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- Um dos graves problemas na democracia brasileira é a baixa participação das mulheres na política, avalia o ex-ministro de Direitos Humanos Nilmário Miranda (PT). Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (21/8), ele citou que Minas Gerais possui 186 municípios - de um total de 853 - que não têm uma vereadora sequer.
Para Nilmário, outro agravante é a forma como são tratadas as mulheres que estão na política. "Tem municípios mineiros com uma mulher vereadora, uma só, em geral isolada, atacada. Cada dia você vê notícia de as pessoas desrespeitando a mulher vereadora, por ser mulher", afirma Nilmário que é enfático ao dizer que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment por ser mulher. "Se fosse um homem, a condução teria sido diferente", afirma.
O lançamento do livro "O que vem antes da violência" acontecerá neste sábado (22/8), às 14h, no Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim), em Belo Horizonte. - Pressão do chefe, mensagens políticas no WhatsApp da empresa, ameaça de demissão, fiscalização das redes sociais e reuniões para tentar influenciar o voto dos funcionários podem configurar assédio eleitoral.
No Café com Política, o repórter Hédio Ferreira Júnior conversa com Rodrigo Trindade, juiz auxiliar da Presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e supervisor do Centro de Pesquisas Judiciárias, para explicar como essas práticas ocorrem e onde termina uma conversa legítima sobre política e começa a interferência indevida na liberdade de escolha do trabalhador.
Na entrevista, Trindade detalha os diferentes tipos de assédio eleitoral, explica o chamado terror psicológico e o uso de meios digitais para pressionar empregados e orienta como agir diante de uma situação suspeita.
O juiz mostra quais provas devem ser preservadas, onde denunciar e como a Justiça do Trabalho pode agir ainda durante a campanha para interromper a prática. A conversa aborda também os processos registrados no país e em Minas Gerais, a procura pela Justiça depois das eleições e as medidas adotadas para enfrentar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade | Café com Política
18/08/2026 | 38minA secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, repercutiu a fala do presidente do PSD, Gilberto Kassab, de que os partidos de centro estarão com Lula nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa Café com Política, a mineira disse que acredita que o posicionamento neutro dessas legendas demonstra uma defesa à democracia e à soberania nacional.
“Se o Centrão está com o presidente Lula, o Kassab, então, está com o presidente Lula, porque ele é a maior representação do Centrão”, ironiza Gleide. “A verdade é que todo mundo que defende um Estado democrático de direito está com o presidente Lula, ou declaradamente ou discretamente. Eu acho que todos aqueles que se assustaram muito com aquela tentativa de golpe no 8 de janeiro estão com o presidente Lula.”
Durante o Café com Política, Gleide, que também é candidata a deputada federal em 2026, também falou sobre a vinda de Lula a Minas Gerais nos dias 21 e 29 de agosto, bem como sobre o projeto de campanha do presidente, que terá como um dos focos principais as mulheres.
“Minas é o segundo estado com maior índice de feminicídio. A gente tem que falar as coisas boas, mas também tem que falar as coisas ruins. E é uma vergonha isso para nós. Então, se tem alguém que tem defendido muito a vida das mulheres, o cuidado com as mulheres, políticas que possam colocar as mulheres cada vez mais ao centro, tem sido o presidente Lula.”- Em entrevista ao Café com Política, o advogado especialista em Direito Público e Eleitoral Lucas Neves defendeu que a cota de gêneros na eleição brasileira, que estabelece que partidos assegurem o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexto, deva ser substituída por um outro modelo, como o argentino por exemplo, que estabelece um mínimo de vagas no Parlamento
“Um dos propósitos da democracia e do direito eleitoral é aumentar a participação da mulher na política. A gente falou no começo do programa que eu sou membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e uma das bandeiras que a gente levanta é que a cota de gênero não tem que ser de candidaturas, tem que ser de cadeiras no Parlamento”, disse. “A gente tem exemplos de parlamentos no mundo, aí eu vou falar da província de Buenos Aires, na Argentina, que você tem uma reserva de cota de cadeiras para as mulheres, não de candidaturas. O Brasil ainda não chegou nesse ponto. A nossa política ainda é muito sexista, muito machista e a gente levanta essa bandeira e luta por isso”, completa.
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Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.
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