242 episódios
- Não há motivos, por ora, para acender o alerta sobre o crescimento da economia brasileira. O PIB segue num ritmo próximo de 2% ao ano, como mostram os números do segundo trimestre divulgados pelo IBGE.
Por outro lado, há de se reconhecer que existe, sim, uma desaceleração em curso, em especial quando o assunto é o consumo das famílias.
Diante de um PIB que avança a um ritmo mais lento, cabe analisar: qual a chance de a economia perder temperatura a ponto de esfriar de vez? O risco de uma recessão no curto prazo é real?
No minuto 07:13, a economista Claudia Moreno explica como a trajetória da dívida pública brasileira também pode aumentar os riscos para o crescimento do PIB.
Ouça ainda no episódio:
Emprego forte aumenta chances de alta de juros nos EUA;
Europa também se aproxima de um aperto nas taxas. - A notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos irá ampliar a recompra de títulos públicos americanos (Treasuries) de longo prazo movimentou as conversas do mercado financeiro nas últimas semanas.
A decisão foi interpretada como um sinal de incômodo das autoridades americanas com o nível dos juros de longo prazo nos EUA, que atingiram máximas em quase 20 anos.
Mas esse movimento está longe de ser exclusivo dos EUA: os juros longos também têm subido em vários outros países, como Japão, Alemanha e Reino Unido.
Por que o mercado tem exigido retornos maiores para financiar os governos? Estamos caminhando para um futuro de juros mais altos?
No minuto 11:16, entenda também a visão da Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, sobre o que tem movimentado os mercados globais.
Ouça ainda no episódio:
Discurso de chefe do BC americano reforça chance de alta de juros;
EUA endurecem sanções econômicas contra o Irã;
O movimento dos mercados globais, com J.P. Morgan Asset Management;
Inflação brasileira tem terceiro mês de alívio. - Os juros altos são um dos grandes problemas enfrentados por famílias e empresas – e isso não é uma novidade. Mas a Selic elevada também tem sido uma dor de cabeça para a dívida pública.
Até uma década atrás, boa parte da dívida brasileira era atrelada a uma taxa prefixada, definida no momento da emissão. Agora, quase metade do valor financiado tem como fator de correção a evolução da taxa Selic.
Assim, quando os juros sobem, o custo da dívida do governo acompanha – como está acontecendo agora. Por que o perfil da dívida pública mudou? E o que isso significa para a economia como um todo?
No minuto 06:57, a economista Claudia Rodrigues também explica como outros países administram suas dívidas – e como o Brasil se compara a eles.
Entenda, ainda:
O incômodo do Tesouro americano com os juros longos;
Novos riscos na guerra do Oriente Médio fazem petróleo subir. - Os números mais recentes de atividade econômica divulgados pelas pesquisas setoriais do IBGE podem suscitar dúvidas sobre o ritmo da economia brasileira.
À primeira vista, pode parecer que o Brasil esfriou. Uma análise mais detalhada dos números sugere que, sim, o crescimento está diminuindo aos poucos, mas a economia não está em uma situação ruim.
É como uma panela que esteve em fogo alto por muito tempo e, agora, está apenas mantendo a temperatura quente.
O que isso significa para famílias e empresas? E o que esperar para o PIB daqui em diante?
No minuto 06:18, a economista Claudia Moreno analisa o que o novo ritmo de crescimento da economia representa para o desemprego e o mercado de trabalho.
Entenda, ainda:
Preços elevados reforçam expectativa por alta de juros nos EUA;
No Brasil, a inflação de serviços é a grande questão para o controle dos preços. - Os juros brasileiros caíram novamente. Na última quarta-feira (5), o Banco Central decidiu cortar a taxa Selic pela quarta vez no ano, para 14%, conforme era esperado.
As atenções do mercado estavam mais voltadas ao comunicado que acompanhou a decisão, em busca de pistas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom).
Afinal, ainda há espaço para continuar reduzindo a Selic ou é hora de uma pausa? Qual caminho permitirá ao BC trazer a inflação de volta à meta?
No minuto 06:04, a economista Claudia Moreno também explica, por que, apesar dos últimos cortes de juros, a Selic continua muito elevada, trazendo custos importantes para a economia e para a própria sociedade brasileira.
Entenda, ainda:
Criação de vagas diminui nos EUA, mas Fed deve elevar os juros;
Um possível acordo para ajudar a remediar a crise no Oriente Médio;
Por que Japão e EUA estão tentando frear a desvalorização do iene.
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Sobre Macro Review
Uma visão original sobre os fatos econômicos do Brasil e do mundo. Toda semana, a equipe econômica do C6 Bank, liderada por Felipe Salles, analisa os indicadores que ajudam a entender para onde vão o Brasil e a economia global. Ouça aqui reflexões sobre juros, inflação, PIB, dólar e tudo aquilo que impacta seus investimentos. O podcast tem participação mensal de Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, que analisa o movimento nos mercados globais.
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