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Especial 11 de Setembro: "Choque do mundo foi amortecido com ataques onde morreram centenas de milhares"
10/09/2026 | 20minO 11 de Setembro foi há 25 anos... e o mundo nunca mais foi o mesmo. Dos conflitos militares como a "guerra ao terror" passando por grandes atentados terroristas a nível global passando por significativas mudanças políticas e sociais em todo o mundo.
Este será o tema único deste Especial, com a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa (que estava em Nova Iorque neste dia) e a condução do jornalista António Freitas de Sousa.- A guerra comercial que os Estados Unidos lançaram sobre o Canadá nem é inesperada nem é aceitável.A alteração das relações entre as duas nações umbilicalmente unidas implica uma mudança profunda que os mais otimistas consideram que não será mais que momentânea.De algum modo, o mesmo se passa com a guerra agora também económica com o Irão.No meio dela, a União Europeia e a Europa em geral já está a sofrer as suas consequências. Entretanto, em França, metade do país parece querer comparecer às eleições presidenciais – numa amálgama que ninguém esperava.A sondagens indicam que jogam todos contra todos e no fim ganha Marine Le Pen. Ou Jordan Bardella.
- Esgotaram-se os 60 dias que Estados Unidos e Irão se tinham proposto para alcançar a paz. Nesses 60 dias, o presidente dos Estados Unidos manteve-se igual a si mesmo: acusou o Irão de tudo, insistiu na ameaça de destruição total e, finalmente, achou-se na disposição de declarar o Estreito de Ormuz como fazendo parte dos Estados Unidos. O Irão respondeu à altura, mantendo o seu registo sacrificial. Neste contexto, muito estranho seria que a trégua servisse de alguma coisa. Esperam-se os próximos capítulos de uma guerra que não está para acabar. O mesmo se passa a muitos quilómetros dali, no Donbass: Rússia e Ucrânia correm ‘alegremente’ para um possível aumento da geografia do conflito.
Entretanto, alguma coisa mudou na relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, naquilo que parece ser uma vingança de Trump como resposta à ausência de apoio dos coreanos na guerra contra o Irão. - Sob o signo das pesadas simbologias – Acordo de Abraão, Acordo de Meca – a aliança que agrega Paquistão, Arábia Saudita e Turquia é uma resposta imediata ao problema do Irão, ou não fosse uma aliança sunita.Mas vale a pena analisar o que será no futuro, principalmente se se confirmar que o Egipto passará também a fazer parte dela.Israel também está no centro das atenções depois de inviabilizar o acordo de paz para Gaza, apesar de patrocinado pelos Estados Unidos. Vence a fação que diz que só negociará com o Hamas quando os seus membros estiverem todos mortos.Logo ali ao lado, na Síria, há um vento de esperança que continua a correr suavemente pelo país.Adiante se verá se a condenação à morte, à revelia, de Bashar al-Assad mudará ou não o curso dos ventos.Tudo para ver no programa desta semana de A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e condução do jornalista António Freitas de Sousa.
- A crise migratória ocorrida em Ceuta – cidade que está formalmente excluída do Espaço Schengen, convém recordar – não foi a primeira, não será a última e demonstra os problemas históricos existentes entre Marrocos e a Espanha. Acossado internamente, o chefe do governo espanhol está sob forte pressão depois de ter decidido legalizar milhares de imigrantes a viverem no seu país. Mais adiante – quando houver eleições – se verá quais são as reais consequências de todo o cenário.Entretanto, o cenário de Trump é a aproximação das eleições intercalares; ninguém consegue arriscar qualquer certeza sobre as escolhas dos norte-americanos, mas uma coisa é certa: a segunda parte do segundo mandato do presidente será para ser seguida com toda a atenção.Outro cenário desconhecido: que país será a Ucrânia depois da guerra? O futuro afigura-se obscuro e poucos se admirariam se o nefasto exemplo novecentista das ‘entantes’ viesse a repetir-se.
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Sobre A Arte da Guerra
O mundo como nunca o ouviu. O podcast semanal do Jornal Económico, "A Arte da Guerra", conduzido pelo jornalista António Freitas de Sousa, conta com a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa aos temas internacionais mais pertinentes.
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