70 episódios
- “...mas e o Brasil, hein? será que tem jeito?” - a frase é antiga, quase banal, conhecida até demais. ser brasileiro ou brasileira, ao longo da história, sempre foi ter um apetite insaciável por falar mal dos outros brasileiros. segundo o estudo Brasil no Espelho, da Quaest com a Globo, 51% dos brasileiros diz que valoriza o nosso povo; mas um em cada cinco, não valoriza. dá para entender o conflito; afinal, o Brasil oferece, doses cavalares de desespero e esperança, antipatia e empatia, brilho e dor, orgulho e vergonha. em resumo, open de ambivalências. e daí vem 2026, esse ano que nos serve a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e as Eleições, eventos que são, tradicionalmente, possibilidades de euforia e de fratura, de celebração e de decepção. acontecimentos que, mais uma vez, nos fazem sentir muito orgulho e muita vergonha nacional. a gente tem assistido a essa turbulenta trama de orgulho e vergonha todos os dias, na vida e na internet. e é nessa dança entre antagonismos que o novo tem emergido.
de fato, tem algo diferente no ar. primeiro, porque mesmo diante do tumulto permanente, 85% dos brasileiros sentem orgulho do Brasil (um dado da pesquisa Brasil no Espelho do ano passado). segundo porque, nas últimas décadas, nosso país viveu conquistas que nos fizeram inclusive apostar em uma espécie de superação do viralatismo. e diminuir o nosso profundo temor de ser uma “grande pátria desimportante”, como cantava o Cazuza.
é por tudo isso que a gente vem conduzido um estudo chamado ORGULHOS NACIONAIS, uma investigação sobre as novas paixões, ritmos, arquétipos e identificações que têm transformado as percepções, as relações e o consumo dos brasileiros. se uma das frases mais famosas da nossa cultura nos diz “Brasil, mostra a sua cara!”, a nossa pergunta-chave nesse estudo e nesse episódio é: blza, mas qual delas?
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, conversamos com o Oliver Stuenkel - pesquisador, escritor e professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 09/06 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.
cupom UBU: vibes20
outros episódios do Vibes em Análise citados:
Isso é TRAUMA?
COMPULSÕES Digitais
VIRALISMO
Motivos de VERGONHA
Café com DEUS Psicanálise
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pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke
produção: Fernanda Ogasawara
captação, edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome - o trauma é inassimilável. será que é por isso que as buscas globais por essa palavra no Google triplicaram entre 2015 e 2025? estamos tentando entender melhor o que é trauma… e também o que não é trauma?
desde sempre, a noção de trauma criou um campo muito vasto na literatura, na arte, na cultura popular, e hoje, obviamente, na internet. o termo entrou com tudo na gramática do mal-estar contemporâneo, um tempo em que o sofrimento muitas vezes não é só narrado, ele é compartilhado, performado e estilizado.
e existe uma vida livre de trauma? possivelmente não. mas será que estamos assim todos tão traumatizados? o conceito se tornou um referencial cultural dominante, uma tentativa de fazer com que a nossa dor seja escutada e levada a sério em um mundo que dá mais valor ao que é certificado por um diagnóstico. só que, quando tudo é rotulado, empacotado e até vendido como trauma, como fazer para distinguir e atravessar as verdadeiras experiências traumáticas?
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a neuropsicóloga e psicanalista Maria Nogueira Maria.
e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo - encontro online (ao vivo no dia 19/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.
outros episódios do Vibes em Análise citados:
O Silêncio do ABUSO
Culto ao AUTOCONTROLE
COMPULSÕES Digitais
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produção: Fernanda Ogasawara
edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome - durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros domínios: as finanças gamificadas e cheias de cashbacks, as apostas e mercados de previsão, os chatbots e interfaces de IA sem os quais se tornou impossível viver, os aplicativos de trading e, para muita gente, o irresistível jogo dos cupons e das compras online. são mundos híbridos entre informação e entretenimento em que parece que a gente está sempre à beira de criar algum tipo de dependência.
fissura. abstinência. círculo vicioso. acesso hiperfacilitado. falta de regulação. um sistema de recompensas sequestrado. sacrifícios e perdas em tantas áreas da vida.
será que ainda tem como escolher usar… ao invés de simplesmente se sentir usado?.. e não sentir que a sua autonomia individual está sendo colonizada? alguns usuários se excedem mais que outros, mas a verdade é que o excesso está programado no próprio modo de uso. são arquiteturas que transformam as necessidades humanas legítimas em circuitos de engajamento economicamente exploráveis.
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o David Nemer, Antropólogo da Tecnologia e Professor e Pesquisador da Universidade da Virgínia.
e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, encontro online (ao vivo no dia 05/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.
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edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome - o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de serem encontradas na vida real”. ou seja, relações mais fluidas ou precárias, empuxo ao hiper-individualismo, grupos temporários, múltiplos e frágeis. a gente está vivendo a era dos simulacros de comunidades?
o grupo de corrida ou de crossfit, o clube do livro, o culto/igreja, o grupo de whatsapp de mães da escola…são muitos os tipos de grupos que têm ofertado algum senso de comunidade. para muitos de nós, resgatar ou mesmo criar e cultivar o sentimento de pertencimento vem se tornando uma questão de sobrevivência. afinal, estar vivo hoje é enfrentar um paradoxo muito angustiante: quais os limites entre a individualidade e a solidão? qual é o balanço na nossa vida entre Eu e Nós? um conflito que está na base do que o sociólogo Richard Sennett chamou de tirania da intimidade. nesse contexto, como engajar em uma comunidade?
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a ensaísta, pesquisadora e professora de Comunicação na UFF, Paula Sibilia.
e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 21/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.
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captação, edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome - a gente conhece muito bem o roteiro: depois do “e aí, beleza”, "qual sua idade?”, “onde vc mora?”... é bem comum que venha aquela pergunta: “vc tem fetiche?” tem os que tem uma tara por determinadas partes do corpo, tem os que gostam de fazer sexo em lugares públicos, tem também quem diz que o único fetiche possível é o dinheiro. sem falar que a essa altura do tecnoerotismo, todo mundo conhece alguém que caiu nas graças da produção de conteúdo erótico ou se aventurou no sexting com IA. será que estamos investigando e falando mais sobre as especificidades do que nos excita?
o cenário de recessão sexual indica que estamos transando menos, e que o tesão que levava ao ato cedeu lugar às interfaces mediadas e à tentação dos algoritmos. enquanto isso, as categorias do pornô se multiplicam a cada dia e os creators eróticos prometem realizar todas as suas fantasias, aquelas mais específicas que você não tem coragem de contar pra ninguém. mas afinal, qual é o limite de um fetiche? e o quanto ele pode libertar ou quem sabe aprisionar o exercício da nossa libido?
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a influenciadora Veronica Domingues, que gosta de unir temas um pouco polêmico com humor em suas redes sociais.
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como a psicanálise pode nos ajudar a refletir sobre o mundo em que vivemos e as mudanças do nosso tempo? o podcast da @floatvibes traz sessões de análise com os pesquisadores e psicanalistas André Alves @andre.alves.oli e Lucas Liedke @lucasliedke para escutar as VIBES culturais e comportamentais que estão submersas no nosso inconsciente.
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