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Risca Ponto

Dario Forghieri | @riscaponto_
Risca Ponto
Último episódio

110 episódios

  • Risca Ponto

    EP 110 - Morrer para renascer

    28/09/2026 | 25min
    Chega uma hora em que o estudo e pesquisa precisam encontrar o silêncio, e a palavra precisa abrir espaço para a escuta. O Risca Ponto vai fazer uma pausa de 45 dias, mas o motivo é o mais importante possível: vou me recolher para o rito de iniciação para Orixá e para a minha ancestralidade.
    No Episódio 110, eu compartilho com vocês as reflexões que atravessam esse momento de morrer para nascer de novo. Vivemos em um mundo onde tudo é para ontem, onde nosso corpo tem que estar sempre disponível para produzir e a nossa cabeça nunca para. O preceito e a iniciação quebram essa lógica colonial. Eles exigem que a gente desacelere, confie no cuidado da comunidade e entenda que não somos autossuficientes. Falar sobre a Umbanda exige que eu tenha a humildade de viver e escutar os fundamentos da minha casa. O microfone agora vai descansar para que o corpo possa aprender.
    A boa notícia é que temos mais de 100 episódios disponíveis para vocês maratonarem, ouvir de novo, repensarem e compartilharem. A nossa roda de conversa não acaba aqui, ela só pede um tempo para respirar e voltar ainda mais forte.
  • Risca Ponto

    EP 109 - Incorporação

    21/09/2026 | 32min
    Existe um mito adoecedor rodando nos terreiros de Umbanda: a ideia de que o verdadeiro transe exige um "apagão" total. Importamos a visão de Hollywood e do Espiritismo, onde o espírito toma o corpo de assalto e expulsa a pessoa de dentro de si mesma. O resultado? Uma competição onde quem apaga é desenvolvido e quem lembra é julgado como marmoteiro.
    No Episódio 109 do Risca Ponto, a gente conversar sobre como o transe é uma relação, um encontro. O guia usa sua memória, seu repertório e sua linguagem para se manifestar. Estar consciente significa que o seu corpo está participando e aprendendo junto com o ancestral.
    A pior parte dessa cultura do apagão é a galera que usa o "não lembro de nada" como carteirada para não assumir responsabilidade. Pessoas que dão broncas humilhantes, expõem segredos de consulentes e depois lavam as mãos dizendo "foi o guia". Transe não é licença para ser tóxico e faltar com a ética no terreiro.
    ***TIVEMOS ALGUNS PROBLEMAS TÉCNICOS NA GRAVAÇÃO, POR ISSO A DIFERENÇA NO AUDIO A PARTIR DO MINUTO 10+-***
  • Risca Ponto

    EP 108 - Curimba vs. Tik Tok

    14/09/2026 | 26min
    Quem está ensinando a curimba do seu terreiro: a comunidade ou o TikTok?
    Nós estamos vivemos um momento de transição complicado. O algoritmo se tornou o grande Ogã Curimbeiro da nossa época. Hoje, antes mesmo de pisar no chão de um barracão, muita gente abre o celular, aprende letras e leva para a gira pontos que viralizaram na internet.
    Mas decorar não é diferente de aprender. A internet te ensina a melodia, mas não mostra a história e o fundamento. E, pior: o algoritmo confunde familiaridade e repetição com tradição. Neste Episódio 108 do Risca Ponto falamos sobre esse assunto. Ponto cantado é feitiço, é macumba, tem fundamento e carrega a história de resistência. Não dá para reduzir isso a música de terreiro para gerar engajamento e likes.
    A internet ampliou o acesso, sim. Mas se ela fizer a gente esquecer que a verdadeira pesquisa se faz sentando no terreiro para ouvir as memórias dos mais velhor, nós perderemos a raiz.
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    #Curimba #PontosCantados #Umbanda #Atabaque #Axé
  • Risca Ponto

    EP 107 - Caboclos e a aldeia de plástico da branquitude.

    08/09/2026 | 40min
    Na Umbanda, Caboclos e Caboclas são guias fortes e reverenciados. Mas será que a nossa visão sobre essas entidades não foi capturada pelo olhar da branquitude? No Episódio 107 do Risca Ponto, a gente vai falar sobre a "aldeia de plástico" que foi criada em muitos terreiros e nas redes sociais. Transformando a diversidade complexa dos povos indígenas do Brasil num personagem genérico, dócil e padronizado, que só serve para dar passe e conselho. Esqueceram que nossos guias têm humanidade e história. Eles carregam a memória das invasões, massacres, do roubo de terras e das violências coloniais que as populações indígenas e negras enfrentaram e ainda enfrentam. Falar de miscigenação e "encontro de culturas" ignorando o estupro e a violência estrutural é abraçar a narrativa de quem colonizou.
    Honrar o povo das matas não é só acender vela verde e gritar Okê Caboclo. É preciso ter responsabilidade. Entender que a terra não é mercadoria. E, principalmente, ler, ouvir e apoiar os povos indígenas vivos que estão hoje lutando contra o Marco Temporal e o garimpo ilegal para defender o mesmo território que você saúda na gira.

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  • Risca Ponto

    EP 106 - Exu mirim é exu.

    31/08/2026 | 32min
    As pessoas tem uma mania péssima de tentar domesticar e catalogar aquilo que não controlamos. Para tentar explicar Exu Mirim a Umbanda embranquecida já fez de tudo: uns dizem que são meninos de rua, outros que são "pigmeus" africanos, indígenas de pequena estatura ou até “gabirus".
    Pior ainda é a ideia de transformar o terreiro numa repartição pública, dizendo que Exu Mirim é um estagiário, um espírito imaturo ou um guia sem evolução que um dia vai “crescer” e virar um Exu de verdade. A gente faz isso porque a sociedade nos ensinou a criminalizar a malícia e a inteligência de quem precisou aprender com a rua para sobreviver. Exu Mirim não perde fundamento porque ri alto, provoca, não obedece, ou fala palavrão. Ele não é um aprendiz. Ele é Exu.
    Neste episódio de Risca Ponto conversamos sobre isso.

    #RiscaPonto #ExuMirim #Umbanda #PovoDeRua #Exu
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Sobre Risca Ponto
Salve Umbanda, Saravá! Bem-vindos, bem-vindas, bem-vindes ao RISCA PONTO, podcast de Umbanda. Sou Dario Forghieri e este espaço é dedicado a resgatar a afro-brasilidade da Umbanda, sua força política e social. Vamos questionar o embranquecimento histórico e destacar as raízes da Umbanda, reconhecendo a contribuição dos povos negros e a resistência à marginalização cultural e ritualística. Vamos abrir essa gira e refletir juntos!
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