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    Álvaro Damião | Café com Política

    08/04/2026 | 58min
    O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), criticou o projeto do Rodoanel e defendeu que os investimentos em mobilidade urbana priorizem a recuperação do Anel Rodoviário já existente. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta quarta-feira (8/4), o chefe do Executivo questionou a criação de novas estruturas antes da solução dos problemas atuais. “Nós já temos o Anel Rodoviário. Por que você vai fazer o Rodoanel se você não tem o Anel rodoviário da forma como você gostaria de ter? Por que fazer outro se o atual não está pronto?”, afirmou.
    Questionado sobre o aumento de radares no Anel, Damião defendeu medidas mais rígidas de fiscalização para reduzir acidentes e cobrou mudança de comportamento dos motoristas, especialmente de veículos pesados. Segundo ele, ações educativas não têm sido suficientes. “Mas isso tem que ser na marra, infelizmente. Tem que ser na marra, porque se for só na educação, só na placa lá em cima, falando ‘utilize a faixa da direita’, não utiliza, não. Caminhão anda na faixa da esquerda, carro pequeno anda na faixa da direita, e aí você tem acidente o tempo inteiro”, disse.
    Durante a entrevista, Damião classificou ainda o subsídio pago pelo município ao transporte coletivo como um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento. “Ele é o vilão. Mas o que você quer que eu faça? Se eu não subsidiar, a passagem vai lá para cima e quem paga é o trabalhador”, afirmou. O prefeito voltou a defender uma solução nacional para o financiamento do sistema. “Eu apresentei para o presidente uma proposta de nós criarmos no Brasil o SUS do transporte público, porque não é possível que só o município fique responsável por isso”, disse.
    Ao comentar a previsão de déficit no orçamento da prefeitura, Damião negou cortes na área da saúde e afirmou que a estratégia da gestão passa por reorganização administrativa. “Não tem corte. O que nós estamos fazendo é o remanejamento, é ajustar a máquina para gastar melhor”, pontuou. O prefeito citou ainda a necessidade de revisão de funções dentro da administração municipal. “Às vezes tem três pessoas fazendo a mesma coisa. Para que três pessoas fazendo a mesma coisa? Então é isso que a gente está corrigindo”, afirmou.
    Sobre o pedido de empréstimo de R$ 420 milhões voltado à área ambiental, Damião disse que os recursos serão aplicados em ações estruturais, como drenagem e combate a lixões, ainda que não tragam retorno político imediato. “É obra que não aparece, é obra que não dá voto, mas é necessária. Se você não fizer drenagem, se você não cuidar da cidade, o problema volta lá na frente”, declarou.
    Ao comentar a atuação da prefeitura no entorno da Arena MRV, o prefeito afirmou que o poder público não deve atuar como sócio de empreendimentos privados. “Para mim, empreendedor não é sócio da prefeitura. A prefeitura não pode ser sócia de quem quer empreender na cidade. A prefeitura tem que dar condição para que a cidade funcione”, declarou.
    Relação política 
    Na articulação política, o prefeito negou qualquer desgaste com o PSD após a morte do ex-prefeito Fuad Noman e afirmou que a relação com o partido segue institucional. “Nunca teve, nunca teve problema. Da minha parte, depois da morte do Fuad, eu conversei com todos os partidos, inclusive com o PSD”, disse. Segundo ele, a legenda permanece na base aliada. “Os três vereadores do PSD são da base, continuam na base. Não tem problema nenhum com o PSD”, afirmou.

    Sobre o cenário eleitoral em Minas Gerais, Damião disse que a federação entre União Brasil e PP não tem compromisso prévio de apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) em uma eventual disputa pelo governo do Estado. “Não tem nada definido. Vai depender das propostas, do que for melhor para Belo Horizonte, para Minas Gerais. A gente vai conversar lá na frente”, afirmou. Ele também ponderou que o cenário ainda é incerto. “Não tem por que definir agora, até porque tem candidato que não sabe nem se vai ser candidato”, disse.
    Questionado sobre a ausência na posse de Simões, o prefeito negou motivação política. “Não tem nada a ver com política, não tem lado A nem lado B nisso. Foi questão de agenda”, afirmou.
    Apesar da indefinição para o governo estadual, Damião declarou apoio ao ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) para o Senado. “Esse compromisso é meu”, disse.
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    Elisa Araújo | Café com Política

    07/04/2026 | 29min
    A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (PSD), afirmou que o atual modelo de financiamento do transporte público urbano é insustentável para os municípios e defendeu a criação de uma fonte permanente de subsídio por parte do governo federal. Segundo ela, sem uma mudança estrutural, cidades de médio e grande porte correm o risco de enfrentar o colapso do sistema.
    A declaração foi feita durante participação no Café com Política, podcast do canal de O TEMPO no YouTube, com a apresentação de Léo Mendes. Elisa explicou que Uberaba vai destinar cerca de R$ 26 milhões em subsídio ao transporte público em 2026, um custo que, segundo a prefeita, não existia antes da pandemia. “Esse recurso poderia estar sendo aplicado em outras áreas, como saúde e educação, mas precisamos garantir que o trabalhador consiga se deslocar”, afirmou.
    A prefeita fez um apelo direto ao Congresso Nacional e ao governo federal. “Não dá para os municípios continuarem custeando sozinhos. A mobilidade urbana precisa ser tratada como uma política pública nacional”, disse. De acordo com Elisa, com um modelo de financiamento compartilhado, a tarifa em Uberaba poderia cair de R$ 6 para algo próximo de R$ 2.
    Durante a entrevista, Elisa também fez um balanço do segundo mandato à frente da prefeitura. Destacou ações na área social, como a implantação do restaurante popular após uma década de espera, a reabertura de um parque urbano fechado há mais de 20 anos e a ampliação do atendimento à saúde infantil, com a abertura de um pronto-socorro pediátrico no Hospital Regional, reduzindo filas e tempo de espera.
    A prefeita comentou ainda a relação institucional com o governo de Minas, elogiou a gestão de Romeu Zema (Novo) e afirmou ter expectativa positiva com a continuidade administrativa sob Matheus Simões (PSD). Segundo ela, a parceria com o Estado garantiu repasses em dia e apoio a projetos estruturantes no município.
    Na pauta política, Elisa defendeu mais diálogo entre diferentes campos ideológicos, disse não acreditar em confrontos como estratégia de gestão e reforçou a importância de ampliar a participação feminina na política. A prefeita também citou ações voltadas ao combate à violência contra a mulher e programas de acolhimento e capacitação para romper ciclos de violência.
    Ao final, destacou que pretende concluir o mandato com foco em planejamento, transparência e responsabilidade fiscal. “Quem não deve, não teme. É com integridade e bom uso do dinheiro público que a gente transforma a vida das pessoas e prepara a cidade para o futuro”, concluiu.
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    André Quintão | Café com Política

    06/04/2026 | 32min
    O secretário nacional de Assistência Social, André Quintão, afirmou que o PT precisa ampliar alianças para ser competitivo em Minas Gerais e defendeu a união do campo progressista no Estado. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube nesta segunda-feira (6/4), o ex-deputado estadual também falou sobre sua saída do governo federal, o cenário eleitoral em Minas Gerais e fez críticas à gestão Zema.
    Para Quintão, a construção política em Minas precisa ser ampla e baseada no diálogo entre diferentes forças. “O PT sozinho, é difícil ganhar uma eleição nesse momento aqui em Minas”, afirmou. Segundo ele, a saída é construir uma frente mais abrangente. “É importante [...] que nós busquemos uma unidade desse campo progressista em Minas Gerais, também com outros partidos”, pontuou o secretário, que fez um alerta: “Se você começa com a exclusão, não é um bom caminho”.
    Questionado sobre a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas e as críticas do ex-dirigente ao PT e ao presidente Lula (PT), Quintão minimzou e reforçou a importância da unidade política. “O meu convívio com o ex-prefeito Kalil na campanha (de 2022) foi excelente. Criamos uma relação muito sólida, hoje em dia converso pouquíssimo, estou morando em Brasília, dedicado ao projeto nacional. Agora, Kalil tem suas críticas ao PT, como setores do PT também têm suas críticas à forma dele fazer política”, avaliou.
    Ainda assim, Quintã defendeu a construção de alianças mais amplas. “É muito importante em Minas a construção de um campo democrático que se oponha a esse campo conservador”, pontuou. “Nós temos que buscar o maior diálogo possível com todos aqueles que pensam ou pelo menos convergem em ideias básicas de inclusão social, de defesa da democracia, de respeito ao cidadão”.
    Durante a entrevista, o secretário confirmou que pretende deixar o cargo em breve no governo federal para participar das eleições em Minas Gerais. “Quero participar do processo político em Minas Gerais”, afirmou. Ele indicou que a decisão passa pela necessidade de atuar mais diretamente no cenário local. “Provavelmente estarei já nos próximos dias também me desincompatibilizando”, disse. Sobre o futuro político, sinalizou uma possível candidatura ao Legislativo estadual: “Talvez uma vaga na Assembleia, ouvindo as pessoas, ouvindo os movimentos sociais”.
    Questionado sobre a disputa ao Senado, o ex-deputado elogiou a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). “Dentro do PT, o nome da Marília é unanimidade”, afirmou. Segundo ele, a petista reúne condições para a disputa. “Tem todas as condições de ser eleita”, disse. Ainda assim, reforçou a importância de uma construção coletiva. “Numa construção coletiva é importante ouvir todos”, ponderou.
    Ao avaliar o cenário eleitoral e a possível candidatura do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência, Quintão foi crítico à gestão estadual. “Se ele for mostrar para o Brasil o que ele fez em Minas Gerais, ele terá pouca chance eleitoral”, afirmou. O secretário de Lula também apontou falta de avanços em áreas essenciais. “A gente não sente melhorias significativas em políticas públicas fundamentais, como saúde, educação, segurança”, disse.
    Balanço
    Na área social, o secretário destacou as mudanças no Bolsa Família e o reforço no combate a irregularidades. “Quem precisa está dentro, quem não precisa está fora”, afirmou. Ele explicou que o governo investiu na atualização do Cadastro Único e no cruzamento de informações. “Há um processo permanente de atualização cadastral [...] com a modernização tecnológica, que permite todos os dias o cruzamento de base de dados”, disse.
    Quintão afirmou ainda que as políticas sociais do governo têm como meta promover mudanças estruturais. “Você rompe com o que a gente chama de ciclo geracional e vicioso da pobreza”, avaliou. Segundo ele, a estratégia envolve garantir renda básica e ampliar oportunidades. “Você apoia a família para que os filhos e netos tenham uma condição melhor do que seus pais”, disse.
    O secretário também destacou medidas voltadas à autonomia das famílias. “Uma outra mudança importante é a regra de proteção àquela pessoa que recém ingressa no mercado de trabalho”, afirmou.
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    Dandara Tonantzin, deputada federal | Café com Política

    03/04/2026 | 36min
    A deputada federal Dandara Tonantzin (PT) relata como um episódio de racismo marcou sua trajetória e influenciou sua atuação política. Na entrevista, a parlamentar mineira também comenta o desfecho da CPMI do INSS, critica as isenções fiscais concedidas pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema — que, segundo ela, teriam causado perda de milhões em arrecadação para o Estado — e avalia o cenário eleitoral para 2026.
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    Bella Gonçalves | Café com Política

    02/04/2026 | 26min
    A deputada estadual Bella Gonçalves (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (2/4) no canal de O TEMPO no YouTube, que a decisão de deixar o PSOL e se filiar ao PT foi motivada por uma avaliação estratégica sobre o papel das forças de esquerda no país. Segundo a parlamentar, o PT oferece melhores condições de enfrentamento à direita e maior capilaridade territorial.
    “Essa foi uma decisão muito debatida com o grupo político do qual eu faço parte, e a gente compreende que hoje o PT está mais bem posicionado no enfrentamento à extrema direita e também na discussão sobre o que será o futuro da esquerda”, pontuou.
    Segundo a deputada, a estrutura do PT foi determinante para a escolha. “O que o PT tem de bom? Eu acho que o tamanho e a capilaridade. Eu acho que o PT existe em quase todas as cidades de Minas Gerais e do Brasil, tem uma militância muito robusta, uma militância popular e de movimentos sociais”, avaliou a parlamentar, que negou qualquer ruptura com o PSOL. “Eu não saí com nenhuma mágoa, muito pelo contrário. Liguei para o presidente nacional, para o presidente estadual, conversei com as minhas amigas que ficam no partido. Eu amo o PSOL e vou defender o PSOL sempre”, afirmou.
    Deputada aposta em base de Lula para “entregar coisas reais”
    Ao comentar a possibilidade de deixar a atuação tradicional na oposição para integrar a base do governo federal em uma eventual disputa à Câmara dos Deputados, Bella afirmou que vê no novo cenário a chance de ampliar resultados concretos para a população. Hoje atuando em bancadas de oposição, a deputada disse que a mudança pode permitir avanços mais efetivos.
    Segundo ela, a experiência na oposição é importante, mas tem limitações. “Não que eu ache pouco importante o trabalho que eu faço na Assembleia. A gente tem sido ponta de defesa das estatais, de defesa dos direitos sociais. Mas resistir, resistir e resistir precisa também ceder lugar para a gente construir projetos de esperança”, avaliou.
    Para Bella, integrar a base do presidente Lula em uma eventual reeleição pode fortalecer pautas sociais. “Eu acho que, sendo base do presidente Lula, eu vou conseguir fazer muito mais coisas do que eu faço hoje, como uma deputada de oposição”, afirmou.
    Deputada critica Damião e não descarta candidatura à prefeitura em 2028
    Questionada sobre a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), Bella criticou decisões recentes. “Eu acho que o Álvaro Damião está pecando um pouco em abandonar o diálogo com setores populares. A flexibilização do Plano Diretor, com a aprovação desse projeto de especulação imobiliária no Centro, é lamentável”, afirmou.
    A deputada não descartou disputar a Prefeitura de Belo Horizonte no futuro. “Eu tenho um sonho muito grande de ser prefeita de Belo Horizonte. Por isso, no futuro, não descarto lançar uma pré-candidatura e uma candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte”, disse.
    Bella também mencionou que a mudança de partido pode ter relação com esse projeto político. “Eu acho que a gente precisa estar em lugares grandes para alcançar postos importantes”, completou.
    Bella Gonçalves chama Mateus Simões de “autoritário” e critica atuação contra órgãos de controle: “não gosta de democracia”
    Durante a entrevista, a deputada fez duras críticas ao governador Mateus Simões (PSD), especialmente em relação à postura diante de instituições de controle. “O governador é um déspota e um autoritário. Pensar que ele disse para a Justiça Federal que ela tem um prazo de 15 dias para resolver o problema do Rodoanel, que está intervindo em debates da Escola Cívico-Militar, como se não fosse prerrogativa do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas fiscalizar a sua atuação enquanto governador”, pontuou.
    Na avaliação da deputada, o comportamento de Simões demonstra desrespeito à democracia. “De fato, ele não gosta de democracia, mas a verdade é que esses órgãos estão aí controlando as irregularidades do Estado”, afirmou.

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