Histórias de mulheres que engravidam depois dos 40, como a da atriz Natalie Portman, ajudam a ampliar o imaginário sobre a maternidade tardia. O que antes era exceção, hoje aparece com mais frequência e por diferentes razões: carreira, estabilidade financeira, saúde, ausência de parceria ou simplesmente porque o desejo de ser mãe não surgiu no “tempo esperado”.
Mas, junto com as possibilidades, existem limites. A fertilidade feminina diminui com a idade e, após os 35, esse processo se acelera, exigindo mais planejamento, acompanhamento médico e, muitas vezes, intervenções. Por outro lado, a espera também pode trazer ganhos importantes: mais maturidade, decisões conscientes e um olhar mais preparado para a maternidade.
No Interessa de hoje, o tema é tratado sob diferentes perspectivas - médica, emocional e vivencial. Com a psicóloga Laura Lanna, a conversa também passa por uma pergunta essencial: esse desejo é genuíno ou atravessado por pressão social? Entre o relógio biológico e o tempo de cada mulher, o desafio é encontrar equilíbrio entre informação, autonomia e realidade. Participação extra: Dra. Rayana Campos, médica ginecologista e obstetra.