Assim como na semana anterior, os mercados refletiram um ambiente externo sensível ao conflito entre EUA e Irã, ainda com reflexos importantes sobre o petróleo, os juros internacionais e o apetite por risco. Apesar de alta volatilidade e incertezas, a perspectiva mais disseminada de um possível acordo de paz causou uma forte queda no petróleo do tipo Brent, sendo cotado aproximadamente a US$ 90 por barril. Enquanto isso, o dólar encerrou a semana em leve alta aos R$5,04. Em relação às nossas projeções para o final de 2026, revisamos o cenário diante das recentes pressões inflacionárias, de natureza aparentemente temporária e sem impacto relevante sobre as expectativas de médio e longo prazo — principais referências para a condução da política monetária pelo Banco Central. Nesse contexto, elevamos a nossa projeção do IPCA de 4,79% para 4,82% e do IGP-M de 5,34% para 6,14%. Para o PIB, mantemos a expectativa de um crescimento de 1,9%. Já para a Taxa Selic meta, esta deve encerrar o período em 13,25% ao ano.