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- Em entrevista ao Café com Política, o advogado especialista em Direito Público e Eleitoral Lucas Neves defendeu que a cota de gêneros na eleição brasileira, que estabelece que partidos assegurem o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexto, deva ser substituída por um outro modelo, como o argentino por exemplo, que estabelece um mínimo de vagas no Parlamento
“Um dos propósitos da democracia e do direito eleitoral é aumentar a participação da mulher na política. A gente falou no começo do programa que eu sou membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e uma das bandeiras que a gente levanta é que a cota de gênero não tem que ser de candidaturas, tem que ser de cadeiras no Parlamento”, disse. “A gente tem exemplos de parlamentos no mundo, aí eu vou falar da província de Buenos Aires, na Argentina, que você tem uma reserva de cota de cadeiras para as mulheres, não de candidaturas. O Brasil ainda não chegou nesse ponto. A nossa política ainda é muito sexista, muito machista e a gente levanta essa bandeira e luta por isso”, completa. - O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PV), criticou o modelo de escolas cívico-militares que o governo de Minas quer implementar no estado. O chefe do Executivo municipal defende que, em vez de militarizar, o ideal seria dar instrumentos às escolas para melhorar a qualidade de ensino. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO, Oswaldo relembrou o embate que teve com o governador Mateus Simões (PSD) sobre o tema em abril deste ano, durante a entrega da Medalha da Inconfidência, e tratou a postura dele como “ataque histérico”.
“Nós temos um grande respeito pela educação em Minas Gerais e esse senhor começou a falar, para tentar agradar a extrema-direita, em escola cívico-militar. Eu disse ‘não, escola cívico-militante’. Nós queremos uma escola cívica. Não tem que militarizar as escolas, tem que instrumentalizar as escolas com aquilo que é fundamental para que haja um ensino de qualidade, para a retomada da qualidade do ensino na rede estadual”, afirma o prefeito. - Em entrevista ao Café com Política, o prefeito de São Pedro dos Ferros, na Zona da Mata, Danilo Caldarele (PP), reclamou dos baixos repasses da União para os municípios por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e dos impactos da reforma tributária.
“Pra começar, acho que o pacto federativo, de forma geral, já é muito injusto, porque os recursos praticamente se concentram todos nas mãos da União. Então 70% de tudo que se arrecada vai direto para a União, 20% para o Estado e 10% para o município, falando a grosso modo. Então a gente fica principalmente no município pequeno à mercê. Tudo que você vai fazer, você vai um pouco além, você tem que pedir benção, seja para o governo estadual, federal ou seja para os deputados”, disse. - Sede da Kinross e da maior mina a céu aberto de ouro do Brasil - e uma das maiores do mundo -, Paracatu, no noroeste de Minas, se prepara para o momento em que a exploração do ouro no município acabar. A estimativa, que pode ser revista, é que a mina Morro do Ouro tenha vida útil até 2034. Em entrevista ao Café com Política, Pedro Adjuto (PSD), prefeito do município, diz que a economia da cidade está se diversificando, mas que vai cobrar da mineradora canadense uma atualização do plano de entrega da mina da cidade.
- Crítico contumaz do Poder Judiciário, principalmente do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Marco Antônio Costa (Novo), mais conhecido como "Superman", se apresenta como o principal candidato ao Senado legitimamente da direita em Minas Gerais. Nascido em São Paulo, ele se mudou para o território mineiro para se inserir no espaço que, segundo ele, não havia representante. "Qual função é mais importante hoje para o Senado Federal senão interromper esse ciclo de abuso do STF e responsabilizar ministro que comete crime em flagrante?", disse ao programa Café com Política.
Na conversa com os jornalistas Janaína Fonseca e Hermano Chiodi, o candidato criticou concorrentes da direita, afirmando que os nomes que se apresentam como representantes desse espectro político são, na verdade, do centro. "Existe espaço no Senado, continua existindo porque o Domingos Sávio (PL) não passa a impressão para o eleitor aqui de ser alguém de direita, amigo da vida inteira do Aécio Neves (PSDB), votou pela prisão do Daniel Silveira, que nem o Marcelo Aro (PP). Não apareceram em uma manifestação de rua, não ligam para a bolha da direita, não sabem o que é Instagram, não sabem o que é rede social, não vivem nesse mundo que eu vivo e que eu acho que hoje é um mundo mais próximo da realidade".
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Sobre Café com Política
Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
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