Um ato físico na realidade corresponde a um ato moral.
Qualquer ação tem um correspondente moral.
Um ato tem um representante moral.
Portanto, um ato já não é mais um ato qualquer.
A representação do ato é uma moral do ato.
O nome da Coisa é moral.
-Eu te adoro, Teodoro.
Nomear é um ato de moralidade.
Há dificuldade em atribuir nome ao filho.
Há uma implicação de quem nomeia.
Daí o temor da mulher quando na iminência de se lançar ao ato.
— Helena!
— Não posso ser outra coisa a seus olhos, prosseguiu a moça, tristemente. Quem o convencerá de que a declaração de seu pai não foi obtida por artifício de minha mãe? Quem lhe dará a prova de que, cedendo aos rogos de meu pai, não fiz mais do que executar um plano preparado já? São dúvidas que lhe hão de envenenar o sentimento e tornar-me suspeita a seus olhos. Resista quem puder; é-me impossível encarar semelhante futuro!
Helena não recuaria diante do suicídio.
Um ato de nomeação que não correspondia à realidade.