160 episódios
EP 37 | Vera Lucia Silva, Samarco: O pior não é o time resistir à IA — é ninguém ter coragem de questionar
29/10/2026 | 50minNeste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Vera Lucia Silva, da Samarco, sobre o que acontece com as pessoas quando a inteligência artificial chega a uma organização. Psicóloga de formação e especialista em cultura organizacional, Vera conta como trabalha o engajamento de cerca de 20 mil pessoas numa empresa que vive um processo de reconstrução e se prepara para retomar 100% da capacidade produtiva até 2028.
A conversa se organiza em torno de uma ideia simples de enunciar e difícil de praticar: a cultura não precisa estar pronta para inovar, mas precisa de condições mínimas. Disposição para repensar processos, espaço para o erro, abertura para desaprender e, acima de tudo, liberdade para questionar. Quando esse último ponto falta, o time recebe a tecnologia em silêncio, e o conhecimento de quem conhece a operação deixa de corrigir o que a máquina erra.
Pelo ângulo da liderança, Vera trata a IA como uma mudança de paradigma maior do que foi a automação, porque mexe na organização inteira, e não só em uma área. A IA amplia a capacidade de decisão das pessoas e, junto, a responsabilidade. Daí a defesa de uma requalificação que desenvolva julgamento, com simulações, diversidade de perspectivas e segurança psicológica, num momento em que quatro gerações dividem o mesmo ambiente de trabalho. O episódio encerra a temporada 5 e anuncia o spin-off Prova Real: Decisões Além do Hype.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- As condições mínimas da cultura para absorver uma nova tecnologia
- O silêncio do time como risco na adoção de IA
- O viés de se acostumar às respostas fáceis
- A participação da área de pessoas desde a identificação da dor
- A integração do planejamento de produção da mina ao porto
- A requalificação como estratégia e responsabilidade social
Uma escuta para quem lidera pessoas, cultura ou transformação e precisa fazer a IA funcionar com o time, e não apesar dele.EP 36 | Rafael Vinicius Silva, Databricks: A IA virou turismo tecnológico — e o CEO tem 300 projetos para priorizar
27/10/2026 | 47minNeste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Rafael Vinícius Silva, da Databricks, sobre uma carreira construída entre bancos e big techs. Rafael viveu a migração de sistemas financeiros para a nuvem na Microsoft, acompanhou a chegada da IA generativa no Google e hoje trabalha com dados e inteligência artificial para instituições financeiras.
A conversa organiza um debate que muitas empresas ainda não fizeram: o que vem depois da onda de experimentação. Rafael conta por que as organizações que investiram na capacitação das pessoas saíram na frente, por que medir ganho pela percepção do usuário engana e por que tanto teste em paralelo acabou virando o que ele chama de turismo tecnológico.
No recorte de liderança, o episódio passa pelo surgimento do C-level de IA e pela governança de segurança e de custo, e termina numa reflexão sobre neurociência e novas gerações: o tempo que a IA libera só vira qualidade quando o líder usa esse tempo para pedir mais questionamento.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- Dados como base de qualquer IA generativa
- Capacitação das equipes num mercado em que o modelo virou commodity
- Retrabalho e o ganho real de produtividade
- Priorização de casos de uso e o CEO com 300 projetos na mesa
- Segurança da informação e custo de tokens
- Pensamento crítico e decisão nas próximas gerações de líderes
Uma conversa para quem precisa transformar a experimentação com IA em resultado de negócio, especialmente em setores regulados.EP 35 | Liliane Nogueira, Act Digital: 13 países, 9 pessoas, nenhuma agência — a IA executa, o time pensa
22/10/2026 | 41minNeste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Liliane Nogueira, da act digital, sobre mais de 20 anos de marketing: do varejo de moda, quando 90% da verba ia para a mídia televisiva, passando pela mala direta, pelo CRM e pela automação, até a operação atual, em que ela comanda, do Brasil, o marketing de uma consultoria com atuação em 13 países.
A conversa gira em torno de uma ideia que Liliane repete para o próprio time: a IA vem para executar, e o humano vem para pensar. A partir dela, o episódio discute o que muda na avaliação de um profissional, por que um texto produzido sem crítica perde valor e como a empresa diagnostica a própria maturidade antes de tentar escalar.
No ângulo de liderança, Liliane fala da responsabilidade de quem cobra adoção sem usar a tecnologia, do FOMO que marcou a fase de muita experimentação e pouco resultado e do forward deployed engineer, perfil que entra no cliente para conectar negócio, pessoas e tecnologia. Ela também conta como um time de nove pessoas, sem agência, sustenta uma operação global.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- O novo perfil profissional quando a execução é automatizada
- Times híbridos entre pessoas e agentes de IA
- Senso crítico, padrões e diferenciação de marca
- Os quatro pilares de maturidade em IA
- O forward deployed engineer na adoção de IA
- Fundação de dados e integração de ferramentas no marketing
Uma conversa para quem lidera times e precisa decidir onde a IA entra, onde não entra e o que fazer com o tempo que ela libera.EP 34 | Daniel Avancini, Indicium AI: Governança é top 3 nas prioridades — e 20º no orçamento
20/10/2026 | 42minNeste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Daniel Avancini, da Indicium AI, sobre o caminho que leva uma empresa dos dados à decisão. Economista de formação e cofundador de uma consultoria que nasceu para apoiar a tomada de decisão, Daniel conta como a empresa foi puxada para a tecnologia, construiu plataformas e governança de dados para grandes bancos e agora volta ao negócio com a inteligência artificial.
A conversa organiza um debate que muitas empresas ainda fazem pela metade. A IA já está em todo lugar, mas o resultado continua difícil de provar, porque a transformação mexe em estrutura, cargos, processos e incentivos. Daniel explica por que dados continuam sendo a base, por que contexto virou a nova palavra para dados e como classificar decisões pelo raio de impacto antes de entregá-las a um agente.
O ângulo de liderança fica claro no fim. Com orçamentos e planejamentos estratégicos sendo fechados, ele defende que cada líder escolha uma estratégia, entre liderar, ficar na média ou esperar com menos risco, e que governança, dados e cyber saiam da lista de prioridades e entrem no orçamento.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- Qualidade de dados e o risco de tratar dados para sempre
- A pirâmide de dados, informação, conhecimento e sabedoria na era da IA
- Contexto e memória para agentes
- Raio de impacto e julgamento humano
- Adoção sem controle, da educação aos slides que ninguém revisa
- O alfa de cada empresa e o que não delegar à IA
Para líderes que vão decidir em breve quanto, onde e como investir em IA.EP 33 | Olivier Devaux, Serasa Experian: Ninguém escala IA sem repensar o processo antes — e a maioria está tentando
15/10/2026 | 46minNeste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Olivier Devaux, diretor do DataLab e do AI Office da Serasa Experian. Belga, formado em administração e há mais de 15 anos no Brasil, Olivier passou pela consultoria e por uma startup de inteligência artificial antes de ajudar a organizar a adoção de IA numa empresa que reúne score de crédito, antifraude, agronegócio e marketing services.
A conversa segue a ordem em que as coisas aconteceram por lá. Primeiro, deixar as áreas experimentarem, mesmo sabendo que algumas vão reinventar a roda. Depois, escolher o que merece escala e decidir quem aprova cada tipo de caso. Por último, a etapa que ainda está em curso: repensar o trabalho em vez de apenas acelerá-lo. É nesse ponto que Olivier usa a pergunta da sua primeira dissertação no colégio, se é mais importante melhorar a vela ou inventar a lâmpada.
O ângulo de liderança atravessa o episódio. Com a conta dos tokens chegando, o gestor precisa definir o kit mínimo de IA de cada função, testar as ferramentas para saber o que pode cobrar e aceitar que o jeito de trabalhar de 2025 já não serve em 2026. Ao mesmo tempo, Olivier lembra que algumas coisas não mudam, e que a estratégia deve se apoiar nelas.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- A experimentação espontânea nas unidades de negócio
- Os critérios para levar um caso de IA do piloto à escala
- O ROI diluído dos casos internos de produtividade
- Dado proprietário e confiança como vantagem competitiva
- Acurácia e latência em aplicações de risco e fraude
- O hábito de ler, testar e observar como rotina de liderança
Uma conversa para executivos que já passaram da fase do entusiasmo e agora precisam decidir onde a IA vale o investimento.
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