Nos últimos meses, a atriz Heloísa Périssé voltou aos holofotes não por um novo papel, mas pela vida amorosa. Após anos em relacionamentos com homens, ela assumiu um namoro com a diretora Leticia Prisco, e o assunto rapidamente ganhou as redes sociais. Junto com a curiosidade, veio também uma velha frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira: “do jeito que as coisas estão, na próxima decepção com homem eu caso é com uma mulher.” Mas será que essa ideia faz mesmo sentido?
Casos como os de Ludmilla, Kristen Stewart, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Amber Heard e Maitê Proença frequentemente reacendem esse debate. Existe uma percepção comum de que relações entre mulheres seriam mais fáceis ou mais sensíveis, o que pode ser uma visão simplista e até perigosa. Relações entre mulheres também envolvem complexidade, conflitos e construção emocional. Mais do que isso: não são um “plano B” para frustrações com homens, mas sim conexões legítimas, baseadas em desejo, afeto e identificação.
O tema levanta uma questão importante: a orientação sexual pode mudar por causa de uma decepção amorosa ou o que acontece é uma abertura para desejos que antes estavam reprimidos? Para aprofundar essa conversa e discutir os limites entre mito e realidade, o podcast conta com a presença de Gabriela Maia Paixão, psicóloga e psicanalista, que traz reflexões sobre sexualidade, construção do desejo e os desafios de romper com padrões sociais.