Nossos sócios Luiz Eduardo Portella, Tomás Goulart e Sarah Campos debatem, no episódio de hoje, os principais acontecimentos da semana no Brasil e no mundo.
No cenário internacional, a semana foi marcada pela continuidade da queda do petróleo, impulsionada pela normalização da oferta no Oriente Médio e pela recuperação do fluxo de navios no Estreito de Ormuz. Na Zona do Euro, o PMI apresentou melhora frente ao mês anterior, com desaceleração dos preços pagos e dos preços cobrados pelas empresas, enquanto membros do ECB indicaram que o cenário não exige uma resposta mais intensa de política monetária. Nos EUA, o PCE veio em linha com o esperado, mantendo a leitura de inflação elevada, enquanto os dados de renda e consumo apontaram perda de renda real e revisão para baixo do consumo no PIB do primeiro trimestre.
No Brasil, a semana foi marcada pela ata do Copom e pelo Relatório de Política Monetária do Banco Central. A ata foi vista como mais hawk, com o Copom tendo aventado a possibilidade de até elevar a taxa básica na última reunião. Entretanto, o RPM mostrou uma projeção condicional para o Q1 28 - horizonte relevante da próxima reunião - em 3,2%, muito mais próximo à meta do que o 3,7% do horizonte relevante atual (fim do efeito El Niño foi a justificativa). O IPCA-15 veio ligeiramente abaixo do esperado, com melhora dos núcleos e dos serviços subjacentes, beneficiados também pela queda do petróleo. A PNAD mostrou desaceleração da massa salarial, contribuindo para reduzir a pressão sobre a política monetária e favorecendo o fechamento da curva de juros.
Nos EUA, o juro de 5 anos fechou 10 bps, e as bolsas tiveram desempenho misto – S&P 500 -1,95%, Nasdaq -4,24% e Russell 2000 +1,02%. No Brasil, o jan/29 fechou 68 bps, o real caiu 0,41% e o Ibovespa subiu 2,95%.
Na próxima semana, destaque para a inflação na Zona do Euro. Nos Estados Unidos, atenção aos dados de mercado de trabalho. No Brasil, o foco será o Caged.