Aristóteles, na Ética a Nicômaco, já distinguia três tipos de amizade: por utilidade, por prazer e por virtude. Nem toda aproximação é amizade verdadeira, muitas existem apenas enquanto há benefício ou conveniência. A amizade por virtude, rara e profunda, é a única que se sustenta no tempo porque é baseada em caráter, respeito e admiração mútua.
Séculos depois, Guy Debord, em A Sociedade do Espetáculo, descreve uma cultura em que as relações se tornam mediadas por imagem, aparência e performance. Vivemos num mundo onde estar perto de alguém pode significar status, visibilidade ou capital simbólico. E, nesse cenário, não é difícil confundir conexão com conveniência.
Por que algumas pessoas fingem ser suas amigas em vez de propor uma parceria honesta?