
Icons 02 | Cartier | Love: Os segredos de uma joia que já nasceu contemporânea
03/11/2025 | 29min
A criação da pulseira Love, um dos grandes ícones da Cartier, em 1969, já é considerada uma espécie de revolução na joalheria. Em um cenário distante da origem da maison francesa, em solo nova-iorquino, o lendário joalheiro italiano Aldo Cipullo trabalhou a partir de uma ideia de design que conectasse o significado do amor — após ter passado por uma desilusão amorosa —, envolvendo a eternidade, o vínculo perpétuo entre dois apaixonados e as referências das ferragens: pregos e parafusos eram um flerte constante (não por coincidência, ele daria vida ao Juste un Clou, também da Cartier, três anos mais tarde, em 1971).Fato é que, para a época, falar de uma joia que pudesse ser usada no dia a dia, independentemente da roupa escolhida — num tempo em que a joia era o arremate do visual —, combinada à ideia do design industrial, forte em um período de explosão criativa no final dos anos 1960, deu à pulseira um significado que vai além do amor. Mas o amor, em si, já é forte o suficiente para torná-la eterna.No segundo episódio da série Icons, Renata Brosina e Paula Jacob analisam a história dessa emblemática pulseira, que teve poucas adaptações ao longo do tempo — hoje, já é possível abri-la sem ajuda de terceiros —, mas que ganhou versões em anel e, para 2025, uma nova coleção intitulada Love Unlimited, com estrutura maleável.

Self-Portrait 126 | O adeus ao último rei da moda
26/9/2025 | 1h 3min
alar que Giorgio Armani é o maior símbolo do Made in Italy e o rei da elegância é um exercício de tautologia. Seu olhar revolucionário — capaz de desconstruir literalmente a jaqueta de alfaiataria masculina e transpor a fórmula para o vestuário feminino —, aliado a uma sofisticação simples, mas nunca simplista, transformou o mercado, que sem ele teria tomado outra direção.No episódio 126 da sexta temporada do Self-Portrait, Renata Brosina e Paula Jacob analisam o surgimento desse nome que, ao longo de meio século de carreira, conquistou visibilidade global ao vestir Richard Gere em O Gigolô Americano, construiu um reinado fiel à sua visão estilística e, até seu último dia, manteve as rédeas de sua narrativa. Armani faleceu em 4 de setembro, deixando em andamento suas coleções para a Emporio Armani, a celebração dos 50 anos da Giorgio Armani e a curadoria de uma exposição especialíssima na Pinacoteca de Brera, intitulada Per Amore.

Self-Portrait 125 | Por que o cinema foi essencial para a temporada de Cruise 2026 da Chanel?
25/5/2025 | 48min
Considerando que a temporada de Cruise costuma apresentar temáticas envolventes – para justificar o deslocamento de desfiles para diversos destinos do planeta –, a Chanel não foi tão longe geograficamente desta vez. O Lago de Como, um dos cartões postais mais encantadores da Itália, serviu de pano de fundo para o show que, talvez, sem a narrativa baseada na relação entre a fundadora da maison, Coco Chanel, e o diretor italiano Luchino Visconti não teria sido tão interessante. Afinal, em tempos de espera pela estreia de Matthieu Blazy, que acontece em outubro deste ano, a roupa não pode ser considerada o único elemento a ser analisado do show. Para o episódio 125 do Self-Portrait, Renata Brosina e Paula Jacob analisam o histórico da marca, a conexão entre Gabrielle Chanel e Visconti, além de, claro, destacar a participação de grandes nomes do cinema contemporâneo que fizeram parte do front row que, para a ocasião, eram as mesas do hotel Villa d'Este.

Self-Portrait 124 | Inverno 2025: O que a moda deixou para trás nas passarelas da temporada?
21/4/2025 | 52min
Mesmo com tanto a dizer em suas narrativas, a temporada de Inverno 2025 — que reuniu os calendários de prêt-à-porter femininos e masculinos — foi envolta por uma névoa que desviou as conversas tradicionais de uma fashion week para outra direção. Embora haja um esforço para destacar as propostas estéticas — das cores aos materiais que revivem os dias do luxo em um contexto urbano —, os rumores de mudanças, futuras ou iminentes, afastam a moda de uma busca por análises, questionamentos e, sobretudo, pela evolução de causas trabalhadas ao longo da última década, como a diversidade de corpos. No episódio 124 do Self-Portrait, Renata Brosina e Sylvain Justum discutem os pontos que, de fato, estão transformando especulações em pautas consistentes — e relegando temas tão relevantes à sombra da incerteza.

Palavra e Imagem 17 | “Adolescência” e o mal-estar digital
11/4/2025 | 1h 5min
ão muitos os assuntos que podem se desdobrar a partir da minissérie “Adolescência”: desde o sábio uso do plano sequência para gravar a história até os efeitos do uso das redes sociais na vida de crianças e jovens. Neste episódio, Paula Jacob (@pjaycob) e Fabiane Secches (@fabianesecches) analisam as características que fizeram a produção da Netflix ser um hit instantâneo e os temas importantes levantados por ela.



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