33 episódios
- Qual e o custo de dizer uma coisa e sustentar outra?
Neste episodio, Alexandre de Salles mostra que o mercado aprendeu a precificar a incoerencia. Larry Fink cravou que "risco climatico e risco de investimento", e o que isso revela nao e sobre o clima, e sobre dinheiro: quando o mercado passa a ler uma variavel nova, ele comeca a cobrar por ela, na taxa, no spread, na linha que se renova ou nao.
Com a lente de quem senta na cadeira financeira, Alexandre separa a sustentabilidade que e figurino da que e estrutura. A primeira vive no site e no discurso de palco; a segunda muda o CAPEX e o custo de capital. A distancia entre o dito e o feito, antes invisivel, hoje e auditavel, e o mercado nao escreve uma carta quando a percebe: ajusta o preco.
A conclusao e desconfortavel e pratica: coerencia nao e virtude, e engenharia financeira. Quem promete sem estrutura para honrar vende a descoberto a propria reputacao, e reputacao, como lembra Warren Buffett, nao se recupera. A incoerencia virou spread, e a conta sempre chega, so nao vem num boleto.
Episodio derivado da coluna quinzenal Gestao & Sustentabilidade. Assine a newsletter e leia o ensaio completo em decantar.alexandredesalles.com.br - Quando começa, de verdade, a sucessão de uma empresa?
Neste episódio, Alexandre de Salles desloca a pergunta. Sucessão costuma ser tratada como um evento futuro: a passagem de bastão, o rito formal que acontece quando o fundador decide sair ou o conselho aprova uma transição. Mas a verdade é mais incômoda. A sucessão não começa quando o líder sai, começa muito antes, quando ninguém mais decide sem ele.
Começa quando as relações estratégicas vivem na agenda de uma única pessoa, quando a memória da empresa mora na cabeça de alguém e não nos processos, nos rituais e nos sistemas. O maior risco sucessório não está na saída formal de quem lidera, mas na concentração silenciosa de decisões, relações e memória em uma única pessoa. Uma dependência que parece força e, com o tempo, revela fragilidade.
Com a lente de quem trata a empresa como um ativo que precisa durar além de quem a conduz, Alexandre fala sobre por que profissionalizar não é apagar o fundador, mas proteger a organização do improviso, e por que perenidade se constrói distribuindo decisão, relação e conhecimento antes que a ausência os cobre.
Porque uma empresa madura não é a que depende da presença do líder. É a que continua de pé quando ele não está na sala.
🎧 Episódio derivado da coluna quinzenal Gestão & Sustentabilidade. 📩 Assine a newsletter e leia o ensaio completo em decantar.alexandredesalles.com.br - Qual é o verdadeiro risco da inteligência artificial na mesa de decisão?
Neste episódio, Alexandre de Salles desafia a forma como quase todo mundo aborda o tema. O perigo, ele argumenta, não é a máquina dar uma resposta errada — isso se percebe, cedo ou tarde. O perigo é ela dar uma resposta perfeita, eloquente, com gráficos lindos, para uma pergunta que ninguém parou para questionar se era a pergunta certa.
Porque a IA fez algo muito específico com o mundo: democratizou as respostas. E quando as respostas viram commodity, o valor migra para o que continua escasso — a qualidade das perguntas. Uma máquina poderosíssima alimentada por uma pergunta medíocre devolve uma mediocridade impecavelmente apresentada. O velho “entra lixo, sai lixo”, agora difícil de detectar porque o lixo sai bem-escrito.
Com a lente de quem foi treinado a desconfiar de número bonito, Alexandre fala sobre a sedução da resposta confiante, a abdicação disfarçada de eficiência, e a verdade que nenhum algoritmo muda: a responsabilidade não é delegável. Quando a decisão dá errado, não é o modelo que se senta diante do conselho.
Porque o GPS calcula qualquer rota com perfeição. Só você pode decidir se vale a pena chegar lá.
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Assine a newsletter da Decantar em decantar.alexandredesalles.com.br - Sirva-se de uma taça e procure a fruta. Em alguns vinhos ela está lá, viva. Em outros, no lugar dela, só madeira — um amadeirado que toma conta de tudo e não deixa mais nada respirar. Um vinho imponente, mas com protagonista demais.
Neste episódio, Alexandre de Salles conversa sobre as organizações que viraram esse vinho: aquelas onde tudo passa por uma única figura, onde “nada anda sem ele” é dito como elogio, e onde a força aparente esconde uma fragilidade silenciosa. Por que a centralidade excessiva não aparece no balanço enquanto o líder está presente? O que ela cobra, todos os dias, dos talentos que ficam à sombra do centro? E por que o melhor enólogo é justamente aquele cuja mão você não sente no copo?
Uma reflexão sobre delegação, sucessão, protagonismo e a coragem de sair do centro a tempo — para quem entende que a medida de uma liderança não é o quanto a casa depende dela hoje, mas o quanto será capaz de viver sem ela amanhã.
Se você não estivesse aí amanhã, o que continuaria de pé?
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Get full access to Alexandre de Salles at alexandredesalles.substack.com/subscribe - Quando uma crise chega numa empresa, quem é o primeiro a saber: o lucro ou o caixa?
Neste episódio, Alexandre de Salles desafia uma das crenças mais arraigadas da gestão — a de que o resultado contábil conta a verdade a tempo. O DRE, ele argumenta, é um retrovisor: mostra com nitidez a estrada que ficou para trás. O caixa, esse sim, sussurra o que está prestes a acontecer.
E em nenhum lugar essa diferença é tão dramática quanto na cadeia de suprimentos. Um fornecedor que atrasa, um frete extraordinário, um estoque de segurança comprado antes da hora, um desconto perdido — tudo isso mexe no caixa hoje, mas só aparece no lucro trimestres depois. No intervalo, a empresa olha um DRE saudável e segue decidindo como se nada estivesse acontecendo.
Com a lente de quem leu muitos demonstrativos, Alexandre mostra por que a cadeia de suprimentos não é “só logística”, mas um problema financeiro disfarçado — o trajeto que o capital de giro percorre. E por que o líder que aprende a escutar o caixa enxerga a tempestade enquanto ela ainda é nuvem no horizonte.
Porque quem dura não é quem tem a melhor fotografia. É quem aprende a ler o filme enquanto ele ainda está sendo gravado.
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Sobre O Olhar do CFO
O Olhar do CFO é o podcast que traduz, em formato de áudio, a visão executiva da coluna Gestão & Sustentabilidade. A partir das reflexões de Alexandre de Salles, CEO da (AS) Consultoria e ex-CFO, os episódios exploram como construir empresas capazes de durar: com governança, estratégia, finanças, cultura e sustentabilidade entendida como perenidade.
Mais do que comentar temas de gestão, o podcast investiga os fundamentos da continuidade empresarial, da disciplina financeira à arquitetura da decisão, do crescimento com estrutura ao uso consciente da tecnologia.
Os episódios são apresentados por vozes geradas por inteligência artificial, em uma proposta que une profundidade executiva e linguagem acessível.
Para quem lidera com responsabilidade, decide com critério e pensa para além do trimestre. Um novo episódio a cada quinze dias.
Um podcast da Decantar: https://decantar.alexandredesalles.com.br
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