
Wederson Advincula Siqueira |Secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político
08/1/2026 | 34min
Nenhum país do mundo cassa tantos políticos quanto o Brasil. A afirmação é do advogado e especialista em Direito Eleitoral Wederson Advincula Siqueira, secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, em entrevista ao Café com Política. Segundo ele, o processo eleitoral brasileiro é o mais judicializado do planeta, com regras extremamente complexas, alto número de inelegibilidades e decisões que, muitas vezes, resultam na perda de mandatos até de políticos que não participaram diretamente de irregularidades.

Ângela Botelho - pres. da Caixa de Assistência dos Advogados de MG | Café com Política
07/1/2026 | 23min
A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA-MG), Ângela Botelho, defendeu a urgência de uma reforma administrativa no poder público como caminho para dar mais celeridade ao Judiciário e aproximar a Justiça do cidadão. Em ao Café com Política, do exibido no canal de O TEMPO no Youtube, ela afirmou que, sem mudanças estruturais, o sistema segue distante da população. “Essa reforma precisa ocorrer com urgência para que deságue na ponta, que é o jurisdicionado, aquele que procura a Justiça para ter seus direitos respaldados”, disse.Primeira mulher a presidir a Caixa de Assistência em mais de 80 anos de história da instituição, Ângela Botelho também defendeu que as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) considerem a representatividade feminina. Ela destacou que as mulheres já são maioria na advocacia e que isso precisa se refletir nos espaços de poder. “Nós somos mais de 50% de mulheres inscritas na OAB. Em Minas Gerais, aproximadamente 53% da advocacia é feminina. É importante ter esse olhar”, disse, ao lembrar que a OAB já adota critérios de paridade em suas estruturas internas.Para a presidente da CAA-MG, o avanço das mulheres nas lideranças do sistema de Justiça é resultado de uma caminhada coletiva. “Cada uma no seu tempo, no seu ciclo, mas é um reflexo muito frequente da forma como as mulheres estão entendendo que, coletivamente, vale a pena estarmos juntas para mudar e transformar”, afirmou.Ângela também avaliou que, em um cenário de tensão entre os poderes e de descrédito da população com as instituições, é fundamental fortalecer o papel institucional da advocacia. “Se não tivermos instituições fortes, coletivamente abraçando essas causas, não vamos conseguir chegar ao objetivo maior, que é viver em harmonia, em paz e em tranquilidade”, disse. Para ela, a advocacia tem papel estratégico na defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade e das garantias individuais. “Nós somos uma profissão que está na Constituição. Falamos pelo outro, por meio de uma procuração, com ética e responsabilidade”, destacou.Durante a entrevista, Ângela ressaltou ainda que o Judiciário precisa ser mais eficiente e também mais acessível em sua comunicação. Segundo ela, muitas vezes a linguagem jurídica afasta a população. “Às vezes falam em termos jurídicos para a sociedade e a sociedade fica sempre com uma interrogação. É preciso falar de uma forma mais simples e natural para que o cidadão entenda o que está ocorrendo no nosso meio judiciário”, afirmou.

Marcinho Victor, Prefeito de Abre Campo | Café com Política
06/1/2026 | 21min

Daniel do Irineu | Café com Política
05/1/2026 | 16min
O líder do governo da prefeita Marília Campos (PT) na Câmara Municipal de Contagem, vereador Daniel do Ireneu (PSB), afirmou que a gestora “está acima do PT e de qualquer partido” e negou que haja, neste momento, qualquer discussão sobre sucessão municipal. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar disse que Marília só deixará o cargo “no momento certo”. Para o vereador, a avaliação positiva da gestão de Marília Campos extrapola disputas partidárias. Na avaliação do vereador, apesar de a prefeita ser cotada tanto para uma candidatura ao Senado quanto ao governo de Minas em 2026, não há conversas internas sobre sua saída antecipada da Prefeitura de Contagem. Para o parlamentar, Marília tem sido clara ao afirmar que qualquer decisão será tomada apenas quando considerar adequado, mantendo, até lá, dedicação total à gestão municipal.O vereador também avaliou um eventual cenário de transição no Executivo, caso a prefeita deixe o cargo para disputar as eleições do próximo ano. Para ele, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) tem plena capacidade de diálogo com o Legislativo e não representaria uma ruptura na condução do governo. O líder de Marília destacou que Ricardo tem origem no parlamento municipal, conhece o funcionamento da Câmara e está alinhado politicamente à atual gestão.Durante a entrevista, o líder do governo negou ainda a existência de crise na relação entre o Executivo e a Câmara Municipal após a chegada do ex-vereador Teteco para auxiliar na articulação política. De acordo com ele, os projetos enviados pela Prefeitura têm sido aprovados de forma ampla, muitos deles com apoio inclusive de vereadores da oposição, o que demonstraria, segundo ele, um ambiente de diálogo e estabilidade institucional.Daniel do Ireneu também falou o cenário político na Câmara e afirmou que a oposição é “bem estabelecida”, especialmente com vereadores do PL, mas segue sendo minoritária. Segundo ele, a base governista mantém maioria confortável e uma relação de diálogo permanente com a prefeita, o que tem permitido a aprovação das pautas consideradas importantes para a cidade.

Pedro Patrus | Café com Política
02/1/2026 | 37min
O vereador de Belo Horizonte Pedro Patrus (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, que a Prefeitura de Belo Horizonte tem demonstrado dificuldade de diálogo com a Câmara Municipal e com setores que pensam a cidade de forma diferente da gestão. Segundo o vereador, a relação com o Executivo piorou ao longo do último período e passou a operar em uma lógica de confronto. “Às vezes, eu sinto que a prefeitura tem dificuldade de dialogar com questões importantes da cidade. Na política, o Poder Executivo muitas vezes tem feito dessa forma: ou está comigo ou está contra mim”, criticou.Na avaliação do parlamentar, o diálogo institucional com a gestão do ex-prefeito Fuad Noman era mais consistente. “Nós tínhamos um diálogo maior do que temos hoje”, afirmou, ao defender que a Prefeitura precisa ouvir mais a Câmara, especialmente em temas estruturantes. Para Patrus, o Legislativo não pode ser tratado como um obstáculo, mas como parte do processo democrático. “A Câmara é uma parcela eleita pela cidade, goste-se ou não. Representa a cidade”, pontuou.Questionado sobre o anúncio da prefeito Álvaro Damião (União) sobre a gratuidade do transporte coletivo aos domingos e feriados na capital, o vereador afirmou que a medida foi uma vitória da pressão popular e dos movimentos sociais, mas criticou a forma como a prefeitura conduziu o processo. Segundo ele, o Executivo deixou de dialogar com os vereadores e com a sociedade sobre o financiamento da política. Para Patrus, a Prefeitura poderia ter chamado a Câmara e a população para discutir alternativas e caminhos possíveis antes do anúncio.Sobre os processos de cassação em curso na Câmara de BH, o vereador defendeu cautela e disse que esse tipo de decisão não pode ser movido por disputas políticas. “Cassação não pode ser política, tem que ser técnica e jurídica”, defendeu. Segundo Patrus, a Câmara deve aguardar as investigações e ouvir todas as partes antes de qualquer decisão definitiva. “Um vereador fraudar domicílio eleitoral é muito sério, mas isso tem que ser bem investigado e comprovado”, ressaltou.No campo eleitoral, Pedro Patrus afirmou que o PT e o campo democrático-popular têm nomes viáveis para a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 e defendeu a construção de uma aliança de centro-esquerda. “Nome não falta. O que falta é unificar esse campo democrático-popular”, analisou. Para ele, a prioridade estratégica é a reeleição do presidente Lula (PT), o que passa pela formação de um palanque forte no estado.Ao avaliar os desafios da esquerda, o vereador afirmou que o campo progressista precisa melhorar sua comunicação e ampliar o diálogo com a sociedade. “A esquerda, às vezes, é muito mais analógica do que digital”, afirmou. Segundo Patrus, é necessário conversar mais com a juventude, compreender as mudanças no mundo do trabalho e se adaptar às novas formas de fazer política.



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