PodcastsMedicinaPele Digital Cast

Pele Digital Cast

Pele Digital
Pele Digital Cast
Último episódio

232 episódios

  • Pele Digital Cast

    Pele Digital Cast #225 | LIPEDEMA: A DOENÇA DO SÉCULO XXI

    18/06/2026 | 35min
    Uma doença descrita há mais de 80 anos, mas que permaneceu por décadas confundida com obesidade, insuficiência venosa, celulite e até falta de disciplina da paciente.
    O novo episódio do Pele Digital Cast já está disponível e traz uma verdadeira aula sobre o lipedema, sua fisiopatologia, os sinais clínicos que não podem ser ignorados e o papel estratégico do dermatologista no diagnóstico e no acompanhamento desses pacientes.
    Ao lado da Dra. Larissa, referência no estudo e tratamento do lipedema, o time Pele Digital mostra por que essa não é uma “doença da moda”, mas uma condição crônica, progressiva e multifatorial que ganhou maior reconhecimento após sua inclusão no CID-11.
    Neste episódio 225, você vai entender como alterações hormonais, predisposição genética, distúrbios microvasculares, inflamação, atividade física inadequada e diferentes padrões alimentares podem interferir diretamente na manifestação e na descompensação da doença.
    O que você vai aprender:
    Uma doença que passou 80 anos no limbo diagnóstico:
    Entenda por que tantas pacientes foram tratadas durante anos como se tivessem apenas obesidade, varizes ou celulite. A falta de conhecimento sobre o lipedema levou à indicação de abordagens inadequadas, incluindo procedimentos estéticos que poderiam piorar o quadro.
    A relação entre genética, estrogênio e lipedema:
    A doença costuma se manifestar ou se agravar durante períodos de mudança hormonal, como puberdade, gestação, menopausa e uso de anticoncepcionais. O episódio explica por que a alteração não está necessariamente nos níveis sanguíneos de estrogênio, mas em sua ação local no tecido adiposo.
    Homens também podem desenvolver lipedema:
    Embora seja mais frequente em mulheres, o lipedema também pode acometer homens, principalmente em situações de hipogonadismo, redução da testosterona, doenças hepáticas, obesidade ou uso de hormônios femininos. A predisposição genética continua sendo um elemento decisivo.
    Lipedema não é sinônimo de obesidade:
    A gordura do lipedema possui características próprias e não responde da mesma maneira a dietas hipocalóricas ou aos exercícios convencionais. Muitas pacientes emagrecem da cintura para cima, mas permanecem com uma desproporção corporal evidente nos membros inferiores.
    Quando o exercício físico pode piorar o quadro:
    Atividades de alto impacto podem aumentar a inflamação e intensificar os sintomas em algumas pacientes. Exercícios aquáticos, fortalecimento da panturrilha e musculação individualizada podem ajudar no retorno venoso, na drenagem linfática e na manutenção da massa muscular.
    A diferença entre celulite e lipedema:
    Enquanto a lipodistrofia ginoide apresenta um aspecto mais estável, o lipedema pode variar de acordo com o estado inflamatório da paciente. Dor à palpação leve, sensação de peso, edema no final do dia, hematomas espontâneos e oscilação no aspecto da pele são sinais importantes para o diagnóstico diferencial.
    A origem da dor e dos hematomas:
    A dor do lipedema não deve ser minimizada. Alterações microvasculares podem provocar extravasamento de líquido, hipóxia do tecido adiposo e dor isquêmica. A fragilidade dos capilares também ajuda a explicar o aparecimento frequente de hematomas sem trauma aparente.
    Inflamação, mastócitos e sintomas cutâneos:
    O episódio mostra como macrófagos e mastócitos participam da fisiopatologia da doença. Prurido, manifestações urticariformes, aumento da permeabilidade vascular e maior tendência a processos alérgicos podem fazer parte desse ecossistema inflamatório.
    Tirzepatida no tratamento do lipedema:
    A discussão aborda o uso off-label da tirzepatida e suas possíveis ações além da perda de peso, incluindo modulação inflamatória, melhora do metabolismo do adipócito e atuação sobre mediadores como TNF-alfa e interleucina 6. Seu uso exige avaliação individualizada, prescrição e acompanhamento médico.
    O papel do atendimento multidisciplinar:
    Dermatologia, cirurgia vascular, endocrinologia, nutrição e fisioterapia precisam trabalhar em conjunto. O tratamento não deve se concentrar apenas na aparência das pernas, mas em todos os fatores hormonais, vasculares, metabólicos, musculares e inflamatórios envolvidos.
    Por que assistir a este episódio:
    Porque olhar para uma paciente com dor, edema, hematomas e desproporção corporal e resumir tudo a “celulite” ou “excesso de peso” pode atrasar o diagnóstico e perpetuar tratamentos frustrantes.
    O lipedema exige escuta clínica, exame físico cuidadoso, conhecimento fisiopatológico e uma abordagem verdadeiramente individualizada.
    Neste Pele Digital Cast, você vai descobrir por que examinar as pernas de uma paciente que chegou ao consultório para tratar melasma, queda de cabelo, psoríase ou realizar um procedimento estético pode revelar uma doença ainda não diagnosticada.
    O episódio 225 é essencial para dermatologistas que desejam ampliar sua capacidade diagnóstica, evitar intervenções inadequadas e assumir o protagonismo no cuidado de uma condição que já representa aproximadamente 60% dos atendimentos na clínica da Dra. Larissa.
  • Pele Digital Cast

    Pele Digital Cast #224 - LIPIDEMA A DOENÇA DO SÉCULO XXI

    15/06/2026 | 35min
    O nosso encontro especial sobre a doença que saiu do limbo diagnóstico e se tornou um dos maiores desafios do consultório médico já está disponível no Pele Digital Cast.
    Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira aula magna conduzida pelo time Pele Digital e pela Dra. Larissa, referência nacional no assunto, mostrando como a medicina está reescrevendo a abordagem dessa condição complexa.
    Neste episódio 224, discutimos por que o lipedema não é uma "doença da moda", mas sim uma patologia inflamatória crônica reconhecida pelo CID-11, que por 80 anos foi negligenciada e confundida com obesidade, insuficiência venosa e celulite. A nova era do tratamento compreende que existe um tecido adiposo doente, e a solução passa por uma visão clínica apurada e multidisciplinar.
    O que você vai aprender:
    O Fim do Limbo Diagnóstico: O episódio desmistifica o histórico do lipedema, explicando como pacientes foram culpabilizados e submetidos a tratamentos estéticos errados (como a criolipólise) que geravam hiperplasia paradoxal e agravavam o quadro por falta de conhecimento médico.
    O Fator Estrogênico e o Acometimento Masculino (Top 5): A aula revela a forte relação da doença com os picos hormonais (puberdade, gestação, menopausa) e quebra o mito de que é uma condição exclusivamente feminina, detalhando como a atividade da aromatase e distúrbios como o hipogonadismo podem desencadear o lipedema em homens.
    A Fronteira entre Lipedema e Obesidade (Top 4): Entenda a biologia de uma gordura que não responde à dieta hipocalórica tradicional. Discutimos a clássica desproporção corporal (emagrecimento do quadril para cima) e como exercícios de forte impacto podem, na verdade, inflamar e piorar a paciente.
    Descompensação Inflamatória e o Uso de Tirzepatida (Top 2 e Top 3): Uma das maiores viradas de chave da aula: o lipedema é pautado por dor de hipóxia e distúrbios microvasculares (vasos frouxos que causam hematomas). O episódio aprofunda o uso off-label da tirzepatida, agindo não apenas na perda de peso, mas como um potente modulador anti-inflamatório global.
    O Xeque-Mate Diagnóstico: Lipedema vs. Celulite (Top 1): Aprenda a diferenciar a lipodistrofia ginoide clássica da gordura do lipedema. O mapa clínico inclui a variação do aspecto ondulado da pele, o edema severo de fim de dia, o surgimento de hematomas espontâneos e a intensa dor à palpação leve.
    O Protagonismo do Dermatologista: A pele e o tecido celular subcutâneo são a nossa casa. A masterclass reforça a necessidade de o dermatologista dominar o diagnóstico para não aplicar tecnologias (como a subcisão) que piorem a inflamação, sabendo exatamente quando intervir e quando acionar a equipe multidisciplinar.
    Por que assistir este episódio:
    Porque continuar tratando queixas de membros inferiores apenas como "celulite" ou "excesso de peso", sem investigar o ecossistema vascular e inflamatório, é ficar preso a uma medicina superficial.
    Neste Cast, você vai entender por que a verdadeira solução exige empatia clínica, domínio fisiopatológico e a escolha cirúrgica das melhores abordagens e tecnologias terapêuticas.
    O episódio 224 é uma masterclass densa e essencial para o médico que deseja parar de enxugar gelo com tratamentos estéticos ineficazes e passar a diagnosticar com precisão uma doença que pode representar até 60% das queixas do seu consultório.
  • Pele Digital Cast

    Pele Digital Cast #223 - Masterclass: O Xeque-Mate no Melasma e o Mapa da Radiofrequência Microagulhada

    07/06/2026 | 1h 5min
    O nosso encontro especial sobre tecnologias improváveis e o uso estratégico da radiofrequência microagulhada no tratamento do melasma já está disponível no Pele Digital Cast.
    Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira quebra de paradigmas conduzida pelo time Pele Digital, mostrando como o calor e o trauma, outrora temidos, agora são ferramentas médicas de altíssima precisão.
    Neste episódio 223, discutimos por que tratar o melasma exige ir muito além da inibição superficial do pigmento. A nova era do tratamento compreende que existe um ecossistema dérmico em colapso, e a solução passa por reescrever a biologia do tecido e silenciar os verdadeiros motores da doença.
    O que você vai aprender:
    O Paradigma das Tecnologias Improváveis: O episódio desmistifica o uso de tecnologias que historicamente geravam medo, como o laser de CO2 e as luzes. A aula mostra como parâmetros de baixa energia (low power) e o uso de luz âmbar ajudam a expulsar a melanina e a modular a inflamação, provando que o problema não é a tecnologia em si, mas o conhecimento do operador e o controle da dose.
    A Jornada das Agulhas e o Efeito Bioelétrico: O microagulhamento vai muito além do trauma físico para abrir canais. A aula revela como a perfuração gera um potencial elétrico que atrai um ambiente anti-inflamatório (com interleucina 10) e estimula a produção de colágeno tipo 4, que é fundamental para reparar e fortalecer a membrana basal lesada.
    A Evolução e a Inteligência da Radiofrequência: O episódio marca o fim do aquecimento em bloco não seletivo (bulk heating), que causava alto risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Discutimos como a radiofrequência microagulhada burla a alta impedância da epiderme, entregando energia controlada diretamente na derme.
    O Alvo Dérmico e o Choque Subapoptótico: Uma das maiores viradas de chave da aula: o tratamento do melasma precisa focar nos fibroblastos senescentes (as "células zumbis") que secretam fatores de estímulo contínuo. A radiofrequência microagulhada destrói esses fibroblastos com calor preciso e, simultaneamente, gera um choque subapoptótico no melanócito hiperativo, atordoando a fábrica de pigmento sem destruí-la e sem gerar alertas inflamatórios.
    A Nova Mesoterapia e a Sinergia com Ativos: A tecnologia precisa do combustível certo. O episódio aprofunda o uso estratégico do drug delivery com ativos essenciais: o ácido tranexâmico (atuando na autofagia celular e nos vasos), a cisteamina tópica (que eleva a glutationa) e a inovadora hidroxiapatita de cálcio nano, que atua como um "cimento" para fechar a membrana basal e melhorar a qualidade do colágeno.
    Estratégia Multilayering (O Xeque-Mate): Entenda a arquitetura tridimensional do tratamento. A masterclass apresenta um mapa prático de profundidades e energias (variando de 1.5mm a 0.3mm), ensinando a adaptar as passadas da agulha de acordo com o bioma da pele (áreas espessas vs. zonas de risco) para garantir segurança máxima.
    Por que assistir este episódio:
    Porque continuar tratando o melasma com o medo absoluto de gerar calor na pele é ficar preso a uma dermatologia que já envelheceu.
    Neste Cast, você vai entender por que a verdadeira solução exige combinar a física da infiltração tática, a biologia celular dérmica e a química dos melhores ativos em um único movimento estratégico.
    O episódio 223 é uma masterclass densa e provocadora para quem deseja sair da monoterapia e dominar tecnologias avançadas para reconfigurar a casa e domar os "moradores rebeldes" da pele do seu paciente.
  • Pele Digital Cast

    Pele Digital Cast #222 - Masterclass: A Nova Era dos Peelings no Tratamento do Melasma

    02/06/2026 | 1h 36min
    O nosso encontro especial sobre a nova lógica dos peelings no tratamento do melasma já está disponível no Pele Digital Cast.
    Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira atualização de paradigma conduzida pelo time Pele Digital em uma abordagem que tira o peeling da categoria de “procedimento antigo” e o reposiciona como uma ferramenta médica, estratégica, científica e altamente individualizável.
    Neste episódio 222, discutimos por que o tratamento do melasma não pode mais ser reduzido à pergunta: “é peeling ou laser?”. Essa é uma pergunta pequena demais para uma doença complexa demais.
    A nova era dos peelings começa justamente quando abandonamos a lógica da descamação pela descamação e passamos a enxergar cada ácido, cada veículo, cada associação e cada profundidade como parte de uma arquitetura terapêutica.
    Aqui, o peeling deixa de ser apenas um recurso para “clarear manchas” e passa a ser compreendido como um instrumento capaz de atuar em múltiplas frentes: turnover epidérmico, dispersão pigmentar, restauração da barreira cutânea, resgate da membrana basal, modulação fibroblástica, controle inflamatório e integração com tecnologias como laser, microagulhamento e fotobiomodulação.
    O que você vai aprender:
    A Nova Ciência dos Peelings no Melasma:
    Peeling não é sinônimo de pele descamando. Essa talvez seja uma das viradas mais importantes do episódio. A aula mostra por que o conceito moderno de peeling está muito mais ligado à função, à formulação, ao veículo e ao objetivo clínico do que ao “quanto a pele soltou”. Descamar pode acontecer. Mas não é isso que define inteligência terapêutica.
    Melasma Além do Pigmento:
    O episódio aprofunda a ideia de que o melasma não é apenas uma alteração melanocítica isolada. Existe uma comunicação contínua entre queratinócitos, melanócitos, fibroblastos, matriz dérmica, membrana basal, inflamação, radiação, calor e estresse oxidativo. Quando essa conversa celular desorganiza, a mancha aparece como consequência visível de um sistema em desequilíbrio.
    Os Pilares Funcionais do Tratamento:
    A masterclass apresenta uma lógica prática para pensar o tratamento: acelerar o turnover epidérmico sem machucar, reduzir a coesão pigmentar, restaurar a função de barreira, fortalecer a membrana basal, melhorar o ambiente dérmico e modular o fibroblasto. Ou seja, tratar melasma não é apenas tentar silenciar o melanócito. É reorganizar o território onde ele está inserido.
    Glicólico, TCA, Retinoico e a Evidência Clínica:
    O episódio revisita os ácidos mais estudados na literatura e mostra que a escolha não deve ser feita por hábito, moda ou preferência pessoal. O ácido glicólico, o TCA e o retinoico aparecem como clássicos importantes, mas cada um com uma lógica própria. O glicólico como acelerador epidérmico, o TCA como ferramenta de profundidade controlada e o retinoico como modulador biológico que vai além do efeito peeling.
    Pirúvico: O Peeling Negligenciado:
    Um dos pontos mais provocativos da aula é a defesa do ácido pirúvico como uma ferramenta subutilizada na dermatologia. Pela sua capacidade de penetrar com facilidade, transformar-se em ácido lático e dialogar com barreira, mitocôndria e derme, ele aparece como um peeling versátil, funcional e estratégico, especialmente quando o objetivo não é agredir, mas modular.
    Salicílico, Mandélico e a Arte das Combinações:
    A aula também discute o papel do ácido salicílico como agente queratolítico, lipofílico e facilitador de penetração, além do mandélico como opção segura, anti-inflamatória e interessante para fototipos mais altos. Mais do que escolher um ácido isolado, o episódio mostra como combinações bem pensadas podem gerar sinergia, segurança e resultado clínico superior.
    Jessner, TCA e Sinergias Inteligentes:
    A combinação entre Jessner e TCA aparece como um exemplo clássico de como a profundidade pode ser trabalhada com mais inteligência. Em vez de simplesmente aumentar concentração e risco, a lógica é preparar, modular, abrir caminho e entregar resposta com mais controle. A nova era dos peelings não é sobre “forçar” a pele. É sobre conduzir a pele.
    Veículos, Microemulsões e o Fim da Matemática Simples:
    Um dos recados mais importantes do episódio é que concentração não é tudo. O mesmo ativo pode ter respostas completamente diferentes dependendo do veículo. Microemulsões, lipossomas, formulações inteligentes e conversas com o bioquímico passam a ser parte do raciocínio clínico. Na prática, o “mais forte” nem sempre é o melhor. Muitas vezes, o mais inteligente é o melhor.
    Peelings e Tecnologias: Concorrentes ou Aliados?
    A masterclass também desmonta a velha rivalidade entre peeling e laser. No melasma, não existe bala de prata. Existe estratégia. O laser pode clarear ou piorar. O peeling pode tratar ou inflamar. O microagulhamento pode abrir canais e potencializar penetração. A fotobiomodulação pode ajudar no controle inflamatório. O resultado depende menos da ferramenta isolada e mais da lógica por trás da associação.
    O Efeito UAU e a Adesão do Paciente:
    O episódio também traz uma reflexão prática sobre adesão. Resultados iniciais rápidos podem aumentar a confiança do paciente, mas precisam ser acompanhados de alinhamento de expectativa. O melasma é crônico, recidivante e biologicamente complexo. O efeito UAU ajuda. Mas o plano de manutenção é o que sustenta o resultado.
    Por que assistir este episódio:
    Porque continuar tratando peeling como sinônimo de descamação é ficar preso a uma dermatologia que já envelheceu.
    Neste Cast, você vai entender por que a nova era dos peelings no melasma exige raciocínio fisiopatológico, domínio farmacológico, leitura clínica, estratégia de combinação e respeito à biologia da pele.
    O episódio 222 é uma masterclass densa, prática e provocadora para quem deseja sair da repetição dos protocolos prontos e começar a construir tratamentos mais inteligentes, seguros e individualizados.
    Porque, no melasma, a pergunta certa nunca foi apenas “qual ácido usar?”.
    A pergunta certa é: o que essa pele precisa hoje, neste momento, para voltar a funcionar melhor?
  • Pele Digital Cast

    Pele Digital Cast #221 - Código Sistêmico do Melasma: Estroboloma, Eixo Intestino-Pele e Colapso Oxidativo

    29/05/2026 | 1h 14min
    O nosso encontro especial sobre a fisiologia sistêmica do melasma e o papel oculto do intestino na pigmentação cutânea já está disponível no Pele Digital Cast.
    Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa verdadeira decodificação do microambiente celular, conduzida por Dr. Fabio Francesconi, Dr. Omar Lupi e a dermatologista convidada Dra. Vanessa, em uma abordagem que transforma o melasma em um mapa vivo de interações entre bactérias intestinais, fuga hormonal, estresse oxidativo e o eixo intestino-pele.
    Neste episódio 221, discutimos por que o melasma não pode mais ser visto apenas como uma “mancha na pele” ou um problema puramente local a ser tratado apenas com hidroquinona e despigmentantes. Essa definição, sozinha, é uma visão reducionista que não resolve os quadros clínicos resistentes. Aqui, a proposta é outra: entender o melasma como uma condição dermatológica de sinalização sistêmica, onde o melanócito é apenas o executor final de um comando ditado por instabilidade endócrina, disbiose e uma tempestade inflamatória.
    O que você vai aprender:
    A Decodificação Sistêmica do Melasma: Uma nova forma de olhar para a pele como um órgão de comunicação e defesa. Entenda por que a mancha escura é, na verdade, a ponta do iceberg de um microambiente em desequilíbrio. A aula mostra como abandonar o pensamento focado apenas no pigmento para adotar uma visão que integra vias neurais, vasculares, inflamatórias e intestinais.
    Estroboloma: O Sindicato Sombrio do Intestino: Você sabia que existem bactérias no seu intestino que controlam a quantidade de hormônio que chega à sua face? Neste episódio, introduzimos o conceito de Estroboloma: uma rede de microrganismos (como Bacteroides e Clostridiaceae) capazes de interferir diretamente na circulação de estrogênio, independentemente da produção dos ovários.
    Beta-glicuronidase e a Rota de Fuga Hormonal: Uma das partes mais fascinantes do episódio: o fígado inativa o estrogênio, mas a disbiose intestinal produz a enzima beta-glicuronidase. Essa enzima quebra as "algemas" do estrogênio no intestino, permitindo que ele seja reabsorvido de volta para o corpo, onde atinge a pele e se liga aos receptores que disparam a produção de melanina.
    Leaky Gut, Cílios Primários e a Tempestade Oxidativa: A conexão direta entre o intestino "vazando" (Leaky Gut) e o estresse oxidativo na pele. A aula detalha como a liberação de LPS (lipopolissacarídeos) e radicais livres destrói os "cílios primários" — as pequenas antenas de comunicação celular dos melanócitos. Sem esse freio de proteção (via Nrf2), o melanócito entra em pânico e superproduz pigmento para tentar proteger a célula.
    Cross-talk Hormonal: O Fogo Cruzado na Pele: Nem todo hormônio age igual. O episódio esmiúça como o estrogênio atua em vias rápidas disparando a tirosinase, enquanto a progesterona age nas vias inflamatórias lentas, aumentando o VEGF (fator de crescimento vascular). Um pigmenta, o outro inflama e vasculariza, criando a tempestade perfeita para o melasma.
    Biomarcadores Inéditos e o Efeito Patobionte: Nem todo paciente é igual. Discutimos a ascensão de biomarcadores fecais e séricos na dermatologia. O aumento da bactéria Collinsella, a queda brusca das Actinobacterias e o aumento da Zonulina (proteína que afrouxa a parede intestinal) como provas incontestáveis de que a origem da mancha facial pode estar quilômetros abaixo da epiderme.
    Fibras, Cálcio D-Glucarato e Estratégias de Reprogramação: O episódio também entra pesado no raciocínio terapêutico. Como sabotar a enzima beta-glicuronidase usando Cálcio D-Glucarato? Como o consumo adequado de fibras (25g a 35g/dia) cria uma barreira física no intestino? Discutimos também o uso estratégico de probióticos tópicos e orais (como o Lactobacillus plantarum), ativos botânicos (como DIM através das crucíferas) e antioxidantes potentes (Glisodin e Astaxanex) para reprogramar o microambiente celular.
    Por que assistir este episódio:
    Porque tratar o melasma ignorando o estroboloma, o Leaky Gut, o colapso oxidativo e a barreira cutânea é como tentar secar o chão com a torneira aberta. Neste Cast, você vai entender a lógica fisiológica por trás dos quadros crônicos e como esse conhecimento pode mudar a forma de investigar, suplementar e conduzir seus pacientes, integrando a dermatologia clássica com a medicina conectiva.
    O episódio 221 é um material denso, provocador e indispensável para quem quer dominar os bastidores bioquímicos da pele e levar seus resultados terapêuticos para outro nível.
    Pele Digital Cast #221 já disponível.
Mais podcasts de Medicina
Sobre Pele Digital Cast
Dermatologia comentada pelos dermatologistas e professores Fabio Francesconi e Omar Lupi. Participe deste bate papo dermatológico descontraído e ao mesmo tempo muito rico de conteúdo
Site de podcast

Ouça Pele Digital Cast, DrauzioCast e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções