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A Beleza das Pequenas Coisas

Expresso
A Beleza das Pequenas Coisas
Último episódio

490 episódios

  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Luísa Semedo (parte 2): “Não acredito em nenhuma religião, mas acredito no amor e na música. Se os extraterrestres viessem à Terra, mostrava-lhes o Prince”

    17/10/2026 | 59min
    Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades que resistem aos seus desaparecimentos e reclusões, e da insónia que a acompanha há anos.
    Partilha ainda as inquietações com o futuro das novas gerações, as memórias de infância no Bairro da Serafina e as pequenas coisas que lhe devolvem a calma e a paz que associa à felicidade.
    E revela aquilo em que ainda acredita, apesar de tudo: o amor, a música e a capacidade humana de continuar a lutar, com alegria.
    No final, ainda lê um discurso potente e desassombrado da deputada trans brasileira Erika Hilton, partilha as músicas que a acompanham e os seus prazeres quotidianos. Boas escutas!
    MÚSICAS
    «Siamo Tutti», Krav Boca
    «O Resto do Mundo », Gabriel o Pensador
    “Ma reverence”, Veronique Sanson
    SUGESTÕES CULTURAIS
    Foram as obras que trouxe do Festival Literário Fólio, em Óbidos: o livro de Marta Lança "Essas Pessoas na Sala de Jantar", da Tigre de Papel, e da Ana Bessa Carvalho "Massa Mãe" (editora Urutau)
    LEITURA
    Excerto retirado do discurso original de Erika Hilton (novembro de 2022),
    proferido após a sua eleição histórica enquanto mulher trans, negra, favelada, para
    o Congresso Nacional brasileiro, posteriormente integrado na canção A Luta
    (Okmuzik Records, 2024), uma colaboração com Las Bibas From Vizcaya e
    Dolores Dores.
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Joaquim Letria (1943-2026): “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”

    16/10/2026 | 1h 39min
    Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência “Associated Press", fundou “O Jornal”, o “Tal e Qual”, a revista “Sábado” e, na RTP, foi autor e apresentador de programas de informação e talk shows.
    Em 75, junto com José Carlos Megre, moderou o mítico debate para as presidenciais entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, de onde saiu a célebre frase “olhe que não, doutor, olhe que não!” Sobre esse momento decisivo da democracia, tinha uma opinião muito própria. “Soares ganhou porque vendeu às pessoas o que queriam ouvir. Cunhal foi mais verdadeiro. Votei em Cunhal."
    Voz crítica do jornalismo atual, Letria lamentou que a ONU “sopre para o lado” enquanto a Faixa de Gaza continue a ser bombardeada por Israel e falou da importância do tempo para se chegar à verdade dos factos. Esta conversa foi gravada em maio de 2021, quando Joaquim Letria tinha 77 anos. Na ocasião, afirmou que houve “sempre” quem o quisesse apagar do retrato e avisou: “Não quero reformar-me nunca. Jamais. Com esta idade podemos até ser melhor do que éramos. Sinto-me com mais qualidade”. Recorde esta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Luísa Semedo (parte 1): “É quase impossível separar a pessoa queer que sou da pessoa crioula que também sou. Está tudo misturado. Sou uma Kuirola”

    16/10/2026 | 1h 15min
    É filósofa, investigadora, escritora e cronista. Luísa Semedo cresceu no bairro da Serafina, em Lisboa, e doutorou-se na Universidade Sorbonne, em Paris, onde defendeu uma tese sobre a ética da empatia. É também uma voz do ativismo antirracista e de outras tantas desigualdades sociais. A residir em França conta como o movimento estudantil está a destapar as condições “precárias e desiguais” em que estudam os jovens naquele país. O seu filho mais velho participou nos recentes bloqueios e Luísa revela que sentiu um misto de medo e orgulho. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Carla Madeira (parte 2): “Escrevo para lidar com a ideia do irreversível. Assusta-me quando não podemos mais alguma coisa. A felicidade é quando ainda é possível”

    10/10/2026 | 51min
    Nesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil.
    Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que unifica a sua obra literária e explica a razão de escrever para lidar com a ideia de irreversibilidade que tanto a apavora. Depois fala da sua profunda inquietação sobre o atual Brasil rachado e onde reside a sua esperança na Humanidade e no amanhã.
    No final, a escritora ainda lê um excerto da obra “Diário de Luto”, de Roland Barthes, dá conta de algumas músicas que a acompanham, trauteia duas, deixa uma sugestão cultural e partilha os seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Carla Madeira (parte 1): “Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Como escritora interessa-me explorar essa condição humana”

    09/10/2026 | 1h 19min
    Ela é a escritora de ficção mais lida do Brasil. O que, atendendo à dimensão do seu país, não é dizer coisa pouca. Este verão lançou o novo romance, “Quando”, que rapidamente chegou ao top de vendas brasileiro.
    Carla Madeira é um fenómeno literário desde o seu livro de estreia “Tudo é Rio”, de 2014, que tirou partido do passa-palavra, e depois dos clubes do livro, até se tornar uma autora bestseller. Com um percurso na área da publicidade, Carla chegou à literatura só aos 50 anos e, desde aí, já assinou 4 romances.
    Os seus livros misturam poesia e crueza para falar de violência doméstica, maternidade, sexualidade, desejo, abuso, preconceito, luto e perdão e têm sido alvo de debates intensos, especialmente em torno de questões feministas e sociais.
    Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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Sobre A Beleza das Pequenas Coisas
Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
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