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- As mudanças no regime de chuvas têm aumentado os desafios para quem produz no campo. Períodos de seca e os chamados veranicos, quando a chuva fica vários dias sem aparecer durante o ciclo das culturas, podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade.
Nesse cenário, os bioinsumos vêm ganhando espaço como aliados do produtor rural. Produtos de origem biológica, como biofertilizantes, biodefensivos e bioestimulantes, podem ser utilizados em conjunto com os defensivos agrícolas e ajudar as plantas a lidar melhor com situações de estresse. - As indenizações do seguro de vida do produtor rural mais que dobraram em Minas Gerais no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, foram pagos R$ 16,3 milhões a segurados e beneficiários. O valor representa um crescimento de 127% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg.// A arrecadação do segmento também avançou. Foram R$ 210,3 milhões, alta de 17,8% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
O seguro de vida do produtor rural tem uma finalidade diferente das modalidades que protegem a lavoura, os animais, as máquinas ou as instalações da propriedade. Nesse caso, o foco é o próprio produtor e os beneficiários indicados na apólice. Dependendo das coberturas contratadas, o seguro pode prever indenização em situações como morte, invalidez permanente causada por acidente e doenças graves, entre outras previstas no contrato. - O preço do etanol nos postos de combustíveis tem relação direta com o que acontece bem longe da bomba: no campo. Em Belo Horizonte, o litro do combustível foi encontrado recentemente por cerca de R$ 2,99. Um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário é o aumento da oferta.
Em Minas Gerais, a Conab estima uma produção de 82,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. O volume representa um crescimento de 7% em relação à temporada anterior. A expectativa positiva também é nacional. Especialistas projetam uma safra entre 5% e 7,5% maior, podendo chegar a até 650 milhões de toneladas de cana.
As chuvas bem distribuídas em diferentes regiões produtoras contribuíram para a recuperação dos canaviais e para o aumento da produtividade. Mas, se para o consumidor uma maior oferta pode representar combustível mais barato, para o produtor a conta é mais complexa. O valor pago na bomba não é o mesmo que chega ao produtor rural. Entre a propriedade e o consumidor estão a indústria, o transporte, a distribuição, os tributos e outros elos da cadeia. Ouça o podcast. - Depois de um primeiro semestre de oscilações, o setor começa a identificar sinais de maior equilíbrio entre oferta e demanda. A tilápia começou 2026 em alta, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo durante a Quaresma e a Semana Santa.Mas, ao longo do segundo trimestre, o cenário mudou. A chegada do inverno e a consequente redução sazonal do consumo, somadas ao avanço das taxas de pesca do Vietnã, aumentaram a pressão sobre os preços pagos aos produtores.
Com isso, parte da cadeia enfrenta dificuldades para manter a rentabilidade. Segundo dados mais recentes da Embrapa Pesca e Aquicultura, porém, as compras de tilápia do Vietnã chegaram a perder força no fim do primeiro semestre. Em março, as importações atingiram o pico de 1.956 toneladas. O volume caiu para 1.342 toneladas em junho e chegou a 957 toneladas em julho.Uma redução de aproximadamente 29% em relação ao mês anterior. - Produzir mais nem sempre significa ganhar mais. No cultivo do pimentão, a rentabilidade da lavoura depende não apenas do volume colhido, mas também da qualidade dos frutos que conseguem chegar ao mercado em boas condições de comercialização.
Cultivado em praticamente todos os estados brasileiros, o pimentão está presente em mais de 32 mil estabelecimentos rurais. A produção nacional é estimada em 224 mil toneladas. São Paulo concentra 27% desse volume, seguido pela Bahia, com 14,7%, e por Minas Gerais, com 14,6%, segundo dados divulgados pela Embrapa Hortaliças.
Mas, para transformar produção em receita, o produtor precisa reduzir a diferença entre aquilo que é colhido e o que, de fato, consegue ser vendido.
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