
Marina Mota (parte 2): “O meu camarim é um confessionário, muitos vão lá desabafar e, outras vezes, é um posto médico, melhor que o SNS”
17/1/2026 | 49min
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a atriz Marina Mota revela que ao seu camarim vai parar meio mundo com desabafos ou questões de saúde. A atriz afirma que é de estender a mão a quem dela precisa e procura, mas dá conta que não suporta colegas divas ou maus profissionais. Atualmente afirma-se atormentada com o rumo das coisas no mundo e com a dificuldade das pessoas dialogarem. Sobre a sua relação com espelho, diz que não é fácil envelhecer, mas que é pior quem não aceita o passar do tempo. Muito embora não dispense pequenos cuidados estéticos para se sentir bem. E deixa a crítica. “Não há grandes papéis em Portugal para gente acima dos 50. Mas deveria haver. Vejam as séries nas plataformas de streaming, que têm protagonistas mais maduros e maduras. Só por cá é que não…” E Marina Mota ainda nos lê um excerto de um texto de Gabriel Garcia Márquez, que defende que só envelhece quem deixa de se apaixonar, o que a leva a falar de amor e paixão, entre o passado e o presente, revela algumas músicas e prazeres que a acompanham e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas! Leitura: “Só envelhece quem deixa de apaixonar-se”, de Johnny Welch. (E que é muitas vezes atribuído a Gabriel Garcia Marquéz) Uma peça: “Carmen Miranda - O Grande Musical”, de Filipe La Féria (no Politeama) “À Primeira Vista” - de Suzie Miller, por Margarida Vila-Nova Escolhas musicais: “As coisas de que eu gosto”, do original “My Favorite Things”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, adaptado por António José Lopes Lampreia e cantado por Marina Mota “Amor a Portugal”, por Luís Trigacheiro “Na Escola“, por Os Quatro e Meia “Violência Doméstica”, tema de Marina Mota cantado por si na Revista Hip Hop ´ArqueSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Marina Mota (parte 1): “Quando me estreei disseram que eu era a nova Ivone Silva ou a nova Amália. Perdoem-me, mas sou a primeira Marina Mota”
16/1/2026 | 1h 8min
É uma das atrizes mais populares do país. Nos anos 90, protagonizou e produziu programas de humor que lideraram audiências na televisão e, por mais tempo, foi primeira figura de espetáculos de Revista à Portuguesa, no Parque Mayer, em Lisboa. Presença habitual na ficção nacional, gravou em 2012 uma novela no Brasil, a convite de Miguel Falabella. Em 2024, Marina ganhou o seu primeiro Globo de Ouro, para melhor atriz de Teatro: “Sou atriz há 44 anos. Agradeci o prémio, diverti-me muito, mas não foi o meu melhor desempenho em palco”. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António de Castro Caeiro (parte 2): “Sou um animal de sala de aula. Adoro tanto dar aulas que já estou com medo de ter de me reformar aos 70”
10/1/2026 | 1h 7min
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o filósofo António de Castro Caeiro recorda os tempos de punk rock na mítica banda, dos anos 80, os “Mata Ratos”, e fala do enorme prazer de ser professor e como se realiza por inteiro numa sala de aula, ao ponto de não desejar reformar-se aos 70. E como tem combinado ao longo da sua vida as artes marciais e a filosofia. Há alguma relação possível entre andar à porrada, andar à pêra e ser bom filósofo? António de Castro Caeiro responde. E ainda lê um texto seu e outro de Miguel Esteves Cardoso, revela quais as músicas que o acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Leituras: Primeiro excerto lido de António de Castro Caeiro, O que é a filosofia? (Lisboa: Tinta‑da‑China, 2023), pp. 190-191 Segundo excerto lido de Miguel Esteves Cardoso, “Haver,” in A Causa das Coisas (Lisboa: Assírio & Alvim, 1986). Uma peça: recomenda as do CCB: https://www.ccb.pt/eventos/category/teatro/ Um livro: Dostoiévski, Fiódor. “O duplo”. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Lisboa: Editorial Presença, 2021. Uma série: Slow Horses. Starring Gary Oldman. Created by Will Smith. Apple TV+ Uma exposição: “Complexo Brasil”, exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, até 17 de fevereiro de 2026. Um podcast: “The Rest Is Politics”, de Alastair Campbell e Rory Stewart. Podcast produzido por Goalhanger Podcasts. Escolhas musicais: Frank Sinatra. “The World We Knew (Over and Over).” Em The World We Knew. Tindersticks. “Another Night In.” Faixa 1, em Curtains. Marvin Gaye. “Dream of a Lifetime.” Em ‘Dream of a Lifetime’.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António de Castro Caeiro (parte 1): “Há em mim um espanto e fascínio relativamente a tudo e um elemento lírico que transforma o horror em belo”
09/1/2026 | 1h 8min
É uma das figuras mais reconhecidas da filosofia em Portugal, conciliando a vida académica, com uma presença notável no debate público. É o caso das conferências que Caeiro tem conduzido com casa cheia, no CCB. Este ano prossegue o ciclo “A verdade da mentira”, com sessões que se estendem até Junho, uma espécie de aula de filosofia aberta que se apresenta como uma resistência à pandemia da mentira e crescente proliferação da desinformação. Como podemos mudar o paradigma de uma sociedade que parece, por vezes, abdicar de pensar para se sentir mais segura? Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os mais ouvidos de 2025, com Inês Castel-Branco: “Acho lindas as atrizes com rugas. Não tenho nada contra o botox, mas não me convençam que tenho que o usar”
02/1/2026 | 2h 8min
No cinema foi uma elegante, assertiva e convincente Snu Abecassis, no filme “Snu”, de Patrícia Sequeira e na mini-série “Cara a Cara”, de Fernando Vendrell, interpretou uma candidata a deputada de extrema direita. A atriz Inês Castel-Branco recorda o seu longo caminho na televisão e na moda, e também as várias resistências que teve de superar: “Agora já começo a dizer que ‘não’ e a escolher o que prefiro fazer”. A atriz critica uma certa obsessão e paranóia com a juventude e a perfeição que penaliza mais as mulheres e, em particular, as atrizes. E afirma rejeitar as pressões da indústria e seus dos pares para ser mais magra, usar botox ou submeter-se a outras intervenções estéticas. No final, fala das músicas que a acompanham, lê um poema de Adília Lopes, um excerto do romance “As Malditas”, de Camila Sosa Villada e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.



A Beleza das Pequenas Coisas