Nossos sócios Luiz Eduardo Portella, Tomás Goulart e Sarah Campos debatem, no episódio de hoje, os principais acontecimentos da semana no Brasil e no mundo.
No cenário internacional, a semana foi marcada por sinais mistos no conflito no Oriente Médio. O início da semana trouxe uma leitura mais construtiva, com sinalização de negociações e adiamento de ataques a infraestrutura energética, mas ao longo dos dias houve intensificação das ofensivas e aumento das ameaças. O estreito de Ormuz seguiu com fluxo bastante restrito, com relatos de interceptação de navios e restrições operacionais. A incerteza sobre a duração do conflito e seus impactos segue elevada, especialmente pelo canal de energia. Na política monetária, a comunicação do Banco Central Europeu ganhou destaque, com a Lagarde adotando tom mais hawk e sinalizando a preocupação da entidade com o risco inflacionário, afirmando poder agir nas próximas reuniões, enquanto a Schnabel reforçou a importância de não agir precipitadamente, nem ignorando, nem antecipando os efeitos da guerra. O banco central do México cortou os juros em 0,25%.
No Brasil, o IPCA-15 voltou a surpreender para cima, com alta de 0,44%, acima das expectativas, impactado principalmente por passagens aéreas, apesar de composição dos núcleos um pouco melhor. A ata e o Relatório de Inflação reforçaram a mensagem de calibragem e serenidade do Banco Central, com o ritmo de cortes dependente do preço do petróleo. A PNAD indicou leve alta do desemprego, mas ainda próxima das mínimas históricas, com massa salarial real em crescimento.
Nos EUA, o juro de 5 anos abriu 6 bps, e as bolsas tiveram desempenho misto – S&P 500 -2,12%, Nasdaq -3,20% e Russell 2000 +0,46%. No Brasil, o jan/35 abriu 10 bps, o Ibovespa subiu 3,03% e o real valorizou 1,47%.
Na próxima semana, atenção ao payroll nos EUA e à inflação da Zona do Euro, além dos desdobramentos do conflito. No Brasil, destaque para o Caged, produção industrial e dados de crédito.