87 episódios
- Bastam poucos segundos no Brasil para perceber que o WhatsApp está em todo lugar. Cerca de 150 milhões de usuários, 93% deles abrindo o app todos os dias e 82% das micro e pequenas empresas usando o WhatsApp como principal ferramenta de comunicação. Para quem constrói, é o caminho mais curto entre um produto e um cliente, e cada vez mais é onde acontecem negócios, relações e transações.
Neste episódio, Bel Gallera conversa com duas pessoas que olham para a mesma plataforma de lugares diferentes. Guilherme Horn lidera o WhatsApp no Brasil, na Índia e na Indonésia. Luiz Ramalho é fundador e CEO da Magie, a primeira empresa a construir um assistente financeiro com inteligência artificial dentro do WhatsApp no Brasil, e que hoje ajuda grandes bancos e instituições financeiras da América Latina a criar esse mesmo tipo de experiência para os seus próprios clientes.
O episódio explora como o Brasil se tornou um dos principais mercados de WhatsApp do mundo e por que estamos entre os primeiros em intensidade de uso e engajamento. Guilherme analisa o que torna o comportamento do brasileiro diferente e como ele se compara aos outros mercados que acompanha. Ele fala das razões culturais por trás disso, do que significa, para a Meta, desenhar um único produto para três bilhões de pessoas em 200 países, e para onde a plataforma caminha com os lançamentos mais recentes: o Meta Business Agent, a Agent Platform, os usernames e a tendência dos agentes pessoais, que pode mudar a forma como as pessoas compram e se relacionam com todo tipo de empresa.
Luiz conta como é estar do outro lado, construindo em cima da plataforma desde o início de 2024. Ele explica por que escolheu o WhatsApp em vez de um app quando isso ainda não era óbvio, o que aprendeu observando como as pessoas realmente se comportam quando pagamento e conversa acontecem no mesmo lugar, e como essa leitura continuou valendo quando a Magie deixou de atender só o consumidor final e passou a atender instituições. Ele também é específico sobre onde vê as grandes oportunidades para empreender agora, enquanto a inteligência artificial redefine o que uma conversa entre empresas e consumidores pode fazer.
Uma das partes mais interessantes é ver como os dois vivem as mesmas oportunidades e os mesmos desafios por ângulos diferentes, um como fundador e o outro como executivo. Guilherme descreve como o que se constrói na plataforma volta e influencia o que ela pode se tornar para todos. Luiz, por sua vez, fala de experiências que só se tornaram possíveis com recursos que a Meta lançou e que não existiam um ano antes. Os dois estão descobrindo em tempo real como vão ser os próximos anos, e são honestos sobre o tanto que ainda não se sabe.
Este episódio é para você que:
Quer entender por que o WhatsApp é tão grande no Brasil e o tamanho da relevância desse canal para empreendedores e grandes empresas
Está construindo no WhatsApp, ou considerando a plataforma como canal de distribuição e de contato contínuo com o cliente
Tem curiosidade sobre como decisões de produto são tomadas na escala de três bilhões de usuários
Quer entender melhor a relação entre plataforma e aplicação, e os papéis diferentes de quem constrói e de quem opera a infraestrutura
Capítulos:
0:00 – Abertura
1:43 – Boas-vindas e por que este episódio é diferente
2:51 – O WhatsApp no Brasil: 150 milhões de usuários e o primeiro em engajamento
7:24 – Como a Magie nasceu dentro do WhatsApp: Pix, IA generativa e a era do GPT-3
11:24 – De canal de comunicação a infraestrutura de negócio
13:41 – Construir experiências de pagamento dentro da conversa
15:58 – Confiança: o usuário coloca a senha do banco no WhatsApp?
18:14 – Comportamento do usuário por faixa de renda e geografia
20:30 – Os não bancarizados e o público que pula a fase do app
22:48 – Construir para 3 bilhões: simples, confiável e privado
25:39 – WhatsApp Plus: o teste de uma versão paga
27:22 – Como o WhatsApp é priorizado dentro da Meta
29:04 – Velocidade, adaptabilidade e nichos de alto valor
31:21 – Vender profundidade e velocidade para grandes instituições
33:04 – Incumbentes e startups: apetite por risco e ritmo de mudança
35:20 – O que vem: Meta Business Agent, Agent Platform e usernames
38:11 – Agentes pessoais e a mudança no comportamento de compra
39:54 – Verticalizar ou horizontalizar: a escolha de expansão da Magie
44:28 – Plataforma e aplicação: onde as camadas se encontram
47:19 – Quatro anos na Meta: impacto além dos negócios
51:18 – Os aprendizados de Luiz construindo no WhatsApp
54:43 – Encerramento: o livro do Guilherme e o início da era da IA - Inside Comp: Talent Strategy in the AI Era
If you're building a startup right now, you've probably felt it: the old culture and talent playbooks don't seem to work anymore.
Hiring and org charts feel different. The talent profile you've been looking for seems to have changed with the demands this new paradigm brings. And if you're being honest, you're not entirely sure what the new rules are, because no one really does yet. It's being experimented with as we speak, and is constantly changing. Very quickly.
Fresh off their $17.5M Series A led by Khosla Ventures (Keith Rabois' first investment in Brazil), Chris Gerlach (Founder & CEO) and Gabi Guidugli (Founding Team & Head of CX) from Comp join Florian Hagenbuch (Founder & General Partner at Canary) to break down how they're building an AI-native company, not just in product, but in culture, talent strategy, and organizational design.
Chris and Gabi walked through the actual decisions they've made: why they eliminated traditional people managers, why everyone at Comp is a builder, how they're hiring future founders, and why they work out of a house instead of a corporate office.
We explore new hybrid roles emerging in the AI era, forward-deployed HR specialists, AI builders who sit between product and customers, and what these unlock in terms of leverage, learning, and completely different career paths.
You should listen to this if you are:
A founder scaling teams in the AI era and questioning traditional org design
An ambitious talent curious about new roles and career paths in AI-native companies
Anyone rethinking what culture means when the rate of change is exponentially high
Listen to hear how one of Brazil's most intentional AI-first startups is building differently.
Chapters:
0:00 – Intro
1:43 – Welcome & the Khosla Series A announcement
3:00 – What Comp does: rethinking HR as a product
5:38 – From traditional SaaS to the "superpowered HR teammate" model
10:50 – How AI enables scaling customization
14:48 – Everyone becomes a builder: the internal paradigm shift
16:08 – Culture in the AI era: building an intentional company
17:48 – Org design: high span of control & no traditional management ladder
19:34 – Comp's three core values
24:05 – Treating people like owners: equity, unlimited PTO & no micromanagement
26:35 – Introducing Gabi (Head of CX) & the forward-deployed model
28:25 – Forward-deployed vs. traditional customer success
31:44 – The talent archetype: high IQ, high EQ, high agency
32:09 – The value proposition for ambitious professionals
33:50 – Where Comp finds this talent
35:15 – Talent retention & the Future Founder Track
38:14 – Culture as a moat in the age of AI
40:14 – The Comp House: why a home beats a corporate office
43:19 – Wrap-up
See omnystudio.com/listener for privacy information. Dados e Cuidado Integrados: Como a Axenya Está Alinhando os Incentivos no Setor de Saúde
27/11/2025 | 51minNeste episódio do Canary Cast, Kristian Huber, General Partner do Canary, conversa com Mariano García, Founder e CEO da Axenya, empresa que está transformando como as empresas brasileiras gerenciam a saúde de seus colaboradores por meio de dados, tecnologia e um modelo de negócio alinhado aos interesses de todos os atores da cadeia.
A Axenya nasceu de uma tese simples, mas poderosa: o mercado de saúde precisa ser atualizado, e não há melhor momento para iniciar essa mudança do que agora. Criado em 1935 para lidar principalmente com doenças agudas (curta duração e alta intensidade), o sistema de saúde sofre hoje com mais de 85% dos custos relacionados a doenças crônicas — um volume para o qual ele não foi desenhado e que acaba desequilibrando as contas de diversos elos da cadeia, recaindo principalmente sobre os pagadores. Enquanto a tecnologia médica avançou significativamente no tratamento de doenças agudas, a expectativa de vida aumentou, a ocorrência de doenças crônicas se estendeu ao longo da vida e o sistema não se adaptou para acompanhar necessidades como monitoramento contínuo, prevenção e intervenção no momento certo. O resultado? Hoje, aproximadamente 50% dos custos de saúde estão relacionados a ineficiências de monitoramento e falta de ação preventiva — não ao volume de atendimentos, medicamentos ou procedimentos médicos em si.
A solução que Mariano desenvolveu com a Axenya, apoiado em seus muitos anos na indústria de saúde, foi construir uma plataforma de gestão que agrega dados de múltiplas fontes (wearables, registros médicos, comportamento), os processa em tempo real e identifica populações em risco para intervir antes que doenças se agravem. Hoje, com uma população de 100 mil vidas sob monitoramento, a Axenya realiza mais de 95 milhões de análises clínicas por mês — um volume que seria impossível de executar mesmo se todos os médicos do Brasil trabalhassem exclusivamente para a empresa.
No episódio, Mariano compartilha sua trajetória de 25 anos no setor de saúde — passando por Pfizer, Warburg Pincus, Bausch, Empresas de Biotecnologia e Advent — e como essa experiência o levou a identificar a oportunidade de reinventar a forma como empresas compram e gerenciam planos de saúde. Ele explora os principais desafios do mercado, como o desalinhamento de incentivos entre corretoras, planos e pacientes, e como a Axenya está rompendo esse ciclo ao se remunerar apenas pelo valor que entrega — e não pela comissão sobre o que é gasto.
Destaques do episódio:
00:00 – 02:20 Introdução do episódio e apresentação do convidado
02:28 – 07:20 Trajetória de Mariano Garcia no setor de saúde: de Pfizer a empreendedor
07:22 – 09:40 O início da tese da Axenya a partir da ascensão do volume de dados em saúde
09:44 – 14:35 As dores do setor de saúde: quais são os principais vetores de custo e o desalinhamento de incentivos
14:35 – 17:33 Por que empreender com saúde no Brasil especificamente
17:33 – 19:11 O que Mariano aprendeu como investidor, executivo e empreendedor que leva para a Axenya
19:23 – 21:30 Complexidade de dados e os pontos de inflexão que permitem a solução da Axenya existir
21:37 – 24:50 Proposta de valor da Axenya: como entrega valor para cada elo da cadeia (empresa, plano, paciente)
25:00 – 27:00 O paradoxo da Axenya: mais consultas e exames, mas 50% menos de custos
28:00 – 31:25 Quem é o cliente Axenya hoje e como quebra a resistência do mercado tradicional
31:27 – 32:13 Modelo de negócio: monetização por success-fee em vez de comissão
32:14 – 34:54 Quebrando a dinâmica anual de troca de planos: modelos de alinhamento de incentivos
34:55 – 38:12 Os impactos da Axenya: redução de sinistralidade, eficiência de custos e NPS de 95+
38:13 – 41:40 A visão de futuro: de otimizador de planos para plataforma completa de gestão de saúde
41:42 – 44:30 Maiores erros, acertos e aprendizados sobre times e cultura
44:48 – 47:10 A importância de pensar diferente do mercado: first principles vs. playbook
47:16 – 48:19 Conselho para o Mariano do passado
48:30 – 50:50 Conteúdos recomendados
51:00 – 51:49 Conclusão do episódio
Conteúdos recomendados no episódio:
"Redefining Healthcare: Creating Value-Based Competition on Results" de Michael Porter
Livro seminal que introduziu o conceito de value-based healthcare há mais de 20 anos.
"Software is eating the world, yet healthcare remains INEDIBLE: How to Build the Modern, Tech-Enabled, Healthcare Experience" de Mariano García Valiño
Mariano destaca que Porter escreveu sobre saúde baseada em valor de forma teórica, mas hoje, com as ferramentas tecnológicas disponíveis (como as que a Axenya usa), é possível colocar essas ideias em prática. É quase uma homenagem a Michael Porter, mas com a tecnologia que ele não tinha à época.
"The Innovator's Prescription: A Disruptive Solution for Health Care" de Clayton Christensen
Do mesmo autor que criou o conceito de "disrupção" e escreveu "The Innovator's Dilemma", este livro explora como inovação pode resolver os problemas estruturais da saúde. Apesar de ter cerca de 15 anos, mantém sua relevância e é essencial para entender dinâmicas de inovação em saúde.
"The Cold Start Problem: Using Network Effects to Build Great Products" de Andrew Chen
Livro focado em como construir marketplaces e ativar network effects. Essencial para quem está construindo plataformas que dependem de múltiplos atores (empresas, planos, pacientes, provedores) e precisa entender a dinâmica de como fazer todos os lados funcionarem simultaneamente.
Glossário de termos mencionados ao longo do episódio:
Doenças Crônicas — Condições de saúde de longa duração (diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares) que exigem monitoramento contínuo e não têm cura, apenas controle.
Doenças Agudas — Condições de saúde de curta duração e alta intensidade (infecções, fraturas) para as quais o sistema de saúde foi originalmente desenhado em 1935-1940.
Sinistralidade — Percentual do prêmio de seguro que é gasto efetivamente em saúde. Exemplo: 75% de sinistralidade significa que de cada 100 reais em prêmio, 75 são gastos com saúde.
Wearables — Dispositivos (smartwatches, pulseiras) que coletam dados de saúde em tempo real, como frequência cardíaca, passos, sono, etc.
Monitoramento Remoto — Acompanhamento contínuo da saúde de pacientes sem necessidade de presença física, usando tecnologia e dados.
Lead Qualification / Qualificação de Leads — Identificar e priorizar pacientes em risco que precisam de intervenção preventiva.
NPS (Net Promoter Score) — Métrica que mede a satisfação e lealdade do cliente, variando de -100 a +100.
B2B (Business-to-Business) — Modelo de negócio entre empresas. No caso da Axenya, vende para empresa → plano de saúde → paciente.
Corretora de Seguros — Intermediária tradicional que vende planos de saúde para empresas, geralmente cobrando comissão sobre o valor do plano.
S...- In this episode, Filipe Portugal, Partner at Canary, sits down with Freddy Juez, founder and CEO of Karta — a fintech building U.S. credit cards for Latin Americans, without the need for a Social Security number or U.S. credit history.
While Karta is still in its early days, the company is already showing strong signs of product-market fit and rapid growth, fueled by a product-obsessed mindset, user-first experience, and a unique go-to-market strategy powered by partnerships and community.
Originally from Ecuador, Freddy is building a truly global business from day one: a U.S.-based company purpose-built for Brazilians and Latin American users.
It’s a rare cross-border model — one that combines bold ambition with significant operational complexity. In our conversation, we explore how Karta is navigating those challenges, why customer experience is its ultimate moat, and how Freddy’s team is leveraging stablecoins, WhatsApp, and AI to unlock new efficiencies in cross-border payments and credit access.
We also dive into Freddy’s founder journey — from early ventures in lending to the pivot that led to Karta — and how staying close to customers has been the foundation for everything from product development to growth.
Whether you’re a founder, fintech operator, or product-minded builder, or just curious about what it takes to create financial products and infrastructure for a new generation, this episode is packed with insights on how to ship quickly, iterate fast, and build trust in one of the most competitive verticals in tech.
Guest: Freddy Juez
Freddy is the founder and CEO of Karta, a fintech providing U.S.-issued credit cards to Latin American customers — without the friction of traditional banks. Born in Ecuador and now based in Miami, Freddy previously founded a lending business that grew to manage over $200 million in AUM. Karta is backed by investors like Canary, Clocktower, FJ Labs, and Interaudi Bank.
Follow Freddy on LinkedIn.
Host: Filipe Portugal
Filipe Portugal is a Partner at Canary, one of Brazil’s leading venture capital firms. Since joining the firm in 2018, he has led the investment team and built significant experience in the Brazilian and Latin American venture capital ecosystem.
Follow Filipe on LinkedIn
Highlights:
00:00 – 02:10: Intro – Setting the Stage for Karta’s Journey
02:20 – 03:32: Freddy’s Background and Early Steps as an Entrepreneur
03:33 – 07:10: From Crypto Mortgages to Credit Cards: The Pivot That Sparked Karta
07:10 – 10:48: The Pain of Paying in Dollars: Why Latin Americans Need Better Credit Options
10:48 – 11:17: Karta’s Value Proposition for Brazilian Consumers
11:20 – 12:50: What Traditional Banks Can’t Offer — and Why Karta Can
12:52 – 15:00: Customer-First by Design: Building Through WhatsApp
15:00 – 17:20: Product at the Core: Early Experiments and Customer-Led Iteration
17:20 – 20:43: Acquisition Strategy: Scaling with Low CAC and Customer Education
22:00 – 24:00: Stablecoins Behind the Scenes: How Karta Powers Cross-Border Efficiency
24:00 – 27:00: AI Meets WhatsApp: 95% of Support Tickets Resolved Without Humans
27:20 – 29:21: Building in Brazil Without Being Brazilian: Challenges and Advantages
29:28 – 30:44 “Karta Não É Para Amadores”: Challenges of Scaling a Fintech
30:44 – 32:13: Going B2C in LatAm: Opportunities and Friction
32:22 – 33:15: Advice for Founders Building B2C Lending Fintechs
33:23 – 35:47: Positioning Karta: Standing Out in a Crowded Cross-Border Space
36:04 – 36:37: Traction Check: Key Milestones and Growth Metrics
36:40 – 38:25: What’s Next: Karta’s Roadmap and Expansion Plans
38:27 – 39:40: The Feedback That Proved Karta’s Impact
39:40 – 41:40: Biggest Mistake, Biggest Win, and Lessons from the Journey
41:48 – 42:09: What Freddy Would Tell His Younger Self
42:30 – 42:50: Karta’s Vision
42:52 – 43:29: Recommended Reading for Founders
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What It Takes: Lessons in the Pursuit of Excellence by Steven Schwarzman (Book)
See omnystudio.com/listener for privacy information. Lastro: A jornada por trás da Laís, a primeira funcionária digital das imobiliárias, com Allan Paladino
30/09/2025 | 52minNeste episódio do Canary Cast, Marcos Toledo, cofundador e General Partner do Canary, conversa com Allan Paladino, cofundador e CEO da Lastro, empresa fundada em 2021 que está reinventando as transações imobiliárias no Brasil com a Laís — sua “primeira funcionária digital” construída sobre o WhatsApp.
A Laís já atende mais de 1.000 imobiliárias, engajando clientes 24/7, qualificando leads, marcando visitas, gerando conexões e respondendo dúvidas em tempo real. O resultado é um aumento de até 60% na conversão de leads em visitas, redução do tempo médio de resposta de 6 horas para 15 segundos e uma nova forma de corretores trabalharem com mais eficiência.
No episódio, Allan compartilha sua trajetória do mercado financeiro ao empreendedorismo, o pivot estratégico que levou à criação da Laís e como a Lastro está transformando um dos setores mais fragmentados do país em um ecossistema mais inteligente, eficiente e humano.
Convidado: Allan Paladino
Allan Paladino é cofundador e CEO da Lastro. Economista formado pela USP, iniciou sua carreira no Credit Suisse, foi CFO e sócio de uma operação de coworking e, em 2021, fundou a Lastro ao lado de José Thomaz. Hoje lidera a expansão da Laís, agente de AI que já conversa com centenas de milhares de brasileiros todos os meses.
Host: Marcos Toledo
Marcos Toledo é cofundador e General Partner do Canary, um dos principais fundos de venture capital no Brasil. Antes do Canary, Marcos construiu uma sólida carreira no mercado financeiro, iniciando no JP Morgan e depois cofundando a M Square Investimentos, gestora de ativos líder no país.
Highlights do episódio:
00:00 – 03:00 Boas-vindas e apresentação
03:01 – 08:30 Início da trajetória profissional do Allan
08:31 – 13:50 Primeira experiência empreendedora e entrada no mercado imobiliário
13:51 – 18:30 Formação da Lastro: encontro com o co-founder, José Thomaz e a tese inicial
18:31 – 23:00 Primeiros sinais de PMF, desafios para atingir escala e decisão de pivot
23:01 – 28:20 O impacto da chegada da AI generativa e a virada estratégica para criar a Laís
28:21 – 33:00 A Laís como “primeira funcionária digital” das imobiliárias: proposta de valor e casos de uso
33:01 – 37:00 O impacto da Laís em números
37:01 – 41:00 A diferença entre vender software e “sell work”: a Laís como funcionária que executa tarefas
41:01 – 44:30 Implementação e confiança: como convencer imobiliárias a adotarem AI em suas operações
44:31 – 48:00 Roadmap de futuro
48:01 – 50:30 Aprendizados: erros, acertos e conselhos para empreendedores em busca de product-market fit
50:31 – 52:00 Casos curiosos com a Laís
Glossário de termos mencionados ao longo do episódio:
Pivot — Mudança estratégica relevante no produto/modelo de negócio
AI (Artificial Intelligence) — Inteligência artificial; aqui, tecnologia utilizada para automatizar conversas, tarefas e decisões.
Generative AI — IA generativa; modelos que produzem texto/áudio/imagem, usados para dialogar e responder clientes.
LLM (Large Language Model) — é um tipo de inteligência artificial (IA) projetado para compreender, gerar e interagir com a linguagem humana. Esses modelos são treinados com um volume massivo de textos e dados da internet, o que lhes permite aprender padrões, relações e contextos para executar diversas tarefas linguísticas.
Agentic AI — Abordagem em que “agentes” de IA executam tarefas de ponta a ponta (ex.: qualificar lead, agendar visita).
ChatGPT — Aplicativo popular baseado em LLM, citado como marco de adoção em massa de IA.
OpenAI — Organização por trás de modelos como GPT; o “Playground” foi citado como ambiente de testes.
Playground — Interface web que permite a desenvolvedores e usuários testar, experimentar e interagir diretamente com os modelos de linguagem da OpenAI, como o GPT, sem a necessidade de escrever código. Ele funciona como um "laboratório" onde é possível explorar as capacidades e os limites dos modelos, ajustando parâmetros e visualizando os resultados em tempo real.
WhatsApp — Canal principal de comunicação/atendimento no Brasil; a Laís opera nele 24/7.
Lead — Potencial cliente que demonstra interesse (ex.: pergunta por um imóvel).
Lead Qualification — Qualificação do lead; filtrar/priorizar conforme intenção e perfil.
Conversion Rate — Taxa de conversão (ex.: de lead para visita ao imóvel).
Cold Lead — Lead “frio”, com baixa intenção ou pouca resposta; a IA ajuda a filtrar/evitar gasto de tempo.
B2B (Business-to-Business) — Vendas entre empresas; no caso, Lastro → imobiliárias.
Onboarding — Processo de implementação/integração inicial da solução no cliente.
CRM (Customer Relationship Management) — Sistema de gestão do relacionamento com clientes; integrações recebem resumos das conversas da Laís.
API (Application Programming Interface) — Interface para integrações entre sistemas (site, CRM, portais).
Product–Market Fit (PMF) — Ajuste produto–mercado; momento em que o produto resolve uma dor crítica e “vende sozinho”.
Founder–Market Fit — Aderência entre a experiência/interesse do fundador e o mercado/problema atacado.
Selling Work — Em vez de “vender software”, vender a execução de trabalho (a Laís atua como “funcionária digital”).
Vertical / Horizontal — Estratégias de foco. Vertical: resolver profundamente um setor (imobiliário). Horizontal: atender vários setores com a mesma solução.
Dashboard — Painel com métricas/insights (ex.: bairros mais demandados, canais com melhor retorno).
Roadmap — Cronograma de evolução do produto
Scale / Scaling — Escalar; crescer com eficiência
Pre-IPO / IPO — Financiamento pré-IPO e oferta pública inicial; citados no histórico do convidado.
Slack — Ferramenta de comunicação interna; usada para alertas sobre conversas marcantes da Laís.
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