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    A nova geração de notebooks quer aposentar o carregador?

    05/09/2026 | 20min
    Durante muito tempo, escolher um notebook potente significava aceitar alguns compromissos: máquinas mais pesadas, baterias que duravam menos e desempenho reduzido quando o computador era desconectado da tomada.
    A ASUS quer mudar essa lógica com o Zenbook A16, novo notebook premium da marca que chega ao Brasil combinando uma tela de 16 polegadas com peso de apenas 1,2 kg.
    Em entrevista ao Podcast Canaltech, Murilo Tunholli, da ASUS Brasil, explica que uma das principais apostas do modelo está no Snapdragon X2 Elite Extreme, da Qualcomm.
    O processador usa arquitetura ARM, que busca combinar desempenho com maior eficiência energética. Segundo o executivo, a proposta é fazer com que o notebook mantenha uma experiência semelhante mesmo quando está longe da tomada.
    A comparação feita durante a entrevista é com o celular. Ninguém espera que um smartphone fique mais potente quando é conectado ao carregador. A ideia é aproximar o comportamento do notebook dessa experiência.
    A bateria também ganha destaque. A ASUS estima até 21 horas de reprodução de vídeo offline. Em situações mais próximas do cotidiano, a empresa fala em até 18 horas de streaming e mais de 15 horas de navegação na internet.
    Outro desafio foi chegar a esses números sem transformar o A16 em um notebook pesado. A fabricante optou por uma bateria de 70 Wh e reorganizou componentes internos para preservar o peso de 1,2 kg.
    O desempenho gráfico também faz parte da estratégia. A GPU integrada Adreno é voltada principalmente para produtividade e aplicações de criação, mas a ASUS afirma que o avanço dos gráficos integrados começa a diminuir a necessidade de uma placa de vídeo dedicada em determinadas atividades.
    No Brasil, o Zenbook A16 chega inicialmente vendido exclusivamente pela loja online da ASUS por R$ 22.999. A empresa pretende acompanhar a recepção do produto antes de decidir sobre uma eventual expansão para outros canais.
    A estratégia já foi adotada com o Zenbook A14, que começou como produto importado e, após a aceitação no mercado brasileiro, passou a ter fabricação local e presença em mais varejistas.
    Durante a conversa, Murilo também explica como tecnologias apresentadas primeiro nos modelos premium podem chegar posteriormente a outros produtos do catálogo da ASUS.

    Você também vai conferir: Netflix supera auge da TV paga com plano que exibe anúncios, estudo revela quanto dura a bateria de um carro elétrico e 6G poderá funcionar como radar e detectar até quem está offline.
    Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Danielle Cassita e João Melo. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.
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    Alexa com IA quer entender contexto e agir cada vez mais por você

    04/09/2026 | 28min
    A Alexa chegou ao Brasil em 2019 conhecida principalmente como uma caixa de som inteligente capaz de tocar músicas, responder perguntas e executar comandos simples. Sete anos depois, a Amazon tenta levar a assistente para uma nova fase.
    Com a Alexa Plus, a proposta é transformar aquela lógica de comandos mais rígidos em uma conversa mais natural. A nova versão usa inteligência artificial generativa para entender melhor o contexto, manter o assunto entre uma pergunta e outra e personalizar respostas a partir das informações compartilhadas pelo usuário.
    Em entrevista ao Podcast Canaltech, Talita Taliberti, country manager de Alexa no Brasil, explica que essa evolução exigiu uma reformulação da arquitetura por trás da assistente.
    Segundo a executiva, a Alexa Plus trabalha com mais de 70 modelos de linguagem diferentes. A escolha do modelo depende do tipo de tarefa realizada. Um pedido para criar uma história, por exemplo, exige uma abordagem diferente de um comando para acender uma lâmpada.
    Essa diferença também é importante para reduzir erros. Em tarefas criativas, uma resposta ruim pode ser corrigida pelo usuário. Já em uma casa conectada, a precisão se torna mais crítica: ao interpretar que uma sala está escura, a assistente precisa entender que deve acender as luzes e não executar outra ação por engano.
    A mudança também aponta para uma Alexa capaz de fazer mais coisas no mundo real. A Amazon já demonstrou, por exemplo, uma integração em desenvolvimento que permitirá pedir um Uber diretamente por voz.
    Essa transformação acontece enquanto a casa conectada ganha espaço no Brasil. De acordo com dados apresentados pela Amazon durante a entrevista, 2025 terminou com 29 milhões de dispositivos de casa conectada ativos e integrados à Alexa no país, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.
    Talita também destaca o impacto da automação para pessoas com deficiência ou limitações físicas, já que comandos por voz podem proporcionar mais autonomia em tarefas cotidianas.
    Ao mesmo tempo, uma assistente que aprende preferências, guarda informações e está presente dentro de casa levanta uma questão inevitável: privacidade.
    A executiva explica quais controles estão disponíveis para o usuário, incluindo o bloqueio físico de microfone e câmera, além da possibilidade de administrar e apagar históricos de voz.
    Para o futuro, a Amazon enxerga uma Alexa cada vez mais proativa. Em vez de esperar sempre por um comando, a ideia é que a assistente consiga entender hábitos e antecipar algumas necessidades sem ultrapassar os limites definidos pelo próprio usuário.
    Você também vai conferir: OpenAI cria “botão de emergência” para desligar IAs fora de controle, PF consegue recuperar mensagens apagadas do WhatsApp e Novo retrovisor consegue identificar distrações do motorista.
    Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França, André Magalhães e Danielle Cassita. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Erick Teixeira.
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    Por que o Brasil não deveria depender das IAs das big techs

    03/09/2026 | 22min
    Elas respondem perguntas, escrevem textos, ajudam a programar e estão começando a ser incorporadas a diferentes serviços. Mas existe uma questão que vai além do que aparece na tela: quem controla a tecnologia por trás dessas ferramentas?
    Hoje, os modelos mais avançados de inteligência artificial são desenvolvidos principalmente por grandes empresas estrangeiras. Para Felipe Iszlaji, sócio-fundador e CEO da Clarisse.ai, depender exclusivamente dessas tecnologias pode deixar países e empresas vulneráveis a mudanças de preço, restrições de acesso e decisões tomadas fora do Brasil.
    Em entrevista ao Podcast Canaltech, o executivo defende que a inteligência artificial generativa deve ser encarada cada vez mais como uma infraestrutura tecnológica, assim como aconteceu com outras tecnologias essenciais.
    Isso não significa, porém, que o Brasil precise gastar bilhões de dólares tentando construir do zero um concorrente para os modelos mais avançados do mundo.
    Segundo Iszlaji, uma alternativa é aproveitar modelos abertos e adaptá-los com dados brasileiros. A estratégia permitiria desenvolver sistemas menores, mais baratos e especializados em áreas importantes para empresas e para o setor público.
    A língua também entra nessa discussão. Embora os principais modelos disponíveis hoje consigam conversar em português, o executivo argumenta que ainda existem diferenças na forma como essas ferramentas compreendem e produzem conteúdo relacionado à cultura e à linguagem brasileira.
    Durante a conversa, ele cita construções comuns em textos gerados por IA que parecem naturais em inglês, mas pouco espontâneas em português. Para setores como mídia, editoras e produção de conteúdo, essa diferença pode ter impacto direto no trabalho.
    O episódio também discute os cuidados necessários no uso individual dessas ferramentas. Iszlaji alerta para o risco de tratar sistemas de inteligência artificial como se fossem pessoas e de recorrer a eles para todas as decisões do cotidiano.
    A recomendação é usar a tecnologia de maneira crítica, buscando aplicações que realmente economizem tempo ou gerem valor, sem terceirizar completamente o próprio raciocínio.

    Você também vai conferir: Xiaomi lança celular com bateria gigante por cerca de R$ 1.900, Magalu fecha parceria para vender produtos no Mercado Livre e Google lança aulão gratuito para ajudar estudantes no Enem.
    Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Nathan Vieira e Marcelo Fischer. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira.

    O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026!
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    Seu celular já pode substituir uma câmera profissional?

    02/09/2026 | 32min
    As câmeras se tornaram um dos principais campos de disputa entre as fabricantes de smartphones. Sensores maiores, lentes externas e recursos de inteligência artificial estão aproximando os celulares de equipamentos profissionais, mas até onde essa evolução pode chegar? Este episódio do Podcast Canaltech explica por que a indústria passou a investir tanto em fotografia e o que realmente define a qualidade de uma câmera de celular. Afinal, uma quantidade maior de megapixels não garante, sozinha, uma imagem melhor. O tamanho do sensor, a qualidade das lentes, a estabilização e o processamento da imagem também influenciam o resultado. O problema é que todos esses componentes precisam caber dentro de um aparelho compacto, que ainda deve reservar espaço para bateria, processador e outras peças. Na entrevista, André Varga, diretor de produtos da JOVI no Brasil, explica como avanços em áreas aparentemente distantes da fotografia, como a fabricação de baterias mais compactas, começaram a liberar espaço para sensores maiores dentro dos aparelhos. A conversa usa o JOVI X300 Ultra como exemplo dessa evolução. O smartphone conta com um kit fotográfico que permite acoplar lentes externas ao aparelho, com distâncias focais equivalentes a 200 e 400 milímetros. O executivo também fala sobre a relação entre fotografia óptica e inteligência artificial. Enquanto os recursos de software podem aprimorar automaticamente uma imagem, fotógrafos profissionais costumam buscar mais controle sobre o resultado, inclusive a possibilidade de registrar uma foto sem o tratamento feito pela IA. Outro ponto abordado é o preço. Hoje, as tecnologias mais avançadas ainda estão concentradas principalmente nos aparelhos premium. A tendência, porém, é que sensores maiores, estabilização óptica e câmeras de alta resolução cheguem gradualmente a modelos mais acessíveis. Você também vai conferir: Bug no Google Mensagens pode enviar conversas privadas para contatos errados, Instagram vai identificar perfis de influenciadores criados por IA e Oracle oferece curso gratuito de IA para negócios. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer e André Magalhães. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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    Startups atraem R$ 396 milhões em intenção de investimento no Startup Summit

    01/09/2026 | 14min
    R$ 396 milhões em intenção de investimento. Esse foi o volume registrado nas rodadas de negócios do Startup Summit 2026, realizado em Florianópolis.
    Ao longo dos três dias de evento, mais de 160 fundos de investimento participaram de quase 2 mil reuniões com startups. A dinâmica coloca empreendedores frente a frente com diferentes investidores para apresentar seus negócios e discutir possíveis aportes.
    O valor não significa que R$ 396 milhões foram efetivamente investidos durante o evento. Nas rodadas, os investidores registram quanto estariam dispostos a investir nos negócios apresentados, e essas informações ajudam a formar o indicador de intenção de investimento.
    Mas dinheiro não foi o único assunto que movimentou o ecossistema.
    Em entrevista ao Podcast Canaltech, Sabrina Rocha, organizadora do Startup Summit, contou que a inteligência artificial apareceu entre as principais preocupações de empreendedores e empresas nesta edição.
    A discussão já não passa apenas por adotar novas ferramentas. As empresas também estão tentando entender como preparar infraestrutura e equipes para o avanço da tecnologia e como a IA pode transformar seus próprios modelos de negócio.
    Startups brasileiras de olho no mundo
    A internacionalização também ganhou espaço. Segundo Sabrina, mais de 30 delegações participaram da Feira de Negócios, em iniciativas para aproximar empresas estrangeiras do mercado brasileiro e ajudar startups nacionais interessadas em expandir para outros países.
    O movimento aconteceu em uma edição que reuniu mais de 11 mil participantes. E o Startup Summit já olha para o próximo ano, quando chega à décima edição.
    Para 2027, porém, a estratégia não é simplesmente aumentar o tamanho do evento. A organização afirma que pretende priorizar a qualidade das conexões, dos parceiros e da experiência oferecida aos participantes.
    No novo episódio do Podcast Canaltech, Sabrina Rocha explica como são calculadas as intenções de investimento, fala sobre os assuntos que mais mobilizaram o ecossistema nesta edição e conta o que está sendo preparado para o futuro do Startup Summit.
    Você também vai conferir: Processo acusa xAI de usar conteúdo de abuso infantil para treinar o Grok, Projeto prevê indenizações de até 500 mil reais em acidentes com elétricos e Rock in Rio estreia transmissão pela nova TV 3.0.
    Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Danielle Cassita e João Melo. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Lívia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.

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