102 episódios
- O episódio apresenta diversos excertos de obras de Sigmund Freud focadas na psicanálise, abordando temas centrais como as neuroses de defesa (histeria, neurose obsessiva e paranoia) e a sexualidade infantil. A primeira seção discute a paranoia como um mecanismo patológico de defesa contra ideias insuportáveis, oferecendo exemplos clínicos para ilustrar como a paranoia serve para proteger o Eu da dor psíquica. Outras seções incluem correspondências com Wilhelm Fließ, onde Freud teoriza sobre a estrutura do aparelho psíquico em camadas de traços mnêmicos, e ensaios sobre o sentido antitético das palavras primitivas, correlacionando achados linguísticos com o funcionamento do inconsciente no trabalho do sonho. Finalmente, o texto examina a psicogênese da homossexualidade feminina, o fenômeno do fetichismo e a ligação do masoquismo com as pulsões de vida e morte, reforçando o papel do Complexo de Édipo como núcleo das neuroses.
- O episódio consiste em diversos excertos de um seminário proferido por Jacques Lacan, focando primariamente na angústia, sua estrutura, e sua relação com o desejo e o objeto na teoria psicanalítica. Lacan articula a angústia em distinção do medo, explorando a fundo sua função no complexo de castração, na captura narcísica e na dialética do sujeito. O seminário também examina a função do objeto a (causa do desejo) e sua manifestação em fenômenos clínicos como a neurose obsessiva e a histeria, recorrendo frequentemente a esquemas topológicos e referências a Freud, Santo Tomás de Aquino, e obras literárias como Hamlet. O psicanalista reflete sobre a evolução de seu próprio ensino em relação ao imaginário e ao significante, enfatizando que a angústia é o que permite passar pela articulação do desejo.
- Os excertos tratam de uma análise filosófica e psicossocial abrangente, focando primariamente na natureza dos afetos (como medo, esperança e desamparo) e sua relação intrínseca com a política e a formação do corpo social. O texto examina como a ignorância e o medo são motores de sujeição e discute a complexa natureza do "tribunal" e do "castelo" de Kafka, entendidos como corpos políticos extensos que englobam a sociedade. Há uma crítica ao individualismo possessivo hobbesiano e uma discussão sobre o trabalho, não apenas como fonte de autonomia e reconhecimento (Hegel e Marx), mas também como um mecanismo disciplinar que pode levar à depressão e alienação na sociedade capitalista contemporânea. O conceito de reconhecimento e des-identidade, especialmente através da figura do proletariado e da crítica às noções fixas de identidade, é crucial, culminando em uma reflexão sobre o amor como uma força desestabilizadora que quebra as relações contratuais liberais e desafia as esferas de determinação estatal.
- O episódio apresenta uma crítica aprofundada da sociedade do espetáculo, focando em como a vida real se transforma em mera representação. Ele descreve o espetáculo como a acumulação intensa de imagens onde o que era vivido diretamente se afasta, tornando a realidade um pseudomundo objetivo de pura contemplação. Essa sociedade é vista como a fase mais desenvolvida do capitalismo, onde a perda da qualidade em todos os níveis e a separação entre indivíduos e classes são camufladas por uma aparente unidade do espetáculo. Além disso, o autor examina a dialética histórica e a atuação de movimentos revolucionários, como o marxismo e o anarquismo, em relação ao espetáculo, sublinhando o impacto da burocracia e da ideologia na alienação do proletariado e na perversão do tempo vivido.
- Os excertos provêm de um livro que consolida diálogos de um grupo de antropologia focado em religião, arte, materialidade e espaço público, com ênfase em discussões latino-americanas, como demonstrado pela participação de uma acadêmica convidada e a inclusão de casos fora do Brasil. O material explora diversos estudos de caso, incluindo a re-simbolização da Virgem de Guadalupe por meio de intervenções artísticas e políticas, desde ícone de patriotismo até símbolo de movimentos zapatistas e feministas, e a arte de rua e grafite no Rio de Janeiro, examinando as obras de Wark da Rocinha e a relação ambígua de sua arte com a religião. Outros tópicos abordados englobam a arquitetura moderna de santuários católicos no Brasil e México, e a produção midiática de teledramaturgia bíblica brasileira, investigando como novelas e viagens turísticas constroem uma "presença autêntica" de locais bíblicos. Por fim, há uma análise da oscilação da noção de "artista" no contexto religioso afro-gaúcho, especificamente entre os músicos rituais chamados alabês, em face da profissionalização e da mídia.
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Sobre os pantanais da alma
Há uma floresta dentro de cada um de nós. Entre sombras e clarões, símbolos se revelam, sonhos sussurram e a psique busca seu próprio caminho. Neste podcast, o psicólogo Felipe Foresto abre trilhas pela psicologia, onde a saúde mental não é apenas ausência de dor, mas encontro com sentido. Aqui, mergulhamos em mitos, arquétipos e narrativas que habitam o inconsciente coletivo; não como teoria distante, mas como experiência viva. É um espaço para que a alma fale em imagens ,e que a escuta profunda pode transformar o viver.
@forestopsicologia
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