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Café com Política

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    Marília Campos | Café com Política

    26/1/2026 | 35min
    Em entrevista ao Café com Política, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou que está à disposição do partido para disputar uma vaga no Senado em 2026, mas deixou claro que a decisão depende de uma série de condições políticas. Entre elas, o apoio do PT, uma definição clara da estratégia eleitoral em Minas Gerais e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a prefeita, o prazo para essa definição é até o fim de fevereiro.
    Marília destacou que sua eventual candidatura não é automática. Ela afirmou que não reivindica a vaga, mas que está aberta ao debate, desde que haja tempo hábil para organizar a saída da prefeitura e construir uma candidatura sólida dentro do partido. A prefeita também ressaltou que ainda não houve uma conversa direta com Lula sobre o tema.
    Ao comentar o cenário interno do PT em Minas, Marília criticou a indefinição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que é citado como um dos principais nomes para a disputa em 2026. Segundo ela, a falta de posicionamento tem dificultado o planejamento do partido no Estado. A prefeita afirmou que o PT acabou “dando chá de cadeira” enquanto aguardava uma definição de Pacheco.
    A prefeita também avaliou outras possibilidades colocadas no debate político mineiro. Sobre a reitora da UFMG, Marília afirmou que o nome surgiu sem o preparo necessário para uma disputa eleitoral desse porte. Na mesma linha, ela minimizou as chances de uma candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, avaliando que nomes lançados sem construção política prévia tendem a enfrentar dificuldades.
    Para Marília, o PT precisa apostar em candidaturas com trajetória, densidade eleitoral e capacidade de diálogo com a sociedade mineira. Segundo ela, o partido deve definir com clareza suas prioridades para a disputa ao governo de Minas e ao Senado, evitando improvisações.
    Durante a entrevista, a prefeita também entrou no debate nacional sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília afirmou que não vê exageros na atuação da Corte e defendeu que o Tribunal tem cumprido seu papel constitucional. Para ela, críticas ao STF muitas vezes têm viés político e podem comprometer o equilíbrio institucional.
    No campo estadual, Marília fez uma avaliação crítica da gestão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo ela, os prefeitos mineiros estão sobrecarregados, assumindo responsabilidades que deveriam ser do governo estadual. A prefeita afirmou que há uma transferência de custos para os municípios, o que pressiona os orçamentos locais e dificulta a execução de políticas públicas.
    Ainda sobre gestão, Marília cobrou maior integração do transporte metropolitano e defendeu a expansão do metrô como solução estruturante para a mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prefeita também afirmou que a Prefeitura de Contagem trabalha para colocar em operação novos corredores de ônibus no segundo semestre, como parte de um conjunto de investimentos em mobilidade urbana.
    Ao final da entrevista, Marília reforçou que, caso não haja uma definição clara do PT dentro do prazo que considera adequado, seguirá à frente da Prefeitura de Contagem, priorizando a continuidade administrativa e os projetos em andamento no município.
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    Wirley Rodrigues Reis | Café com Política

    23/1/2026 | 25min
    No Café com Política, o ex-prefeito de Itapecerica Wirley Rodrigues Reis, conhecido como Têko, faz uma análise direta sobre o cenário político brasileiro e mineiro em ano eleitoral. Na entrevista, ele critica a atuação de políticos que criam personagens para as redes sociais e se comportam de forma diferente nos bastidores, alerta para os riscos das notícias falsas e da desinformação.
    Têko também fala sobre municipalismo, cultura, turismo, diversidade, gestão pública e confirma sua pré-candidatura a deputado estadual. Um debate franco sobre política real, longe do teatro e mais perto da vida das pessoas.
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    Lud Falcão | Café com Política

    22/1/2026 | 33min
    A deputada estadual Ludmila Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (psd) e disse que o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. Segundo a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.
    Para Ludmila, a ligação feita por Simões após críticas de seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido), revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado”, afirmou. A deputada relatou que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Segundo ela, qualquer providência será construída de forma coletiva.
    O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.
    Apesar da crise, Ludmila fez questão de separar o conflito da relação com o governador Romeu Zema (Novo). Segundo a deputada, o episódio não altera sua avaliação sobre o chefe do Executivo. “Zema sempre nos tratou com respeito”, afirmou, ao reforçar que sua divergência é exclusivamente com a postura adotada por Mateus Simões.
    Questionado sobre a disputa eleitoral, a deputada fechou as portas para qualquer apoio a uma eventual candidatura de Simões ao governo de Minas. Para ela, faltam princípios e sensibilidade ao vice-governador. A deputada também colocou em dúvida a permanência de Simões no PSD, partido ao qual ele é filiado. “Na política tudo pode mudar”, afirmou. 
    A parlamentar também minimizou qualquer impacto eleitoral após o embate. Segundo ela, sua atuação política não será guiada por medo ou cálculo de reeleição. Ela afirmou que seguirá mantendo uma postura firme diante do episódio, independentemente das consequências políticas.
    Durante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um. “Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população.
    Questionada sobre a possibilidade de Falcão disputar o governo de Minas Gerais, a depurada disse que não há decisão tomada. Segundo ela, o debate ainda é prematuro. “Ainda não é hora de tomar essa decisão”, afirmou, ao destacar que o foco atual é a construção de um projeto para o estado, e não uma candidatura individual.
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    Mateus Simões | Café com Política

    22/1/2026 | 39min
    O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o governo prepara operações policiais em nove áreas consideradas de risco no estado e que a presença das forças de segurança será mantida até que haja pacificação completa. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21/1) no canal de O TEMPO no Youtube, Simões pontuou que a resposta do Estado ao avanço do crime organizado seguirá baseada no reforço ostensivo da polícia, com atuação permanente em regiões onde há tentativa de domínio territorial por facções.
    Segundo o vice governador, Minas enfrenta desafios na segurança, mas destacou que o cenário ainda está distante do que ocorre em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Para Simões, situações como a mudança de rota de ônibus por medo da violência são sinais de alerta e exigem ação mais dura do poder público. Ele reforçou, no entanto, que a prioridade do governo é garantir a segurança de quem está nas ruas, afirmando que investimentos no sistema prisional ficam em segundo plano diante dessa necessidade.
    Questionado sobre a situação penitenciária no estado, o governo, segundo Simões, aposta na criação de presídios especializados para criminosos ligados a facções e na ampliação do uso das Apacs para presos de menor periculosidade. Simões também garantiu que o Estado avalia ampliar o uso de tecnologia, como câmeras e reconhecimento facial, como ferramenta estratégica no combate ao crime.
    No campo econômico, o vice governador afirmou que o governo trabalha para arrecadar mais de R$ 4 bilhões com uma operação envolvendo a Copasa. Segundo ele, o Estado manterá participação na companhia após a desestatização, sem venda do controle, e os recursos serão usados para acelerar obras de infraestrutura, especialmente rodoviárias. Simões destacou ainda que a infraestrutura deve ser a área mais beneficiada com os recursos do Propag.
    Sobre os servidores públicos, Simões sinalizou a possibilidade de recomposição salarial a partir de 2026 e disse que o governo prepara a discussão da data-base em maio. Ele afirmou que o reajuste é um direito dos servidores, mas depende do limite financeiro do Estado, e reiterou que não haverá reestruturação de carreiras, com eventual reajuste geral seguindo a inflação.
    No cenário eleitoral, o vice governador afirmou que a definição do nome que ocupará a vice em sua chapa ficará para depois da janela partidária e será uma decisão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo Simões, as conversas com partidos como PL, PSD e aliados seguem avançando para a composição eleitoral em Minas Gerais.
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    Danilo Caldarele Dias | Prefeito de São Pedro dos Ferros

    20/1/2026 | 27min
    O prefeito de São Pedro dos Ferros, Danilo Caldarele Dias, o Danilo DDD (PP), afirmou que o fechamento da usina Jatiboca provocou um impacto “gigantesco” na economia do município, com a perda de cerca de 280 empregos diretos e uma redução anual de aproximadamente R$ 1,5 milhão na arrecadação. Em entrevista ao Café com Política, com o jornalisat Léo Mendes, ele destacou que, para uma cidade com orçamento limitado e pouco mais de 8 mil habitantes, o encerramento das atividades agrava ainda mais a dependência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). 
    Segundo o prefeito, municípios pequenos da Zona da Mata e do Vale do Piranga enfrentam dificuldades estruturais para gerar riqueza e dependem fortemente de transferências e emendas parlamentares. Danilo defendeu a fiscalização rigorosa em casos de irregularidades, mas alertou que a judicialização excessiva das emendas prejudica cidades que sobrevivem desse tipo de recurso. “Para nós, as emendas são fundamentais para equipar a prefeitura e atender melhor o cidadão”, afirmou.

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