Neste episódio do MegaCast, Camila Maia, jornalista da MegaWhat, conversa com Lívia Amorim, sócia da área de energia do Veirano Advogados, sobre os bastidores do leilão, os principais pontos do resultado e os impactos para o setor.
O episódio também aborda os próximos leilões e os desafios regulatórios e de planejamento que seguem no radar do setor.
O leilão de reserva de capacidade realizado em março cumpriu seu objetivo de contratação, ao garantir quase 20 GW de disponibilidade, mas abre uma nova fase marcada pelos desafios de execução dos projetos e pela absorção dos custos ao longo dos próximos anos.
A avaliação é de que, apesar das turbulências e questionamentos ao longo do processo, o certame não poderia ser adiado. Projeções indicavam que, após 2028, mais de 90% dos cenários apontavam para déficit de capacidade. Se por um lado o resultado é visto como positivo do ponto de vista de segurança energética, por outro levanta discussões sobre custos. A contratação representa um compromisso da ordem de R$ 40 bilhões por ano, ao longo de 15 anos.
Outro ponto de atenção é a capacidade de implementação. A contratação em bloco, de grande volume, concentra riscos na fase seguinte, que envolve habilitação, garantias financeiras e execução dos projetos. Há dúvidas sobre a capacidade de alguns agentes de cumprir todas as exigências, o que pode levar a movimentações no mercado secundário ou mesmo desistências.*conteúdo oferecido por Veirano Advogados