Nesta semana, os mercados globais seguiram operando em um ambiente de forte incerteza, ainda acerca do impacto do choque de energia associado às tensões no Oriente Médio e a quebra de expectativas de possíveis acordos para o encerramento do conflito. Dita conjuntura resultou em uma reorganização das projeções e precificações do mercado devido aos desdobramentos sobre a inflação e política monetária global. A manutenção dos elevados patamares dos preços das commodities ampliou as preocupações inflacionárias e reforçou a percepção de que os processos de flexibilização monetária nas principais economias ocorrerão de forma mais gradual ou até mesmo cheguem à uma pausa temporária. O barril de petróleo retornou ao patamar de US$110, enquanto o dólar operou em forte alta, cotado aos R$5,07. Acerca das nossas projeções para o final de 2026, não ocorreram modificações. Desta forma, seguimos com os prognósticos para o IPCA em 4,79% e IGP-M em 5,34%. Para o PIB, mantemos a expectativa de um crescimento de 1,9%. Já para a Taxa Selic meta, esta deve encerrar o período em 13,25% ao ano.