O contador que fecha os olhos para uma operação suspeita não está apenas evitando um problema. Está criando um risco maior para si mesmo e para o escritório.
Desde 2012, quando a Lei nº 12.683 incluiu o profissional dacontabilidade no rol de sujeitos obrigados a agir na prevenção à lavagem de dinheiro, o papel do contador mudou. Ele deixou de ser apenas um registrador de fatos para se tornar um agente de prevenção, com deveres legais eresponsabilidades que a maioria ainda não dimensionou completamente.
Neste episódio, Wander Pinto, vice-presidente deIntegridade, Ética e Disciplina do CRCSP, mestre em Contabilidade, empresário contábil e professor universitário com larga experiência em auditoria externa, explica o que a legislação exige, o que a Resolução nº 1.721/2024 do Conselho Federal de Contabilidade ampliou e por que enviar uma comunicação de não ocorrência por costume pode se tornar uma prova contra o próprio escritório.
A conversa passa pelas operações Calicut, Carbono Oculto eSPER, pelo conceito de cegueira deliberada, pelo dilema de comunicar ou não uma suspeita quando o cliente em questão representa receita relevante, e pelo que a classe precisa antecipar diante de um cenário cada vez mais complexo.
O podcast Contabilidade: Essencial Hoje, Amanhã e Sempre éuma iniciativa do CRCSP e está disponível nas principais plataformas de áudio.