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Tentando descomplicar o Direito Administrativo, no que é possível.

José Carlos Fernandes Junior
Tentando descomplicar o Direito Administrativo, no que é possível.
Último episódio

47 episódios

  • Tentando descomplicar o Direito Administrativo, no que é possível.

    Emendas Impositivas nos Municípios: onde está o limite constitucional?

    04/03/2026 | 13min
    Neste episódio, retomamos o debate sobre as emendas impositivas no orçamento público, reafirmando sua legitimidade como instrumento de participação do Poder Legislativo na definição do gasto público.

    A reflexão, contudo, avança para uma questão decisiva: quais são os limites constitucionais, administrativos e prudenciais que precisam orientar o uso desse instrumento, especialmente no âmbito municipal?

    Partindo da lógica da simetria constitucional, o episódio discute o parâmetro de limitação percentual das emendas, a relação entre indicação parlamentar e execução administrativa e os riscos institucionais decorrentes de programações orçamentárias formuladas sem verificação prévia de viabilidade jurídica e técnica.

    Ao final, são apresentadas propostas concretas para o aprimoramento da governança orçamentária municipal, com destaque para a necessidade de mecanismos de pré-validação das emendas, verificação de regularidade das entidades eventualmente indicadas e observância rigorosa dos princípios da administração pública.

    Mais do que discutir a legitimidade das emendas impositivas, o episódio propõe uma reflexão sobre responsabilidade institucional, boa governança e integridade na alocação do gasto público.
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    Dosimetria da Multa na Lei Anticorrupção: Critérios, Discricionariedade e Controle

    12/02/2026 | 8min
    Quando se fala em multa na Lei Anticorrupção, muita gente imagina um cálculo automático — quase matemático: um percentual aplicado sobre o faturamento, e pronto.

    Mas a realidade é bem diferente.

    A multa administrativa não nasce de uma fórmula pronta.

    Ela nasce de uma decisão jurídica, que precisa ser motivada, proporcional e coerente com o caso concreto.

    No episódio de hoje, eu quero conversar com você sobre como o Estado constrói o valor dessa multa: quais são os critérios previstos em lei, onde existe espaço de decisão da Administração e, principalmente, onde esse espaço termina.

    A ideia aqui não é simplificar demais, nem transformar o tema em algo inacessível, mas mostrar como o Direito Administrativo Sancionador funciona quando levado a sério — dentro dos limites do Estado de Direito.
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    Integridade na prática: ações isoladas ou programa estruturado?

    06/02/2026 | 9min
    Integridade virou palavra comum em discursos e relatórios, mas o que ela significa na prática institucional?
    Neste episódio, proponho uma reflexão direta e cuidadosa sobre a diferença entre ações de integridade e programas de integridade — distinção muitas vezes ignorada, mas decisiva para a efetividade das políticas públicas.

    Ao longo da conversa, discutimos por que iniciativas isoladas não se confundem com programas estruturados, qual é o verdadeiro papel dos códigos de conduta e como identificar quando a integridade deixa de ser prática institucional para se tornar apenas performance formal.

    Sem jargões excessivos e com foco em critérios concretos, o episódio convida gestores, servidores e profissionais do Direito a repensarem a integridade como arquitetura institucional em funcionamento, capaz de orientar decisões difíceis, reduzir zonas cinzentas e gerar respostas quando o sistema falha.

    Se o tema causar algum incômodo, melhor.
    A integridade começa exatamente aí.
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    Consensualidade administrativa: quando o consenso vira problema no sistema sancionador

    29/01/2026 | 7min
    A consensualidade administrativa é frequentemente apresentada como um avanço no Direito Administrativo contemporâneo. Termos de Ajustamento de Conduta, acordos de leniência, ANPC e outros compromissos consensuais passaram a integrar o repertório de atuação do Estado, com a promessa de mais eficiência, diálogo e racionalidade.

    Mas o consenso, por si só, organiza o sistema?

    Neste episódio, analiso uma situação concreta em que a celebração de dois Termos de Ajustamento de Conduta, por órgãos públicos distintos e sem coordenação interinstitucional, acabou produzindo exatamente o efeito contrário ao desejado: sobreposição de obrigações, insegurança jurídica e judicialização.

    A partir desse exemplo, discuto os limites da consensualidade administrativa, o déficit de diálogo republicano entre órgãos estatais e os impactos dessa atuação fragmentada sobre a racionalidade do sistema sancionador. O episódio dialoga com o artigo 26 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e com a necessidade de compatibilização e compensação das sanções aplicadas nas instâncias administrativa, civil e penal.

    O objetivo não é apontar qual acordo deveria prevalecer, mas refletir sobre a importância da coordenação interorgânica para que a consensualidade cumpra seu papel de organizar, e não desorganizar, a atuação estatal.
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    Improbidade Administrativa: por que punir mais nem sempre significa punir melhor

    22/01/2026 | 11min
    No combate à corrupção, uma ideia costuma surgir de forma quase automática: a de que a efetividade do controle depende do endurecimento das sanções. Punir mais seria, nessa lógica, sinônimo de punir melhor.

    Mas será mesmo?

    Neste episódio, proponho uma reflexão técnica e institucional sobre os limites do punitivismo no Direito Administrativo Sancionador. A partir da experiência prática dos órgãos de controle e do diálogo com a produção acadêmica contemporânea, analiso os argumentos que sustentam o endurecimento sancionatório, como o efeito dissuasório e a resposta ao clamor social, e, ao mesmo tempo, examino criticamente seus riscos: desproporcionalidade, insegurança jurídica, seletividade punitiva e baixa eficiência sistêmica.

    O episódio também destaca a importância da prevenção, da gestão de riscos e da integridade institucional como estratégias mais eficazes de proteção ao patrimônio público, defendendo uma atuação estatal orientada por racionalidade, proporcionalidade e resultados concretos.

    Punir é necessário.
    Punir melhor, no entanto, exige método, critério e responsabilidade institucional.

    Um episódio para quem atua, ou reflete, sobre improbidade administrativa, controle da Administração Pública e boa governança.

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Sobre Tentando descomplicar o Direito Administrativo, no que é possível.

Fincado numa análise pragmática, mas sem jamais desprezar a acadêmica, enfrentamos temas atuais do ramo do Direito Administrativo, empregando uma linguagem de fácil compreensão. Nosso objetivo é que você tenha uma visão geral a respeito do tema exposto, robustecendo ainda mais suas argumentações quando diante de uma embate jurídico a respeito.
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