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- O Banco Central do Brasil reduziu a Selic pela quinta vez seguida na semana passada. Com o novo corte de 0,25 ponto percentual, a taxa básica de juros passou de 14% para 13,75%.
Entre os fatores que ajudaram a justificar a decisão, o BC destacou a melhora da inflação brasileira observada nos últimos meses. A continuidade da queda dos juros, no entanto, está sob análise.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu subir os juros pela primeira vez em mais de três anos. Já o Banco da Inglaterra deixou a porta aberta para uma alta das taxas no Reino Unido na próxima reunião.
No minuto 08:00, a economista Claudia Moreno analisa o que tem permitido o Brasil cortar a Selic em um momento em que os EUA e outros grandes bancos centrais estão apertando o controle sobre a inflação. - O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) se reúne nesta semana para decidir os próximos passos dos juros nos Estados Unidos, com a inflação elevada e persistente no centro das atenções.
Os principais índices de preços no país continuam mais de um ponto percentual acima da meta da autoridade, que é de 2%. Ou seja, ainda há um esforço relevante a ser feito para alcançar o “alvo”.
Por que esse cenário preocupa? É hora de o Fed subir os juros e colocar um freio na inflação americana?
No minuto 07:38, Felipe Mecchi, da equipe econômica do C6 Bank, analisa o que os membros do Fed têm dito em entrevistas e discursos recentes e que podem ajudar a prever a decisão do comitê nesta quarta-feira.
Ouça ainda no episódio:
Alta de juros já chegou na Europa;
Petróleo volta a superar os US$ 100;
Inflação brasileira tem maior queda em quatro anos. - Não há motivos, por ora, para acender o alerta sobre o crescimento da economia brasileira. O PIB segue num ritmo próximo de 2% ao ano, como mostram os números do segundo trimestre divulgados pelo IBGE.
Por outro lado, há de se reconhecer que existe, sim, uma desaceleração em curso, em especial quando o assunto é o consumo das famílias.
Diante de um PIB que avança a um ritmo mais lento, cabe analisar: qual a chance de a economia perder temperatura a ponto de esfriar de vez? O risco de uma recessão no curto prazo é real?
No minuto 07:13, a economista Claudia Moreno explica como a trajetória da dívida pública brasileira também pode aumentar os riscos para o crescimento do PIB.
Ouça ainda no episódio:
Emprego forte aumenta chances de alta de juros nos EUA;
Europa também se aproxima de um aperto nas taxas. - A notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos irá ampliar a recompra de títulos públicos americanos (Treasuries) de longo prazo movimentou as conversas do mercado financeiro nas últimas semanas.
A decisão foi interpretada como um sinal de incômodo das autoridades americanas com o nível dos juros de longo prazo nos EUA, que atingiram máximas em quase 20 anos.
Mas esse movimento está longe de ser exclusivo dos EUA: os juros longos também têm subido em vários outros países, como Japão, Alemanha e Reino Unido.
Por que o mercado tem exigido retornos maiores para financiar os governos? Estamos caminhando para um futuro de juros mais altos?
No minuto 11:16, entenda também a visão da Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, sobre o que tem movimentado os mercados globais.
Ouça ainda no episódio:
Discurso de chefe do BC americano reforça chance de alta de juros;
EUA endurecem sanções econômicas contra o Irã;
O movimento dos mercados globais, com J.P. Morgan Asset Management;
Inflação brasileira tem terceiro mês de alívio. - Os juros altos são um dos grandes problemas enfrentados por famílias e empresas – e isso não é uma novidade. Mas a Selic elevada também tem sido uma dor de cabeça para a dívida pública.
Até uma década atrás, boa parte da dívida brasileira era atrelada a uma taxa prefixada, definida no momento da emissão. Agora, quase metade do valor financiado tem como fator de correção a evolução da taxa Selic.
Assim, quando os juros sobem, o custo da dívida do governo acompanha – como está acontecendo agora. Por que o perfil da dívida pública mudou? E o que isso significa para a economia como um todo?
No minuto 06:57, a economista Claudia Rodrigues também explica como outros países administram suas dívidas – e como o Brasil se compara a eles.
Entenda, ainda:
O incômodo do Tesouro americano com os juros longos;
Novos riscos na guerra do Oriente Médio fazem petróleo subir.
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Sobre Macro Review
Uma visão original sobre os fatos econômicos do Brasil e do mundo. Toda semana, a equipe econômica do C6 Bank, liderada por Felipe Salles, analisa os indicadores que ajudam a entender para onde vão o Brasil e a economia global. Ouça aqui reflexões sobre juros, inflação, PIB, dólar e tudo aquilo que impacta seus investimentos. O podcast tem participação mensal de Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, que analisa o movimento nos mercados globais.
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