Muitas vezes, o que chamam de "evolução espiritual" é apenas o neoliberalismo performando de branco e guia no pescoço no terreiro. Vivemos em uma cultura que exige validação e visibilidade o tempo todo, e esse individualismo moderno tenta capturar o terreiro, transformando o axé em um projeto de sucesso pessoal.
Neste episódio do Risca Ponto, conversamos sobre como ego se disfarça de fala mansa e humildade para fugir de críticas e do convívio real. Sobre a como a busca por uma espiritualidade higienizada é, na verdade, uma herança colonial que tenta domesticar corpos negros e indígenas, tachando a emoção intensa de "desequilíbrio.
O terreiro não é lugar para performance individual. É chão de atrito, de negociação, de coletividade. Se a sua espiritualidade não aguenta o limite imposto pelo outro ou uma correção do dirigente, ela ainda é refém da sua própria vaidade.
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