Neste episódio, parto da pergunta incômoda sobre ter piorado ou não com o tempo para investigar algo mais profundo: a obsessão moderna em se medir. A partir de Zhuangzi e do sonho da borboleta, em diálogo com Winnicott, este ensaio atravessa amadurecimento, identidade, luto por versões de si e a armadilha de viver em relação a escalas rígidas de bom e mau, sucesso e fracasso. A régua que promete orientação acaba endurecendo o eu, aprisionando-o numa comparação constante. Talvez amadurecer não seja avançar numa linha, mas aceitar a transição, abandonar a fixação e recuperar a liberdade de existir sem precisar provar quem se é.