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A Beleza das Pequenas Coisas

Expresso
A Beleza das Pequenas Coisas
Último episódio

472 episódios

  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”

    22/08/2026 | 57min
    Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua independência e liberdade, e o novo conservadorismo de algumas mulheres que escolhem estar sob o domínio do patriarcado.
    A atriz revela ainda recusar-se a ceder às plásticas e à ilusão de quem não aceita envelhecer. Dalila Carmo partilha depois o alívio de já não ter de responder às perguntas sobre maternidade, da importância de preservar o espanto pela vida e do poder da emoção e da vulnerabilidade.
    No final, partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto de um livro do filósofo norueguês Lars Svendsen, deixa algumas sugestões culturais e revela alguns dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. Boas escutas!
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Dalila Carmo (parte 1): “A minha intensidade está mais moderada. Já não me levo tão a sério. Estou sem pressa para nada e mais contemplativa”

    21/08/2026 | 1h 19min
    É uma atriz com um sólido e prestigiado currículo na ficção televisiva, no cinema e no teatro.Há mais de 30 anos que um dos seus maiores prazeres são as longas viagens a solo para destinos menos turísticos, sem urgência de regressar. A atriz afirma que tem sido uma forma de se politizar, de se reencontrar e de ganhar mais consciência e empatia sobre outros povos e culturas: experiências que poderão em breve ser contadas num livro de viagens. Depois de uma pausa para tratar do seu novo refúgio na serra, Dalila está de regresso às gravações de uma mini novela em Setembro. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Filipe Homem Fonseca (parte 2): “É de uma petulância enorme acharmos que vamos ser a última das gerações. Vêm aí tempos piores, mas creio nas futuras gerações”

    15/08/2026 | 1h 1min
    Nesta segunda parte da conversa, o escritor e guionista Filipe Homem Fonseca revela o seu ceticismo sobre o caminho do mundo nas próximas décadas, mas dá conta de como resiste à desesperança e da sua grande confiança nas gerações futuras.
    Depois revela o seu particular gosto por musicais e banda desenhada do fantástico, lê um poema do poeta e amigo Miguel Martins, partilha algumas das músicas que o acompanham e algumas sugestões culturais
    E ainda nomeia alguns dos seus filmes preferidos de sempre, e aqueles que lhe devolvem a esperança na Humanidade. E, no final, alguns dos pequenos quotidianos que o acompanham sempre. Boas escutas!
    Músicas referidas:
    Bandua – “Barquinho”
    Ana Lua Caiano – “Uma vida a menos”
    Lavoisier - “Pé de Vento” ( do álbum “Era com h”)
    Poema:
    Miguel Martins, in São Miguel da Desorientação, ed. Macondo, 2020
    Sugestão cultural:
    A tour dos Lavoisier: “andam na estrada e são imperdíveis”.
    O texto lido por Filipe, da sua autoria:
    “50 anos a celebrar o 25, e hoje há quem nos diga “mas
    lutem baixinho, não acordem os turistas e os nómadas
    digitais, vão mais para ali que é para não se verem as
    tendas dos que vivem na rua, olhem que dá mau
    aspecto, respeitinho é muito bonito, boas maneiras à
    mesa mesmo sem nada para comer, partir a louça é
    que não, pensem como vos dizemos para pensar, vivam
    como vos deixamos viver; despolarizem, filhos,
    despolarizem, a liberdade de expressão tem as costas
    largas quando é para impormos limites
    à liberdade dos outros, já não se admite fora da
    tradição, ai a tradição, ai; o corpo é de quem?, é de
    quem, o corpo?, porque é que o corpo é de quem o
    tem?, então e a família?, a família só é família se for
    tradicional, tomem lá a conversa de que nos querem
    obrigar a coisas mesmo quando só querem é
    que não vos obriguemos a coisas que só a vós dizem
    respeito; tomem lá o discurso de que vivem acima das
    vossas possibilidades, agradeçam terem emprego
    sequer, engulam esta de que os imigrantes explorados
    é que têm a culpa da crise, esqueçam os lucros da
    banca e os salários miseráveis, tomem lá banda larga e
    muito circo, chupem gourmet, chupem low cost, roam
    um papo-seco e façam filhos, que esta Disneylândia precisa
    de quem produza riqueza para os acionistas; em cada
    rosto igualdade?, não: em cada filho um colaborador
    futuro, trabalhador não, co-la-bo-ra-dor, um colaborador
    é mais empenhado, o empenho prescinde direitos,
    querem que isto avance ou não querem?, um passo
    atrás de cada vez, 50, 49, 48, sempre a puxar para trás,
    rumo a 74, a antes do 25, então não se estava tão
    bem?, antes é que era”; e a resposta é, hoje e sempre,
    só pode ser: não, não, não, não passarão, não
    passarão, não passarão.”
    ERRATA: A propósito da frase que Filipe Homem Fonseca citou, de Sísifo ter de gostar da pedra (a frase correcta é “Há que imaginar Sísifo feliz”) – Filipe atribuiu-a a Vitor Hugo quando é, na verdade, de Albert Camus.
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Filipe Homem Fonseca (parte 1): “Acredito cada vez mais no vagar, na finitude e numa boa gargalhada”

    14/08/2026 | 1h 13min
    Nas artes da escrita, ele é um criador de múltiplas pistas. É dramaturgo, argumentista, romancista, poeta, cronista, realizador e músico e, há décadas, assina programas de televisão, além de séries, filmes, rábulas para rádio e peças de teatro. Fez parte das Produções Fictícias, fundou a banda satírica “Cebola Mol” e, apesar de achar que o mundo ainda vai piorar, continua a acreditar no poder de uma boa gargalhada e na revolução das gerações futuras contra o sistema e a voragem da tecnologia. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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  • A Beleza das Pequenas Coisas

    Viriato Soromenho-Marques (parte 2): “A paz é uma das mais difíceis invenções da Humanidade. E é a grande invenção e projeto que temos de realizar”

    08/08/2026 | 1h 26min
    Nesta segunda parte da conversa, o professor universitário, filósofo e ambientalista Viriato Soromenho-Marques reflete sobre as utopias e distopias atuais da sociedade. “As utopias adormecentes são tão poderosas que não reconhecemos no rosto dos nossos filhos as ameaças do futuro.”
    Depois refere a paz como a maior invenção da Humanidade, abre o livro sobre as reais ameaças do aquecimento global e deixa um apelo à responsabilidade perante as gerações futuras. “Se não se travar o aquecimento global, nos próximos séculos uma parte considerável do planeta pode estar inabitável.”
    E ainda lê um excerto de Nietzsche sobre a “morte de Deus”, fala com orgulho da família e dos dois filhos emigrados, deixa várias sugestões culturais, revela alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos e explica por que acredita que "o humor é fundamental para colmatarmos a nossa ignorância e mortalidade”. Boas escutas!
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Generated: 8/22/2026 - 8:40:41 PM