O óbvio precisa ser dito.
E por que dizer que a Umbanda é cultura negra ainda causa desconfort?
Porque essa verdade mexe com privilégios, com narrativas e com a ideia confortável de uma espiritualidade “neutra”.
A Umbanda nasceu do chão negro, da experiência da diáspora, da reinvenção espiritual de povos que sobreviveram à violência colonial.
Negar isso apaga sua história. Reconhecer sua negritude não pede a exclusão de ninguém. Mas exige responsabilidade. Exige memória. Exige posicionamento social e político.
Porque, em uma sociedade racista, afirmar uma religião negra é também afirmar resistência.
Se esse tema te provoca, incomoda ou faz pensar, é sinal de que precisa ser conversado.
Separa um tempo e ouça atento a este episódio de Risca Ponto.