48 episódios
- O texto explora a obra infantil "A parte que falta" , de Shel Silverstein, como uma poderosa metáfora da condição humana e da eterna busca pela plenitude. Carlos São Paulo analisa como a incompletude do protagonista permite que ele aprecie prazeres simples, indicando que a perfeição absoluta pode, ironicamente, sufocar a alegria de viver . O autor conecta a narrativa a conceitos psicológicos e mitológicos , como os arquétipos de Jung e o mito do andrógino de Platão, para ilustrar a necessidade do desejo . Através dessa perspectiva, argumenta-se que o interior vazio não é um defeito, mas uma energia vital que nos impulsiona a evoluir e a valorizar nossa singularidade individual . Portanto, a liberdade de nossas lacunas é apresentada como o caminho essencial para uma existência autêntica e conectada com a alma.
- "O profeta foi vingado." Sob a profecia de Cassandra , Houellebecq revela o colapso de um Ocidente que, em sua Torre de Babel lógica, esqueceu o espírito. Enquanto a Islã impõe véus reais, nós definimos sob burcas míticas erguidas pelo capital. O homem moderno, entupido de drogas e vazio de rituais, clama pelo vazio sagrado . A obra transcende a política: é um chamado ao Processo de Individuação , exigindo que integremos nossas sombras e os odores do "outro". Pare de se esconder atrás do lucro. Enfrente seu deserto interior. Dê o play e se desperte.
O que você esconde sob sua própria burca? Pare de fugir do seu vazio sagrado. Ouça o episódio completo e comece seu mergulho nas profundezas do ser. - Neste episódio, investigamos a tensão entre fé, poder e psique. De um lado, revisitamos a crítica de Johann Most à aliança histórica entre Igreja e Capital, onde o discurso religioso opera como instrumento de controle social. De outro, mergulhamos na leitura clínica de Carl Gustav Jung, que reconhece na Igreja uma função cultural e simbólica capaz de aliviar angústias e organizar a vida psíquica. A discussão culmina no ponto decisivo: quando a instituição monopoliza a mediação com o sagrado e impõe práticas por medo ou coerção, ela bloqueia o processo de individuação e produz neurose social. Um convite para pensar a espiritualidade além da casca ritual e mais próxima da alma.
- No episódio de hoje, mergulhamos no clássico conto de Lima Barreto, O Homem que Sabia Javanês , através de uma perspectiva psicológica profunda e fascinante
. Guiados pela análise brilhante de Carlos São Paulo — médico, psicoterapeuta e fundador do Instituto Junguiano da Bahia —, vamos muito além da típica sátira social carioca para desvendar os mecanismos ocultos da psique humana
.
Nesta conversa dinâmica, exploramos:
Como o personagem Castelo veste uma "Persona" para enganar a elite e se tornar cônsul do Brasil, aproveitando-se da engenhosidade, da superstição e da ganância daqueles ao seu redor
.
Por que as pessoas abandonam a racionalidade em favor de dogmas e emoções, legitimando as mentiras de malandros carismáticos
?
Ídolos ea "Sombra":A ótica da psicologia analítica de Carl Jung sobre como o nosso próprio sentimento de incompletude nos leva a criar ídolos inquestionáveis
. Descubra por que preferimos mergulhar em nosso "campo cego" para assumir que enganamos, protegendo nossa autoestima e escondendo nossas imperfeições
.
Prepare seu café e junte-se a nós para entender como uma malandragem literária de 1911 reflete, até hoje, nossas fragilidades emocionais. Afinal, como nos lembra Carlos São Paulo através da visão de Jung, a psicologia das nações só se transforma quando mudamos a atitude do indivíduo - O texto analisa a obra *O Conto da Aia* sob uma perspectiva *psicológica e sociopolítica, destacando como o extremismo transforma a sociedade em uma **teocracia opressiva. O autor explora a transição da democracia para a **República de Gilead, onde os direitos femininos são anulados e a população é segmentada em **castas rigidamente controladas. Utilizando conceitos de **Jung, a análise examina o conflito entre o **instinto e a sombra, ilustrado pelo simbolismo das cores vermelha e azul que separam as funções sociais das mulheres. A narrativa enfatiza que a **repressão da imaginação* e da cultura é uma ferramenta fundamental para a manutenção do *poder autoritário. Por fim, o artigo serve como um alerta sobre a **negligência política* e a facilidade com que o ser humano pode normalizar regimes baseados no *medo e na servidão*.
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Sobre IJBA PODCAST - JUNG
🎧 Podcast do Instituto Junguiano da Bahia (IJBA)
Um espaço de escuta e reflexão sobre a psicologia analítica, inspirado nos ensinamentos de Carl Gustav Jung. Diálogos acessíveis com profissionais, pesquisadores e convidados sobre temas como inconsciente, individuação, símbolos, mitos, cultura e saúde mental, sempre com um olhar profundo e humano.
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