
Rubão | Café com Política
15/1/2026 | 22min
O vereador de Belo Horizonte Rubão (Podemos) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que o processo movido contra o vereador Lucas Ganem (Podemos), que responde a processo de cassação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, é um “direito legítimo” como suplente e negou qualquer perseguição política. Segundo ele, a iniciativa foi baseada em fatos investigados por órgãos oficiais e não em interesse pessoal. “Não é na marra, são fatos. Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e TRF. Não é eu querendo tirar ele, são as fiscalizações que estão acontecendo”, afirmou.Rubão afirmou ainda que decidiu procurar a Justiça Eleitoral após descobrir que Ganem estaria morando em São Paulo e não teria apresentado todos os comprovantes necessários para se candidatar em Belo Horizonte. “Naquele momento eu descobri que ele estava morando em São Paulo, não estava com todos os comprovantes necessários para poder se credenciar. E aí eu, como primeiro suplente, fui atrás para correr atrás dos meus direitos”, pontuou.O vereador também rebateu a versão de Ganem de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do suplente. Para ele, os fatos envolvendo assessores em Indaiatuba, uso de vale-alimentação fora de Belo Horizonte e a questão do imóvel declarado como residência têm “peso” e devem influenciar a votação dos vereadores.Rubão revelou ainda um episódio em que, segundo ele, o próprio Ganem teria tratado a ação judicial com ironia. “Ele só uma vez falou que era para eu continuar falando dele, que ele estava ficando bem conhecido e que ganharia para deputado estadual”, relatou. Questionado sobre possíveis desgastes internos no Podemos por conta do embate entre os dois correligionários, Rubão negou qualquer mal-estar e disse que não pediu autorização da cúpula partidária para ingressar com a ação. “Eu não pedi à Nely Aquino, não pedi ao Marcelo Aro, não pedi a nenhum deles permissão. Eu olhei como o Rubão, no direito de ocupar a vaga”, afirmou. Segundo ele, a família Aro seguirá no partido. “Continuamos no Podemos. A presidente estadual continua, eu continuo filiado e pretendo continuar no Podemos.”Sobre as eleições de 2026, Rubão avaliou que uma eventual candidatura de familiares de Ganem em Minas Gerais pode tanto atrapalhar quanto ajudar a chapa do partido. “Pode ser que atrapalhe, mas pode ser que ajude. De repente aparece um candidato com voto considerável que pode ajudar a chapa. Não dá para cravar se vai ser bom ou não”, avaliouSobre o período em que esteve à frente da secretária de Esporte e Lazer na Prefeitura de BH, Rubão também negou qualquer mal-estar com o prefeito Álvaro Damião (União), mesmo após ter feito críticas e apoiado outro candidato durante a campanha. Segundo ele, o convite para integrar a Secretaria Municipal de Esportes foi feito com base em confiança e histórico profissional. “O Álvaro falou comigo: ‘eu te conheço da emissora que você trabalhou muitos anos, sei que você está capacitado’. Ele confiou em mim”, disse. “Eu acredito que ele não se arrependeu.”Na avaliação de Rubão, a relação com Damião foi construída de forma transparente. “Eu falei: prefeito, pode me confiar essa oportunidade, porque o grupo que eu estou me dá condição e onde eu visto a camisa a gente vai junto”, afirmou. Para ele, não houve retaliação pelas críticas feitas na eleição, e o trabalho desenvolvido na secretaria resultou em ganhos de visibilidade e projetos para a área do esporte.

Rodrigo Bueno, estrategista político | Café com Política
14/1/2026 | 36min
As Eleições de 2026 tende a ser marcada por forte polarização ideológica, mas também por uma crescente demanda do eleitor por propostas concretas e soluções para problemas cotidianos. Essa é a avaliação do estrategista político Rodrigo Bueno, entrevistado no Café com Política desta quarta-feira, 14 de janeiro, com a jornalista Síria Caixeta. Segundo ele, cerca de metade do eleitorado se mantém indecisa e tende a definir o voto menos por alinhamento ideológico e mais pela rejeição aos candidatos e pela percepção de quem oferece respostas mais realistas às inseguranças do país.Rodrigo Bueno destacou que um dos principais erros de gestores que buscam a reeleição é transformar a comunicação institucional em campanha antecipada ou, ao contrário, apostar em bandeiras que geram engajamento, mas aumentam a rejeição. Para ele, o sucesso eleitoral depende de um trabalho contínuo ao longo do mandato, baseado em diagnóstico de dados, construção de narrativa e no equilíbrio entre gestão, articulação política e comunicação. “Não se constrói uma campanha em três meses se não houve comunicação consistente nos quatro anos anteriores”, afirmou.

Romeu Zema | Café com Política
13/1/2026 | 38min
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube nesta terça-feira (13/1), que não abre mão de ser o cabeça de chapa em uma eventual disputa presidencial e destacou que se considera diferente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado sobre os cenários para 2026, Zema disse que, apesar de reconhecer outros nomes da direita, não pretende ocupar posição secundária. “Uma coisa que eu não abriria mão é de ser o cabeça de chapa. Eu sempre comandei a empresa, comandei o Estado. Já mostrei que sei fazer isso”, afirmou. Na política externa, Zema fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e responsabilizou o governo federal pela crise na Venezuela. Para ele, o Brasil teve papel direto ao reconhecer o governo de Nicolás Maduro. “O presidente Lula tem culpa no cartório com relação a isso que está acontecendo na Venezuela”, analisou. Zema afirmou ainda que o PT “endossou um regime autoritário, corrupto e incompetente” e que, se o Brasil tivesse se posicionado contra as eleições que ele classificou como fraudulentas, o cenário poderia ser outro. “Eles endossaram um regime autoritário, corrupto, incompetente, que jogou milhões de pessoas na fome”, disse.Zema também criticou a postura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar denúncias envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a relação entre autoridades e a instituição financeira representa um grave problema. “Promiscuidade no mais alto grau”, classificou. O governador afirmou que, em outros países, situações semelhantes seriam tratadas como escândalo. “Você colocar o seu cônjuge para prestar serviço e depois ficar tentando beneficiar aquela instituição, isso para mim é promiscuidade. É um escândalo que merece ser apurado”. Sobre os atos de 8 de janeiro, Zema defendeu anistia aos envolvidos e criticou o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria. Para ele, não houve tentativa de golpe. “Nós temos de lembrar que o Brasil não teve nenhum golpe. Teve sim uma narrativa desse governo”, afirmou. O governador comparou com a anistia concedida no passado a crimes mais graves. “Foi dada anistia para assassino, para sequestrador, para assaltante, e agora nós não vamos dar anistia para quem pichou com batom”, pontuou. Zema também acusou o Judiciário de perseguir opositores políticos. “Parece que hoje nós temos um Judiciário mais a serviço de perseguir opositores políticos do que de julgar causas importantes para o país”, completou.No âmbito estadual, Zema acusou o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE) de impedir até mesmo a consulta à população sobre a adoção de escolas cívico-militares. “Nós somos proibidos de escutar se eles querem ou não escola cívico-militar. O Tribunal de Contas do Estado não está permitindo nem escutar”, afirmou. Para o governador, a medida é autoritária. “Sei que é uma medida mais arbitrária e autoritária do que essa”, criticou.Ao falar sobre a sucessão em Minas Gerais, Zema defendeu que o Partido Novo indique o vice na chapa do atual vice-governador Mateus Simões (PSD) e citou a vereadora Fernanda Altoé (Novo) como sua favorita. Questionado sobre a possível candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas, Zema avaliou que a direita tem bons nomes e que cada um precisa entender seu próprio perfil. “Cada um tem que saber onde rende melhor”.Zema também comentou a polêmica sobre o decreto que trata da segurança de ex-governadores e afirmou que pode abrir mão da escolta após deixar o cargo. Questionado se mantém o mesmo comportamento nas redes sociais e na vida pessoa, Zema negou que adote personagens ou estratégias diferentes. “Quem me conhece sabe que eu não enceno. Eu sou aqui a mesma pessoa que eu sou em qualquer lugar”, afirmou. Segundo ele, não há diferença entre discurso público e privado. “Eu não tenho agenda oculta e agenda pública. O modo é único”, concluiu.

Daniel Messias | Café com Política
12/1/2026 | 35min
O ex-chefe de gabinete do prefeito Fuad Noman, Daniel Messias afirmou que não houve desgaste ou atritos na transição para a gestão de Álvaro Damião (União) na Prefeitura de Belo Horizonte. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (12/1), Messias elogiou a condução do novo prefeito, avaliou a relação com a Câmara Municipal, comentou os entraves enfrentados na gestão anterior e analisou o cenário político de Minas Gerais para o próximo ano.Questionado sobre a saída do núcleo mais próximo de Fuad Noman após a posse de Álvaro Damião, Daniel Messias negou qualquer conflito. “Em momento nenhum isso aconteceu, esse desgaste não ocorreu”, afirmou. Segundo ele, a relação com o atual prefeito sempre foi “limpa, clara e transparente”.Messias explicou que o cargo de chefe de gabinete é essencialmente pessoal e depende de confiança direta com o prefeito. Por isso, decidiu colocá-lo à disposição logo após a morte de Fuad. “O cargo de chefe de gabinete é muito pessoal. Não basta só ter o conhecimento dos assuntos da prefeitura, você tem que ter também a confiança plena do prefeito. Tão logo o prefeito Fuad faleceu, eu coloquei o meu cargo imediatamente à disposição, porque eu sabia que era o momento em que o Álvaro precisava começar a lidar com o seu governo. É natural da administração, as trocas”, pontuou.O ex-chefe de gabinete de Fuad garantiu que recebeu convite para permanecer, mas optou por sair. “Eu estava em outro momento da vida, foi muito desgastante o processo. Teve a campanha, depois tudo o que aconteceu, aquilo deixou um peso grande e eu preferi deixar a prefeitura para dar uma descansada. Eu valorizo muito cuidar da saúde mental”.Ao analisar os primeiros meses da nova gestão, Messias fez uma avaliação positiva da administração municipal. “Vendo de fora, acho que ele tem se saído bem. Está tocando o que tinha para trás, o legado do Fuad, e também dando a sua cara”, analisou, citando a proposta da “Cidade do Sim” como exemplo de iniciativa própria do atual prefeito.Para ele, é fundamental que o gestor tenha clareza de rumo. “O prefeito, quando está sentado na sua cadeira, tem que estar convicto do que ele quer, porque isso é importante para dar desempenho à gestão. E o Álvaro parece que sabe o que quer, sabe onde quer chegar. Isso é importante na gestão”, avaliou.Messias também afirmou que Damião tem conseguido conduzir a articulação política com o Legislativo. “O Álvaro se mostrou um político habilidoso para lidar com o processo legislativo, que não é simples. A gente viu que a relação na gestão Fuad não foi muito amistosa e o Álvaro parece que está sabendo lidar bem com essa situação”, afirmou.Sobre o período em que esteve na prefeitura, Messias reconheceu avanços, mas também frustrações. “A gente realizou muitas obras, estão aí até hoje: viadutos da Cristiano Machado, o Centro de Referência do Idoso, mas também tem outras tantas que a gente queria fazer e que não deu tempo, por causa de burocracia, lentidão, questões de prestação de contas”, relatou. Segundo ele, há projetos que ficaram travados por entraves administrativos. “São problemas pontuais do dia a dia do serviço público. Coisas que poderiam ter ficado prontas e não ficaram. Mas espero que em algum momento fiquem”, disse.Governo Zema e cenário estadualNo campo estadual, Daniel Messias avaliou a gestão do governador Romeu Zema (Novo) como equilibrada. “A gestão do governo é muito equilibrada, é uma gestão boa, que lida bem com a administração pública e com políticas públicas”, afirmou, citando também o vice-governador Mateus Simões (PSD) como um quadro técnico. “Manter serviço público de qualidade com o Estado extremamente estrangulado não é fácil. Achar essa equação é muito difícil”, avaliou, destacando o acordo da dívida como um alívio. “Ainda bem que tivemos o Propag, muito bem tocado pelo presidente da Assembleia, Tadeu Martins. Isso pode dar novas perspectivas para o Estado nos próximos anos”.Sobre as críticas frequentes de Zema a governos anteriores, especialmente às gestões do PSDB, Messias disse que isso faz parte da estratégia política. “Esse é o jeito do governador. Ele entendeu que isso dá audiência, dá engajamento nas redes. É o modelo que ele escolheu”, afirmou, acrescentando que não vê ataques consistentes ao ex-governador Antônio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). “Sempre foi uma relação de muito respeito”, garantiu.Ao analisar o cenário para a sucessão estadual no próximo ano, Messias afirmou que a disputa ainda está em aberto, mas aposta no crescimento de Mateus Simões. “Eu não tenho dúvida que o governador Mateus Simões vai crescer nas pesquisas, até porque tem a máquina na mão e será o governador do Estado”, disse, lembrando que o desconhecimento inicial é comum. “As pessoas comuns não estão preocupadas com eleição agora. Isso é natural. À medida que a eleição se aproxima, o nível de conhecimento aumenta”, afirmou.Sobre o senador Cleitinho (Republicanos), Messias ponderou que “sentar na cadeira de governador é bem mais difícil”. “Não adianta apontar o buraco, você é que vai ter que resolver”, disse. Para ele, o senador pode enfrentar dificuldades para montar equipe. “É uma dificuldade que ele vai ter, mas Minas tem um corpo técnico qualificado. Ele pode usar isso. Mas ele deixa de jogar pedra e vira o principal alvo”, avaliou.Questionado sobre o futuro político, Daniel Messias negou qualquer pretensão política. “Não, não vou me candidatar. Não tenho nenhuma pretensão em relação a isso. Essa definitivamente não é a minha missão”, afirmou, ao descartar candidatura a deputado estadual ou federal em 2026.

Antônio Márcio, Prefeito de Rio Preto-MG | Café com Política
09/1/2026 | 34min
O prefeito de Rio Preto, Antônio Márcio (MDB-MG), criticou a falta de diálogo do governo de Minas Gerais com os municípios, especialmente os de pequeno porte, ao participar do Café com Política. O chefe do executivo afirmou que decisões estratégicas do governo de Romeu Zema têm sido tomadas sem ouvir os prefeitos, o que, segundo ele, fragiliza a gestão local e transfere responsabilidades sem a contrapartida financeira necessária.À frente de uma cidade de pouco mais de 5,3 mil habitantes na Zona da Mata mineira, na divisa com o Rio de Janeiro, Antônio Márcio destacou que os municípios pequenos enfrentam desafios desproporcionais, sobretudo na manutenção de serviços essenciais. Ele citou a sobrecarga das prefeituras em áreas como saúde e segurança pública, funções que constitucionalmente seriam do Estado, além de criticar a condução de temas como a possível privatização da Copasa sem consulta direta às administrações municipais afetadas.Durante a entrevista, o prefeito também abordou dificuldades econômicas no meio rural, especialmente a crise na cadeia do leite, alertou para o êxodo rural e defendeu o turismo como alternativa de desenvolvimento regional. Antônio Márcio ainda ressaltou a importância de um movimento municipalista mais forte em Minas Gerais e afirmou que, no âmbito federal, os prefeitos têm sido mais ouvidos do que no governo estadual.



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