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    Daniel Messias | Café com Política

    12/1/2026 | 35min

    O ex-chefe de gabinete do prefeito Fuad Noman, Daniel Messias afirmou que não houve desgaste ou atritos na transição para a gestão de Álvaro Damião (União) na Prefeitura de Belo Horizonte. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (12/1), Messias elogiou a condução do novo prefeito, avaliou a relação com a Câmara Municipal, comentou os entraves enfrentados na gestão anterior e analisou o cenário político de Minas Gerais para o próximo ano.Questionado sobre a saída do núcleo mais próximo de Fuad Noman após a posse de Álvaro Damião, Daniel Messias negou qualquer conflito. “Em momento nenhum isso aconteceu, esse desgaste não ocorreu”, afirmou. Segundo ele, a relação com o atual prefeito sempre foi “limpa, clara e transparente”.Messias explicou que o cargo de chefe de gabinete é essencialmente pessoal e depende de confiança direta com o prefeito. Por isso, decidiu colocá-lo à disposição logo após a morte de Fuad. “O cargo de chefe de gabinete é muito pessoal. Não basta só ter o conhecimento dos assuntos da prefeitura, você tem que ter também a confiança plena do prefeito. Tão logo o prefeito Fuad faleceu, eu coloquei o meu cargo imediatamente à disposição, porque eu sabia que era o momento em que o Álvaro precisava começar a lidar com o seu governo. É natural da administração, as trocas”, pontuou.O ex-chefe de gabinete de Fuad garantiu que recebeu convite para permanecer, mas optou por sair. “Eu estava em outro momento da vida, foi muito desgastante o processo. Teve a campanha, depois tudo o que aconteceu, aquilo deixou um peso grande e eu preferi deixar a prefeitura para dar uma descansada. Eu valorizo muito cuidar da saúde mental”.Ao analisar os primeiros meses da nova gestão, Messias fez uma avaliação positiva da administração municipal. “Vendo de fora, acho que ele tem se saído bem. Está tocando o que tinha para trás, o legado do Fuad, e também dando a sua cara”, analisou, citando a proposta da “Cidade do Sim” como exemplo de iniciativa própria do atual prefeito.Para ele, é fundamental que o gestor tenha clareza de rumo. “O prefeito, quando está sentado na sua cadeira, tem que estar convicto do que ele quer, porque isso é importante para dar desempenho à gestão. E o Álvaro parece que sabe o que quer, sabe onde quer chegar. Isso é importante na gestão”, avaliou.Messias também afirmou que Damião tem conseguido conduzir a articulação política com o Legislativo. “O Álvaro se mostrou um político habilidoso para lidar com o processo legislativo, que não é simples. A gente viu que a relação na gestão Fuad não foi muito amistosa e o Álvaro parece que está sabendo lidar bem com essa situação”, afirmou.Sobre o período em que esteve na prefeitura, Messias reconheceu avanços, mas também frustrações. “A gente realizou muitas obras, estão aí até hoje: viadutos da Cristiano Machado, o Centro de Referência do Idoso, mas também tem outras tantas que a gente queria fazer e que não deu tempo, por causa de burocracia, lentidão, questões de prestação de contas”, relatou. Segundo ele, há projetos que ficaram travados por entraves administrativos. “São problemas pontuais do dia a dia do serviço público. Coisas que poderiam ter ficado prontas e não ficaram. Mas espero que em algum momento fiquem”, disse.Governo Zema e cenário estadualNo campo estadual, Daniel Messias avaliou a gestão do governador Romeu Zema (Novo) como equilibrada. “A gestão do governo é muito equilibrada, é uma gestão boa, que lida bem com a administração pública e com políticas públicas”, afirmou, citando também o vice-governador Mateus Simões (PSD) como um quadro técnico. “Manter serviço público de qualidade com o Estado extremamente estrangulado não é fácil. Achar essa equação é muito difícil”, avaliou, destacando o acordo da dívida como um alívio. “Ainda bem que tivemos o Propag, muito bem tocado pelo presidente da Assembleia, Tadeu Martins. Isso pode dar novas perspectivas para o Estado nos próximos anos”.Sobre as críticas frequentes de Zema a governos anteriores, especialmente às gestões do PSDB, Messias disse que isso faz parte da estratégia política. “Esse é o jeito do governador. Ele entendeu que isso dá audiência, dá engajamento nas redes. É o modelo que ele escolheu”, afirmou, acrescentando que não vê ataques consistentes ao ex-governador Antônio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). “Sempre foi uma relação de muito respeito”, garantiu.Ao analisar o cenário para a sucessão estadual no próximo ano, Messias afirmou que a disputa ainda está em aberto, mas aposta no crescimento de Mateus Simões. “Eu não tenho dúvida que o governador Mateus Simões vai crescer nas pesquisas, até porque tem a máquina na mão e será o governador do Estado”, disse, lembrando que o desconhecimento inicial é comum. “As pessoas comuns não estão preocupadas com eleição agora. Isso é natural. À medida que a eleição se aproxima, o nível de conhecimento aumenta”, afirmou.Sobre o senador Cleitinho (Republicanos), Messias ponderou que “sentar na cadeira de governador é bem mais difícil”. “Não adianta apontar o buraco, você é que vai ter que resolver”, disse. Para ele, o senador pode enfrentar dificuldades para montar equipe. “É uma dificuldade que ele vai ter, mas Minas tem um corpo técnico qualificado. Ele pode usar isso. Mas ele deixa de jogar pedra e vira o principal alvo”, avaliou.Questionado sobre o futuro político, Daniel Messias negou qualquer pretensão política. “Não, não vou me candidatar. Não tenho nenhuma pretensão em relação a isso. Essa definitivamente não é a minha missão”, afirmou, ao descartar candidatura a deputado estadual ou federal em 2026.

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    Antônio Márcio, Prefeito de Rio Preto-MG | Café com Política

    09/1/2026 | 34min

    O prefeito de Rio Preto, Antônio Márcio (MDB-MG), criticou a falta de diálogo do governo de Minas Gerais com os municípios, especialmente os de pequeno porte, ao participar do Café com Política. O chefe do executivo afirmou que decisões estratégicas do governo de Romeu Zema têm sido tomadas sem ouvir os prefeitos, o que, segundo ele, fragiliza a gestão local e transfere responsabilidades sem a contrapartida financeira necessária.À frente de uma cidade de pouco mais de 5,3 mil habitantes na Zona da Mata mineira, na divisa com o Rio de Janeiro, Antônio Márcio destacou que os municípios pequenos enfrentam desafios desproporcionais, sobretudo na manutenção de serviços essenciais. Ele citou a sobrecarga das prefeituras em áreas como saúde e segurança pública, funções que constitucionalmente seriam do Estado, além de criticar a condução de temas como a possível privatização da Copasa sem consulta direta às administrações municipais afetadas.Durante a entrevista, o prefeito também abordou dificuldades econômicas no meio rural, especialmente a crise na cadeia do leite, alertou para o êxodo rural e defendeu o turismo como alternativa de desenvolvimento regional. Antônio Márcio ainda ressaltou a importância de um movimento municipalista mais forte em Minas Gerais e afirmou que, no âmbito federal, os prefeitos têm sido mais ouvidos do que no governo estadual.

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    Wederson Advincula Siqueira, Secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político | Café com Política

    08/1/2026 | 34min

    Nenhum país do mundo cassa tantos políticos quanto o Brasil. A afirmação é do advogado e especialista em Direito Eleitoral Wederson Advincula Siqueira, secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, em entrevista ao Café com Política. Segundo ele, o processo eleitoral brasileiro é o mais judicializado do planeta, com regras extremamente complexas, alto número de inelegibilidades e decisões que, muitas vezes, resultam na perda de mandatos até de políticos que não participaram diretamente de irregularidades.

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    Ângela Botelho - pres. da Caixa de Assistência dos Advogados de MG | Café com Política

    07/1/2026 | 23min

    A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA-MG), Ângela Botelho, defendeu a urgência de uma reforma administrativa no poder público como caminho para dar mais celeridade ao Judiciário e aproximar a Justiça do cidadão. Em ao Café com Política, do exibido no canal de O TEMPO no Youtube, ela afirmou que, sem mudanças estruturais, o sistema segue distante da população. “Essa reforma precisa ocorrer com urgência para que deságue na ponta, que é o jurisdicionado, aquele que procura a Justiça para ter seus direitos respaldados”, disse.Primeira mulher a presidir a Caixa de Assistência em mais de 80 anos de história da instituição, Ângela Botelho também defendeu que as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) considerem a representatividade feminina. Ela destacou que as mulheres já são maioria na advocacia e que isso precisa se refletir nos espaços de poder. “Nós somos mais de 50% de mulheres inscritas na OAB. Em Minas Gerais, aproximadamente 53% da advocacia é feminina. É importante ter esse olhar”, disse, ao lembrar que a OAB já adota critérios de paridade em suas estruturas internas.Para a presidente da CAA-MG, o avanço das mulheres nas lideranças do sistema de Justiça é resultado de uma caminhada coletiva. “Cada uma no seu tempo, no seu ciclo, mas é um reflexo muito frequente da forma como as mulheres estão entendendo que, coletivamente, vale a pena estarmos juntas para mudar e transformar”, afirmou.Ângela também avaliou que, em um cenário de tensão entre os poderes e de descrédito da população com as instituições, é fundamental fortalecer o papel institucional da advocacia. “Se não tivermos instituições fortes, coletivamente abraçando essas causas, não vamos conseguir chegar ao objetivo maior, que é viver em harmonia, em paz e em tranquilidade”, disse. Para ela, a advocacia tem papel estratégico na defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade e das garantias individuais. “Nós somos uma profissão que está na Constituição. Falamos pelo outro, por meio de uma procuração, com ética e responsabilidade”, destacou.Durante a entrevista, Ângela ressaltou ainda que o Judiciário precisa ser mais eficiente e também mais acessível em sua comunicação. Segundo ela, muitas vezes a linguagem jurídica afasta a população. “Às vezes falam em termos jurídicos para a sociedade e a sociedade fica sempre com uma interrogação. É preciso falar de uma forma mais simples e natural para que o cidadão entenda o que está ocorrendo no nosso meio judiciário”, afirmou.

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    Marcinho Victor, Prefeito de Abre Campo | Café com Política

    06/1/2026 | 21min

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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
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