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Lula lança o seu ‘quem quer dinheiro?’ Flávio Bolsonaro se esconde do debate | Estadão Analisa
14/10/2026 | 1h 4minNo “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 14, Carlos Andreazza fala sobre o segundo turno das eleições e da discussão de um tema crucial na disputa deste ano.
A 12 dias da votação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira, 13, um pacote de bondades específico para os microempreendedores individuais (MEIs), um público estratégico que o adversário Flávio Bolsonaro (PL) tem sensibilizado.
As medidas são compostas por um perdão a dívidas tributárias com a União (os débitos somam R$ 12,6 bilhões) e um “Pix MEI” de R$ 5 mil, com custo estimado pelo governo em até R$ 5 bilhões e previsão de beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas jurídicas.
Fazem parte do pacote, ainda, aumento do teto da categoria e compra de dívidas de empreendedores com instituições financeiras.
O Senado vota nesta quarta-feira, 14, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, com o apoio de última hora do senador Flávio Bolsonaro (PL) - candidato à Presidência que mudou de posição na tentativa de impedir que seu adversário nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), capitalize politicamente com a aprovação da medida.
Já o presidente Lula lança uma “Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras” na qual pede apoio ao quarto mandato e afirma ter chegado até aqui “com a proteção divina, orientado por um propósito e missão”.
Após terminar o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a campanha de Flávio Bolsonaro ganhou ares burocráticos e foi invadida por um clima de “já ganhou”, ao ponto de o candidato até enviar um “save the date” para o presidente da Colômbia se organizar para vir à sua posse em janeiro.
No entanto, as mobilizações pró-Lula na avenida Paulista e em Copacabana, no fim de semana, acenderam o alerta no QG bolsonarista sobre a necessidade de Flávio voltar o mais rapidamente possível para o contato direto com o eleitor e evitar o salto alto que a coordenação da campanha nega ter ocorrido.
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See omnystudio.com/listener for privacy information.Andreazza: Censura de Nunes Marques é homenagem a Alexandre de Moraes | Estadão Analisa
13/10/2026 | 1h 5minNo “Estadão Analisa” desta terça-feira, 13, Carlos Andreazza fala sobre o clima acirrado do segundo turno das eleições no Brasil.
No judiciário, o disparo de fake news pelas campanhas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acirraram a guerra de decisões judiciais envolvendo a eleição presidencial deste ano.
Decisões conflitantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo as campanhas de Lula e Flávio no primeiro turno das eleições de 2026 expuseram uma tensão entre as cortes e provocaram uma disputa sobre os limites da atuação do Supremo em questões eleitorais.
O embate contrasta com um histórico em que os tribunais concordaram mais do que divergiram, especialmente no combate à desinformação e na proteção do sistema eleitoral.
O Supremo tem competência para rever decisões do TSE em situações previstas na Constituição, como quando há questionamentos sobre a legalidade de uma eleição.
Em geral, essa revisão ocorre por meio de recursos apresentados após o julgamento na Corte Eleitoral.
Foi o caminho feito pela campanha de Eduardo Paes (PSD), que recorreu ao STF após a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), decisão que abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
Mas o pedido de Paes foi rejeitado.
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See omnystudio.com/listener for privacy information.‘Flávio Bolsonaro explora a perspectiva de poder. Lula vai para o tudo ou nada’ | Estadão Analisa
09/10/2026 | 1h 9minNo “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 09, Carlos Andreazza fala sobre a disputa do segundo turno das eleições.
A campanha de Flávio Bolsonaro acolhe os náufragos do primeiro turno e os partidos do Centrão, tão rápidos e vorazes como quando pularam em todos os governos eleitos e no barco de Lula quando ele era, ou parecia, favorito no primeiro turno.
E uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 8, aponta que o senador Flávio Bolsonaro soma 49% das intenções de voto totais no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eleitores que vão votar em branco ou nulo são 5%, enquanto 1% estão indecisos. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Considerando os votos válidos, ou seja, excluindo-se brancos, nulos e indecisos, Flávio teria hoje 52% e Lula somaria 48%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um vídeo selfie nas redes sociais, no qual ele cobra qual será o voto de Flávio Bolsonaro na discussão do fim da escala 6x1.
Segundo Andreazza, é “um projeto muito popular, que fala com as pessoas para valer, que fala com o povo. Com base nisso Lula tenta encurralar Flávio Bolsonaro, que está jogando parado, que está confortável, defendendo a sua vantagem”
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See omnystudio.com/listener for privacy information.PT lava roupa suja. Lula fará mais selfies. Flávio Bolsonaro joga parado | Estadão Analisa
08/10/2026 | 58minNo “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 08, Carlos Andreazza fala sobre os acontecimentos após o primeiro turno das eleições deste ano.
Ainda na ressaca do resultado das urnas, dois influentes integrantes do PT baiano conversavam em um restaurante em Brasília:
“Tirem o microfone e as redes sociais de Janja e o presidente Lula volta a ter chances de reverter o quadro”.
A Coluna do Estadão presenciou a cena, que foi seguida desta observação:
“O problema é que ninguém tem coragem de falar isso para o presidente”.
A queixa era sobre a participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, na campanha em Salvador.
Em um grande ato público, ela resolveu atacar Nikolas Ferreira (PL-MG), chamando de “piá de bosta” aquele que, dias depois, se tornaria o deputado federal mais votado do país, com 3,1 milhões de votos.
Ou seja: em vez de impulsionar o marido, deu palanque digital para a oposição.
No dia seguinte, foi a ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu, que comanda o PT no Tocantins, que teve coragem de falar.
Não diretamente ao presidente, mas em alto e bom tom num encontro do PT, para a mensagem chegar a Lula.
E suas declarações passaram a ser tratadas como um “desabafo coletivo no PT”.
A ex-senadora criticou a postura protagonista de Janja, que por vezes se sobrepõe a Lula.
Listou deslizes como o fato de a primeira-dama cantar música gospel em comícios, embora não seja evangélica.
Na reta final do primeiro turno, Janja também usou uma medalha de Nossa Senhora Aparecida após boatos sobre a padroeira.
A primeira-dama exibiu o colar com a imagem da santa católica em ato público na sexta-feira, 28, ao lado de Lula, e logo virou alvo de críticas por suposto oportunismo religioso, já que nunca se declarou católica, e sim praticante da umbanda.
Do outro lado, a necessidade de construir pontes com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o receio de municiar a oposição com a tese de que o governo Lula, em dobradinha com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentaria um “golpe judicial” caso Flávio seja eleito presidente fez a Polícia Federal arquivar rapidamente o pedido de investigação sobre a suposta interferência dos Estados Unidos na eleição do Brasil.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarou que havia iniciado um procedimento para averiguar se houve ingerência externa no pleito.
Horas depois, quando as urnas mostraram vitória de Flávio sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, os bolsonaristas dispararam o alerta.
O termo “golpe judicial” começou a circular em conversas reservadas no Supremo e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Andrei foi chamado para uma reunião no gabinete do ministro Alexandre de Moraes na terça-feira, 6.
No encontro extra-agenda, a conclusão foi de que não havia respaldo do TSE, da Procuradoria-Geral da República e nem de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) para sustentar a investigação. Portanto, insistir no caso traria mais problemas para o STF, especialmente aos ministros ligados a Lula. E a orientação agora é tentar criar pontes com Flávio. Procurado por meio da assessoria, Moraes não se manifestou.
A PF confirmou o arquivamento nesta quarta-feira, 7. O pedido de investigação havia sido provocado por uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU).
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See omnystudio.com/listener for privacy information.Agenda clara: Flávio Bolsonaro vem para acertar as contas com o STF | Estadão Analisa
07/10/2026 | 1h 9minNo “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 07, Carlos Andreazza fala sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que afirmou nesta terça-feira, 6, que a direita terá, a partir de 2027, maioria para fazer os presidentes da Câmara e do Senado, além de realizar mudanças constitucionais.
“O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado.
Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara.
Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, declarou no evento em que recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), em Goiânia.
Flávio voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse, sem citar nomes, que os “mesmos que tiraram Bolsonaro do Poder colocaram o filho dele”.
Durante o discurso, apoiadores do senador presentes no local gritaram “Fora Moraes”.
o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e parte dos seus aliados, adotaram uma repentina “mansidão” em relação aos bolsonaristas.
Nesta terça-feira, 6, Moraes autorizou a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a cumprir pena no regime semiaberto. “Débora do Batom”, como ficou conhecida, foi condenada a 14 anos de prisão por pichar a estátua da Justiça em frente ao STF, durante os atos golpistas de 8 de janeiro.
Ela virou uma espécie de símbolo dos excessos do Supremo na aplicação de penas nesse episódio e foi tema de muita conversa entre eleitores neste ano. Somente agora conseguiu essa progressão.
Horas depois, o ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento de um pedido de investigação, por suspeita de estupro e suborno, contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que é o vice da chapa à presidencial de Flávio.
A Procuradoria-Geral da República não havia encontrado elementos que justificassem uma investigação.
As três decisões ocorreram em sequência e têm um fator político em comum: foram proferidas depois de a crise do Supremo impactar diretamente no resultado das urnas e Flávio Bolsonaro terminar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa pela Presidência por 47,03% contra 45,16%.
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