Neste episódio da série sobre a industrialização de vantagens comparativas, recebemos Otaviano Canuto, economista com trajetória no Banco Mundial, FMI e BID, para uma conversa profunda sobre os caminhos possíveis — e os limites reais — da reindustrialização brasileira.
Canuto diferencia a desindustrialização “natural” da desindustrialização precoce, analisa os impactos da globalização 2.0, da nova geopolítica e da guerra de subsídios, e discute por que o modelo asiático baseado em mão de obra barata já não é replicável. Em um mundo marcado por transição energética, minerais críticos, segurança alimentar e fragmentação comercial, o Brasil pode transformar sua abundância de recursos naturais em plataforma de industrialização verde?
A conversa também mergulha nos “condicionantes horizontais” — infraestrutura, ambiente de negócios, abertura comercial, estabilidade macroeconômica e capital humano — e conecta o debate à armadilha da renda média: por que tantos países conseguem sair da pobreza, mas poucos conseguem alcançar a renda alta? E o que o Brasil ainda precisa fazer para subir na escada de valor?
Um episódio essencial para entender como geografia, clima, comércio e instituições se cruzam no futuro da indústria brasileira — e quais escolhas estratégicas podem determinar nosso lugar na economia global.