é um dispositivo (ou placa) de acrílico nos dentes. Existem 33 tipos desse dispositivo, e o mais adequado será escolhido pelo seu dentista.
É difícil falar em cura para a DTM, mas existem bons recursos para amenizar a dor, especialmente aquelas de origem articular. Além da placa, podem ser utilizados analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, calor local, estimulação elétrica, acupuntura, infiltração anestésica, ultrassom, entre outros.
Por outro lado, não se pode deixar de mencionar que é comum a presença de uma cefaleia primária, como a enxaqueca, associada à DTM. Cefaleia é toda dor que ocorre na região da cabeça. A DTM é um tipo especial de cefaleia. Músculos mastigatórios em sobrecarga podem produzir dor na região temporal, no fundo do olho e no ouvido, podendo simular, perpetuar ou agravar a enxaqueca.
Por isso, a união entre a odontologia e a cefaliatria se torna fundamental em muitos casos.
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information. - A construção de um sono saudável começa durante o dia e é um esforço contínuo em busca de qualidade de vida. Sobre esse tema, a Dra. Simone Prada conversou com a Enfª. Cristiane Malta dos Santos Mendes no Congresso Brasileiro de Cefaleia 2024.
É fundamental estar atento aos sinais e sintomas relacionados ao sono. O sono deve ser avaliado por todos os médicos, especialmente por neurologistas, psiquiatras, pneumologistas e otorrinolaringologistas.
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information. - Cefaleias, especialmente a migrânea, são fortemente influenciadas por fatores genéticos, e sobre esse tema a Dra. Simone Prada conversou com a Dra. Angelica Beate Winter Boldt, pesquisadora em genética humana, no Congresso Brasileiro de Cefaleia 2024.
Diversas variantes genéticas contribuem para a herdabilidade da cefaleia, mas cada uma delas tem um efeito pequeno individualmente. O que realmente determina a manifestação da doença são os fatores epigenéticos, que modificam a expressão do DNA. Exemplos desses fatores incluem RNAs não codificantes e a metilação do DNA.
Curiosamente, fatores epigenéticos também podem ser herdados, o que ajuda a explicar a ocorrência familiar de condições como a migrânea.
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