Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal, foi um advogado que esteve no centro de algumas das discussões constitucionais mais relevantes do país. Atuou em causas que marcaram a história recente do Brasil. Temas sensíveis, de forte repercussão pública e impacto social profundo, como a pesquisa com células-tronco embrionárias, a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos, a união homoafetiva e tantos outros debates que ajudaram a redefinir os contornos do constitucionalismo brasileiro.Filho de um membro do Ministério Público e de uma advogada, em uma época em que poucas mulheres ocupavam esse espaço, cresceu em um ambiente em que o direito já era parte da vida cotidiana. Ao longo dos anos, ampliou esse horizonte com uma trajetória acadêmica internacional, passando por universidades como Yale, Harvard e, hoje, lecionando na Sorbonne.Mas há algo que ele próprio faz questão de afirmar com simplicidade: antes de tudo, é professor.Talvez seja justamente essa identidade que explique sua forma de pensar o direito, com densidade intelectual, abertura ao debate e atenção constante às transformações do tempo. Seja nas reflexões sobre a efetividade da Constituição, seja nas discussões mais recentes sobre inteligência artificial e o futuro das instituições, Barroso mantém um olhar voltado para o presente, mas sempre projetado para o futuro.Uma conversa rica, leve e profundamente instigante.