PodcastsEnsinoNovos Cientistas - USP

Novos Cientistas - USP

Jornal da USP
Novos Cientistas - USP
Último episódio

180 episódios

  • Novos Cientistas - USP

    Efluente tratado de laticínio é eficaz na irrigação de pimenta Maria Bonita

    05/03/2026 | 12min
    Na edição desta quinta-feira, 5 de março, do podcast Os Novos Cientistas, recebemos a engenheira agrônoma Juliana de Fátima Vizú, que defendeu um estudo de doutorado em que comprova a eficiência da irrigação em plantas de pimenta da espécie Maria Bonita com efluente tratado de laticínio em sucessão à adubação verde. A pimenta Maria Bonita, do gênero Capsicum chinense tem pouca ardência e surge por meio de pesquisas conduzidas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Araras, pelo grupo de pesquisa GeHort, liderado pelo pesquisador Fernando Sala. “Eles contam com um vasto banco de sementes de pimentas e após anos de pesquisas caracterizando essas plantas e realizando o cruzamento com a pimenta Biquinho, chegaram à espécie Maria Bonita”, descreveu a pesquisadora.
    Os estudos da engenheira agrônoma resultaram no doutorado intitulado Cultivo protegido da pimenta ‘Maria Bonita’ irrigada com efluente tratado de laticínio, em sucessão à adubação verde, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, sob a orientação do professor Fabricio Rossi. “A pimenta Maria Bonita é uma espécie híbrida, ou seja, resulta do cruzamento de duas linhagens do qual produz uma semente que, quando plantada, vai dar origem a uma planta com características de fruto superiores à da pimenta Biquinho”, explicou Juliana, destacando que a produção é praticamente o dobro, em relação à Biquinho. “Isso reflete em ganho para o produtor e rapidez no início da colheita, com frutos maiores de coloração vermelha intensa, frutos mais uniformes, lisos e com formato de coração.”
    O estudo foi conduzido em duas etapas principais. Inicialmente, diferentes espécies de adubos verdes foram cultivadas em ambiente protegido e manejadas, mantendo-se sua biomassa sobre o solo como cobertura em sistema antecessor ao cultivo da Maria Bonita. Posteriormente, a pimenta foi implantada sobre essa cobertura vegetal, avaliando-se seu desenvolvimento e produção em sucessão à adubação verde, com irrigação por efluente tratado de laticínios. Os resultados indicaram maior produção em número e massa de frutos comerciais em comparação à água convencional. O efluente supriu 100% da demanda de nitrogênio das plantas, reduzindo o uso de fertilizantes químicos. Os adubos verdes também contribuíram para melhorias nas características do solo, como redução da acidez, aumento do pH e incremento da matéria orgânica. Além disso, observaram-se melhorias na qualidade dos frutos e manutenção da qualidade química do solo, indicando potencial para sistemas produtivos mais sustentáveis.
    Disponível também na plataforma Spotify
  • Novos Cientistas - USP

    Plástico é o "protagonista" nas quantidades de lixo em praias brasileiras

    19/02/2026 | 11min
    A entrevista desta quinta-feira (19) em Novos Cientistas mostra como o homem é o principal agente produtor de lixo que é depositado nas praias brasileiras, composto principalmente de macroplásticos e microplásticos. Como definiu a oceanóloga Laura Borges Fagundes, a diferença entre eles é o tamanho. “Microplástico é todo aquele que tem entre 1 milímetro (mm) e 5 mm de tamanho. Menor que isso é nanoplástico e maior que isso já é macroplástico”, descreveu. Laura é autora do estudo de mestrado Diagnóstico do Lixo em Praias Arenosas ao longo da Costa Brasileira, uma análise de larga escala sobre macroresíduos e microplásticos apresentado no Instituto Oceangráfico (IO) da USP, sob a orientação do professor Alexander Turra.
    Em seu estudo, Laura conseguiu amostrar a situação do lixo em mais de 300 praias de toda a costa brasileira. “Podemos considerar que a poluição por plásticos de diferentes tamanhos já é o maior problema que temos nas nossas praias”, enfatizou, destacando que o microplástico, por ser uma partícula tão pequena, tem sua remoção do ambiente marinho muito mais complicada. Como contou a pesquisadora, o mapeamento de mais de 17 estados costeiros, o que significa quase 8 mil kilômetros de costa, foi possível graças a uma parceria do IO USP com a Sea Shepherd Brasil , uma organização de conservação marinha sem fins lucrativos fundada em 1977 pelo Capitão Paul Watson, ativista ambiental canadense. A entidade foi viabilizada no Brasil, por Watson e cofundadores, como uma organização 100% independente que segue os valores e missão originais da Sea Shepherd.
    A pesquisa de Laura integra um projeto de conservação aqui no Brasil que atua diretamente em questões do oceano.
    “Um grande motorhome com pesquisadores, motoristas e cozinheiros saiu lá do Chuí, no Rio Grande do Sul, e percorreu toda a costa fazendo amostragem até o Aiapoque, no Amapá. Então, foi bem extenso, foi mais de 1 ano e meio de pesquisas, com a particiapção de cerca de 50 voluntários, incluindo cientistasque foram sendo trocados ao longo desse processo”, contou a pesquisadora. “Eu no motorhome no finalzinho, peguei a parte do Maranhão, do Pará e do Amapá e peguei esses dados para analisar em meu mestrado”, destacou Laura, lembrando que também fez parte do processo de coletas.

    Disponível também na plataforma Spotify
  • Novos Cientistas - USP

    Casca de café pode ser aditivo para filmes à base de amido de mandioca

    05/02/2026 | 9min
    Na entrevista desta terça-feira (5) no podcast Os Novos Cientistas, a pesquisadora Lara Solange Bastos de Almeida contou como vem testando a possibilidade de as cascas de café serem utilizadas no desenvolvimento de filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca. Como explicou a pesquisadora, “um filme biodegradável é uma película plástica derivada do amido de mandioca que, com o tempo, sofre degradação biológica, e por isso é biodegradável”. Segundo Lara, o produto vem sendo estudado como uma alternativa na substituição de plásticos convencionais.
    As cascas de café descartadas na indústria de processamento do grão possuem em sua composição fibras, polissacarídeos e compostos bioativos. Lara destacou que o objetivo do estudo foi explorar o reaproveitamento das cascas de café por meio de sua incorporação em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca, aprimorando as propriedades mecânicas, de barreira ao vapor de água e à radiação UV.
    Os estudos foram realizados no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, sob a orientação da professora Wanessa Melchert Mattos. Como informou Lara, o Brasil é grande produtor e exportador mundial de café. “Toneladas de resíduos são geradas e as cascas de café representam cerca de 50% desse material”, avaliou a pesquisadora. Além disso, esses suprodutos, como lembrou Lara, são descartados de forma inadequada. “A proposta é incorporar em uma matriz que possa substituir o plástico daqui há alguns anos e melhorar os aspectos desse bioplástico”, disse.
    Disponível também na plataforma Spotify
  • Novos Cientistas - USP

    Novo podcast da USP abre espaço para as vozes negras que vivem a ciência

    11/12/2025 | 8min
    Nesta edição do podcast Os Novos Cientistas, o jornalista Antonio Carlos Quinto recebeu os estudantes do Instituto de Biociências (IB) da USP Welson Silva e Mwanza Kabengele, alunos do primeiro ano do instituto que falaram sobre o Kilombocast. Trata-se de um podcast quem vem abrindo espaços a estudantes pretos para falarem de suas vivências étnico-raciais na USP e sobre o dia a dia com a ciência.
    O Kilombocast está no ar desde setembro deste 2025 e já foram veiculados três episódios, todos com estudantes do IB, que cursam desde a graduação até o pós-doutorado. Como descreveram Welson e Mwanza, “a iniciativa vem dar voz às vivências negras que estão na carreira acadêmica.” A produção do podcast está a cargos dos estudantes, Guilherme Carvalho, Isabelle Cristina, Jonatas Jordão, Luan Pereira, Mwanza Kabengele, Octavio Casarini e Welson Silva, todos cursando a disciplina “Introdução ao Ensino da Biologia”. A equipe é supervisionada pelas docentes do IB Alessandra Fernandes Bizerra e Suzana Ursi.
    Como explicaram Welson e Mwanza, os episódios têm, em média, 30 minutos e podem ser acessados na plaforma Spotify. Até o momento, passaram pelos microfones do podcast Lucas Ferreira do Nascimento, mais conhecido como Taio Science, que cursa o pós-doutorado, a mestranda Maria Luiza Leal de Paula, e Nikolas Welby, aluno da graduação. Todos do Instituto de Biociências.

    Disponível também na plataforma Spotify
  • Novos Cientistas - USP

    Estudo analisa como o debate sobre identidades negras chega às crianças pretas

    27/11/2025 | 11min
    Na edição desta quinta-feira (27) dos Novos Cientistas, a entrevistada foi a pedagoga Juliane Olivia dos Anjos que defendeu seu doutorado na Faculdade de Educação (FE) da USP. Na pesquisa intitulada Egbé Erê e a feitura de infâncias negras, a pesquisadora se propôs a identificar os processos que fazem parte da produção de identidades negras em bebês e crianças negras.
    “Há muito que me interesso pela infância, educação infantil e sempre busquei referências para me aprofundar no pensamento afro-brasileiro de infância”, explicou a pesquisadora. Como ela descreveu ao jornalista Antonio Carlos Quinto, há mais de dez anos Juliane pesquisa o pensamento afro-brasileiro buscando entender as diversas organizações em torno da ideia de infância.
    De acordo com a pedagoga, o pensamento da ancestralidade afro-brasileira não se dá só dentro da religião. “Ele se expande para festejos públicos, para outros tipos de organização do movimento negro e para a própria relação social na esfera pública”, descreveu. Juliane contou ainda que, logo que iniciou seu doutorado veio a pandemia de COVID-19. Naquele período, junto ao seu orientador, professor Rosenilton Silva de Oliveira, definiram um caminho para o estudo. “Não é porque as pessoas estão em casa que essa questão da identidade se perde”, destacou.

    Disponível também na plataforma Spotify

Mais podcasts de Ensino

Sobre Novos Cientistas - USP

Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.
Site de podcast

Ouça Novos Cientistas - USP, Podcasts do Clóvis e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções

Novos Cientistas - USP: Podcast do grupo

Informação legal
Aplicações
Social
v8.7.2 | © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 3/12/2026 - 5:31:07 AM