487 episódios
Carla Madeira (parte 2): “Escrevo para lidar com a ideia do irreversível. Assusta-me quando não podemos mais alguma coisa. A felicidade é quando ainda é possível”
10/10/2026 | 51minNesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil.
Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que unifica a sua obra literária e explica a razão de escrever para lidar com a ideia de irreversibilidade que tanto a apavora. Depois fala da sua profunda inquietação sobre o atual Brasil rachado e onde reside a sua esperança na Humanidade e no amanhã.
No final, a escritora ainda lê um excerto da obra “Diário de Luto”, de Roland Barthes, dá conta de algumas músicas que a acompanham, trauteia duas, deixa uma sugestão cultural e partilha os seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
See omnystudio.com/listener for privacy information.Carla Madeira (parte 1): “Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Como escritora interessa-me explorar essa condição humana”
09/10/2026 | 1h 19minEla é a escritora de ficção mais lida do Brasil. O que, atendendo à dimensão do seu país, não é dizer coisa pouca. Este verão lançou o novo romance, “Quando”, que rapidamente chegou ao top de vendas brasileiro.
Carla Madeira é um fenómeno literário desde o seu livro de estreia “Tudo é Rio”, de 2014, que tirou partido do passa-palavra, e depois dos clubes do livro, até se tornar uma autora bestseller. Com um percurso na área da publicidade, Carla chegou à literatura só aos 50 anos e, desde aí, já assinou 4 romances.
Os seus livros misturam poesia e crueza para falar de violência doméstica, maternidade, sexualidade, desejo, abuso, preconceito, luto e perdão e têm sido alvo de debates intensos, especialmente em torno de questões feministas e sociais.
Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Luca Argel (parte 2): “Sou otimista por escolha, não por natureza. É fundamental não abrirmos mão dos sonhos, do encanto, da poesia. A arte pode ser útil nesse exercício”
03/10/2026 | 1h 9minNesta segunda parte da conversa, o músico e cantautor Luca Argel começa por dar conta do que diria ao país e aos portugueses e aos brasileiros e ao Brasil no seu livro de reclamações. Luca afirma-se optimista por decisão, embora não veja o amanhã do mundo com os melhores olhos.
Depois reflete na importância da reinvenção de novas masculinidades, que se demarquem das violências e ideais da manoesfera e comenta o faroeste em que se tornou a Inteligência Artificial. E ainda fala dos fantasmas atuais que o assombram.
No final, partilha os próximos projetos, as músicas que o acompanham, os pequenos prazeres quotidianos. E ainda lê um texto de Mar Becker e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
See omnystudio.com/listener for privacy information.Luca Argel (parte 1): “A vida não acontece, não se dá, se não houver espaço para a surpresa, para o inesperado. É preciso haver uma casa vazia no tabuleiro”
02/10/2026 | 1h 12minLuca Argel é a prova viva de que a música de intervenção em Portugal está bem e de boa saúde, bem servida de poesia, arte e questionamento. Este ano, o músico e cantautor lançou novo álbum, “O Homem Triste”, produzido por Moreno Veloso.
Ao longo de nove canções inéditas, Luca navega pelo labirinto de silêncios, dúvidas e segredos que aprisionam meninos e homens em ideais de virilidade inalcançáveis e que os tornam protagonistas de epidemias de violência pelo mundo.
Um ponto de partida para uma conversa sensível e atenta sobre as muitas desigualdades da sociedade e o caminho para uma maior felicidade e bem-estar para mulheres e homens.
Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
See omnystudio.com/listener for privacy information.Joana Gama (parte 2): “Quero que seja tudo mais lento. Se pudesse dilatava o tempo. A minha ideia é deixar ouvir a ressonância das notas”
26/09/2026 | 1h 13minNesta segunda parte da conversa, a pianista Joana Gama conta como passou a viver a música e o palco como um prolongamento da sua vida, e reflete como se passou a relacionar com a falha e como treina a mente para as suas atuações e performances.
Depois fala da experiência cheia de inesperados com o Toy Piano nos espetáculos para crianças, na “Trilogia da Natureza”, ou no espetáculo satírico “A Grande Fantochada”, de Hugo van der Ding. E ainda fala de algumas sombras pessoais, e da decisão de viver feliz com breves coisas, assim como dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos.
No final, ainda lê um texto do escultor Alberto Carneiro, revela as músicas que a acompanham e deixa uma sugestão cultural. Boas escutas!
Músicas
Cara de Espelho - Álbum B - AI
Mão Verde - Álbum Mão Verde III - Jacarandás
Concerto em Sol de Maurice Ravel na interpretação de Arturo Benedetti Michelangelo com a London Symphony Orchestra, sob a direcção de Sergiu Celibidache
Sugestões culturais
Ciclo Contraponto no Theatro Circo - Obras emblemáticas da música clássica dos últimos anos.
Reabertura do Mosteiro São Bento da Vitória em Outubro: Concerto Orquestra XXI com música de Morton Feldman
Terra Incógnita - áudio walks desenvolvidas para trilhos em diversas ilhas açorianas, disponíveis na app criada para o efeito
Passo a Passo - livro do Jorge Pinto sobre caminhar, editado na Zigurate, que tive o gosto de apresentar na Feira do Livro do Porto
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