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    Interessa | ‘Péssimo marido, ótimo pai’ - e tem jeito?

    30/04/2026 | 51min
    “Como marido, um desastre… mas como pai, maravilhoso.” A frase é repetida com uma naturalidade que chega a enganar. Parece inofensiva, quase um elogio possível dentro de um cenário imperfeito. Mas, quando a gente olha mais de perto, essa divisão começa a perder o sentido. Dá mesmo pra separar essas duas versões de um homem dentro da mesma casa?  

    O ambiente é um só. E, principalmente, há crianças ali observando tudo. Em um espaço onde existe desrespeito constante, silenciamento, controle ou humilhação, não dá pra acreditar que isso não transborde. A forma como um homem trata a mãe dos seus filhos também educa. Pensa bem: esse mesmo homem pode, sim, ser carinhoso com os filhos, brincar, perguntar da escola, estar presente. Mas o que sustenta esse “bom pai”? Porque a criança não aprende só com o afeto direto que recebe; ela aprende, sobretudo, com o que presencia. E quando ninguém nomeia o desrespeito, quando ninguém chama de violência aquilo que ela vê e que é, o que se constrói é uma referência distorcida do que é amor, cuidado e relação.  

    Talvez essa ideia de “pai bom” e “marido ruim” funcione mais como um alívio do que como uma verdade. Uma forma de suavizar uma realidade desconfortável.
    Por isso o Interessa desta quinta (21), provoca! É possível ser um bom pai enquanto se desrespeita a mãe dos filhos? Demonstrações pontuais de carinho compensam um cenário de tensão?
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    Interessa | “No Brasil não há homem para mim” - está faltando homem?

    29/04/2026 | 1h 1min
    Lá nos anos 90, Xuxa Meneghel soltou uma frase que atravessou gerações: “no Brasil não tem homem pra mim”. Décadas depois, o tema continua atual, mas será que essa sensação faz sentido? Dados da PNAD Contínua do IBGE mostram que, no Brasil, existem cerca de 95 homens para cada 100 mulheres. Em Minas Gerais, o cenário muda conforme a idade: há mais homens entre os jovens, equilíbrio na faixa dos 30 e, a partir dos 40, as mulheres passam a ser maioria.

    A explicação passa, em parte, pela expectativa de vida - homens vivem menos, e isso impacta o recorte ao longo dos anos. Mas o ponto mais interessante não está só nos números, e sim na narrativa que se construiu a partir deles. A ideia de que “falta homem” ganhou força, alimentando frases como “o mercado tá salgado” ou “quem casou, casou”. E, sem perceber, muita gente começa a ajustar expectativas, aceitar menos e valorizar o mínimo.

    O resultado? Homens comuns sendo colocados em um lugar de escassez e mulheres incríveis questionando se estão exigindo demais. No Interessa de hoje, a psicóloga e sexóloga Andréa Aguiar propõe um olhar mais crítico: será que essa falta é real ou construída?
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    Interessa | Dia da Educação: como os jovens de hoje estão (estão?) aprendendo

    28/04/2026 | 1h 4min
    Teve uma época em que aprender dava trabalho e isso não é saudosismo gratuito. Era tabuada de presente, dicionário novo no início do ano, pesquisa na Barsa, tarefa anotada na agenda e corrida contra o apagador do professor. Tudo exigia leitura, escrita, interpretação e, principalmente, esforço. Não tinha foto do quadro, nem resposta pronta. Tinha processo.

    Agora, em 2026, o cenário mudou completamente. A informação cabe na palma da mão e muitas vezes já chega resumida, explicada e até “pensada”. A inteligência artificial entrou de vez na rotina de estudos e, sim, facilita (e muito). Mas junto com essa praticidade, surge uma questão incômoda: quando a resposta vem pronta, o que acontece com o caminho até ela? Porque aprender nunca foi só acertar, sempre foi sobre tentar, errar, insistir e, só depois, entender.

    A tecnologia é uma aliada poderosa e sem volta. Pode, inclusive, ajudar quem aprende de formas diferentes, adaptando linguagem e ritmo. Mas sem critério, vira atalho e atalho demais compromete autonomia, pensamento crítico e repertório. Hoje, a IA já aparece como “copiloto” em sala de aula, apoiando professores e personalizando o ensino. A questão não é usar ou não usar, é como usar sem abrir mão do essencial: formar pessoas que saibam pensar por conta própria.
    O que você pensa desse assunto? Nossas meninas receberam Daniel Machado, empreendedor e ativista com mais de 20 anos de experiência, que já esteve à frente da rede Coleguium (1º lugar no ENEM), fundou a Imaginie, que já impactou milhões de alunos, e hoje lidera o grupo Rebels, focado em tecnologia educacional.
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    Interessa | Últimas palavras: por acaso o homem sofre mais com uma gripe do que uma mulher?

    27/04/2026 | 1h 3min
    “Reúna a família, pois vou pronunciar minhas últimas palavras.” A cena é conhecida e, vamos combinar, rende risadas. Enquanto muitas mulheres seguem a rotina mesmo doentes, existe a ideia de que homens “sentem mais” quando ficam gripados. Mas será que isso é verdade?

    A chamada “gripe masculina” é real? Ou é uma construção cultural?
    Em um momento em que casos de doenças respiratórias aumentam no país, inclusive com decreto de situação de emergência em Belo Horizonte, nossa bancada feminina fala sobre a gripe 'sem gênero', sobretudo, sobre prevenção. Vacinação em dia, atenção aos sintomas e cuidado coletivo fazem toda a diferença. E aí vale a pergunta que sempre rende na bancada: na sua casa, quem vira “paciente terminal” com um espirro?
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    Interessa | Caso Maria Alice e Maria Flor: o que, de fato, uma criança precisa aprender na primeira infância?

    22/04/2026 | 59min
    A rotina escolar das filhas de Virgínia Fonseca e Zé Felipe trouxe à tona uma discussão importante... Pais de três crianças, Maria Alice, prestes a completar 5 anos, Maria Flor, de 3, e o pequeno José Leonardo, de um ano e meio, o casal virou assunto após a escola das meninas ser notificada pelo Conselho Tutelar por faltas consideradas excessivas. E aí surge a pergunta: o que, de fato, está em jogo quando falamos de escola na primeira infância?  

    Pela legislação brasileira, a partir dos 4 anos, a matrícula na pré-escola deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória. Mas, mais do que cumprir uma regra, é preciso entender o porquê dessa exigência. Na primeira infância, a escola não é sobre conteúdo, prova ou desempenho. É sobre brincar, conviver, experimentar o mundo.  

    Quando uma criança falta, ela não “perde matéria” como acontece mais tarde. Nem o ano. Mas perde vivência. O dia a dia com outras crianças, as trocas, os conflitos, as descobertas. Tudo isso faz parte de um tipo de aprendizado que não cabe no caderno. E aí surge um ponto importante: será que experiências fora da escola conseguem substituir isso ou apenas complementar?  
    A partir de que momento a escola deixa de ser escolha e passa a ser essencial? O que uma criança realmente precisa aprender nos primeiros anos de vida? E qual é o papel dos adultos dentro e fora da sala de aula nesse processo?  Para aprofundar esse debate, o Interessa recebe nesta quarta (22) a psicóloga clínica Ana Luísa Bolívar, que vai ajudar a entender os limites entre autonomia familiar, obrigação legal e, principalmente, as necessidades reais das crianças nessa fase tão decisiva da vida.

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