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    Dia Nacional da Visibilidade Trans: viver no país que mais mata pessoas trans

    29/1/2026 | 57min
    Existe um contraste difícil de ignorar quando se fala em Visibilidade Trans no Brasil. Enquanto a data propõe reconhecimento, respeito e cidadania, o país segue, pelo 16º ano consecutivo, liderando o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis. Mesmo com a redução de 16% nas mortes em 2024, os números continuam revelando uma realidade marcada pela violência sistemática.
    Dados do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2025, apontam que 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2024, mantendo o Brasil como o país que mais mata essa população no mundo.
    Mas a violência não se manifesta apenas na morte. Ela atravessa o cotidiano, o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança. Muitas pessoas trans vivem em estado permanente de alerta, negociando sua existência em espaços que deveriam ser comuns: a rua, o transporte público, o ambiente profissional. Segundo a Antra, a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil ainda gira em torno de 35 anos.

    Quando falamos de visibilidade, não falamos apenas de aparecer. Falamos dessas pessoas serem reconhecidas como cidadãs, de terem direitos garantidos e de não precisarem transformar a própria identidade em um campo de batalha constante. Falamos de políticas públicas, de acesso à justiça, de educação e de condições reais para que a vida seja possível.
    Por que, mesmo com tantos dados, a violência contra pessoas trans ainda é tratada como algo distante? O que faz com que esses corpos sigam sendo os mais vulneráveis? Que tipo de visibilidade realmente importa: a que expõe ou a que protege? E o que a sociedade ainda se recusa a enxergar quando fala em respeito, mas não garante existência?
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    Mágoa tem prazo de validade? O que sentimentos mal resolvidos podem causar anos depois

    27/1/2026 | 1h 2min
    Uma das grandes brigas do BBB 26 escancarou algo que todo mundo conhece, mas nem sempre admite: mágoas não resolvidas não desaparecem com o tempo. Elas apenas dormem. A participante Aline Campos foi tirar satisfação com Ana Paula por uma fala de 2016 - dez anos atrás. Para muita gente, a reação pareceu exagerada, fora de contexto, “desnecessária”. Mas o incômodo que explodiu agora não nasceu ali: ele só encontrou, finalmente, um palco e o momento para se resolver  ou pelo menos tentar.
    Existe uma ideia confortável de que o tempo resolve tudo. Que o que passou, passou. Que mágoas antigas perdem força sozinhas. Mas será mesmo? Ou a gente apenas aprende a empurrar certos sentimentos para debaixo do tapete, fingindo que superou, enquanto eles seguem organizando silenciosamente nossas reações, defesas e explosões futuras?
    Revisitar uma mágoa antiga é sempre um erro? Até que ponto vale resgatar algo que ficou mal resolvido no passado? Existe diferença entre elaborar uma ferida e reabrir uma ferida?
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    Check-up no início do ano: começar o ano cuidando da saúde

    26/1/2026 | 1h 1min
    No Interessa desta segunda-feira, recebemos nossa querida parceira e geriatra, Dra. Elen da Mata, para conversar sobre um movimento que ganha força todo mês de janeiro: a busca pelo check-up e o desejo de recomeçar cuidando da saúde.
    Falamos sobre a importância de aproveitar esse “reset” do calendário para colocar os exames em dia e adotar hábitos que realmente se sustentem ao longo dos meses. Discutimos quais são as avaliações essenciais e como a prevenção é o melhor caminho para garantir não apenas longevidade, mas qualidade de vida em todas as idades.
    Afinal, cuidar de si não deve ser apenas uma meta passageira de ano novo, mas uma escolha consciente de quem entende que a saúde é a base para realizar todos os outros planos.
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    BI de festinha: orientação, curiosidade ou efeito do contexto?

    23/1/2026 | 1h
    O termo “bi de balada” ou “bi de festinha” costuma aparecer para descrever pessoas que relatam interesse ou vivências com alguém do mesmo sexo apenas em contextos de festa, balada e, muitas vezes, sob efeito de álcool ou outras substâncias. Mas o que exatamente está em jogo aí? Até que ponto a bebida influencia a atração, a desinibição e as escolhas momentâneas de prazer?
    Em ambientes de festa, não é raro que experiências homoafetivas aconteçam e não se repitam fora dali. Dinâmica parecida já foi descrita em contextos de restrição de liberdade, como no sistema carcerário — relatado no livro Carcereiras, de Drauzio Varella — em que algumas mulheres se abrem a vínculos afetivo-sexuais com outras mulheres, mas não mantêm esse desejo ao retomar a vida fora da prisão, considerando apenas situações sem coerção ou violência.
    Isso levanta perguntas que incomodam: beijar alguém do mesmo sexo numa festa me torna bissexual? É curiosidade? Performance social? Pressão de pertencimento? O álcool revela desejos reprimidos ou apenas reduz filtros e aumenta a impulsividade? E mais: esse comportamento banaliza, invalida ou ofende a vivência de pessoas LGBTQIAP+?
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    Lealdade invisível: amar os pais não significa repetir a história deles!

    22/1/2026 | 1h 2min
    Amar pai e mãe não impede a lucidez de reconhecer: talvez a gente não queira viver como nossas mães viveram, nem amar como nossos pais amaram. Dá pra sentir gratidão e, ao mesmo tempo, cansaço. Reconhecer o esforço, mas perceber que faltaram presença, cuidado emocional, escuta e descanso.
    Muitas mães aprenderam que amar era resistir. Sustentar tudo, aguentar calada, colocar todo mundo à frente de si. Muitos pais vieram de uma geração que confundia trabalho com afeto e silêncio com força. Foi nesse cenário que, sem perceber, aprendemos o que seria “o amor possível”.
    A psicologia chama isso de lealdade invisível: uma força silenciosa que nos empurra a repetir histórias para continuar pertencendo. Mesmo quando juramos que faríamos diferente, antigos roteiros aparecem na forma como nos relacionamos, escolhemos parceiros e lidamos com frustração.
    Romper não é simples. Às vezes parece ingratidão desejar uma vida mais leve do que a deles. Mas é necessário. Dá pra amar os pais e querer outro destino. A pergunta é: como reconhecer esses padrões? Como fazer diferente sem culpa? E como assumir o protagonismo da própria história sem transformar os pais em vilões?

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