100 episódios
- Celebramos 100 episódios do Risca Ponto abordando um tema que não pede licença para entrar nos nossos terreiros, conversas, no nosso convívio familiar: a machosfera.
Bem longe de ser só um fenômeno de internet, esse é um projeto político que lucra com a insegurança masculina, oferecendo respostas mentirosas e apontando o feminismo e as mulheres como grandes inimigos. No episódio de hoje, vamos entender como essa rede internacional de ressentimento se baseia em visões distorcidas pela colonialidade e pelo patriarcado. Vamos debater por que a verdadeira força de um homem dentro da Umbanda jamais estará baseada na dominação de territórios ou na anulação das mulheres, mas sim na responsabilidade compartilhada e no cuidado comunitário.
🎧 Dê o play no Episódio 100: "A machosfera e o terreiro". Disponível no Spotify e nas principais plataformas de áudio. O link está na bio e nos stories!
Referências:
Livros
OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. The Invention of Women: Making an African Sense of Western Gender Discourses. University of Minnesota Press, 1997.
hooks, bell. O Feminismo é para Todo Mundo. Rosa dos Tempos.
hooks, bell. A Vontade de Mudar: Homens, Masculinidade e Amor. Elefante.
DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. Boitempo.
COLLINS, Patricia Hill. Black Feminist Thought. Routledge.
GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano. Zahar.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de Racialidade. Zahar.
AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Pólen.
BILGE, Sirma; COLLINS, Patricia Hill. Intersectionality. Polity Press.
RIBEIRO, Djamila. Quem Tem Medo do Feminismo Negro?. Companhia das Letras.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil. Autêntica.
WERNECK, Jurema (org.). Saúde das Mulheres Negras: Nossos Passos Vêm de Longe.
CONNELL, Raewyn. Masculinities. University of California Press.
KIMMEL, Michael. Angry White Men. Nation Books.
Podcasts
Café da Manhã (Folha de S.Paulo) — Por dentro da machosfera brasileira.
Brasil Partido (BBC Brasil) — A machosfera.
Pauta Pública (Agência Pública) — Adolescência: a machosfera para além dos incels.
Ciência Suja — Machosfera: Marcadores da Masculinidade.
Fontes dos dados apresentados
Fórum Brasileiro de Segurança Pública — 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025).
Fórum Brasileiro de Segurança Pública / Datafolha — Visível e Invisível: A Vitimização de Mulheres no Brasil (5ª edição, 2025).
Fundação Getulio Vargas — A Machosfera é Política (2025).
Ribeiro, Manoel Horta et al. — The Evolution of the Manosphere Across the Web (2020).
NetLab/UFRJ; Observatório da Indústria da Desinformação e Violência de Gênero; Ministério das Mulheres — relatório sobre monetização da misoginia (2025).
Underreporting of Intimate Partner Violence in Brazil (2025).
#RiscaPonto #Umbanda #Machosfera #Espiritualidade - Você chama a polícia quando o sino da igreja toca no domingo? Ninguém invade uma missa para quebrar santo, queimar banco ou vandalizar o espaço. Então por que nós fomos adestrados a usar a palavra "intolerância" para descrever a violência cruel e sistemática contra os nossos terreiros e contra os praticantes das religiões de matrizes africanas? Intolerância é não saber lidar com opinião diferente. O que incendeia barracão, obriga o filho de santo a esconder a guia no transporte público e adoece nossas lideranças até a morte, como aconteceu com Mãe Gilda e Mãe Bernadete, tem nome, história e CEP: é Racismo Religioso. A violência no Brasil sempre escolheu os mesmos corpos negros, indígenas e periféricos como alvo. Achar que quebrar um congá é mero "vandalismo" é não entender que o colonizador sempre soube que destruir a biblioteca viva de um povo é tática de guerra.
Dá o play no novo episódio do Risca Ponto.
*No encerramento tive problemas tecnicos na captação, por esse motivo a diferença de som no trecho. - Quando a gente fala de fundamento na Umbanda, quase sempre olha para o congá, para os pontos cantados, para o transe e para os guias.
Mas existe um lugar da casa que quase nunca aparece nas fotos e ainda assim, sustenta boa parte do axé que circula no terreiro: a cozinha.
Neste episódio de RISCA PONTO, a gente conversa sobre a cozinha como território de feitiço, de comunidade e de ancestralidade. Um espaço onde o fundamento é transmitido pelas mãos, pelo fogo, pelo tempo e pelo cuidado. - Tem discussões na Umbanda que revelam muito mais sobre as nossas próprias limitações do que sobre os guias em si. Nos últimos tempos, tem crescido um discurso que tenta explicar a nossa religião exclusivamente através de critérios racionais, intelectuais e cronológicos.
A bola da vez é questionar a legitimidade dos Erês, sob a desculpa de que uma criança "não teria vivido o suficiente para “ancestralizar ou "não teria bagagem” para orientar um adulto. O nosso novo episódio do RISCA PONTO nasceu de um texto extremamente potente da Mãe Camila Paiva so Terreiro Alumeia de Taboão da Serra, que me fez parar para refletir e decidir fazer este episódio de hoje: será que essas certezas sobre "idade e sabedoria" vieram das matrizes africanas e indígenas que formam a Umbanda, ou são apenas o pensamento colonial se infiltrando nos nossos terreiros?
Quando você olha de verdade para uma gira de Erê, entende que a lógica é outra. A cura vem pela brincadeira, pela alegria, pelo afeto e pela simplicidade. Às vezes, a gente precisa desaprender as certezas que o mundo adulto nos forçou a carregar para acessar conhecimentos reais. Defender a presença dos Erês na Umbanda é defender uma forma diferente e decolonial de compreender o tempo, a vida e a nossa memória coletiva.
Siga o Risca Ponto nas redes sociais.
Nos avalie com 5 estrelas no Spotify - Você pisa no terreiro pra fortalecer o chão ou só pra sugar o Axé da comunidade? A branquitude e a sociedade treinaram todo mundo a consumir tuda na vida. E muita gente cruza a porteira do barracão achando que gira é drive thru espiritual: chega, tira a senha, senta, espera, exige que o guia resolva a bagunça que a própria pessoa fez, e vai embora sem olhar pra trás. Terreiro não é uma repartição pública. É quilombo urbano. Antes de você se sentar lá pra desabafar, tem uma família de axé ralando o mês inteiro, varrendo chão, comprando vela, pagando luz e sustentando o fundamento pra aquela porta abrir. Entrar num espaço de ideologia negra, sugar a tecnologia de sobrevivência daquela comunidade e ir embora sem oferecer sequer uma troca é a mais pura atualização do extrativismo colonial.
Neste episódio do Risca Ponto falamos sobre isso.
Siga nosso perfil no Instagram: @riscaponto_
Compartilhe este episódio.
Nos avalie com 5 estrelas no Spotify
Mais podcasts de Religião
Podcasts em tendência em Religião
Sobre Risca Ponto
Salve Umbanda, Saravá! Bem-vindos, bem-vindas, bem-vindes ao RISCA PONTO, podcast de Umbanda. Sou Dario Forghieri e este espaço é dedicado a resgatar a afro-brasilidade da Umbanda. Vamos questionar o embranquecimento histórico e destacar as raízes da Umbanda, reconhecendo a contribuição dos povos negros e a resistência à marginalização cultural e ritualística. Vamos abrir essa gira e refletir juntos!
Site de podcastOuça Risca Ponto, A Bíblia Narrada por Cid Moreira - Narval e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções
Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções


Risca Ponto
Leia o código,
baixe o aplicativo,
ouça.
baixe o aplicativo,
ouça.













