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Narrativas, com Flávia Gasi

Flávia Gasi
Narrativas, com Flávia Gasi
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5 episódios

  • Narrativas, com Flávia Gasi

    #05 - Lilith | E a sua recusa

    21/09/2026 | 30min
    Em Narrativas, conduzimos uma expedição intelectual através dos arquétipos e mitologias que fundamentam nossa compreensão do mundo. Com uma abordagem que entrelaça literatura, filosofia, psicanálise e antropologia, cada episódio é uma imersão profunda nos símbolos que nos habitam - desde as narrativas clássicas até suas reverberações na cultura contemporânea.
    Este podcast é independente e feito com paixão. Sua contribuição no Catarse garante a continuidade do projeto e oferece recompensas exclusivas, como:
    Acesso a conteúdos extras e episódios antecipados. Participação em comunidades de debate (Discord). 🔗 Junte-se a nós: catarse.me/flaviagasi
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    EPISÓDIO #05: LILITH | E SUA RECUSA
    Por que Lilith, que aparece uma única vez na Bíblia, e apenas como uma palavra solta no meio de ruínas, se tornou uma das figuras mais reconhecíveis do imaginário ocidental? E como a mulher que se recusou a deitar por baixo, num texto satírico medieval, acabou transformada em estampa de camiseta e curso de "energia feminina selvagem"?
    Neste episódio, desvendamos a fabricação de Lilith: da Mesopotâmia ao mercado, camada por camada:
    A arqueologia de um medo. O lilû, o lilītu e o ardat lilî da Babilônia e da Assíria: demônios do vento e da noite, temidos e nunca adorados. Como a mortalidade infantil virou nome, e o nome virou amuleto.
    O Alfabeto de Ben-Sira. O texto hebraico medieval, satírico e não-bíblico que inventa a história inteira. Lilith criada do mesmo barro que Adão, a briga sobre quem fica por cima, a fuga pelo Nome Inefável, os três anjos no Mar Vermelho e o pacto selado em amuletos.
    Silvia Federici e a caça às bruxas como acumulação primitiva. A expropriação do saber feminino e o cerco ao trabalho reprodutivo. Uma tese forte, que o episódio apresenta como contestada, e não como consenso.
    Alexandra Kollontai, a recusa levada à política. Creche, lavanderia pública, cozinha comunitária, salário. O que o mito não podia dizer, porque não basta dizer não: tem que ter pra onde ir.
    O deserto, o voo e o espelho. A imaginação material da recusa em Gaston Bachelard, a terra que resiste, o peso vencido pelo voo, e a boca que fala nos símbolos teriomórficos de Gilbert Durand.

    Bibliografia do Episódio:
    ALFABETO DE BEN-SIRA. In: PATAI, Raphael. A Deusa Hebraica. São Paulo: Perspectiva, 1967.
    BACHELARD, Gaston. A água e os sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 1989. [1942].
    BACHELARD, Gaston. A terra e os devaneios da vontade. São Paulo: Martins Fontes, 1990. [1948].
    BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2002.
    DURAND, Gilbert. Estruturas antropológicas do imaginário. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
    FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.
    KOLLONTAI, Alexandra. O comunismo e a família. 1920. Disponível em: marxists.org/portugues/kollontai/
    KOLLONTAI, Alexandra. A nova mulher e a moral sexual. Disponível em: marxists.org/portugues/kollontai/
    MACDONALD, George. Lilith. Londres: Chatto & Windus, 1895.
    PLASKOW, Judith. The coming of Lilith: essays on feminism, Judaism, and sexual ethics, 1972–2003. Boston: Beacon Press, 2005.
    ROSSETTI, Dante Gabriel. "Lilith" [também publicado como "Body's Beauty" e "Lady Lilith"]. In: Ballads and sonnets. Londres: Ellis and White, 1881.

    AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
    Luis Otávio Ribeiro, Hemanuel Jhosé Alves Veras; Henrique Zoccoli Franco; J Felipe Oliveira Araujo; Jaqueline Valentina da Costa; Juliana Gomes Martins; Leticia Passos Affini; Raquel Ribeiro Albert; Sabrina Rodrigues
  • Narrativas, com Flávia Gasi

    #04 - Sangue | Para o vampiro

    27/08/2026 | 27min
    Em Narrativas, conduzimos uma expedição intelectual através dos arquétipos e mitologias que fundamentam nossa compreensão do mundo. Com uma abordagem que entrelaça literatura, filosofia, psicanálise e antropologia, cada episódio é uma imersão profunda nos símbolos que nos habitam - desde as narrativas clássicas até suas reverberações na cultura contemporânea.
    Este podcast é independente e feito com paixão. Sua contribuição no Catarse garante a continuidade do projeto e oferece recompensas exclusivas, como:
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    EPISÓDIO #04: SANGUE | PARA O VAMPIRO
    Por que o vampiro, esse morto-vivo que bebe sangue, é a personificação perfeita de um sistema econômico? E como a criatura folclórica, que antes era um camponês faminto, se transformou em um aristocrata imobiliário na literatura vitoriana?
    Neste episódio, desvendamos a metamorfose do vampiro: do camponês sérvio que saía da cova para sugar a vitalidade do clã, ao Conde Drácula que compra propriedades em Londres e planeja sua expansão financeira:
    A mudança de classe do vampiro: do feudalismo da escassez ao capitalismo da acumulação.
    A leitura materialista de Karl Marx: o capital como "trabalho morto que vive apenas sugando trabalho vivo".
    A análise de Franco Moretti sobre Drácula como monopolista e capital estrangeiro.
    O sangue como "água espessa" — a materialidade da intimidade violada em Gaston Bachelard.
    A teriomorfia e o regime noturno da imagem em Gilbert Durand: o humano que se torna animal, o medo do devoramento.
     
    Bibliografia do Episódio:
    BACHELARD, Gaston. A água e os sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 1989. [1942].
    BACHELARD, Gaston. A terra e os devaneios da vontade. São Paulo: Martins Fontes, 1990. [1948].
    BARBER, Paul. Vampires, Burial, and Death: Folklore and Reality. New Haven: Yale University Press, 1988.
    DURAND, Gilbert. Estruturas antropológicas do imaginário. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
    MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.
    MORETTI, Franco. Dialética do medo. In: Signos e Estilos da Modernidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
    STOKER, Bram. Drácula. Tradução de Luiz Antonio Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. [1897].
    FLÜCKINGER, Johannes. "Visum et Repertum" (1732), relatório sobre Peter Plogojowitz. 
     
    AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
     Hemanuel Jhosé Alves Veras; Henrique Zoccoli Franco; J Felipe Oliveira Araujo; Jaqueline Valentina da Costa; Juliana Gomes Martins; Leticia Passos Affini; Raquel Ribeiro Albert; Sabrina Rodrigues
  • Narrativas, com Flávia Gasi

    #03 - Ouroboros | A serpente que morde o próprio rabo

    25/11/2025 | 40min
    Em Narrativas, conduzimos uma expedição intelectual através dos arquétipos e mitologias que fundamentam nossa compreensão do mundo. Com uma abordagem que entrelaça literatura, filosofia, psicanálise e antropologia, cada episódio é uma imersão profunda nos símbolos que nos habitam - desde as narrativas clássicas até suas reverberações na cultura contemporânea.
    Flávia Gasi, sua narradora e guia nesta jornada, combina rigor acadêmico com uma narrativa envolvente, revelando como esses elementos imaginários continuam a moldar nossa psique coletiva, nossas criações artísticas e nossos dilemas existenciais.
    EPISÓDIO #3: "OUROBOROS: ENTRE A TRANSFORMAÇÃO E A PRISÃO DA ETERNIDADE"
    Por que a serpente que devora a própria cauda é, ao mesmo tempo, símbolo máximo da renovação e armadilha do eterno retorno? Neste episódio, desvendamos a jornada milenar desta imagem que desafia o tempo:
    A aparição do anel da Grande Serpente em A Roda do Tempo de Robert Jordan, e como ele nos introduz ao paradoxo do infinito.
    A transformação do Ouroboros de protetor da ordem material no Egito (Mehen) a operador de transmutação na Alquimia medieval.
    A crítica materialista de Gaston Bachelard à mordida como ato central: o veneno que vira fermento de vida.
    A oscilação da serpente entre o Regime Noturno (proteção, ciclo) e o Regime Diurno (autodestruição, sistema fechado) na teoria de Gilbert Durand.
    A leitura psicanalítica: da pulsão de morte em Freud ao gozo autoerótico em Lacan.
    A apropriação pelo capitalismo: como o Ouroboros se tornou o símbolo ideológico do ciclo infinito de exploração e fetichismo da mercadoria.
    A representação contemporânea em Dark: o tempo como jaula e a reificação da consciência neoliberal.
    Bibliografia do Episódio:
    JORDAN, R. A Roda do Tempo: O Olho do Mundo.
    BACHELARD, G. A Terra e os Devaneios do Repouso.
    DURAND, G. As Estruturas Antropológicas do Imaginário.
    FREUD, S. Além do Princípio do Prazer.
    LACAN, J. O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise.
    MARX, K. O Capital, Livro I.
    LUKÁCS, G. História e Consciência de Classe.
    Tabula Smaragdina [Tábua de Esmeralda].
    Dark (Série, 2017-2020).
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    #02 - Corvos | Os mensageiros do nunca mais

    23/09/2025 | 24min
    Em Narrativas, conduzimos uma expedição intelectual através dos arquétipos e mitologias que fundamentam nossa compreensão do mundo. Com uma abordagem que entrelaça literatura, filosofia, psicanálise e antropologia, cada episódio é uma imersão profunda nos símbolos que nos habitam - desde as narrativas clássicas até suas reverberações na cultura contemporânea.
    Flávia Gasi, sua narradora e guia nesta jornada, combina rigor acadêmico com uma narrativa envolvente, revelando como esses elementos imaginários continuam a moldar nossa psique coletiva, nossas criações artísticas e nossos dilemas existenciais.

    EPISÓDIO #2: "CORVOS: ENTRE A SABEDORIA DIVINA E O PRESSÁGIO MORTAL"
    No Episódio #2: "Corvos: Os Mensageiros Ambíguos da Alma Humana"
    Por que o corvo é ao mesmo tempo sagrado e amaldiçoado, criador e destruidor? Neste episódio, mergulhamos na jornada milenar desta ave enigmática:
    A cena icônica de O Corvo de Edgar Allan Poe — e como ela sintetiza o desespero romântico e a sombra da mente moderna.
    A transformação do corvo de mensageiro dos deuses nórdicos (Odin) e trickster criador indígena para símbolo do diabo na Idade Média.
    Leituras de Marvin Harris e Michel Pastoureau sobre como interesses materiais e manipulação simbólica distorceram sua imagem.
    A psicologização do mito em Tzvetan Todorov e a internalização do monstro em Poe.
    A visão de Charles Baudelaire sobre o corvo como alegoria da consciência humana presa no tempo.
    Bibliografia do Episódio:
    POE, E.A. O Corvo e Outros Poemas. Tradução de Fernando Pessoa. Penguin Classics, 2018.
    HARRIS, M. Vacas, Porcos, Guerras e Bruxas. Civilização Brasileira, 2014.
    PASTOUREAU, M. Uma História Simbólica do Ocidente Medieval. Teorema, 2006.
    HUTTON, R. The Triumph of the Moon. Oxford University Press, 1999.
    TODOROV, T. Introdução à Literatura Fantástica. Perspectiva, 2015.
    BAUDELAIRE, C. As Flores do Mal. Nova Fronteira, 2015.
    OVÍDIO. Metamorfoses. Cotovia, 2007.
    SHAKESPEARE, W. Macbeth. Simon & Schuster, 1992.

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    #01 - Sirenas | Metamorfoses através dos séculos

    15/07/2025 | 25min
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    EPISÓDIO DE ESTREIA: "SEREIAS - A METAMORFOSE DE UM MITO ATRAVÉS DOS SÉCULOS"
    No Episódio #1: "Sereias: Entre o Canto e a Perdição"Por que o canto das sereias ecoa há milênios como metáfora de desejo e perigo? Neste episódio, exploramos:
    A cena icônica da Odisseia onde Ulisses resiste às sereias — e o que ela revela sobre controle e liberdade.
    A transformação das sereias de aves para peixes na Idade Média, e como a Igreja as tornou símbolos de pecado.
    Leituras de Freud, Adorno e Horkheimer sobre o mito como luta entre natureza e civilização.
    A conexão entre águas, morte e feminino em Gaston Bachelard.

    Bibliografia do Episódio:
    HOMERO. Odisseia. Ubu Editora, 2018.
    BRANDÃO, J.S. Dicionário Mítico-Etimológico. Vozes, 1992.
    FREUD, S. O Mal-Estar na Civilização. Companhia das Letras, 2010.
    ADORNO & HORKHEIMER. Dialética do Esclarecimento. Zahar, 1986.
    BACHELARD, G. A Água e os Sonhos. Martins Fontes, 1989.

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    Juliana Gomes Martins
    Sabrina Rodrigues
    Ana Carvalho
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Sobre Narrativas, com Flávia Gasi
Bem-vindos ao Narrativas, o podcast onde mergulhamos nos símbolos, mitos e figuras que moldam nossa cultura. Com a apresentação da Flávia Gasi (oiê, eu mesma, doutora em narrativa e games), cada episódio é uma jornada através do tempo, desvendando como essas imagens surgiram, o que significaram no passado e como se transformaram até os dias de hoje.Apoie: https://www.catarse.me/flaviagasi
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Generated: 9/23/2026 - 12:57:43 AM