386 episódios
- O especial número 300 do Zero ao Topo mostra como uma ideia de US$ 1 bilhão pode surgir em qualquer lugar. Para Uri Levine, apareceu quando ele estava no trânsito, tentando voltar para casa, com os filhos reclamando no banco de trás.
O congestionamento inspirou Levine a criar o Waze, aplicativo de navegação colaborativa comprado pelo Google por mais de US$ 1 bilhão. Depois, ele participou da construção de outro unicórnio: o Moovit, vendido à Intel por outro US$ 1 bilhão.
Desde então, Levine fundou, investiu e participou de empresas que tentam resolver problemas em áreas tão diferentes quanto previdência, viagens, agricultura, saúde e mobilidade. A ideia por trás delas é quase sempre a mesma, e virou título do seu primeiro livro: “Apaixone-se pelo problema, não pela solução”. Agora, aos 61 anos, ele também se dedica a ensinar outros empreendedores.
É professor de empreendedorismo em uma universidade da Espanha, lançou um fundo para investir em empresas e acaba de escolher o Brasil como o primeiro mercado da sua Uri Levine Startup Academy. Com a inteligência artificial reduzindo drasticamente o custo de conseguir tecnologia, uma pergunta se torna ainda mais interessante. Se ficou mais fácil criar uma startup, ficou mais fácil criar uma boa empresa?
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Receba informações, análises e recomendações que valem dinheiro diretamente no seu e-mail: https://www.infomoney.com.br/newsletters - A G10 é a maior transportadora rodoviária de grãos do mundo. Seus mais de 2.200 caminhões percorrem, a cada ano, 120 milhões de quilômetros - algo como 3 mil voltas ao mundo. No ano passado, esse movimento rendeu mais de R$ 4 bilhões em faturamento.
Esse império foi construído de grão em grão. Quem conta essa história é Claudio Adamuccio, diretor-presidente da G10 e diretor administrativo da Transpanorama (a maior das empresas que compõem o grupo). “Meu pai era uma pessoa evangélica e tinha três caminhões pequenos. Um belo dia, eu com 19 anos e meu irmão Valdecir com 16, ele disse: ‘Gostaria de lançar um desafio. Eu passo para vocês esses três caminhões e vocês têm o compromisso de cuidar da família, porque quero me dedicar à Igreja’. Falei: aceito o desafio. E fomos para a estrada".
Em 1986, nasceu a Transpanorama. Inicialmente, com outros negócios além do transporte de carga. “Compramos uma serraria, exportamos madeira para a Itália e fornecemos os resíduos como carvão para siderurgia", disse Claudio, na conversa com Mariana Amaro, apresentadora do podcast Do Zero ao Topo.
A empresa ganhou foco graças ao acaso. “A gente tinha conta no banco Bamerindus e, em 1997, ele foi vendido para o HSBC. Um belo dia, eles me disseram que não queriam ter empresas com atividades ligadas a carvão ou a madeira. Eu olhei aquilo e pensei: como alguém recusa cliente?”, diz Claudio. Em vez de mudar de banco, afirma, ele mudou de atividade – e de atitude. “Entendi que, sim, você deve fazer escolhas de acordo com o teu propósito, com o legado que você quer deixar. Foi quando eu quis mudar de madeireiro e carvoeiro para ser transportador. Eu vejo no transporte algo muito bonito, você transportar as riquezas do teu país”.
Pouco tempo depois, no ano 2000, a Transpanorama formou um grupo com empresas concorrentes, a fim de trabalhar e negociar em conjunto. Assim nasceu a G10.
Acompanhe o episódio e conheça mais sobre os desafios e os sucessos da G10.
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Receba informações, análises e recomendações que valem dinheiro diretamente no seu e-mail: https://www.infomoney.com.br/newsletters/ - A Stefanini se tornou uma gigante brasileira de tecnologia, com faturamento acima de R$ 8 bilhões. Mas continua uma empresa familiar – como era em 1987, quando Marco Stefanini abriu o negócio em um cômodo da casa. Na época ele era um jovem de 26 anos, pai de dois filhos pequenos.
Nessa semana Guilherme Stafanini, o filho mais velho, assumiu como CEO da empresa na América do Norte e na Ásia-Pacífico – duas regiões centrais na estratégia de crescimento global da empresa. Enquanto isso Rodrigo, o filho mais novo, acumula os cargos de CEO de Brasil, América Latina e Espanha.
O avanço dos filhos é um capítulo na sucessão da empresa. Mas por enquanto Marco, aos 64 anos, continua como CEO global.
No primeiro episódio de Do Zero ao Topo, em 2019, Marco contou a história da empresa para a repórter Letícia Toledo. - A Skyone começou nas nuvens e chegou muito mais longe. Em 2013, a empresa nasceu numa pequena sala de coworking para oferecer soluções de cloud, quando muita gente nem sabia o que era aquilo. Hoje a marca tem mais de 20 mil clientes, como Cobasi, Mambo, Malwee e Fortbras Autopeças. Atua em mais de 30 países e deve faturar R$ 600 milhões em 2026.
Ricardo Brandão, cofundador e CEO, conta que o começo foi difícil. Aos 32 anos, ele tinha um filho e sua mulher estava grávida de outro bebê. Os investidores não entendiam o negócio, porque não havia referências prontas no exterior. “A gente teve que ir por um caminho próprio, desenvolver o produto, ter clientes, e depois as coisas foram se encaixando”, diz Brandão a Mariana Amaro, apresentadora do podcast Do Zero ao Topo.
Com muita conversa dentro da família e entre os sócios, com um modelo de governança estabelecido desde o primeiro mês, a Skyone multiplicou seu faturamento por 10 desde 2018. Atraiu o interesse de investidores como a Advent e, em 2026, fez o maior negócio de sua história: a compra da ADD IT, especializada em nuvens privadas. Hoje, a Skyone oferece serviços de nuvem, dados, inteligência artificial e cibersegurança.
Acompanhe o episódio e conheça mais sobre os desafios e os sucessos da Skyone.
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Receba informações, análises e recomendações que valem dinheiro diretamente no seu e-mail: https://www.infomoney.com.br/newsletters/ - A perfumaria Granado começou em setembro uma série de ativações em Paris. A marca brasileira está fazendo uma collab com a boutique de sorvetes Fruttini Haute Glacerie, com sobremesas inspiradas em fragrâncias brasileiras.
A iniciativa busca fortalecer a presença internacional da Granado. Fundada no Rio de Janeiro em 1870, a marca abriu lojas próprias em Paris, Londres e Lisboa. Na Europa, o perfume Figo Confit (75 ml) é vendido por 150 euros – mais que o dobro do valor (R$ 365) cobrado no Brasil.
No episódio 253, de 2025, Mariana Amaro conversou com Sissi Freeman, diretora de marketing e vendas da Granado.
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Sobre Do Zero ao Topo
A história dos empreendedores e empresários por trás das maiores empresas do país e do mundo. Cada episódio mergulha na história de homens e mulheres que enfrentaram os desafios, as incertezas e passaram por momentos decisivos ao longo dos anos para chegar ao topo.
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