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Oligarcas do STF: Moraes, Gilmar e Dino decretam a ex-presidência de Fachin | Estadão Analisa
17/09/2026 | 1h 5minNo “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 17, Carlos Andreazza fala sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que são contrários à abertura de investigação contra Alexandre de Moraes e criaram uma frente para blindá-lo.
Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin integram a ala que tenta evitar apurações sobre a relação do colega com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O arsenal inclui ataques públicos, articulações de bastidores e manobras processuais para evitar a avaliação de indícios desabonadores coletados. Relatório da Polícia Federal mostra mensagens do banqueiro a Moraes.
Nos dias que antecederam a sessão da última terça-feira, 15, o decano da Corte, Gilmar Mendes, enviou mensagens a dois colegas para intimidá-los e alterar resultados de decisões que envolvem o Master.
No dia 8 de setembro, ele cobrou Luiz Fux por ter registrado, na Segunda Turma, voto favorável à liminar de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção da PF. “Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita”, disse Mendes.
Em outra frente, em manifestação perante o Conselho Superior do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República Paulo Gonet afirmou que jamais negligenciou as investigações sobre fraudes no Master envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março na Operação Compliance por ordem do ministro André Mendonça, do STF.
Ele disse que ninguém lhe pediu para livrar Vorcaro.
“Se o sr. Vorcaro imaginou, no seu desespero, que alguém poderia obter a minha adesão para algum comportamento indigno, os fatos mostram que estava enganado.”
Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é importante
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See omnystudio.com/listener for privacy information.- No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 16, Carlos Andreazza fala sobre a contenda no Supremo e do ministro Flávio Dino, que foi o grande protagonista da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 15, que tentou decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pelas suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Dino tentou atropelar a presidência de Edson Fachin ao questionar por diversas vezes as suas decisões, pediu diversos apartes nas falas de outros ministros e terminou por pedir vistas - adiando por até 90 dias a análise do caso, quando percebeu que Cármen Lúcia votaria contra a sua vontade.
Na prática, Dino impede o plenário do STF de passar a limpo a sua crise interna antes das eleições, e ainda coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais próximo do grupo de Alexandre de Moraes.
Isso era tudo que Lula não precisava neste momento de queda nas pesquisas de intenção de voto.
No fim, a sessão terminou sem que fosse tomada nenhuma decisão concreta.
Ainda assim, as discussões e bate-bocas vistos no plenário sinalizam que, se for julgado um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, ele pode sair vitorioso - e, portanto, se livrar de ser alvo de um inquérito por indícios de que mantinha elo com Daniel Vorcaro.
A primeira conclusão trazida da sessão é que hoje a Corte está matematicamente dividida em duas partes iguais.
Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é importante
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See omnystudio.com/listener for privacy information. - No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 15, Carlos Andreazza fala sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que podem definir nesta terça-feira, 15, se abrem ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A sessão tem previsão de início às 10h, mesmo depois de pressão de integrantes da Corte para adiamento da discussão sobre o caso.
Moraes passou a ser figura central no debate do Master após o Estadão revelar detalhes de um relatório da Polícia Federal com troca de mensagens suspeitas entre ele e o banqueiro, preso na Operação Compliance Zero.
Depois, o ministro André Mendonça, relator do caso, tirou o sigilo da investigação.
Nos últimos dias, com a proximidade do escrutínio, os ministros da Suprema Corte deflagraram uma guerra de despachos com o intuito de barrar a realização da sessão. O presidente do STF, Edson Fachin, contudo, manteve a data já marcada.
Diante da irredutibilidade de Fachin, duas soluções começaram a ser articuladas nos bastidores.
Uma delas é um pedido de vista logo no início da sessão, o que poderia adiar a discussão para mais adiante.
Esse plano pode não ser efetivo, já que Mendonça pretende expor seu voto mesmo se houver alguma medida nesse sentido.
Outra seria construir um caminho do meio em que os diferentes interesses do plenário fossem parcialmente contemplados.
Nesse cenário, a discussão seria abortada logo no início, com a constatação que o relatório da PF com indícios contra Moraes foi feito de forma irregular.
O julgamento traz o potencial de definir o tamanho político e institucional do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Ele pode sair gigante do plenário, assumindo o controle efetivo sobre a reorganização de uma Suprema Corte que atravessa sua maior crise ética e de credibilidade, ou correr o risco de encolher, a depender do desfecho e de sua capacidade de condução.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. - No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 14, Carlos Andreazza fala sobre a dimensão que tomou a guerra entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma ala da Corte pressiona para que o presidente, Edson Fachin, reveja sua decisão de realizar na terça-feira, 15, a sessão para debater os indícios que apontam para uma relação suspeita mantida entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A parte visível da oposição a Fachin vem de aliados de Moraes — que, nos últimos dias, incluindo no fim de semana, se embrenharam em uma guerra de despachos com o intuito de barrar a realização da sessão.
Para esse grupo, o ideal seria promover no mesmo dia a discussão sobre o pedido de Moraes para investigar André Mendonça.
Fachin resistiu: manteve a sessão de terça-feira agendada e jogou o caso contra Mendonça para o dia 23.
O colunista também analisa a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de requisitar diretamente à Polícia Federal uma cópia dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro foge do procedimento considerado mais convencional e expõe o grau de desconfiança entre os integrantes da Corte.
O ministroGilmar Mendesfez o mesmo pedido à direção-geral da Polícia Federal, sem, contudo, estabelecer um prazo para a entrega.
Na sexta-feira, o decano da Corte já havia solicitado a Fachin que tomasse providências para que todos os magistrados tivessem acesso ao material.
Criminalistas ouvidos pelo Estadão consideram defensável que os ministros tenha acesso ao material, mas questionam a forma como Zanin requisitou, já que os dados estão vinculados a uma investigação sob relatoria de André Mendonça.
Além disso, o presidente da Corte, Edson Fachin, passou a conduzir, em procedimentos próprios, a crise entre ministros.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. Carlos Andreazza: O STF autorizará investigação contra Moraes? | Estadão Analisa
11/09/2026 | 1h 3minNo “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 11, Carlos Andreazza fala sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a expectativa acerca da reunião da próxima terça-feira, 15, marcada para a avaliação de um pedido de investigação das mensagens de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes.
Nove ministros do Supremo decidirão se o ministro Moraes será investigado por supostas relações com o ex-dono do Banco Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, conversou nesta quinta-feira, 10, com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a sessão.
Está na pauta de julgamentos o pedido feito por André Mendonça para que Moraes seja investigado por ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin liberou para todos os gabinetes de ministros a íntegra do processo que trata do caso envolvendo Moraes.
Ele tenta um consenso entre os ministros sobre o formato da sessão.
O presidente inicialmente previu que ela seja realizada de forma presencial e aberta ao público.
Parte dos ministros defende que a discussão seja a portas fechadas.
A escalada da crise no Supremo colocou de vez a Corte no centro da campanha eleitoral a menos de um mês do primeiro turno e deu novo combustível a um tema que já vinha sendo explorado, sobretudo por candidatos ao Senado.
Desde que o impulsionamento eleitoral nas redes sociais passou a ser autorizado, foram identificados cerca de 5 mil anúncios relacionados ao Supremo e a seus ministros, especialmente Alexandre de Moraes, com gastos que chegam a R$ 2,9 milhões.
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