Nossos sócios Luiz Eduardo Portella e Sarah Campos debatem, no episódio de hoje, os principais acontecimentos da semana no Brasil e no mundo.
No cenário internacional, a semana foi marcada pela divulgação dos dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos. O payroll veio abaixo do esperado, com revisões baixistas dos meses anteriores e composição mais fraca, enquanto a pesquisa das famílias mostrou queda da ocupação e da taxa de participação. Apesar disso, o ritmo de contratação segue compatível com um mercado de trabalho resiliente. Na Zona do Euro, o CPI surpreendeu positivamente, desacelerando para 2,8% em 12 meses, reforçando a avaliação do Banco Central Europeu de que não há efeitos relevantes de segunda ordem da alta da energia e reduzindo a necessidade de novas altas de juros no curto prazo. O presidente do Fed, Kevin Warsh, reafirmou o compromisso com a meta de 2% e evitou sinalizações sobre os próximos passos, mas reconheceu que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas.
No Brasil, o Caged voltou a surpreender para baixo pelo segundo mês consecutivo, reforçando sinais de desaceleração gradual do mercado de trabalho. A produção industrial recuou 0,2% no mês, primeira leitura negativa do ano, mas ainda compatível com um segundo trimestre de crescimento. No campo fiscal, seguiram as discussões sobre a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, a PEC dos agentes comunitários de saúde, a renegociação de dívidas rurais e a ampliação do teto do MEI. No cenário político, Flávio Bolsonaro protocolou carta aos Estados Unidos pedindo a suspensão das tarifas, enquanto as pesquisas eleitorais permaneceram praticamente estáveis.
Nos EUA, o juro de 30 anos abriu 12 bps e as bolsas tiveram desempenho misto - S&P 500 +1,76%, Nasdaq +0,72% e Russell 2000 -0,46%. No Brasil, o jan/35 abriu 6 bps, o Ibovespa subiu 0,45% e o real ficou perto da estabilidade (+0,06%).
Na próxima semana, destaque para o ISM de serviços e a ata da última reunião do Fed. No Brasil, atenção para a divulgação do IPCA de junho.